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Culturas de ódio

por Diogo Noivo, em 05.12.18

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Quinze encapuçados agrediram brutalmente um jovem na Universidade do País Basco. A razão? A vítima defende a unidade de Espanha. O rapaz agredido esteve cinco dias internado. O ataque tem todas as marcas do nacionalismo radical da ETA cuja dissolução oficial este ano não pôs fim à cultura de ódio e sectarismo que alimentou campanhas terroristas ao longo de 40 anos. Aliás, este ataque é apenas o último de vários que têm ocorrido em terras bascas.

Na Catalunha, as sedes dos partidos políticos constitucionalistas são atacadas, os deputados destes partidos são insultados e ameaçados de morte, os juízes são intimidados e as suas casas vandalizadas. Como o objectivo é o de inocular o terror, a violência não conhece os limites da decência: os pais de Albert Rivera, líder do partido Ciudadanos, viram a loja que exploram há anos vandalizada repetidamente. O nacionalismo catalão mais violento – e xenófobo – vai pouco a pouco ocupando as ruas (com apoios dentro e fora de Espanha).

Perante estes factos, que circulam pelo país via jornais, rádios e televisões, há em Portugal quem se espante com o apoio eleitoral recebido pelo nacionalismo espanhol bafiento proposto pelo Vox, o partido de ultraderecha que elegeu pela primeira vez deputados nas eleições andaluzas do passado Domingo.

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4 comentários

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De Luís Lavoura a 05.12.2018 às 10:39

O Diogo Noivo condena, e muito bem, a violência política na Catalunha, mas deveria recordar que essa violência foi iniciada pelos nacionalistas espanhóis instalados no Ministério Público lá do sítio (que se chama Fiscalía, parece), ao levantarem ridículas acusações de "rebelião" e "sedição" a uns cromos que nenhum mal fizeram, destruindo as vidas familiares de diversos indivíduos (dez que estão presos e outros dez que tiveram que fugir para o estrangeiro).
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De Anónimo a 05.12.2018 às 11:50

A cultura começa nas sementes.
E quem semeia ventos colhe tempestades.
Como as multidões que morrem no Mediterrâneo, que atravessam continentes para esbarrar em arame farpado, que destroem "parises", que votam em partidos e em personalidades mais ou menos nazis...
João de Brito
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De lucklucky a 05.12.2018 às 12:01

Pois...
Quando o Jaime Nogueira Pinto foi impedido de discursar numa Universidade Portuguesa por "questões de segurança" o que serão estas questões de segurança?

Será violência? Intimidação?

E claro o silêncio é absoluto quando se trata dos EUA não é?
Onde membros e apoiantes do Partido Democrata se dedicam a violência incluindo tentavas de assassinato de congressistas e perseguição a casa das pessoas de quem discordam. E muitas Universidades que não passam de órgãos de ataque, censura e intimidação da Esquerda.
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De Sarin a 07.12.2018 às 00:25

Recordo-me, a propósito da entrega das armas, de ter relembrado que a ETA as depôs mas nem todos os separatistas seriam etarras, e que não se abandona o estado de alerta e violência em que se viveu décadas apenas com o afastar das armas de fogo. Seria um princípio.
No entanto, a recusa do governo central na recolocação dos terroristas em prisões bascas muito contribui para manter tal tensão. Espanha conseguiu enterrar o franquismo sem prender os franquistas, e agora não consegue devolver os bascos às prisões da sua terra?

Na Catalunha, de novo a violência contra o governo central.

O Vox nacionalista não nasce por resposta aos violentos separatistas - teve 30 anos para o fazer, e nada... Não, o Vox renasce porque o governo central não cola o seu tecido e porque a UE não previu, não preveniu e não responde em tempo útil.

Os vox populi desta Europa trazem diferença face ao que há, iguaizinhos ao que foram.

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