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Como se os crimes tivessem cor

por Pedro Correia, em 08.01.20

Bianco_e_Nero[1].png

 

Dois jovens foram assassinados no «quarto país mais seguro do mundo» (António Costa dixit). Com cinco dias de intervalo, em duas cidades diferentes. Um em Bragança, outro em Lisboa.

O primeiro foi morto por espancamento, o outro por esfaqueamento.

Um chamava-se Luís, o outro chamava-se Pedro.

Eram ambos estudantes. Um tinha 21 anos, outro 24.

 

Um está a suscitar marchas e vigílias de homenagem póstuma a nível nacional. O outro, não.

«Barbaramente assassinado», proclama o Esquerda.net - órgão nacional do Bloco de Esquerda - perante um destes revoltantes crimes.

Sobre o outro, nem uma linha.

A deputada Joacine Katar Moreira expressou «consternação e repúdio» sobre um destes homicídios.

Sobre o outro, nada.

 

Há muitas formas de racismo. Distinguir os cadáveres de dois jovens em função da pigmentação da pele é uma delas.

Instrumentalizando um deles, de modo obsceno, com fins políticos.


62 comentários

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De V. a 08.01.2020 às 08:22

E um é uma zaragata numa discoteca chungosa (fenómeno recorrente nestes grupos de estudantes deslocados: alguns até vêm dos subúrbios de Lisboa de propósito para a pancadaria) e o outro um assalto à mão armada a um indivíduo no meio da rua.
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De Carlos Gonçalves a 08.01.2020 às 22:37

E - a acreditar no que li hoje num jornal -, nem é certo que a morte tenha resultado diretamente da zaragata que menciona, admitindo os investigadores a hipótese de que tenha resultado de uma queda subsequente a coma alcoólico...
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De Luís Teixeira Neves a 09.01.2020 às 18:45

Cada um acredita naquilo que lhe dá mais jeito, não é verdade?
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 08:59

Infelizmente tem razão
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De Ricardo Abreu a 08.01.2020 às 09:04

A diferenciação, que ocorreu nos dois casos, no tratamento dado pela CS resulta da distância de Bragança para Lisboa e não do preto e do branco ou do assalto e da rixa... Longe de Lisboa, longe do coração.
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 09:23

Não sucede essa diferenciação com os crimes associados à violência doméstica, por exemplo, já para não falar, um pouco a despropósito, das "mães de Bragança" que saturaran a Antena.
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De Isabel Paulos a 08.01.2020 às 09:31

É isso tudo. São ondas muito selectivas.
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De Pedro Correia a 08.01.2020 às 09:35

Choca-me também ver assassinos - num destes casos - serem mencionados como "jovens" e "rapazes", como ontem ouvi continuamente num canal televisivo.
Nem uma só vez, ao menos, como agressores.
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De Isabel Paulos a 08.01.2020 às 09:38

Senti precisamente o mesmo. No jornal da SIC.
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 09:41

O Correio da Manhã já publicou as fotografias dos presumíveis homicidas. Também me choca estes julgamentos de capa.
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De Pedro Correia a 08.01.2020 às 09:44

Sem a menor dúvida.
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De Luís Lavoura a 08.01.2020 às 10:30

Esse pasquim é uma vergonha nacional.
E outra vergonha nacional é o sistema de justiça que o alimenta.
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De V. a 08.01.2020 às 21:19

Pois é, tanto trabalho das esquerdas para correr com a outra que era mais competente para meter lá uma pata choca abafadeira do PS e afinal o problema não é o chefe.
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De Justiniano a 08.01.2020 às 10:55

Caro Vorph,
A mim não me choca nada que se publiquem fotografias de X, Y e Z para que se saiba que X, Y e Z estão na situação de presos por ordem de um Tribunal Judicial, muito pelo contrário!
Os orgão de polícia criminal quando detêm alguém têm o dever de o fazer em condições de publicidade e comunicação para com os restantes cidadãos. As detenções secretas ocorrem na China, onde à guisa do segredo de justiça, e outras enunciações virtuosas, não se publicita a detenção de ninguém nem qualquer elemento do processo. Um juiz de instrução não ouve detidos em abstracto, ouve as pessoas X e Y, em acto de decisão publica e, obrigatoriamente, publicitada. Esse pequeno prurido moralista está mal dirigido e funda-se em erro de valoração! Se há actos que a comunicação social deve publicitar são, precisamente, os da Justiça Penal.
Um bom ano, caro Vorph
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 12:59

Percebo que haja alguma relevância jornalística quando se trata de uma figura pública. Para o bem, ou para o mal dispõem sempre de um acesso facilitado a variados meios, que permitem uma "limpeza de imagem". Dinheiro, bons advogados, rede de contactos...

Já um anónimo não tem nada disso. Publique-se a notícia, até o nome, etc, mas não fotografias, de arguidos, que em última instância são inocentes até prova em contrário. Se condenados, prisão com eles. Idealmente a 25 anos de prisão efectiva, e não libertados, por factores atenuantes, como a idade, passados 13 anos, ou coisa parecida.
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De Justiniano a 08.01.2020 às 14:54

Meu caro Vorph, eu não estou a falar de relevância jornalística. Estou a valor de valores que se presumem fundamentais à nossa sociedade. Saber que determinada pessoa está detida ou presa através da exposição da sua imagem em público é pacificador para toda a comunidade. Não estou a falar de indulgencias ao Voyeurismo sobre as figuras públicas. Ficamos todos a saber que aquele indivíduo, que podemos conhecer sem lhe saber o nome, está detido ou preso à ordem de autoridade judicial. Qualquer um de nós pode indagar e saber o porquê daquela privação da liberdade e poderemos reagir contra a mesma se ilegitima ou ilegal.
O caro Vorph acha que ofende como ultraje público ao pudor a publicitação destes actos (O Rui Rio também). Pelo contrário, assegura que a privação da liberdade pelas autoridades deve ser sempre publicitada e nunca mantida no secretismo de um processo penal para que possa ser sindicada por qualquer um de nós!!
Posso, por outro lado, ser sensível à destrinça entre publicitação de actos e exploração da imagem desses actos para outros efeitos que não o de mera divulgação do mesmo.
Por outro lado há os que se incomodam com as imagens divulgadas quando as imagens demonstram uma realidade incómoda. No caso temos de tudo. Temos os que se impressionam genuinamente por qualquer imagem e temos os que se impressionam pelo que as imagens revelam. As imagens revelam o jovem cabo-verdiano morto em Bragança, o jovem português morto em Lisboa e os jovens guineenses indiciados pelo homicídio deste último que foram presentes a um juiz que lhes decretou a prisão preventiva. Mais tarde teremos as imagens dos indiciados pelo homicídio em Bragança. O Vorph preferia não saber da imagem de quem morreu nem de quem foi detido e preso??
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 16:21

"O Vorph preferia não saber da imagem de quem morreu nem de quem foi detido e preso??"

Não. Até me parece que as notícias, hoje, são "lidas" exclusivamente olhando as fotografias Prefiro a notícia em si. Prefiro saber que quem cometeu um crime foi detido e julgado. Fotografias, só gosto daquelas de surgem belas mulheres e belos montes (ou vice versa) .

Mas percebo-o. Grande abraço
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De Isabel Paulos a 08.01.2020 às 16:44

Permita-me meter o bedelho. A pacificação não se consegue com publicação das fotografias, cujo objectivo é vender mais, inflamando. Tudo o que não se deseja.
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De Justiniano a 09.01.2020 às 08:38

Cara Isabel, não me referia a tais fenómenos, isso será outra conversa. Repito o que tentei explicar, mais abaixo, ao caro Lavoura!!
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De Luís Lavoura a 08.01.2020 às 17:07

Saber que determinada pessoa está detida [...] é pacificador para toda a comunidade.

De forma nenhuma!!! Se a pessoa fôr inocente, não é nada pacificador saber que ela foi metida na prisão só porque sim!

Além disso, essa pessoa vai ficar com a vida arruinada. Você aceita que, supostamente para "pacificar toda a comunidade", se meta um inocente qualquer na prisão?
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De Luís Lavoura a 08.01.2020 às 17:04

para que se saiba que X, Y e Z estão na situação de presos por ordem de um Tribunal Judicial

O seu argumento tem toda a validade se o Tribunal Judicial os condenou a prisão na sequência de um processo com direito a defesa.

O seu argumento não é, porém, válido se X, Y e Z foram colocados em prisão preventiva. Eles não foram condenados em tribunal, não houve julgamento, não houve contraditório; foram postos na prisão apenas para que o Ministério Público possa comodamente investigar, sem pressas, enquanto eles, que podem estar inocentes, apodrecem na prisão.
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De Justiniano a 09.01.2020 às 08:32

Lavoura, não lhe consigo instilar entendimento para poder interpretar o que escrevi.
Note apenas que não me pronunciei sobre a culpabilidade ou condenação de ninguém. Tão só e apenas quanto ao acto da detenção e da prisão que, como tentei explicar, deve ser sempre, pela relevância ética e social do acto da privação da liberdade, publicitado. Nunca devemos admitir detenções secretas ou tomadas no recato, na sombra e em silencio, por entre números e letras, para não incomodar ninguém.
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De Luís Lavoura a 09.01.2020 às 09:32

o acto da detenção e da prisão [...] deve ser sempre [...] publicitado

Concordo que se publicite que se prendeu pessoas que são suspeitas de um crime. Discordo que se diga quem é que se prendeu (os nomes dos presos) e, ainda mais, que se promova a publicação de fotografias das pessoas que foram presas.
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De Luís Teixeira Neves a 09.01.2020 às 18:51

São todos maiores de idade.
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De Anónimo a 08.01.2020 às 09:44

Há uma diferença grande entre um assassínio no decorrer de um assalto, alegadamente porque a vítima lhe tentou resistir, e um assassínio racista, isto é, devido a uma pessoa ser quem é e não devido a ela ter feito qualquer coisa.
Dito isto, concordo com o Pedro, uma vez que ainda não se sabe se o crime de Bragança foi devido a racismo.
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De Justiniano a 08.01.2020 às 11:33

Porque se presume o racismo em Bragança com a morte do jovem cabo-verdiano e não em Lisboa com os jovens guineenses!?
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De FatimaP a 08.01.2020 às 16:46

Verdade, Justiniano, é inacreditável o que as pessoas (algumas pessoas, lógico) presumem, por puro preconceito.
E as desculpas que arquitectam para branquear crimes hediondos, a todos os títulos indefensáveis, por puro preconceito, também.
O preconceito é lixado, mortífero, mesmo, cega as consciências.
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De V. a 09.01.2020 às 01:18

"e um assassínio racista, isto é, devido a uma pessoa ser quem é e não devido a ela ter feito qualquer coisa."

Sempre a torcer a cabeça ao prego.

Durante o tempo que trabalhei com alunos deslocados assisti a dezenas de casos desses: são rixas combinadas, por causa de namoricos, que se arrastam de fim-de-semana em fim-de-semana, tipo ajustes de contas.

Façam o favor de conhecer as realidades antes de começarem logo a emprenhar pelos ouvidos — é com tansos ignorantes que se acham muito justos e com o jornalismo de causas das SICs e de outros pasquins que os activistas e os SOSs passam as suas agendas e conseguem sempre minar tudo. Tornou-se num emprego bem pago e dá casinhas no centro de Lisboa dizer umas merdas de esquerda e organizar protestos.
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De Justiniano a 08.01.2020 às 09:53

Os tontos, da esquerda e de todas as cores do progresso, nem se apercebem do ressentimento que criam e alimentam (ou apercebem-se e redobram em esforço)!! Andam, encantados e enternecidos, a criar racistas a eito! É a boa nova do enfrentamento! E estas coisas, uma vez fora do armário, tendem a crescer inflamadas. Mais tarde dir-nos-ão que foi em farsa que se repetiu a história!!
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 13:00

Sou tão racista como era há 30 anos. Só sou racista com racistas. Quanto ao resto estou - me nas tintas.... Ventura, Joacine, etc
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De Justiniano a 08.01.2020 às 14:20

Sim, mas isso é o caro Vorph que é pouco impressionável ou sugestionável pela dramaturgia dos novos fariseus! Por outro lado, os sensíveis contam-se pelas centenas de miles, são mais impressionáveis e comovem-se facilmente com as impressões deixadas por estes fariseus! A media de referencia aplaude, em júbilo gemido de piedade e nobreza!
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De José Lopes a 08.01.2020 às 10:08

Queria ressalvar para alguns reflectirem: somos o quarto país mais seguro do mundo... e sem pena de morte!
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De Justiniano a 08.01.2020 às 11:18

Já somos dos países mais seguros do mundo desde os idos de 50 do século passado (sem pena de morte), caro José Lopes. Com alguns intervalos desvalidos, sempre de entre os 10 mais seguros do mundo (segundo vários critérios e centros de estudo). Apesar de tudo (e tudo é apesar disto que temos actualmente) ainda nos mantemos como País seguro! A reflexão, caro José Lopes, deve incidir sobre o fenómeno, à escala europeia e mundial, da proeminência actual do capital segurança. Porque se elenca e salienta, actualmente, a segurança como um capital (social) cada vez mais valioso? Que Países eram mais seguros e se tornaram menos seguros? Porquê? E a inquietante questão, se seremos amanhã um país menos seguro!!
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De Anónimo a 08.01.2020 às 11:42

Terminada que está a primeira volta da La Liga, o jornal espanhol 'Marca' enumera aquelas que foram as desilusões da primeira volta do campeonato espanhol.

O português João Félix contratado este ano pelo Atlético de Madrid faz parte dessas escolhas, assim como Jovic no Real Madrid ou o português Rony Lopes do Sevilha.

Ou seja, somos um país seguro, porque os mandamos para Espanha onde são trucidados. Tadinhos.
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De Aurélio Buarcos a 08.01.2020 às 12:30

Existe pena de morte em Portugal. O miúdo que resistiu a um assalto foi condenado à morte. Não existiu foi pena da morte dele. Já o miúdo assassinado em Bragança tem muito gente com pena da morte dele como o senhor Pedro Correia sublinha e bem.
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De Anónimo a 08.01.2020 às 11:19

Ah...! agora crimes racistas!, que injustos... nunca estão contentes e realizados com os nossos e com o nosso País.
Eu não acho que haja racismo; matam tudo a eito. Não olham , coisa nenhuma, a se é branco ou preto. Injustiça estes comentários de revolta...
Desculpem , mas tinha que dizer.
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De Anonimus a 08.01.2020 às 11:57

Caso de racismo... e é porque?...
O rapaz foi morto por causa da cor da pele, ou porque houve "problemas" entre os dois grupos?
Aprecio sempre estas conclusões. Um branco bate num branco, agressão, um branco bate num preto, racismo.

(Há uns tempos dois "cidadãos" pontapearam um outro até este ficar em coma. Porque sim. Não sei se recuperou, ou se faleceu. Na altura, e mesmo com filmagens do acto, não houve grandes ondas de indignação.)
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De Makiavel a 08.01.2020 às 13:13

Argumentário redutor e a não querer ver o que pode estar em causa.

Consegue ver a diferença entre a morte na sequência de uma assalto e a morte na sequência de um espancamento feito por 15 energúmenos, com possíveis contornos racistas?

Consegue ver a diferença no facto de, no assassínio de Lisboa, a PJ já ter detido 3 suspeitos e no de Bragança (meio bastante mais pequeno) ainda não haver suspeitos?

Consegue ver a diferença na cobertura mediática que foi dado a um e a outro? O órgão oficial das desgraças e crimes, vulgo correio da manha, tão rápido a fazer manchetes assassinas, desta vez conteve-se. I wonder why...
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De Justiniano a 08.01.2020 às 16:25

Toscano eslavo, não sei quem é que o CM matou com as suas manchetes, mas olhe que basta compulsar as suas páginas online para ver notícias e especulações várias sobre o ocorrido em Bragança, algumas da mesma natureza da sua balda! Avento, mais, que Vcmcê atirou ao lado. É o que dá queimar antes de ler. Parece-me que se enterneceram, os da CM, com os meninos, jovens, coitadinhos! Por outro lado, sobre o ocorrido em Bragança tenho lido, e ouvido, por parte de actores com relevância pública e política, declarações públicas de agravo e repúdio, que não ouvi em relação ao ocorrido em Lisboa. Alguns, desses irresponsáveis, com relevância pública e política arrotam julgamento e sentença!!
Porque é que Vcmcê é tão soeiramente lesto a aventar a hipótese da motivação racista para o homicídio do jovem cabo verdiano em Bragança e tão leniente à mesma eventual motivação pelos jovens guineenses!?
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De Makiavel a 08.01.2020 às 19:35

O de Lisboa acontece num contexto de resistência a um assalto. O de Bragança foram 15 energumenos que espancaram um indivíduo. Isto quem não quer ver o óbvio, põe-se a inventar.
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De Justiniano a 09.01.2020 às 08:23

Vcmcê é um tonto e os tontos, como sabemos, não devem obviar! Recomendo-lhe, sobre os tontos, de todas as matizes, um interessantíssimo texto de A. Pérez Reverte https://www.xlsemanal.com/firmas/20180909/perez-reverte-tontos-peligrosos.html
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De Makiavel a 09.01.2020 às 08:49

Já passou para a soberba pseudo-intelectual... é bom sinal.

Palavras da própria PJ, hoje: “Chegámos dez dias atrasados ao caso” I keep wondering...

Há pessoas que, por mais saber livresco que adquiram ao longo da sua vida, terão sempre dificuldade em raciocinar.
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De Justiniano a 09.01.2020 às 09:47

Vcmcê redobra-se!! Um tonto insidioso é, fundamentalmente, um gebo tagarela!!
O Makiavel nada sabe sobre nada mas atreve-se, à laia de Soeiro, a arrotar sentenças de insídia com qualificativas agravantes, amplificando a pressão e condicionando o julgamento que se fará. Vê largo, o Makiavel, nas entranhas de um burro!
Mais, vem aqui desembraiado, com a cara untada de lama, lamber a brisa e baldar-se do pior que o jornalismo activista consegue fazer!
Vcmcê é um caso perdido, vá-se lavar!!
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De Makiavel a 09.01.2020 às 13:39

Da soberba pseudo-intelectual para o insulto pseudo-literário. Cada vez melhor...

Da substância do assunto, deserto completo.

O insulto diz mais de quem o profere do que do alvo que quer atingir.

Vá para dentro, não se incomode mais.

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