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Crescer, mas poucochinho

por Pedro Correia, em 05.02.16

Eu bem dizia, há quase dez meses, que havia previsões demasiado optimistas no risonho documento Centeno-Galamba, divulgado em Abril do ano passado. Portugal a crescer 2,4% já em 2016? Um cenário digno de país das maravilhas, que aliás não colava com a retórica do PS na oposição acerca de uma nação asfixiada sob o peso da austeridade.

Já no Governo, e confrontada com o duro choque da realidade após o franzir de olho de Bruxelas, a calculadora de Centeno acaba de corrigir as estimativas anteriores: afinal o crescimento será de 1,8%. Se não chover.

É a vida, como dizia um ilustre socialista. Habituem-se, como recomendava outro.


18 comentários

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De Anónimo a 05.02.2016 às 19:12

Como em Bruxelas chove quase sempre e o sol quase nunca aparece, os países desfavorecidos e desprotegidos do sul, com sol e onde a chuva não chateia muito, mesmo que queiram crescer eles não deixam. Se com este governo PS e com reposições, cresce 1,8 imagine o que não seria com o anterior governo. Aí, não crescíamos minguávamos, como minguámos nestes quatro anos. É a vida é verdade que enquanto durar está UE que nada tem de CEE e foi na CEE que entrámos e não na UE toda deturpara e distorcida a nossa vida é esta. Aguenta, aguenta como dizia o outro, mas agora vai ser ele também a aguentar e já não era sem tempo.
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De Pedro Correia a 05.02.2016 às 23:58

Um carro utilitário, para este Governo, é um bem de luxo. Um agregado familiar com um rendimento mensal de dois mil euros brutos, para este Governo, pertence à "classe alta".
Mistérios para mim.
Mas nenhum tão intrigante como a da discriminação agora introduzida no IVA: a água sem gás paga 13% enquanto a água com gás paga 23%. As bolhinhas valem 10% de imposto extra! Mais do que as algas, agora reduzidas para o escalão mínimo (6%) e as "bebidas de aveia e arroz", que baixam dos 23% para os 6%...
http://rr.sapo.pt/noticia/46235/vinhos_refrigerantes_e_agua_com_gas_mantem_se_com_iva_a_23

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De Anónimo a 06.02.2016 às 18:21

Se quiser pensar, tem de ver que num país onde o salário mínimo são 500€, um salário de 2000€ já pode ser considerado classe média o que já não poderia acontecer na Irlanda onde o salário mínimo são 1600€. Quanto aos refrigerantes, ainda bem que só fazem mal e a água com gás fique a saber se é que ainda não sabe, não podemos abusar porque se o fizermos, também faz mal. Como vê são impostos sobre produtos que só paga 23% de IVA quem quiser já no anterior governo era tudo.
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De Pedro Correia a 06.02.2016 às 20:18

Há leitores que têm notória dificuldade em ler. Julgo ser o seu caso. Ao ponto de confundir um rendimento de dois mil euros de um agregado familiar com um salário de dois mil euros.
Talvez se habilite a ser ministro das Finanças.
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De Anónimo a 06.02.2016 às 23:11

Neste país à beira mar plantado, um agregado familiar com 1000€ Brutos como os classifica? Estes são o pão nosso de cada dia aqui em Portugal e o anterior governo nunca se importou minimamente com eles. Vamos um pouco mais atrás, os que têm 800€ que também são o pão nosso, esses são o quê? Quando é que viu o Passos e Portas preocuparem-se? Nunca! Houve um banqueiro que teve o desplante de dizer, aguentam, aguentam. Agora é que acordou, antes tudo era permitido, normal e nunca os criticou porquê?
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De Pedro Correia a 06.02.2016 às 23:22

Cinco horas depois demonstra ter percebido a diferença entre um salário de dois mil euros e um rendimento de dois mil euros num agregado familiar.
É líquido que não é bruto. Você, não o rendimento. Esse continua bruto.
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De Anónimo a 07.02.2016 às 01:08

Você seis horas depois não diz nada do passado e não entende que os portugueses vão ficar melhor, agora que antes. Por mais voltas que dê, por mais que queira enrolar, não enrola. Seis horas depois não disse nada desses portugueses no antes nem no agora e não venha com a dos combustíveis que com essa também não chega lá. É triste, mas custa-vos engolir esta mudança que alivia, mas que vocês, tentam a todo o custo, ludibriar aqueles que se deixam ir na cantiga.
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De Anónimo a 05.02.2016 às 19:22

Vai dizer que a austeridade é igual à anterior. Não corra esse risco porque vai errar. Já devia ter percebido que nós queremos, mas Bruxelas impõe e diz não. Assim, nunca iremos crescer como queremos. É pena, é que a União de desunidos, não se lembre de fazer o que se fez à Alemanha quando a mesma se lembrou de espatifar tudo e todos. Antes havia união, solidariedade, agora há inveja, ganância e soberba. Esta é a grande diferença entre o agora é o antes. Deveria ser motivo de reflexão o porquê e para quê, duma UE que já nada tem de CEE.
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De Pedro Correia a 05.02.2016 às 23:49

Com essa retórica pretende chegar onde? Confesso que me perdi a meio do seu raciocínio.
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De BELIAL a 05.02.2016 às 21:03

O oe safou-se.
O tuga quilhou-se.

Enfim, enquanto o pau vai e vem...
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De Pedro Correia a 05.02.2016 às 23:48

Mais 1260 milhões de euros de carga fiscal sobre os portugueses em 2016. O que vale é que a "austeridade" acabou.
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De airam a 06.02.2016 às 10:16

O Programa é mesmo esse, crescer poucochinho e aumentar a dívida e, assim, conseguir a total escravidão dos países, não só europeus mas, a nível global.
Há muitos que ainda não entenderam que a Globalização tem como fim criar um Mundo, totalmente controlado por uma elite e que tudo o que se tem passado a nível global é para nos encaminhar para um Governo Totalitário e Prepotente que conseguirá, finalmente, escravizar a humanidade.
Nesta perspetiva, até as coisas que parecem não fazer sentido, encaixam perfeitamente, pois há os que colaboram neste caminho, para concretizar o objetivo final e os que são pequenas pedrinhas que podem encravar a engrenagem.
Todos os governos que tentarem reduzir a dívida, estarão condenados, até por elementos do seu próprio Partido, os vendidos e rendidos ao governo sombra que, a nível global, vai puxando os cordelinhos. Quanto às populações que só veem o dia de hoje e são suficientemente estúpidas para não ver a armadilha onde estão a cair, são outra força que nunca deixará equilibrar as contas para deixarmos de ser subservientes e escravos de outros poderes.
Olhemos para Manuela Ferreira Leite que sempre odiou Passos Coelho e, agora até enaltece Costa, será mera coincidência?
Para quem saiba que tanto a Manuela, como Costa, foram convidados para reuniões com o Grupo Bilderberg, para mim, esse facto, é razão suficiente para acender todos os meus sinais de alarme e preferir, mil vezes Passos, a todos os outros que por lá passaram e, infelizmente, foram muitos e, não foram só políticos porque donos da comunicação social que controlem "a palha" que nos dão a comer, há um que até pode ser considerado "prata da casa".
O Diabo está sempre nos detalhes e há por aí muitos detalhes que, definitivamente, "cheiram muito mal".
Detalhes esses que ainda se podem apanhar na net, talvez por isso, se comece a sentir a censura e, em certos países, a saída de leis que tentam limitar a liberdade na net. Falam tanto de liberdade de expressão e, no Facebook, há comentários que podem desaparecer e até castigar quem os escreveu, fechando a página durante dias. "Debaixo do pano" e, "a todo o vapor" andam a construir um Mundo impensável para o comum dos cidadãos mas que tantos, ao longo de décadas, têm deixado tantos avisos... que custam a passar porque há demasiados "cegos e surdos".
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De Pedro Correia a 06.02.2016 às 10:40

Extraordinária frase do ministro das Finanças: «Este não é o cenário fiscal que eu queria.»

http://expresso.sapo.pt/politica/2016-02-05-Centeno-Este-nao-era-o-cenario-fiscal-que-eu-queria
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De airam a 06.02.2016 às 13:19

...pois... e se eu tivesse guelras, provavelmente, era um peixe. Uma ótima frase que lhe servirá de desculpa quando tudo começar a correr muito mal... ainda não chegámos à tempestade e ele já começa a "vestir o capote de onde terá de sacudir muita água"... um tipo de frase que condiz, tão bem, com o tipo de sorrisinhos que parecem ser mais próprios de pessoas "simplórias" do que de um Ministro das Finanças (tentando ser soft e não ter de falar em QI). Aumentar o consumo interno e, impostos que, nos combustíveis, nunca poderão ajudar a economia e ainda têm o terrível defeito de fazer desaparecer qualquer tipo de benesse dado às famílias. Será que as pessoas se esqueceram que até os bens essenciais são transportados por veículos que gastam combustível?
No entanto, acredito que não seja um Governo para durar muito tempo, Costa, acima de tudo, quer governar sozinho e vai ter de escolher uma altura em que ainda não sejam visíveis os efeitos desta política utópica e, os tolinhos, vão votar ainda a pensar nas benesses dadas, estando completamente a leste, de que estão envenenadas. Digamos que Costa está numa corrida e terá de chegar à meta antes de lhe cair a máscara de "bonzinho e do grande distribuidor de benesses" e, se o povinho cair nessa... é burro porque nem à 3ª aprende e, mais uma vez, merece o que lhe acontece.
Pena que, como sempre, pague o justo pelo pecador mas, é coisa normal na Democracia... The mob rules. Não é preciso saber governar, dá mais votos "cair nas boas graças"... uma sociedade baseada nos favores que se dispensam e se recebem, algo completamente oposto à exigência e ao rigor das contas que a nossa economia precisava.
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De Pedro Correia a 06.02.2016 às 20:23

Outra do ministro das Finanças:
"Não posso responder se as 35 horas avançam este ano"
http://expresso.sapo.pt/economia/2016-02-06-Centeno.-Nao-posso-responder-se-as-35-horas-avancam-este-ano
Não tardou a levar um puxão de orelhas do primeiro-ministro:
"As 35 horas entrarão em vigor no próximo dia 1 de Julho."
http://www.tsf.pt/politica/interior/antonio-costa-garante-35-horas-a-partir-de-julho-5018813.html
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De Anónimo a 06.02.2016 às 18:34

E...? Tem toda a razão. Enquanto esta UE comandada por gente medíocre que só governa para grupos, banca e agências de rating, continuar a massacrar os países do sul, não nos levará a lado nenhum a não ser ao massacre. Esta é a realidade que muitos se recusam a ver e a admitir.
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De airam a 06.02.2016 às 21:25

Não me diga que é o mesmo Anónimo a quem acabei de responder no poste do Rui Rocha- Tempo Novo. Se não é, então parece ser irmão gémeo da outra "sumidade" em economia.
Com que então não conseguem parar de massacrar os Países do sul?
Sabia que se não tivéssemos pedido empréstimos de quantidades de dinheiro absurdas por causa de políticos e políticas esbanjadoras, hoje ninguém nos obrigava a fazer nada e continuaríamos a ter a nossa soberania nacional intacta?
Como nós os outros todos fizeram o mesmo, votaram em políticos incompetentes que iam distribuindo benesses e "amendoins" ao povinho enquanto "metiam a mão na massa".
Sabe qual o Partido que pediu por 3 vezes assistência financeira... pois vá saber porque se prepara para voltar a fazer o mesmo e nem precisa mudar a receita:
Com papas e bolos se enganam os tolos.

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