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Coerências (auxiliar de memória para os fãs)

por José António Abreu, em 29.06.15

Varoufakis afastou a possibilidade de um referendo aos termos do acordo dizendo que seria efectivamente um voto à manutenção do euro como moeda.

«Seria injusto para os cidadãos gregos terem de tomar uma posição sobre o assunto, respondendo com um sim ou um não», disse ele.

19.05.2015. Tradução minha.

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21 comentários

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De Chico-espertezas parvas... a 29.06.2015 às 12:20

Se o sujeito não é completamente idiota, imita muito bem. É claro que qualquer referendo será entendido por qualquer grego com um olho na testa como sobre a permanência ou o abandono do Euro.
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De Tripas de fora a 29.06.2015 às 12:23

Coitados, nem sabem para que lado estão virados:

«O referendo é às propostas dos credores e não à permanência no euro, garante o primeiro-ministro grego numa carta que enviou aos congéneres da Zona Euro.»
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De Vento a 29.06.2015 às 12:40

O José reparou como eles não são mesmo nada ingénuos? A política joga-se conforme os passos dos restantes no tabuleiro. A senhorita Lagarde, que diz estar desapontadita - coitadinha - e o senhor Schauble, que até desejava o que se está a passar, já dizem que querem o regresso às conversações, tão bonitinho que anda.

Se apoquente não, José. A Grécia sabe jogar este jogo. E está a ver como ao mercaditos estão calmitos? Sabe porquê? Porque os mercados são o gigante das finanças alemão e outros mais; e o FMI não é a Lagarde nem os restantes.

José, na realidade este jogo não pode ser feito por meninas.
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De José António Abreu a 29.06.2015 às 13:40

Pois, não são ingénuos, são mentirosos e oportunistas; dir-se-á que como muitos outros políticos - mas não era suposto estes serem diferentes?
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De Vento a 29.06.2015 às 15:59

São diferentes. Mas têm de ser mentirosos no meio de mentirosos. O que estava em causa desde o início era o derrube deste governo, e os tipos sabem quando devem fazer a aposta.
A aposta só podia ser feita no momento de vencimento dos pagamentos. E ainda há um outro a efectuar-se na primeira quinzena de Julho.

Os mercaditos andam calmos não obstante aquelas subiditas de juros que têm ocorrido há já algum tempo. Têm mesmo de se acalmar.
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De José António Abreu a 29.06.2015 às 16:23

"São diferentes. Mas têm de ser mentirosos no meio de mentirosos."

Ah.
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De T a 29.06.2015 às 17:49

Vai ali uma ginástica... ou será contorcionismo? Os políticos portugueses nunca merecem estas abordagens simpáticas, são sempre atirados para o canto como uns tonis. O patriotismo não mora aqui, secalhar era uma coisa boa que estes portugueses poderiam aprender com os gregos...
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De Vento a 29.06.2015 às 23:22

Há, mas são verdes, José. Estas coisas só podem ser entendidas quando se conhece bem a fruta.
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De Fruta estragada a 30.06.2015 às 09:45

António Costa: Syriza tem combatido a Europa “de forma tonta”.
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De Anónimo a 29.06.2015 às 12:40

O PS culpa Passos Coelho por Portugal não se ter empenhado mais numa solução para a Grécia. Quer dizer, o governo português devia ter feito o trabalho dos gregos, e logo em prol de um Syriza que tentou desde a primeira hora fazer a folha à coligação PSD/CDS em Portugal. Havia de ser ao contrário!

É compreensível o desconforto socialista por ter falhado com estrondo o seu posicionamento europeu. Mas fica mal continuar a desejar que Portugal venha a ser prejudicado com a azelhice do Syriza, só para que a direita em Portugal não seja reeleita, porque menospreza Portugal e o esforço dos portugueses. A azia da esquerda portuguesa fica-lhe muito bem!
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De da Maia a 29.06.2015 às 12:40

O que só mostra um enredo tipo telenovela, que está a ser encenado:
- Em Maio, Schäuble pedia o referendo e Varoufakis discordava.
Agora, inverteram-se os papéis.

Na narrativa do novelo só se mantém a oposição entre as partes, e a incoerência que alguns apoiantes conseguem ver num lado e não no outro.

Conforme previsto, chegou rápido o cenário de instabilidade, de queda do Euro e de juros aumentados no mercado de dívida:
"Taxas de juros dos países do sul em forte subida"
http://www.publico.pt/mundo/noticia/taxas-de-juros-dos-paises-do-sul-em-forte-subida-1700438

O que levou Merkel hoje a dizer:
"Se o Euro fracassa, a Europa fracassa..."

Que frase de grande segurança, para se dizer, no sentido de acalmar investidores!
Com lideranças assim, isto só não caminha mais rapidamente para o fundo, porque está tudo com medo e paninhos quentes.
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De José António Abreu a 29.06.2015 às 13:50

"Agora, inverteram-se os papéis."
Sim, mas não era suposto estes moços fazerem política de modo diferente, sem hipocrisias e reviravoltas nas posições?

Quanto ao euro, acho surpreendente que tenha recuperado praticamente tudo o que caiu - o que pode significar que o mercado já antecipava este cenário ou que até considera que ele fica mais forte sem a Grécia.

As taxas de juro da dívida subiram, depois desceram um pouco mas ainda é cedo para fazer análises. Evidentemente, o risco para países como Portugal, Espanha e Itália existe.
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De da Maia a 29.06.2015 às 14:53

Também se suporia que Schäuble actuasse sem "hipocrisia e necessidade de reviravolta", no entanto apesar de se colocar num pedestal de superioridade, joga rasteiro.

Parece-me haver outra confusão.
O compromisso de fazer política "mais honesta" terá sido com os eleitores gregos, e não com Schäuble ou com Maria Luís, o que seria estranho, se se hostilizaram desde o início.
Se Tsipras recuasse agora do referendo, como foi sugerido hoje por Hollande, então aí sim estaria a brincar com os gregos.

Convinha à narrativa colocar a Grécia como "mau aluno", só que ao questionar todo o "ensino" coloca toda a turma em causa, e os supostos "professores" ou "bons alunos" limitam-se ao coro da receita, para evitar críticas sobre a pedagogia do internato.
Mas já é isso que está em causa... e o internato não fica imaculado com a expulsão de um aluno que não pode ser expulso legalmente. O que se espera é ver quem é o "senhor que se segue"... porque este dia já fez o recorde desde 2011:

"Germany's DAX and France's CAC both fell by around 4 percent, while the euro zone's blue-chip Euro STOXX 50 index also declined by a similar amount - marking the Euro STOXX's worst one-day percentage loss since late 2011." (Reuters)

É também mau sinal a queda do Euro, mesmo que recupere ou suba, porque isso dá um sinal claro para o que poderá ser o "dia seguinte" ao referendo grego, se a resposta for "não".
Os "cofres" estarão bem menos cheios se o Euro desvalorizar, e o ataque visará as próximas vítimas... e já nem falo ibericamente, pois a França é uma vítima bem mais apetecível, onde a despesa do Estado é incomparavelmente superior à dos restantes. Se chegarmos ao ponto da França se ver em apuros de financiamento, não há bombeiro alemão que chegue para esse fogo.
Por isso, Merkel estará circunspecta e Hollande pede o regresso à conversa.
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De rmg a 29.06.2015 às 14:54


"...e a incoerência que alguns apoiantes conseguem ver num lado e não no outro."

É isso mesmo que o meu amigo diz, mas para os que só vêem estas coisas a preto e branco ou em rivalidades tipo "2ª circular", não há lugar para o reconhecimento de que talvez se tivessem enganado.

E sendo que "herói é o que foge para a frente" pois julgam-se heróis.

Como lembra não está a acontecer nada que não se soubesse que ía acontecer, só não se sabia (e não se sabe, claro, nem porventura se irá saber tão depressa) qual a dimensão - nas suas diversas vertentes, do fenómeno.

Qualquer "divórcio" ou ameaça de "divórcio" cria instabilidade em toda a família, mais ainda se "outsiders" variados virem ali hipótese de ficar por bom preço com bens de que os divorciados se queiram - ou tenham que - se desfazer.

Esta gente da política não tem juízo e fala demais, tem que dizer todos os dias qualquer coisa.
Sempre falaram, mas a uns não estávamos a ouvir a toda a hora e a outros já os esquecemos passado o susto.

Quanto à sua última frase não posso estar mais de acordo pois sinto-a quase como minha, mais de uma vez tenho dito aqui que há riscos que estão muito diminuídos num mundo em que cada vez mais gente quer é ter uma vidinha descansada e os governos todos bem o sabem.

Se ontem já havia gente por aí preocupada que um atirador solitário desatasse aos tiros na Caparica sobre os banhistas, gente que acordou de repente para o problema só porque o problema agora está aqui à esquina...

Abraço


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De da Maia a 30.06.2015 às 00:26

É exactamente isso que noto, meu caro.
Muito bem observado. Cada vez estas discussões se assemelham à dos lances de futebol, onde mesmo uma repetição em câmara lenta pode levar a infindáveis trocas entre "mão na bola" e "bola na mão" ou algo similar.
Ora, há lances duvidosos, em que é admissível que cada um puxe pela sua camisola, mas há foras-de-jogo de 2 metros, em que qualquer discussão é uma pura perda de tempo, e onde quem insistir acabará por evidenciar um certo fanatismo clubista.
Abraço.
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De Coerências do Messias a 29.06.2015 às 13:40

António Costa: Syriza tem combatido a Europa “de forma tonta”.
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De Uma Data Delas a 29.06.2015 às 13:56

Vai-se a ver e o referendo vai ter umas poucas de perguntas:


Concorda que devemos assinar a proposta das instituições?

Caso tenha respondido não, concorda que a Grécia saia do Euro?

Saindo a Grécia do Euro, quantos Dracmas quer passar a receber como ordenado/pensão?

Em que milénio acha que a idade da reforma na Grécia deve ultrapassar os 59 anos?

E por aí fora...

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De am a 29.06.2015 às 22:43

Para descontrair :

Se Portugal ganhar amanhã à Suécia o Euro, os juros dos empréstimos a Portugal, subirão ou descerão?
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De da Maia a 30.06.2015 às 13:42

... atendendo à final Grécia-Portugal em 2004?
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De cristof a 30.06.2015 às 04:10

Apesar de concordar, gabo-lhe a paciencia de ainda dar algum credito a este bando de incompetentes. É duma fantasia delirante e só tiveram alguma expectativa no inicio, porque os interlocutores tentaram não perder tudo e porque os Gregos são um povo (que merece um esforço duma solução) como qualquer outro povo. Mas achar pouco significativo que em gente normalmente diplomatica atrever-se a dizer que só com adultos na sala. é relamente não querer ver o mais que obvio.
Quem tem idade lembrasse dos grupos que povoaram os media durante o PREC; todos mais inventivos que os primos do lado; reportando-nos apenas a factos o que resta de tanta competência politica? pouco mais que zero, quase todos estão moribundos; ver aparecer Agir, Livres. Mas.. com descobertas sensacionais e tudo gratuito para todos só por caridade se pode achar que aquilo é fazer politica. Politica isto? nem nos contos de encantar; como se verifica na pratica até para o fim do mundo se conseguiu mobilizar uns 3 mil lunaticos em 21012 para irem para um monte em França esperar por isso. E aqui, ou na Grecia tambem os nossos lunaticos têm todo o direito de espalharem a boa nova; e estarei na fila da frente a defender o seu direito do fazerem; mas claro que me reservo o direito de os definir como liricos e presumo que ineficientes e incompetentes.
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De Referendos? Mas para quê? a 01.07.2015 às 10:24

O primeiro-ministro da Grécia escreveu a Juncker, Lagarde e Draghi, afirmando estar disponível para aceitar um novo acordo, com as condições estipuladas pelos credores, com pequenas alterações, no âmbito da extensão do programa que terminou ontem e do terceiro empréstimo.

(1/Jul/2015)

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