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"Combatentes"

por Pedro Correia, em 23.03.18

Oiço chamar “combatentes” a terroristas em noticiários televisivos e questiono-me se só eu acharei repugnante esta designação.


86 comentários

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De Bico do Prego a 23.03.2018 às 14:56

A minha dificuldade de sempre é saber como se distinguem uns dos outros...
Sobretudo quando o que podemos saber duns e doutros nos chega já com pontos acrescentados ao conto!

Aliás, onde acaba um combatente para começar um terrorista?
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 15:07

Se há vítimas inocentes, não-beligerantes, é terrorismo.
Chamar "combatente" a um canalha capaz de matar civis desarmados é quase como se estivéssemos a matar essas vítimas pela segunda vez.
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De Bico do Prego a 23.03.2018 às 15:32

Obrigado, Pedro.

Essa é a parte que eu, mais ou menos, ainda vou percebendo. A teoria, portanto.

As dúvidas que assinalei prendem-se mais com a questão do "noticiário televisivo"... Não vi a quem (nem em que contexto) chamaram "combatente" ao tal canalha, mas tenho sempre muita dificuldade em distinguir uns dos outros numa "notícia" (televisiva ou não)...

Nota Final - Não sei se consigo voltar a comentar hoje este tema com a seriedade que ele tem e merece, uma vez que, graças ao "tal canalha", ficarei o resto do dia com o transmutado genérico do programa do Herman a ressoar-me no cérebro! Pelo facto, as minhas desculpas e um provável "até amanhã"!
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 15:35

Ainda bem que ri. A mim estas coisas não dão vontade nenhuma de rir. Defeito meu, provavelmente.
A demain.
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De Bico do Prego a 23.03.2018 às 15:35

PS - Pelas minhas contas até agora - e focando-me na parte teórica da questão - já vamos em, pelo menos, quatro!
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 15:46

Há sempre lugar para mais um...
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De Anónimo a 23.03.2018 às 15:52

Completamente de acordo com a definição.
Por isso é que o lançamento das bombas atómicas, a invasão da ex-Jugoslávia, do Iraque, da Líbia... da Síria... não foram obra de combatentes, mas de terroristas da pior espécie, dado que não massacraram umas centenas, mas uns milhões.
João de Brito
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 16:04

Lista muito incompleta, a sua. Pode aumentá-la bastante mais.
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De João Pedro Pimenta a 24.03.2018 às 01:17

Invasão da ex-Jugoslávia e da Síria? Desde a 2ª e a 1ª guerra Mundiais, respectivamente, que não há nenhuma.
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De Pedro Correia a 24.03.2018 às 18:16

Confunde guerra civil com invasão. Há quem imagine que são sinónimos. Vá-se lá saber porquê.
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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 16:03

Os chamados "danos colaterais "?
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 16:13

Expressão obscena.
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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 16:26

Documentário dublado Dirty War Guerras Sujas

https://youtu.be/cOfEslIg2mw

Guerras Sujas
O mundo é um campo de batalha
de Jeremy Scahill

Através de um relato corajoso, Jeremy Scahill revela a verdadeira natureza das guerras sujas que o Governo dos Estados Unidos se esforça por ocultar. Do Afeganistão ao lémen, à Somália e mais além, Scahill traz-nos um relato da linha da frente, numa investigação de alto risco que explora as profundezas da máquina assassina global da América.

Enquanto os líderes dos EUA arrastam o país, cada vez mais, para conflitos em todo o planeta, criando terreno fértil para uma enorme desestabilização e para a retaliação, não só os Americanos enfrentam um risco maior como a própria nação está a mudar.

Em Guerras Sujas - O Mundo é Um Campo de Batalha, Jeremy Scahill desmascara os guerreiros das trevas que travam estas guerras secretas. Dá também um rosto humano às baixas causadas por uma violência pela qual ninguém se responsabiliza, e que é, hoje, a política oficial: vítimas de ataques noturnos, prisões secretas, ataques com mísseis de cruzeiro e drones, e grupos inteiros de pessoas consideradas "suspeitas de extremismo".

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Não há jornalismo na América que tenha revelado a verdade sobre o militarismo do Governo americano com mais coragem, perseverança e valor do que Jeremy Dcahill. Guerras Sujas é altamente cativante e dramático e tem uma importância inigualável.» | The Guardian

«Glosemos George Orwell: todas as guerras são sujas, mas há umas mais sujas que outras. Falamos, naturalmente, das guerras de carácter subversivo e contrassubversivo. A mais recente, longa e global, é aqui posta a nu por Jeremy Scahill. Um livro fundamental para perceber, de uma forma crítica, como tem vindo a ser desencadeada a guerra contra o terrorismo jihadista desde os ataques do 11 de Setembro até ao segundo mandato da Administração Obama.» | Felipe Pathé Duarte

«Um exame corajoso e exaustivo de forma como várias campanhas recheadas de crimes, encobrimentos e assassínios se tornaram a principal estratégia dos Estados Unidos para combater o terrorismo.» | The New Yorker

«Uma obra fantástica de jornalismo de investigação» | Noam Chomsky

«Com Scahill, mesmo nos mementos de maior frustração, os factos sobrepõem-se à opinião, acrescentando bravura e devastação aos seus retratos brutais.» | Publishers Weekly
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De Rui Henrique Levira a 24.03.2018 às 16:28

Excelente sugestão de leitura, meu caro Vlad. E é mesmo isso que falta faz: mais conhecimento e menos "bocas" baseadas nos enxurros de cloaca dos telejornais das oito.
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De Vlad, o Emborcador a 24.03.2018 às 18:05



La Escuela de las Américas. Escuela de asesinos

https://youtu.be/lJfHrhinu8U
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De Anónimo a 23.03.2018 às 17:41

"Chamar "combatente" a um canalha capaz de matar civis desarmados "
Bem, por este critério não existem combatentes, só há terroristas.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 18:17

Há combatentes por muitas causas.
Eu, por exemplo, combato há anos contra o anonimato na Rede. Sem sucesso, como se vê.
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De Vlad a 23.03.2018 às 18:30

Pedro, torne obrigatório o registo no Sapo....já várias vezes deixei, por aqui, o meu nome, contacto, profissão e idade...a última vez num post do Dr. Diogo Noivo....

Agora , quanto ao anonimato bem sei que o Pedro, é Pedro, mas não acredito que tenha tanto cabelo como aquele que lhe aparece na fotografia.

PS: Não torne obrigatório "selfies avatares" , pois ninguém bate o amigo Rão Arques
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:31

Nada é obrigatório aqui. Nem sequer assinar os comentários.
Mas ninguém pode pretender ser levado a sério se é incapaz de assumir as opiniões que emite.
Refiro-me aos anónimos puros e duros. Não aos anónimos da linha mole, que assinam com pseudónimos.
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De Rão Arques a 24.03.2018 às 07:57

Cá vai mais uma. É só clicar e fica todo a descoberto quem até já se apresentou com cara de macaco.
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De Vlad a 24.03.2018 às 09:50

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De Anónimo a 23.03.2018 às 18:35

"combato há anos contra o anonimato " Sem sucesso? Claro uma vez que é sem armas.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 18:43

As armas da minha persuasão são suficientes. Se for necessário, em casos extremos, tenho um mata-moscas sempre à mão.
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De Anónimo a 23.03.2018 às 14:57

Não, não é o único. Seremos pelo menos dois.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 15:04

Ainda bem. Gostei de saber.
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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 15:58

Tem razão, Pedro!

Mas é dentro de uma linha a que já nos habituamos, noutros contextos (Iraque e Afeganistão ):

Eixo do Mal

Guerra preventiva

Guerra justa

Luta pela liberdade
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 16:12

Qual Iraque? O da guerra contra o Irão, que durou oito anos e provocou entre 200 mil e 600 mil mortos?
https://en.wikipedia.org/wiki/Iran%E2%80%93Iraq_War


Qual Afeganistão? O da invasão e ocupação ilegal de solo afegão por tropas soviéticas, durante quase dez anos, com um balanço trágico de mais de cem mil mortos?
https://en.wikipedia.org/wiki/Soviet%E2%80%93Afghan_War
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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 16:35

Tudo isso que diz está certo. Mas incompleto.

Making Money from Misery? Disaster Capitalism from the Migrant Crisis to Afghanistan and Haiti

- U.S. President Donald Trump is eyeing Afghanistan's mineral wealth to help pay for a 16-year war and reconstruction efforts that have already cost $117 billion. Investors who have studied the country, one of the world's most dangerous, say that is a pipe dream.

Primeiro invadem aquilo. Arrasam-nos em nome da Liberdade e Justiça. E depois obrigam-nos, aos pobres afegãos, a pagar pela destruição - igual ao Iraque.

Prove America Helped Saddam as He Gassed Iran
The U.S. knew Hussein was launching some of the worst chemical attacks in history -- and still gave him a hand.

https://www.google.pt/amp/foreignpolicy.com/2013/08/26/exclusive-cia-files-prove-america-helped-saddam-as-he-gassed-iran/amp/

Pedro, com isto não quero desculpar nem os fanáticos talibãs nem o doido Sadam. ....mas o mundo é um novelo.
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De Rui Henrique Levira a 24.03.2018 às 17:06

Não se esqueça, meu caro Pedro Correia, que, nesse Afeganistão da Invasão Soviética, os EUA desse autêntico Gandhi que foi Ronald Reagan também crismaram de "combatentes", na hodierna versão de "freedom fighters", os muito progressistas mujahedine. Quão progressistas e democráticos eram esses "freedom fighters" sabemos nós hoje, não é verdade?
Já muita gente se esqueceu de uma célebre conferência de "freedom fighters" que, nos idos de oitenta e patrocinada pelo falecido cowboy da Casa Branca, reuniu gente de pergaminhos humanitários tão reluzentes como os Mujahedine afegãos, os Contra nicaraguenses, a UNITA de Jonas Savimbi e os Khmer Vermelhos do Sr. Salot Sar, mais conhecido pelo calmante "nom de guerre" Pol Pot. Eram todos eles "combatentes" ou "terroristas"?
Quanto ao Iraque do Sr. Saddam Hussein, não errarei ao dizer que ele esteve, à altura da guerra com o Irão, do lado certo "combatente" contra o perigo da revolução islâmica persa, mesmo quando o Nabucodonosor de Tikrit gaseava, à vontade e com armas químicas fornecidas pelo Ocidente, militares e civis iranianos. O que o Sr. Saddam não sabia na altura é que essa coisa de se ser "combatente" é coisa volátil que rapidamente se renomeia de "terrorista" caso os interesses mudem. O contrário também é verdade, como, aliás, vimos na Líbia (os que barbaramente assassinaram Kadaffi, arrasaram a Líbia e chacinaram os seus concidadãos foram "combatentes", mas, mal "despacharam" o cônsul dos EUA em Benghazi, voltaram a ser aquilo que, provavelmente nunca deixaram de ser; contudo, quando não pouco deles se mudaram com armas e bagagens para os enclaves jihadistas da Síria, voltaram a ser garbosos "combatentes" pela liberdade).

















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De Ricardo, Coração de Leão a 23.03.2018 às 16:18

Não esquecer as Santas Cruzadas, exéquias a S.S. Urbano II...
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:35

Não esquecer as hordas assassinas de Átila, o Huno.
Muito antes de qualquer cruzada.
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De Dislexia dos Agás a 24.03.2018 às 00:47

Não esquecer aquele bando de macacos brutos que não teve pejo em dizimar o bando dos pacíficos.

Muito antes de Átila, o Gruno.
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De Maria Dulce Fernandes a 23.03.2018 às 16:40

Há combates e combates.
Combatemos vícios, injustiças, improbidades, martírios, sempre segundo os nossos ideais de insenção e equidade.
Que glória poderá existir na perfídia da tocaia, da emboscada em que se derrama sangue inocente só pela simbologia do acto em si, que é a todos os níveis, em todos os credos , inqualificável ?
Apenas repulsivo , odioso e odiado, tal a revolta da incompreensão.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 18:19

Caríssima Dulce, estas confusões semânticas seriam muito menos frequentes se o conhecimento da língua portuguesa fosse directamente proporcional à pressa com que alguns apanham a última carruagem do comboio da correcção política.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:43

Infelizmente, Dulce, o analfabetismo funcional é cada vez mais galopante nas redacções.
Sei bem do que falo.
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De Anónimo a 23.03.2018 às 17:09

No momento em que comento, creio que serei o "quinto".
António Cabral
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 18:17

Folgo em saber, caro António.
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De João Silva a 23.03.2018 às 17:44

Quem matou civis desarmados em Hiroshima e Nagasaqui é terrorista?
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:38

O império japonês responsável por incontáveis crimes de guerra é terrorista?
https://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_war_crimes

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De Vlad a 23.03.2018 às 21:53

Unidade 731

https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_731
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:59

Bem oportuna, esta sua adenda.
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De Rui Henrique Levira a 25.03.2018 às 00:11

Pois, caro Vlad, Unidade 731... Mas digamos tudo, sim? Dos investigadores e dos operacionais dessa unidade não rezam os Julgamentos de Tóquio e por uma boa razão: eles foram, finda a guerra, recrutados pelos EUA. Coisa que, diga-se, eles muito apreciaram, servindo zelosamente e com brio os seus novos donos com os seus vastos conhecimentos obtidos no massacre químico de chineses.
Apliquemos a lógica dos EUA ao direito criminal, tendo por fundo as fogueiras de Hiroxima e Nagasáqui: deixe-se ir em paz o assassino e vá de exterminar a sua família.
Caso único? Nem por isso: do Sul da Coreia ao Vietname, os putrefactos poderes coloniais e o novíssimo pretendente a superpotência neocolonial usaram e abusaram da aplicação das remanescentes hordas do exército imperial japonês na repressão dos nacionalismos independentistas extremo-asiáticos.
E, só para terminar, apliquemos a lógica subjacente ao extermínio das duas cidades japonesas a outras duas situações anteriores muito semelhantes e a uma conclusão chegaríamos: Madrid e Londres teriam sido riscadas do mapa, visto que a Espanha de Alfonso XIII exterminou - com armas químicas, à larga e sem sombra de remorso - as populações independentistas do Rif e os ingleses, guiados pela mão desse grande racista e colonialista que foi Winston Churchill, outro tanto quimicamente fizeram às populações iraquianas nos anos vinte do passado século.
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De J. L. a 23.03.2018 às 17:53

A definição de terrorista tem de ser feita com muito rigor. Notar que há numerosos personagens que foram durante muitos anos chamados terroristas e mais tarde (porque venceram) passaram a grandes estadistas.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:39

Alguns, sim. Begin, Mandela, Arafat.
Não muitos.
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De Vlad a 23.03.2018 às 21:52

Mandela?
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De Vlad a 23.03.2018 às 21:54

Não sabia que Mandela tinha sido terrorista. Falha minha, confesso!
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De Vlad a 23.03.2018 às 22:12

Pedro li obliquamente!

Mas na altura - anos 60 - muitos movimentos independentistas e antiguerra, pró direitos humanos/ direitos civis eram vistos pelo FBI - Programa COINTELPRO - como infiltrados pelos comunistas, ou seja terroristas.

Martin Luther King tinha contactos com comunistas americanos. E?

Mandela decidiu pela luta armada após o massacre de Sharpeville

https://www.youtube.com/watch?v=rVMPlVBm29Y

Aquilino, era um terrorista?

E Samora Machel?

Agostinho Neto?

Holden Roberto?

Salgueiro Maia?



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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 22:15

Salgueiro Maia? Que tem a ver Salgueiro Maia?
Ele foi combatente, isso sim. Combatente na guerra, em África. E combatente pela liberdade, ao rumar de Santarém a Lisboa na noite de 24 de Abril de 1974.
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De Vlad a 23.03.2018 às 22:19

E os outros?
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 22:21

Quais outros? Você mete o Holden Roberto e o Salgueiro Maia no mesmo saco e ainda quer resposta?
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De Vlad a 23.03.2018 às 22:26

Tivesse tido o 25 de Abril outro desfecho e onde o poríamos, a 26 de Abril de 1974?

Mas penso que o percebi!
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 22:28

Essa linha de comentário que aqui deixou dava para um bom roteiro de ficção - o que teria acontecido se o 25 de Abril falhasse? Que país seria Portugal com um 25 de Abril falhado?
Hei-de pensar um pouco mais a sério nisso.
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De Vlad a 23.03.2018 às 22:38

Niall Ferguson tem-se dedicado ao assunto:

História Virtual, de Niall Ferguson

Veja bem, Manuel Buíça e Alfredo Costa e muitos outros heróis da Rotunda/Carbonários/Maçónicos/Republicanos foram terroristas pois derrubaram um regime legitimo (com apoio popular) que não era uma ditadura, regida por uma Constituição e um Parlamento. Mesmo a decisão de D. Carlos sobre o governo autoritário de João Franco era legitimo à luz da Constituição.

Hoje muitos dos nomes desses terroristas encontram-se em jardins de infância e no Panteão
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 22:41

O Buíça está no panteão?
Muito me conta. Era capaz de jurar que não.
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De Vlad a 23.03.2018 às 22:47

Aquilino

Aquilino Ribeiro "é um regicida, participou na organização do atentado contra D. Carlos e o príncipe real", e como tal não pode ir para o Panteão Nacional, defende Mendo Castro Henriques.

https://www.publico.pt/2007/09/19/jornal/regicida-ou-nao--que-tem-isso-a-ver-com-o-panteao-230244
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 23:20

Aquilino regicida? Isso foi confirmado por algum tribunal?

A propósito de Aquilino: recomendo a (re)leitura deste excelente texto do Henrique Monteiro no 'Expresso':
http://www.escreveretriste.com/2013/05/todo-o-mundo-numa-aldeia/

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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 23:41

O Milagre de Campo de Ourique não aconteceu porque não estavam lá as televisões? E Jesus Cristo não existiu porque não há documentos históricos que o testemunhem? O de Flávio Josefo foi um acrescento posterior à obra original
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 23:53

O regicídio não foi no século XX?
Sempre pensei que sim.
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De Vlad, o Emborcador a 24.03.2018 às 00:14

Boa noite! E obrigado pelo tête-à-tête
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De Rui Henrique Levira a 24.03.2018 às 17:11

Ó caro Vlad, ia o senhor tão bem com o Scahill e cai-lhe na sopa o Ferguson?
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De Vlad, o Emborcador a 24.03.2018 às 19:41

Rui para sabermos temos que ler os dois lados da folha.
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De Rui Henrique Levira a 24.03.2018 às 23:30

Fora de brincadeiras, caro Vlad, concordo inteiramente consigo nessa sua postura. Bem sei que ela (essa postura) é, não raras vezes, penosa: engolir as loas do senhor Ferguson a esse marco da Humanidade chamado Henry Kissinger ou compulsar as suas hagiografias do colonialismo britânico exige um estômago de ferro e paciência (quase) infinita.
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De José Santos a 23.03.2018 às 19:10

O conceito de "combatente" é fácil de definir (é o que combate) mas o de terroristas parece bem mais difícil. Chamar combatentes aos tais não oferece dúvida, já chamar-lhes terroristas é mais complicado. Será por isso que nos noticiários utilizam combatente com mais frequência, para fugirem à polémica.
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:40

Para mim o conceito de terrorista é ainda mais fácil de definir do que o combatente.
Jamais me passaria pela cabeça encarar estes dois vocábulos como sinónimos.
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De Cristina M. a 24.03.2018 às 00:04

terrorista - terror.
será preciso mais alguma palavra fora da família?
o terror de não se saber quando, onde, nem como, muito menos quem e a quem.
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De Pedro Correia a 24.03.2018 às 00:06

Tão simples quanto isso.
Espalhar o terror sem olhar a meios nem olhar a quem.
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De Comunicação Social Generalizada a 24.03.2018 às 00:23

"Tão simples quanto isso.
Espalhar o terror sem olhar a meios nem olhar a quem."

Auh! Essa doeu!!!

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De Pedro Correia a 01.04.2018 às 22:24

Doeu? Estimo as melhoras.
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De Lucklucky a 24.03.2018 às 00:38

"Será por isso que nos noticiários utilizam combatente com mais frequência, para fugirem à polémica."

Não é. É porque o Estado Islâmico está a lutar contra o Ocidente odiado pelo Marxismo.

Explique lá a razão porque nos "noticiários" há uns que fazem violência e são "activistas" e outros são "extremistas".
Explique a razão porque uns são mortos(voz activa) e outros morrem(voz passiva).
Explique lá quando se usa a palavra "ataque".
Explique lá porque há "bombas Israelitas" mas nunca há "bombas Palestinianas"

Há muito mais.
Porque é que uns são ditadores mas outros são líderes isto apesar de nenhum deles ter sido eleito e terem chegado e se mantido no poder com violência.

É tudo construção da narrativa.
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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 19:22

a justiça de portugal dos pequeninos.

Vara continua à solta sem cumprir a pena de cinco anos a que foi condenado. Desta lentidão da Justiça não é costume haver queixas.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-caso-de-armando-vara-284451
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De Pedro Correia a 23.03.2018 às 21:42

Vara beneficiou do consulado do Arquivador-Geral da República. Paninhos quentes para os poderosos e seus apaniguados.

Com Joana Marques Vidal, actual Procuradora-Geral da República, a justiça funciona mesmo.
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De Vlad, o Emborcador a 24.03.2018 às 08:39

O ex-secretário de Estado Adjunto e da Administração Educativa José Manuel Canavarro e um antigo diretor regional de educação estão acusados de corrupção no caso dos colégios do grupo GPS, segundo a acusação a que a Lusa teve acesso

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ex-secretario-de-estado-e-ex-diretor-regional-acusados-no-caso-dos-colegios-gps
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De Pedro Correia a 24.03.2018 às 18:12

Confirmado: o arquivador-geral da República já foi "arquivado".

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