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Começo a pensar que sou antigo

por Pedro Correia, em 27.12.16

Quando comecei a desenvolver os neurónios, toda a gente chamava cozinheiros aos cozinheiros. Com alguma lógica, convenhamos.

Depois houve quem passasse a chamar-lhes chefes. Hoje intitulam-se chefs, à francesa.

Sou um bota-de-elástico. Continuo a chamar-lhes cozinheiros.

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12 comentários

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De Salazar marxista a 27.12.2016 às 11:39

É a Novilíngua, Pedro! As coisas deixam-no de o ser a partir do momento que lhes trocamos o nome. Ganhamos em variedade , o que perdemos em Essência (afastamo-nos do real sentido das coisas)

Eis uma lista:
Senior Consultant
Backstage officer
etc,....

E o tão famoso Staff, ou Colaborador.

Tenho uma regra, quanto mais pomposa a abreviatura, mais merd..so o salário.
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De Pedro Correia a 27.12.2016 às 18:09

Novilíngua pura, sim. Camuflar a realidade com palavras pomposas e/ou imbecis. Quase sempre noutro idioma, à laia de argumento de autoridade.
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De João Sousa a 27.12.2016 às 15:32

No meu tempo chamavam-se "chefe". Por exemplo: o chefe Silva.
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De Pedro Correia a 27.12.2016 às 18:11

Nada mais prosaico do que o saudoso chefe Silva. Só aspiraria receber a Estrela Miquelina, nunca a Estrela Michelin.
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De Carlos Duarte a 27.12.2016 às 15:35

Não, Pedro. Cozinheiros (ou melhor, cozinheiras) eram as senhoras que estavam na cozinha e que faziam (e fazem, felizmente) pratos fantásticos, de encher o olho e o estômago.

Chefs é o que temos agora e que se dedicam mais ao equilibrismo do raminho de estragão ou à pintura expressionista (abs)prato com espumas do que propriamente a alimentar comensais.
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De Pedro Correia a 27.12.2016 às 18:17

Há uns tempos fui a um desses restaurantes. Eu devia desconfiar, pois chamava-se Alma.
Quando vamos a um restaurante queremos alimentar o corpo, não a alma. Quando quero alimentar a alma vou à igreja...

Não posso dizer que não fui avisado.
O prato era enorme, com um pequeno círculo de comida já mastigada lá dentro.
A conta, no fim, era proporcional ao tamanho do prato. Ainda pensei que incluísse o dito (prato). Mas quando pedi para mo embrulharem explicaram-me amavelmente que não.
Em alternativa, ofereceram-me um palito e duas azeitonas para praticar halteres. Uma simpatia.
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De Conde de Tomar a 27.12.2016 às 18:55

:)Pedro, agora já sabe! Antes de ir ao Alma, passe no MacDonalds
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De Pedro Correia a 27.12.2016 às 19:01

Eheheh. Tem mais lógica: da outra vez foi ao contrário.
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De Costa a 27.12.2016 às 21:56

Ao menos o McDonald's oferece uma refeição quente a um preço imbatível. E tanta é a suspeição ideológica e dogmática que sobre ele paira que disso resulta oferecer-me garantias de higiene e equilíbrio que acredito bem poucos podem exibir.

O resto é o bom senso de não fundar uma dieta em" fast food". Nem em chispalhadas, feijoadas, bifanas, fritos a rodos e muitas outras coisas muito portuguesas e por isso inatacáveis.

Costa
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De Pedro Correia a 27.12.2016 às 22:49

Completamente de acordo. E voltando ao início: não compliquemos o que é simples. Reabilitemos essa antiga e nobre palavra tão portuguesa - a palavra cozinheiro.
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De Maria Dulce Fernandes a 27.12.2016 às 20:36

Se o Pedro é antigo já somos dois.
Designer food está na moda, mas confesso que , apesar de não ser um bom garfo não me seduz.
Mas que é engraçado aplicar as novas nomenclaturas culinárias a coisas tão triviais como um molho para bife, que a minha bisavó executava soberbamente, isso é. E que gostinho...
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De Pedro Correia a 27.12.2016 às 20:48

Pois, Dulce. A novilíngua aplicada à gastronomia. Também me diverte, confesso, excepto quando estou de faca e garfo. Quanto mais rococó lexical, mais a comida diminui e o tamanho do prato aumenta...

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