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Chip Chip

por Maria Dulce Fernandes, em 01.07.19

 

Chipar ou não, eis a questão

 

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Este ano, vou de férias levando pela primeira vez a minha neta comigo.

Dizer que vou com o credo na boca e já estou a sofrer por antecipação é pouco.

O meu marido, com todo o pragmatismo que sempre lhe assistiu, retorquiu meio ironicamente que poderia chipar a criança, à semelhança do que brevemente terei que fazer aos gatos, que sempre estiveram em casa e que servirá para rigorosamente nada, mas que parece que vai ser legislado em conformidade.

Esta situação traz-me à ideia uma outra, há muito, bem, há algum tempo atrás, tanto quanto cerca de 33 anos, não numa galáxia muito distante, mas já ali ao lado na Rua Duarte Pacheco Pereira, quando me escondi  por detrás de umas árvores a aguardar a partida da carrinha com destino à praia de Sto. Amaro de Oeiras no âmbito da acção escolar Praia e Campo, partindo seguidamente numa corrida desenfreada para a estação da CP de Algés, onde apanhei o comboio para a mesma localidade, apenas com o intuito de espiar.

Espiar, por Deus! Eu a espiar se a minha filha estava bem! Perguntam-me, e bem, se eu não tinha confiança nas educadoras, porque é que a deixei ir?

Porque iam todos. A garota ficaria destroçada se lhe negasse a Praia e Campo! E claro que tinha plena confiança nas educadoras, mas eram apenas três e uma auxiliar para 27 crianças!

Será isto o chamado instinto de maternidade levado ao exagero, ou apenas práticas controladoras de uma mente doentia?

É claro que a auxiliar deu comigo por detrás da banca que vendia panamás e fiquei de cara no chão. Tenho a vaga ideia de me ter furtado em ir ao colégio até ao fim das actividades lúdicas ou seja, até ao final do ano lectivo, não que isso esponjasse o sentimento de vergonha que me assolou.

Não tendo a minha neta idade para telemóveis e não é animalzinho de companhia para o dito chip, tem seguramente idade para uma pulseira GPS infantil.

Por outro lado, mesmo sendo o livre arbítrio coisa que não a assiste com esta idade, mesmo sendo muito opinativa e mais teimosa do que eu, não deixo de pensar que lhe estou a aplicar uma medida de coacção apenas porque quero estar mais sossegada e poder ter tempo de férias para mim também.

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44 comentários

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De cheia a 01.07.2019 às 19:43

O pouco espanta, o muito abranda! Com as crianças, todo o cuidado é pouco.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2019 às 20:45

Pois é, Cheia. Se ser avó é ser mãe duas vezes, os cuidados também serão redobrados.
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De Miguel a 01.07.2019 às 20:23

Atenção à perda de privacidade... Não me refiro, obviamente, à sua neta em relação a si, mas com o exterior.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2019 às 20:46

Também já falámos nesse ponto. É algo que não me descansa mesmo nada, Miguel
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De Miguel a 02.07.2019 às 08:13

Eu diria que há outro ponto a ter em consideração. Que mensagem passamos às crianças se adoptarmos este tipo de dispositivos ´privaticidas' ? Não estaremos a arriscar que desde tenra idade elas naturalizem a vigilância (em termos latos) através de dispositivos electrónicas, e seremos depois ainda capazes de lhes incutir o valor da privacidade? Não estaremos assim a contribuir para a diluição da fronteira entre o espaço privado (família, amigos, aqueles em que temos confiança) e o exterior, desestruturando ainda mais o meio social onde crescem?
Estaremos assim a educá-las para o uso judicioso dos objectos técnicos, da´tecnologia ?
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 09:25

Nesse particular, estou tranquila.
Deixar as crianças sempre alerta e informadas de que o mundo é um sítio perigoso para se viver e a tecnologia pode ajudar, desde que aplicada com parcimónia, é fundamental.
Parece mais inócuo do que jogar um jogo online , em que o login abre a porta dos fundos a visitantes indesejáveis.
As crianças nestas idades aprendem aquilo que lhes explicamos e compete ao adulto responsável ter o cuidado para não permitir qualquer tipo de desestruturação.
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De Miguel a 03.07.2019 às 08:51

Pois, estou de acordo, se o padrão fosse deixar uma criança de tenra idade a jogar online (!), e mesmo que fosse numa tablet offline, ou deixá-la horas em frente do écran a ver desenhos animados porque assim fica sossegada, seria, de facto, risível falar de "privaticidismo" a propósito de um chip.

Mas tomemos a coisa por um outro ângulo: uma ou duas semanas de férias com um neto são um luxo para aproveitar a fundo. Jogar, brincar, contar histórias, ler livros, passear na praia e no campo, almoços e lanches e piqueniques .... vai ver que passam a correr e que não vão ter tempo para tudo o que gostariam de fazer. Vai ver que não precisa de chip para nada, e em todo o caso resta ainda o método clássico: nome, morada e telefone nas roupas.

Tenham umas óptimas férias!
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De Maria Dulce Fernandes a 03.07.2019 às 09:30

Eu estou ansiando por isso tudo, mas não vou de férias com crianças traquinas há 20 anos?
Isto de cuidar de petizes é como andar de bicicleta, ok. Mas a idade é que é o problema. A minha, claro. A destreza não é a mesma, a atenção muito menos. Ora e se eu... adormeço?
Costumo planear as minhas férias ao pormenor , mas desta vez vou ter mesmo que ir um bocado à aventura, Miguel.
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De Vorph Valknut a 01.07.2019 às 20:36

A obrigatoriedade de chipar os gatos relaciona-se com a responsabilização dos seus proprietários. Pelos dados contidos no microchip ficamos a saber de quem é o animal podendo o dono ser responsabilizado pelo seu abandono (existem milhares de animais abandonados todos os anos).
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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2019 às 20:53

Eu entendo, Pedro. Sob esse prisma é perfeitamente compreensível e quase mandatório.
Também sei que dura lex sed lex, para quem respeita e quem prevarica, mas do meu ponto de vista de pessoa-que-cuida-de-gatos-como-cuida-de-filhos, acho muito excessivo quiçá injustificado, mas aceito .
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De qwerty a 02.07.2019 às 16:11

Se é esse o motivo (abandono dos animais), é um pouco absurdo. O tipo de pessoa que abandona animais provavelmente também não os irá chipar. E, se os tivesse chipado, o seu destino agora não será o abandono, mas a morte e cremação numa fogueira (ou uma operação improvisada de remoção do chip)
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De Anónimo a 02.07.2019 às 17:29

Seguindo esse argumento não haveria leis, afinal há sempre alguém que não as cumpre. Se tem um gato e o levar ao veterinário é obrigação, deste, chipá-lo. Pode é afirmar que o tipo de pessoas que abandona animais não os leva ao veterinário e para estes não há lei que lhes valha.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 21:09

Mas não havendo como identificar quem é quem, toca de chipar os bichos todos, mesmo os que não precisam de chip.
Não será antes para controlar quem tem animais e pagar um imposto por isso? Afinal se os bichos são como gente, de PAN-gir(ic)os e tudo, deveriam sim entrar para o agregado familiar e poderem ser declarados como integrantes do mesmo no IRS. É que a minha bicharada come que se desunha !!!
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De Vorph Valknut a 02.07.2019 às 21:13

Dulce, ao chipá-lo automaticamente é-lhe associado um proprietário ( morada, nome, contribuinte, telefone).
Pode deduzir as despesas médico veterinárias no IRS
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 21:19

Isso eu sei, Pedro. Mas deveriam ser parte do todo, porque afinal eram gatos de rua adoptados e criados de bebés, todos eles. As contas de veterinário não são nada comparadas com as outras despesas, que deveriam ser também consideradas a quem recolhe e trata animais vadios.
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De Vorph Valknut a 01.07.2019 às 20:39

Quanto ao chipar de crianças equiparo-o, em termos de violência sobre a identidade e liberdade individuais, ao batismo.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2019 às 20:54

Vá lá, Pedro... o baptismo não é invasivo nem tira pedaço. A religião só pratica quem quer.
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De Anónimo a 01.07.2019 às 22:03

Quantas crianças caem de andares,se magoam e por ai adiante,com os pais e avós!!! E são muitas vezes só 1 ou 2!!
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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2019 às 22:34

É verdade. Eu por mim falo, mas se já estava com sete olhos em cima das minhas filhas, da minha neta , nem lhe digo.
Ainda ontem, estando a criança divertida a descer por um escorrega tubular, ficou " presa" com outra criaça que desceu quase ao mesmo tempo.
Havia de me ver a ir tudo adentro, caramba !!!
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De Vorph Valknut a 01.07.2019 às 23:04

Tira a liberdade da criança, quando adulta , escolher, de forma consciente , o seu credo. Aliás no passado era hábito os adultos, e não as crianças, serem baptizadas.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.07.2019 às 23:59

Não é de todo verdade, Pedro. O baptismo é agua na cabeça e simbologia.
Quando se cresce, pode acredita em tudo ou acreditarem nada. A escolha é de cada um. Eu fui baptizdae educada na fé da igreja católica apostólica romana. Continuo a acreditar em Deus e que Jesus de Nazaré deve ter sido um dos homens mais extraordinários que pisaram a terra, se não "O" mais.
Mas é só.
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De Anonimus a 01.07.2019 às 23:11

Baptismo :)

Eu pratico violência continuada sobre a identidade da minha filhota, comprei-lhe umas barbies e uma cozinha. Nunca teve um GI Joe ou uma caixa de ferramentas, como o pai teve. E usa vestuário da secção de meninA, que é para saber o lugar dela.
E já aprendeu que o Benfica é a encarnaçao do Demónio na Terra.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 00:05

Mas é tão natural as meninas gostarem dessas coisas. A minha neta adora tampas de tupperwares e molas da roupa em detrimento sei lá quantas bonecas.
Eu pessoalmente não gosto muito de cor de rosa. A minha filha idem. A filha dela nasceu com um gene rosado... mas muito mesmo, e não foi por influências familiares.
Quando ao Benfica, não diria tanto, mas não desapoio.
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De Corvo a 01.07.2019 às 22:21

Chispe, Maria Dulce, chispe.
É que nem hesite um segundo e chispe.
Os tempos mudaram para muito pior e tudo quanto se possa fazer para proteger uma criança, sobretudo a sua neta, criança de terna idade, nunca são de mais.
Que se lixe a privacidade! Sabe lá ela o que isso é, e mesmo que soubesse está sob protecção familiar.
Acima de tudo a segurança das crianças. Quer sejam nossas ou dos outros que o que mais há são velhacos envelopados de anjos.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 00:07

Ai Corvo, que ainda arranjo uma bandolete com câmara get smart !!
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De Anonimus a 01.07.2019 às 23:19

Contra mim falo, mas esta vigilância constante sobre as crianças vai ter um mau fim.
Nós andávamos à solta, porra que nem telemóvel havia, os meus pais por vezes viam-se a sair de casa de manhã, durante o almoço, e quando chegava antes de jantar. Abençoado Cavaco, que nos permitistes brincar para lá das 22:00.
Papá a levar de carro à escola? Vai a penantes e é se queres. Com sorte o 32 ou 14 passam e levam-te à boleia.
E não me venham com tretas de "perigos" e que as coisas não são como eram.
A percepção é que é diferente.
Fossemos tão intransigentes noutros campos como quanto aos perigos a que as crianças estão sujeitas, ninguém andava de avião ou se metia a conduzir no IC2.
Curioso que, a criançada fica segura é em casa, mas depois temos aquela coisa da internet, se calhar bem mais perigosa que o mundo real.

A única diferença é mesmo o conceito de sociedade, hoje fragmentada. A miudagem andava em grupo, havia (quase) sempre olhos em cima, ou dos mais velhos, ou de adultos conhecidos. Hoje é cada um por si. Claro que esta solidão torna cada um de nós mais apetecíveis aos predadores, mas a solução não passará por nos isolarmos cada vez mais.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 00:17

Bem sei como era, mas isso foi há muito, muito tempo, era eu uma criança, que brincava ao baloiço e ao pião...
As vizinhanças cuidavam-se . Com 12 anos ficava eu em casa com os meus irmãos e os meus pais iam ao teatro na maior. Havia duas coisasque os muidos tingam e que se perderam com o tempo, responsabilidade e respeito.
O mundo à distancia de um clique que nos mora casa adentro destruiu bastante da sólida estrutura familiar e da preocupação despreocupada de outros tempos.
Também cheguei a ir de boleia com o 14 e o 32 algumas vezes.
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De Anónimo a 02.07.2019 às 18:08

Não é um chip mas é grátis.

https://estouaqui.mai.gov.pt/Pages/Home.htm
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 18:59

Obrigada pela informação :)
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De Anónimo a 02.07.2019 às 19:12

Infelizmente não sou mãe, mas se o tivesse sido, seria igual à Maria Dulce.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 21:03

Igual não creio que quisesse ser, mas super cuidadosa ? Sufocante? Controladora ? Coerciva ?...sei lá o que mais me chamaram por ter este receio, porque o tenho e não creio que vá desaparecer nem com uma dúzia de pulseiras.
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De Anónimo a 02.07.2019 às 22:03

Se eu estivesse na sua situação, falo por mim, pensaria em pedir a Deus que cuidasse da minha neta, pois não há nada que eu possa fazer para garantir a 100% o bem do próximo. Há coisas, na minha opinião, que não dependem de nós. Na minha forma de resolver os problemas temos de deixar nas mãos de Deus as grandes coisas, pois nós só temos poder para as mais ínfimas. Claro que isto necessita fé, necessita humildade. Tal como Pedro o apóstolo, necessita que confiemos quando Cristo diz para caminhar sobre águas... e ele não nos deixa afundar. A minha sugestão é que... não se deixe afundar a si por causa das suas preocupações. Pois há quem possa mais que você. Não carregue coisas que não pode nem deve carregar. Talvez o que vou dizer possa escandalizá-la e envergonhá-la ao ouvir estas coisas. Em suma, tal como dizia Cristo: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mateus 11:28-30)
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De Maria Dulce Fernandes a 02.07.2019 às 22:31

Pedir a Deus que me ajude a estar serena e alerta , peço sim.
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De Corvo a 03.07.2019 às 00:55

Ora aí está, Maria Dulce, a resolução de todas as suas preocupações, - e de caminho de todas as mães e pais do planeta, - no concernente a protecção devida à criança. A reza ao Divino.
Se a vir mergulhar no Tejo e ser arrastada pela corrente, não ligue que Deus a levará a bom cais. Se a vir brincar com fósforos junto dum bidão de gasolina, nem sequer desvie os olhos da sua leitura que o bom Deus vai transformar a gasolina em água.
Toda a segurança está garantida desde que a prece seja devota.
Mas atenção! nada de andar por atalhos e ir directamente a Deus. Ao Filho é capaz de remediar, mas nunca por nunca se dirija à Mãe porque aí a segurança da criança oferece sérias dúvidas.
Tirando o episódio das bodas em que Ela conseguiu convencer o Filho a fabricar vinho na cozinha a partir de água, poucos mais feitos se Lhe conhecem,
Portanto mães e pais do meu país; não interfiram na privacidade dos vossos filhos, - depois do desmame, - deixem-nos correr mundo por onde quiserem e vão rezar para a Igreja
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De Daniel a 03.07.2019 às 07:30

Ahhh o belo do dialema da privacidade!
Se por um lado a malta adora gritar aos 4 ventos no 25 de Abril sempre, ditadura numca mais, para a seguir sentir-se atraido para "Dark side of the Force"!
"Ahhh a liberdade é tão boa, mas aquela ferramentazita da ditadura dá tanto jeito para me dixar mais decançado!"

Fazendo de advogado do diabo, e indo a veia de "maker", náo é preciso chipar ninguém. Para localizar e fazer tacking pode-se usar simples aplicações de telemovél se a crainça for mais velha e tiver um. Se as pais náo quiserem dar um telemovel ou a criança for pequena, há no mercado dispositivos tipo Plug and Play que fazem o serviço de forma bem decente...
O problema é que se houver alguém com a intençáo de raptar ou fazer mal a criança, normamlente sabe bem como neutralizar essas soluçóes "off the shelf". Portanto se o nivél de paranoia for nivel 11 de escala de 1 a 10, recomendo uma soluçáo home made!
Aqui entra-se no maravilhoso mundo das tecnoligias IoT com brinquedos que a uns anos estavam vedados a militares ou serviços secretos, mas que agora estáo ao alcance do comum mortal.
Existem soluçóes baseadas em plataformas por exemplo tipo Arduino ou semelhantes com a possiblidade de transmissáo de sinal GPS, WiFi com alcance até 20Km sem obstaculos, Bluetooth, etc, etc.... a imaginação é praticamente o limite e com a particularidade de se poder dessimular fisicamente os aprelhos e usar protocolos de comunicaçáo fora do standard que obrigam a quem tiver más intençóes a ter conheicmentos de electrónica e informática para anular tais sistemas!

Mas lá está, até que ponto os pais estáo dispostas a tornarem-se num inspetor da PIDE, CIA ou KGB, ou ter um filho controlado como quem usa um Drone da Força Aerea Americana para espiar Talibans no Afeganistáo???

É que náo há grande diferença entre uma coisa e outra!

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De Vorph Valknut a 03.07.2019 às 09:29

Eu e o Daniel ainda vamos ser amigos
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De Maria Dulce Fernandes a 03.07.2019 às 09:51

Com chips emparelhados e tudo
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De Maria Dulce Fernandes a 03.07.2019 às 09:35

Bom, Daniel, depois de ler toda a sua informação, sinceramente acho que é preferível contratar um guarda costas, daqueles tipo armário, mas que pegam numa flor com toda a gentileza do mundo!!!
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De Daniel a 03.07.2019 às 10:30

A intenção náo é assustar ou intimidar.
A minha mãe a trinta e tal anos, ficava preocupada quando eu saia de manhã e voltava a noite para andar na brincadeira o dia todo, não era melhor nem pior mão por causa disso, mas como náo havia maneira nenhuma de controlar para ela e outras era normal porque no tempo dela náo era diferente.
O que se passa agora é que temos à disposiçáo ferramentas que podem tornar os pais nuns paranoicos com a segurança e monitorização
A avalanche noticias tipo CMTV também náo ajuda e contribiu a criar um clima de medo e terror, uma coisa leva a outra, mas sem se pensar que se está a habituar uma criança a ser controlada a distància, e, quem vai sofrer com isso a longo prazo sáo os miudos, ao ponto de qualquer dia nem saberem serem independentes porque acham que váo ter sempre um GPS ou uma camera CCTV com alguém na terceira pessoa a meter a máo por baixo...
Para náo falar que as geraçóes futuras arriscam-se a ter uma noçáo completamente deturpada privacidade e váo aceitar com muito mais facilidade que lhes roubem outros direitos... mas isto sou eu a pensar alto!!!
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De Maria Dulce Fernandes a 03.07.2019 às 10:58

Eu sei bem como era há 20 e 30 anos atrás. Apesar de parecer que a vida era bem mais simples, não era. O nível de cuidado e preocupação era o mesmo.Tínhamos sim muito menos informação e as desgraças não eram extrapoladas à enésima potência para garantir audiências.
Uma pulseirinha mimosa com geo tracking pode parecer paranóia, mas se deixa um familar, pai, mãe, avós, tios mais tranquilos e a criança se sentir de algum modo protegida, não sei porque não, se bem que no meu caso irei seguramente optar( também ou não) pela old fashioned marcação cerrada. Grantidamente.

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