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Comemorar o 25 de Abril em beleza

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.04.15

O facto de vir de fora não me aquece nem arrefece e, neste caso, o uso do argumento até deve ser visto como mais um sinal de provincianismo.

À beira de se comemorar mais um aniversário do 25 de Abril, a apresentação de um vergonhoso projecto controleiro para a comunicação social, cozinhado pelo PSD, pelo PS e pelo CDS-PP, visando a apresentação de planos prévios de cobertura, constitui mais uma acha no caixão do actual regime e a prova final da irreformabilidade do país. Em vez de se responsabilizar, que seria o correcto, prefere-se tomar conta.

A ideia de alguns jornalistas de boicotarem a cobertura da pré-campanha e da campanha eleitoral não me parece que seja errada. Seria mau para os partidos, evidentemente, mas óptimo para os eleitores que se livrariam da poluição sonora e visual em benefício do descanso e tempo de reflexão que lhes proporcionaria. Poupados às habituais patacoadas de campanha e aos espectáculos circenses que normalmente estão associados a esses períodos, essa poderia ser uma boa maneira dos portugueses começarem a pensar em fazer um 25 de Abril que não fosse tão deturpado e enxovalhado, em tão pouco tempo, pelas fossilizadas forças do regime. Bastaram 40 anos, só 40 anos, para se regressar a uma espécie de visto prévio para a imprensa.

Estarei errado? Talvez, mas assim também não há democracia que resista.

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13 comentários

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De JS a 24.04.2015 às 12:39

Não está errado, não Senhor.
Mas algo está muito errado sim, mas é com esta Constituição.

Permite que alguém dito "representante e legislador em nome do povo" gaste em acarinhadas passagens de avião de interesse pessoal, e não nacional, o que faz muita falta a centenas de cidadãos.

Permite que um personagem que nunca teve o seu nome em nenhum boletim de voto nacional, que nunca foi eleita de forma transparente e directa para a AR, cozinhe com as "amigas" (sic no feminino) o que a comunicação social pode ou não comunicar !.
Linda Constituição. Linda Assembleia da República.
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De ze luis a 24.04.2015 às 12:40

100% de acordo. Isto é a transparência democrática digna do 24/4!

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De Pedro Correia a 24.04.2015 às 12:55

Não estás errado. Estás certo. É uma vergonha, este novo "visto prévio". E, obviamente, não tem pernas para andar.
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De Marquês Barão a 24.04.2015 às 13:51

E vão ser as redes sociais a travar esta enormidade. Habituem-se.
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De Vento a 24.04.2015 às 13:01

Estes tipos são finos. Em nome de uma igualdade de oportunidade retiram espaço de manobra à cobertura eleitoral limitando-a a um memorando prévio que cerceia a possibilidade de reagir a acontecimentos futuros. E assim controlam a máquina propagandista. Isto é uma forma de nacionalizar a informação.

A troika é uma grande escola. Porra, se é. Contratem um Goebbels e a eficácia da propaganda do regime fica garantida.
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De Marquês Barão a 24.04.2015 às 13:46

Tenham vergonha e vão avaliar o caétano que os foxtrot .
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De Luís Lavoura a 24.04.2015 às 15:05

Segundo leio na notícia lincada, já hoje existe uma "lei da cobertura jornalística das eleições e referendos".
Eu perrgunto, que prescreve essa lei? Ela não é "controleira"? Para que é necessária uma tal lei? Em que é que a lei atual é boa e aceitável, ao contrário da nova que PS, PSD e CDS propõem?
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De cristof a 24.04.2015 às 15:09

Pela minha parte os jornalistas têm todo o meu apoio, não para boicotar seja o que for mas para ignorar a estupida e incrivel ideia de mentes provavelmente doentes ou deturpadas.
A deturpação presumo tem crescido pelas vezes demais que jornalistas(pseudo?) contemporizam a bem da sâ convivencia e não fazem com eficiencia o escrutinio indespensavel e acabam por "deixar" passar o que não deviam nunca.
Veja-se a luta quase isolada que os alertas sucessivos de que o poder socratico ia nu. Até eu tenho que pedir desculpa do mau juizo que formulei sobre MMG, Felicia Cabrita e outros valorosos jornalistas.
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De FF a 24.04.2015 às 15:43

Muito mais importante do que os "planos prévios" seria a lei obrigar os órgãos de comunicação social a manifestarem publicamente a sua orientação editorial e ideológica. Que digam exactamente onde se posicionam. Prestam um enorme serviço ao espectadores, leitores e ouvintes e tornam-se muito mais credíveis.

Sob a falsa capa da liberdade de informação todos nós vemos como é que certa comunicação social manipula e orienta a informação e os debates. O conteúdo das questões e a forma como elas são colocadas no F.... TSF são o exemplo acabado dessa manipulação. Veja-se como a SIC-N, Visão, DN, JN, Público, que sendo todos muito "independentes", têm uma orientação e até mesmo uma agenda ideológica para condicionarem opções de quem os vê, lê e/ou ouve. Quem é que pode fazer fé nesta gente?
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De José António Abreu a 24.04.2015 às 15:45

Totalmente de acordo. (Para variar :-) )
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De J. M. a 24.04.2015 às 15:57

Para quem nasceu já depois de acontecida a Revolução, sinto que aos poucos, poucochinhos, estamos a perder a liberdade que me dizem ter sido tão aclamada nesses tempos. E, como é óbvio, duvido das verdadeiras conquistas desse dia, pois não tenho "termo de comparação" a não ser a atualidade.
Quando questiono quem me rodeia sobre as suas opiniões relativas a estas e outras novas censuras, ouço que naquele tempo antigo era pior. Ou então percebo que alguns apenas defendem as antigas liberdades pelas quais se lutou na Revolução e não entendem que o mundo mudou e que existem tantas outras correntes que amarram a nossa nova necessidade de liberdades ao ponto de ser necessária uma nova revolução (figurada ou não).
A bandeira dessa luta tem de ser redesenhada, reinventada. Os princípios fundamentais têm de emergir e abarcar a nova realidade.
Neste caso em concreto, em vez de limitarem/censurarem a cobertura por parte dos media, censurem as campanhas dos partidos políticos, para que se abandonem as campanhas circenses e se faça política "à séria", pois a política é uma ciência e não um ato de palhaçada.
A política existe para e pelos cidadão e não para e pelos partidos.
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De cristof a 24.04.2015 às 19:49

Apesar de jovem está a fazer uma leitura que me parece certa. Muita gente ainda está a espera que "eles" lhe digam como deve pensar(leia o comentario anterior) em vez de exigirem que não haja "defensores" a filtrarem o que vexa deve ou não pensar. A responsabilidade unica do que fazer com a informação tem que ser so nossa não duma entidade seja ela de pulhas ou de deuses.
Se ler um pouco da historia antes do 25 abril encontra muita medida que aparentemente era para evitar que os cidadãos caissem em esparrelas(estou a lembrar-me da teimosia do botas em proibir a cocacola- apesar de naturalmente lhe terem acenado com uns bons milhoes para ceder) porque achava que era mau para a saude.
Ninguem quer estes paizinhos nunca mais e como jovem rejeite sempre, mesmo não sabendo o que é a falta de liberdade que um badameco qualquer o queira "protejer" seja do que for . Decidir só nos é que temos esse dever e direito.

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