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Delito de Opinião

3 comentários

  • "Agora, inverteram-se os papéis."
    Sim, mas não era suposto estes moços fazerem política de modo diferente, sem hipocrisias e reviravoltas nas posições?

    Quanto ao euro, acho surpreendente que tenha recuperado praticamente tudo o que caiu - o que pode significar que o mercado já antecipava este cenário ou que até considera que ele fica mais forte sem a Grécia.

    As taxas de juro da dívida subiram, depois desceram um pouco mas ainda é cedo para fazer análises. Evidentemente, o risco para países como Portugal, Espanha e Itália existe.
  • Sem imagem de perfil

    da Maia 29.06.2015

    Também se suporia que Schäuble actuasse sem "hipocrisia e necessidade de reviravolta", no entanto apesar de se colocar num pedestal de superioridade, joga rasteiro.

    Parece-me haver outra confusão.
    O compromisso de fazer política "mais honesta" terá sido com os eleitores gregos, e não com Schäuble ou com Maria Luís, o que seria estranho, se se hostilizaram desde o início.
    Se Tsipras recuasse agora do referendo, como foi sugerido hoje por Hollande, então aí sim estaria a brincar com os gregos.

    Convinha à narrativa colocar a Grécia como "mau aluno", só que ao questionar todo o "ensino" coloca toda a turma em causa, e os supostos "professores" ou "bons alunos" limitam-se ao coro da receita, para evitar críticas sobre a pedagogia do internato.
    Mas já é isso que está em causa... e o internato não fica imaculado com a expulsão de um aluno que não pode ser expulso legalmente. O que se espera é ver quem é o "senhor que se segue"... porque este dia já fez o recorde desde 2011:

    "Germany's DAX and France's CAC both fell by around 4 percent, while the euro zone's blue-chip Euro STOXX 50 index also declined by a similar amount - marking the Euro STOXX's worst one-day percentage loss since late 2011." (Reuters)

    É também mau sinal a queda do Euro, mesmo que recupere ou suba, porque isso dá um sinal claro para o que poderá ser o "dia seguinte" ao referendo grego, se a resposta for "não".
    Os "cofres" estarão bem menos cheios se o Euro desvalorizar, e o ataque visará as próximas vítimas... e já nem falo ibericamente, pois a França é uma vítima bem mais apetecível, onde a despesa do Estado é incomparavelmente superior à dos restantes. Se chegarmos ao ponto da França se ver em apuros de financiamento, não há bombeiro alemão que chegue para esse fogo.
    Por isso, Merkel estará circunspecta e Hollande pede o regresso à conversa.
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