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Considerações sobre o novo TSUnami

por Rui Rocha, em 16.01.17

A estratégia de Costa na Concertação Social consistiu, resumidamente, em oferecer aos trabalhadores dinheiro dos patrões e aos patrões dinheiro da Segurança Social. Perante isto, há, de facto, uma lição de fundo ético a retirar do episódio. Mas não é aquela que tem sido divulgada por certos arautos de pragas, cataclismos e calamidades. Essa lição consiste em reconhecer que não é sério negociar apresentando-se aos parceiros como dono daquilo que não se tem. Esta lição é ainda mais grave quanto é certo que não é a primeira vez que Costa transgride esta regra de conduta essencial. Se virmos bem, foi exactamente assim que procedeu no caso da Caixa Geral de Depósitos: prometeu a António Domingues um regime de excepção que não estava nas suas mãos garantir. Os resultados são conhecidos.

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7 comentários

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De Anónimo a 16.01.2017 às 12:12

Quando 8 indivíduos detêm metade da riqueza mundial a), discutir, nestes termos, o salário mínimo, que temos, é uma absoluta obscenidade.
João de Brito
a) Ainda que possa não ser exatamente assim
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De V. a 17.01.2017 às 11:56

Acredita mesmo nessas verdades facebooko-jornalísticas?
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De Hoje cozinhei e estava bom a 17.01.2017 às 20:12

V, diga-me em que horta colhe as suas verdades!
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De Luís Lavoura a 16.01.2017 às 12:14

Qualquer governo faz isto: negoceia oferecendo coisas que só a Assembleia da República pode, em última instância, oferecer.
O governo negoceia; a Assembleia da República, se assim o entender, desfaz os negócios feitos pelo governo.
Isto tanto é assim em Portugal como noutros países. Por exemplo, no passado o presidente dos EUA negociou com Portugal um acordo sobre a base das Lajes, que depois o Congresso dos EUA decidiu não aprovar.
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De xico a 16.01.2017 às 12:24

Mas a credibilidade da negociação está no suporte que o governo tem, ou não, na Assembleia da República. E de facto sabia que não tinha esse suporte, pelo que não devia dar o que não podia, porque o PSD será sempre o bisonte na linha por onde circula a geringonça.
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De am a 16.01.2017 às 12:32

Bem conversado e apimentado com umas chumuças....( originais)

Galambas e Mortáguas ainda acordam na TSU !
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De Borda de água a 16.01.2017 às 14:29

Tendo em consideração que mais ano, menos ano a Segurança Social deixará de ser viável, sobretudo para os que começaram os descontos agora, ou para os mais novos contribuintes que nunca conseguirão estar 35 anos a descontar para a mesma Segurança Social, melhor me parece que estes levem para casa mais salário e decidam o que fazer com ele, do que alimentar falsas esperanças sobre uma reforma futura recebida através do Estado. Quem nos dias de hoje vai atingir os critérios para a atribuição de uma reforma? Já diz o ditado: mais vale chupar um ossinho que lamber um chupa chupa

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