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China e Portugal

por jpt, em 06.12.18

OBOR1-e1512135183683.jpg

 

A esperada notícia surge, no meio da "crónica" da visita do presidente chinês, assim como coisa óbvia no meio da assinatura de vários documentos, todos prometendo imensos ganhos para Portugal: o habitual. Que, passando os anos, nunca são escrutinados. Ou seja, lá no meio de tudo Portugal anuncia a vontade de entrar no "comboio" da OBOR (um cinto, uma estrada), a gigantesca operação de construção e dinamização viária que a China prepara para se tornar (ainda mais) central, retornar a "império do meio". Alguns dos nossos tradicionais aliados não estão tão entusiasmados (os EUA muito renitentes, tal como os britânicos) e a União Europeia tem iniciativa e metodologias diferentes. As preocupações não só com a cristalização de um novo centro político e económico - completamente alheio a valores democráticos, coisa que não é de somenos para todos os que não se restringem ao conteúdo da malga própria -, bem como as considerações sobre este hiper-projecto, pensado sem considerações ecológicas, de equilíbrios políticos, locais, regionais e globais, e postulando indiferença (que será letal, em muitos casos) às questões da governação, são esquecidas?

É certo que se trata apenas de um memorando, não vinculativo. Mas no estado actual do Estado haverá muita amplitude para gerir recuos nesta área? Mas mais ainda, uma questão destas, de gigantesca importância económica e geoestratégica para as próximas décadas, é apresentada assim ao país, no meio de um pacote de acordos que surge anunciado quase como se festividade natalícia? De que fala a imprensa durante este anúncio da participação portuguesa na iniciativa OBOR? Do director do MNE que borregou no seu facebook, dizendo que Xi Jinping é o DDT. "Lamentável", diz o ministro (e sê-lo-á). Mas muito mais lamentável, abissalmente mais lamentável, é esta opacidade com que se trata do nosso futuro, ralé ignara que assim nos condenam a ser.

Quem tiver paciência, uma hora de visão crítica sobre o plano chinês para as próximas décadas. Quem não tiver paciência sempre pode ir ao Facebook onde estão a protestar com o diplomata. Por ter, descuidadamente, dito a verdade.

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27 comentários

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De Luís Lavoura a 06.12.2018 às 10:46

Que os EUA - e por arrasto os britânicos, que são o cão do dono - estejam renitentes, é natural. Os EUA querem ser o centro do mundo e chateia-os que a China queira ser ela o centro. Nada mais natural.
Eu acho que Portugal deve jogar em todos os tabuleiros e procurar tirar partido de todas as opções. Não deve alienar os EUA, mas também não deve alinhar somente com eles. Estar renitente como os EUA e como os britânicos seria um erro. Já alinhámos com esses gajos na cimeira das Lajes e não ficámos nada bem na fotografia.
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De jpt a 06.12.2018 às 11:00

Este não é o És a Nossa Fé, onde eu blogo pelo Sporting contra o Benfica e o Porto (e cada vez mais contra o Braga). Esta é uma temática fundamental, e um tipo pode interrogá-la sem ser clubista. A cimeira das Lages é um fenómeno secundário. Portugal tem uma articulação com EUA e GB, é natural que se interrogue qual a posição deles diante deste projecto global. E tem uma inserção na UE, mais natural ainda questionar quais as posições - deixei ligação para um pdf da UE sobre o assunto, que até um leigo como eu pode interpretar. Ontem deixei um resmungo sobre este assunto, a dinämica chinesa não é má em termos de essência (ecologicamente até tem um governo bem mais consciente do que a imbecilidade americana que a "patetadireita" lusa aprecia) mas tem implicações e riscos extraordinários (por exemplo a redução da democraticidade das sociedades, o que é um risco para os democratas mas não será para a cada vez mais atrevida e bronca "patetadireita" lusa). E há alternativas em termos de projectos em discussão. A questão é o silêncio dos nossos governos sobre o assunto, e esta saloia apreciação dos benefícios chineses. Daqui a uns dias estarão a dizer-nos que na actualidade não há alternativas - mas há anos cuspiam na sopa e batiam na avó quando se dizia que não havia alternativas. À troika. Isto é inaceitável, e muito ultrapassa esse seu "contra os bretões marchar, marchar" e yankees, go home - já agora, e como bem nota o Pedro Correia, onde está o movimento coolies go home?
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De Luís Lavoura a 06.12.2018 às 11:10

Portugal tem uma articulação com EUA e GB, é natural que se interrogue qual a posição deles

Sem dúvida. Mas tem que se ter muito cuidado com essa posição. Os EUA seguem os seus interesses particulares e peculiares, tal como a China segue os dela. E nós devemos seguir os nossos.

[Portugal] tem uma inserção na UE, mais natural ainda questionar quais as posições

Sim, Portugal faz parte da UE, mas temos que ver que Portugal é muito periférico na UE, a qual está (como é natural) sobremaneira alinhada com os interesses da Alemanha e países vizinhos dela. Portugal deve questionar as posições da UE mas, mais uma vez, ver bem se os seus (dele) interesses se alinham com os dela.
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De Sarin a 08.12.2018 às 00:08

Mas é exactamente porque os EUA seguem o caminho deles e a China o dela que os tratados internacionais sobre comércio, ambiente e direitos humanos estão em risco.

A solução para a globalização desregrada não pode ser de novo o isolacionismo. Ultrapassámos essa fase da humanidade há séculos, e viu-se o que conseguimos quando no Estado Novo o reutilizámos.

O LL não pode, sinceramente, olhar tão para dentro do seu quintal...

Tem razão, Portugal é periférico e a vantagem geoestratégica que tem nem é defendida nem é valorizada por quem devia (cada vez que relembro Cavaco-PM a dar as nossas frotas e Cavaco-PR a ir defender as Desertas qual Rei-Cruzado lembro-me da Olívia-patroa, Olívia-costureira)
Mas, mais uma vez, a questão deve ser remida com a própria UE, e não é afastando-se do projecto comum que ganhará legitimidade para exigir seja o que for.
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De lucklucky a 06.12.2018 às 10:58

Foi assim com a CEE, foi assim com a UE e Maastricht, for assim com Lisboa.
O jornalismo não existe para informar mas apara vender Políticas.
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De jpt a 06.12.2018 às 11:03

Nem todo. E se bem me lembro, ainda que eu fosse adolescente, a questão da então CEE foi muito discutida. Outras coisas, em particular a do "porreiro, pá" (coisa absurda de dizer naquele contexto, pois se há coisa que Durão Barroso fez bem foi o discurso até abrasivo que pronunciou naquele contexto) é que não foram explicadas.
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De lucklucky a 07.12.2018 às 15:33

Nunca estas discussões em Portugal discutem o que é importante: o poder, quem o detém, sobre quem, que âmbito tem cada uns dos poderes.
Quem é o arbitro final para cada situação. Quem escreve as leis e as regras.

E claro como é que menos poder afinal implica ainda mais gastos na Política nacional .
Se há competência que vão para um nível exterior a Portugal então a classe política em Portugal têm de diminuir.

Em Portugal o que discute é sempre o suposto resultado final.

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De Anónimo a 06.12.2018 às 16:13

O futuro com a China só me preocupa na medida em que pode prolongar, quiçá agravar, o capitalismo selvagem que nos tem desgovernado.
Não entendo, por isso, a preocupação de quem acerrimamente defende esse regime, que são a grande maioria dos nossos opinadores.
João de Brito
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De Anónimo a 06.12.2018 às 18:50

Aposte no amarelo, vai ver que ganha...

https://observador.pt/2018/12/05/governo-frances-cede-e-abandona-plano-para-aumento-de-impostos-sobre-combustiveis/

Mais uma vitória dos "liberais".

Já agora o pessoal anda tão preocupado com as fake news que nem dá conta das verdadeiras que são omitidas ou chutadas para canto...e depois existem jornalistas que choram baba e ranho e outros que rasgam as vestes a proclamarem que no tempo deles é que existia bom jornalismo...

WW


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De Bea a 06.12.2018 às 18:57

O meu inglês não é fluente, vi metade do vídeo e não sei se entendi metade do que ouvi. Ainda assim acho-o bem preferível ao FB e mais as críticas, infundadas ou não, à opinião de um ministro.
Suponho que os chineses andam a tratar da sua vida, julgo que sim, querem rivalizar e destronar os Estados Unidos da função de domínio que têm representado no mundo. Já provaram que são capazes. E depois vejo os políticos tão encantados com o presidente chinês que desconfio. Como é dito acima, era preciso alguém que negociasse de acordo com os interesses portugueses, coisa que temo não aconteça.
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De Sarin a 06.12.2018 às 22:37

Há um problema de base, uma questão que fervilha sempre que se fala de parceiros de negócios fora da UE, mas que talvez apenas a mim borbulhe: como considerar parcerias estratégicas sem acordar planos fiscais e deveres laborais comuns. Fico sempre entre a febre do desenvolvimento e a aterosclerose da concorrência desleal, conceito tecnocrático onde enfio segurança no trabalho, fiscalidade, direitos do trabalhador, segurança dos produtos, certificações técnicas dos produtos, gestão dos resíduos, etc.


Porque as chinesices das lojas dos 300 eram grosseiras, mas as de hoje são quase perfeitas - falta-lhes a concorrência leal. Nos produtos como nos serviços.
E vêm buscar a nossa experiência (sim, há sectores em que somos realmente muito bons!) mas não levam, e repito-me, as nossas práticas de concorrência leal...


Somos a porta da Europa. Mas sempre fomos, e isso é incontornável, mesmo com meia Espanha de permeio. Não fosse Portugal, outro menos bem colocado seria tal porta - e deixemo-nos de ilusões, jpt, veja-se o embargo de armas aos sauditas... A minha revolta é nunca exigirmos a diminuição da tal concorrência desleal.



Estes protocolos estendidos a Sines (calha bem que a estiva alemã está na pirraça corporativa) não serão para o Governo mero aproveitamento da oportunidade; mas gostava de ouvir explicações da estratégia por quem de direito. Não esqueço os Vistos Gold, que nestes dias tantas bandeirinhas vermelhas felizes levaram ao encontro de Xi - o Chinês, não o Calaariano.
Quanto aos jornalistas, convidam palradores, quero dizer, parladores, para explicarem aquilo que aos próprios custa esmiuçar. Há excepções aos pés-de-microfone, mas são quase abafados. Quase.
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De lucklucky a 07.12.2018 às 17:25


"Somos a porta da Europa. Mas sempre fomos"

Maiores portos Europeus.... só Roterdão e Antuerpia são umas 20 vezes maiores em tráfego de contentores que Sines.

Desde quando é mais barato ter de percorrer quase a Europa Ocidental toda de comboio - com mudanças pelo meio - ou camião?
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De Sarin a 08.12.2018 às 01:50

O luck aparentemente esquece um dado importante: portos concorridos são portos caros. E Portugal tem ferrovias a aguardar desenvolvimento, tem aeroportos a aguardar construção e aviões, tem até taxas em construção...

E sim, sempre fomos porta para os chineses via Macau: porta política e geográfica.

A grande diferença, luck, é que os chineses não têm pressa, e quando forem donos da ferrovia farão eles o preço. Na Europa. Devagar, sem pressa.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 09:24

Belo texto.

https://www.google.pt/amp/s/www.tsf.pt/economia/interior/amp/entrevista-estados-unidos-atentos-e-criticos-do-investimento-chines-em-portugal--9558166.html

Uma entidade estatal comprar uma parte de uma empresa é uma coisa, é um investimento". Agora, a "compra de uma empresa toda e com importância crítica nas infraestruturas" de um país "é diferente: é política", salientou George Glass.

Portugal é o paraíso do dinheiro sujo angolano e chinês. Deveríamos ficar "orgulhosos "
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De Buiça a 07.12.2018 às 10:08

Volto a insistir num mínimo de contraditório. O Kishore explica bem o básico:

https://youtu.be/snrjq9aVXQI

https://youtu.be/MkHmFOfRKdM
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 13:16

The past 200 years of Western domination of world history have been a major aberration.

Absurdo!

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De Anónimo a 07.12.2018 às 15:49

Mera estatistica, um asiático pensa a 10 mil anos, 200 ou 500 anos nessa escala é uma aberraçao... Até aos descobrimentos e colonizaçoes, Árabes, Persas, Otomanos, Indianos e Chineses eram de longe mais ricos e desenvolvidos. Depois pequenos países tornaram-se imperiais pilhando colónias e desenvolveram-se espectacularmente com as revoluçoes cientificas e industrial.
Agora a Ásia está de volta. Não é bom nem mau, é a realidade.
Muito bom o senhor Kishore para quem se ter uma visão equilibrada do ponto de vista oriental.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 17:14

Não me faça rir. Veja onde se faz a ID. No mundo ocidental. Veja onde triunfou a razão iluminista. Na Europa. A vantagem dos asiáticos é a de multiplicarem-se como ratos. É daí que advém o poder. Nenhuma inovação relevante provirá de um Estado totalitário, exceptuando porventura em bombas e merdas que aleijam e metem medo. Pois é do medo que esses Estados vivem.
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De Sarin a 07.12.2018 às 19:33

Quem és tu?
Lembras-te do que te venho dizendo sobre a universalidade dos direitos humanos? Culturas mais antigas, Pedro, têm outras versões de tais direitos... a mudança leva gerações.
E nunca te esqueças que no Ocidente iluminado ainda há pena de morte e o voto é universal há menos de 50 anos e a discriminação está criminalizada mas vai saltitando pelo nosso quotidiano. Não há culturas superiores - esse é o começo da segregação.

Mas há sociedades superiormente preparadas para serem hegemónicas comercialmente e, a seu tempo, aculturarem os vizinhos.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 21:23

Os Direitos nada devem ter a ver com Cultura, mas sim com a Natureza e Dignidade humanas. E estas devem ser Iguais e Universais. Não me apanhas no relativismo.
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De Sarin a 07.12.2018 às 22:52

Apanho-te sempre na ideia de hegemonia: deves desejar a Universalidade mas não a podes impôr, apenas dissuadir, seduzir, convencer. Afirmares superioridade moral perante culturas milenares é condenares a universalidade ao quintal.

Apanho-te sempre na pressa: ainda não são cumpridos no Ocidente, onde têm 300 anos de reflexão. Tempo.

Apanho-te no Português: universalidade também se refere à sua aplicação. Nem universais são ainda nos paraísos humanistas que nós, Europeus e pais dos DH, vamos conseguindo cultivar.


Diálogo, Disuasão, Tempo. DDT. Arranjas melhor?
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De Buiça a 07.12.2018 às 21:30

Isso são preconceitos. Até nos investimentos em investigaçao de inteligencia artificial já estão a apanhar os americanos. Nos estados unidos ainda se paga a renda com cheque no correio, na China já pode viver sem sequer ter banco e pagar tudo no telemóvel. Enfim, há exemplos para tudo, num sentido e noutro... no outro dia vi uma entrevista de mais uma bilionária, jovem, mulher, que sem pedir licença a ninguém reparou que muitos dos seus compatriotas tinham curiosidade para aprender inglês e desatou a contratar velhinhas e donas de casa nos EUA e Inglaterra que dão aulas básicas a milhares de chineses online - ficou riquissima em poucos anos.
Mas o ponto não é quem é mais lindo ou mais forte ou mais feio, o ponto é que a China está aí e um dia destes vem a India se se souber organizar tão bem como o vizinho. Qual é o problema? São sapiens como os outros todos.
E mais, esta e as próximas gerações de chineses vivem num mundo que a cada 5 anos dobra de riqueza e inovaçao e desenvolvimento, a força dessa locomotiva é inimaginável num país ou continente que não cresce há décadas e se preocupa essencialmente em cristalizar o que tem. Eles estão a ir da revoluçao industrial à era espacial e nanotecnológica em menos de 40 ou 50 anos.
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De lucklucky a 07.12.2018 às 15:40

."O Kishore explica bem o básico"


Pois, que Ditadura, controlo do que se diz e fala, é bom.
Não admira vindo do Buiça.
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De Anónimo a 07.12.2018 às 17:12

Esteja à vontade para comentar a palestra do Kishore.
Qual das 3 revoluções (globalização, crescimento asiático e tecnológica) lhe é mais dificil encarar de olhos abertos?
Se não lhe agrada o tema o que anda exactamente aqui a fazer?
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 17:41

Desculpe lá mas ando sem pachorra. O que é que ando aqui a fazer? Vá à merda.
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De jpt a 07.12.2018 às 22:49

Insultos ao bloguista ainda vá que não vá. Agora zangarem-se os comentadores, "não há necessidade"
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De lucklucky a 07.12.2018 às 17:05

Entretanto para o jornalismo e os "experts" que nos disseram sempre o contrário.
os EUA são maior produtor mundial de petróleo ...e até exportaram um poucochinho...

https://eu.detroitnews.com/story/business/2018/12/06/united-states-becomes-net-oil-exporter/38686957/

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