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Condição humana

por Helena Sacadura Cabral, em 31.10.15

“E quando os homens são de tal condição, que cada um quer tudo para si, com aquilo com que se pudera contentar a quatro, é força que fiquem descontentes três. O mesmo nos sucede. Nunca tantas mercês se fizeram em Portugal, como neste tempo; e são mais os queixosos, que os contentes. Porquê? Porque cada um quer tudo. Nos outros reinos com uma mercê ganha-se um homem; em Portugal com uma mercê, perdem-se muitos.

... Porque como cada um presume que se lhe deve tudo, qualquer cousa que se dá aos outros, cuida que se lhe rouba.”

 

                                                       Padre António Vieira, in 'Sermões' 


11 comentários

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De Tiro ao Alvo a 31.10.2015 às 18:05

Palavras sábias, sim senhora, e muito bem lembradas.
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De Anónimo a 31.10.2015 às 18:50

Está tudo nos clássicos...
:-) Antonieta
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De João de Brito a 31.10.2015 às 19:11

Seria naquele tempo.
Desde há muito que se passa precisamente o contrário: muitos portugueses, demasiados, contentam-se com o rendimento mínimo ou pouco mais e ficam extremamente gratos, pagando com votos, pelas migalhas que os partidos lhes dão por caridade, quando, por justiça, muito mais lhes era devido.
Estou convencido de que Vieira se referia a uma certa elite.
Essa, sim, ainda hoje existe e prospera.
Pela corrupção.
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De Helena Sacadura Cabral a 01.11.2015 às 00:44

Caro João de Brito
Se ler o Sermão completo verá a quem Vieira se refere. E, acredite, os hábitos podem mudar. Mas o Homem muda muito pouco. Infelizmente.
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De Peço perdon a 31.10.2015 às 21:21

A nossa república é republicana(convém reconfirmar a todo o momento)e laica.
O sermão é sagaz mas o país de Abril é já outro,prenhe de promessas e benesses
para todos.
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De Helena Sacadura Cabral a 01.11.2015 às 00:42

Caro Peço perdon
O país será outro, concerteza. O Homem, esse, continua a ser o mesmo!
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De William Wallace a 01.11.2015 às 02:51

" Para a formação da consciência pública, para a criação de determinado ambiente, dada a ausência de espírito crítico ou a dificuldade de averiguação individual, a aparência vale a realidade, ou seja: a aparência é uma realidade política. "
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De William Wallace a 01.11.2015 às 02:53

" Em política acontece que as mesmas palavras traduzam realidades diferentes e que coisas semelhantes possuam nomes contrários. "
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De William Wallace a 01.11.2015 às 02:55

" Nós somos um povo de conversadores... inúteis, sobretudo quando não somos espirituosos. "
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De William Wallace a 01.11.2015 às 02:58

" Os povos antigos ou são tristes, ou são cínicos. A nós, portugueses, coube ser tristes. "
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De SSalgueiro a 01.11.2015 às 09:52

E “se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande”.

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