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Chico

por jpt, em 21.05.19

Conheci Chico Buarque no gira-discos da minha irmã - eu menino, 8 ou 9 anos (mana terei eu dito, confessado, já nestes meus tantos 54s, que tu és "o meu amor"?). Deram-lhe agora o Camões - e o meu querido magnífico Nataniel Ngomane participou nisso, e é assim ainda mais belo. Não sei da justificação do júri, nem verdadeiramente importa, tantas as imensas canções que me (nos) fizeram a vida. Terá sido, creio, até certo disso, ao "escritor de canções", libertados os jurados das algemas dos "estilos" por via do rumo do nobel.

E é também lindo por ser Chico um alvo dos polícias da mente da agora. E, ainda por cima, rio-me, por ser ele, enquanto ficcionista, tão .... reaccionário. Tão ... Buarque de Holanda.

Vénia, poeta-cantor. Bebamos do teu cálice.

E

é uma obra vida vasta Deixo (mais para os mais novos) uma hora e meia excepcional. Entre tantas outras ...

 

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4 comentários

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De Pedro Correia a 23.05.2019 às 09:15

Talvez lance o debate aqui. Entre as omissões brasileiras, até ao momento, destaco as três que me parecem mais gritantes: Nélida Piñon, Adélia Prado e Luís Fernando Veríssimo.

Quanto aos portugueses, o essencial do cânone está cumprido. Alguns até fora do cânone mais óbvio, como esse grande poeta que foi o Manuel António Pina.
Faltou Fernando Assis Pacheco, que já não foi a tempo. Vasco Graça Moura, infelizmente também já falecido, é uma omissão escandalosa. E (só por factores cronológicos) talvez seja ainda um pouco cedo para o meu amigo Francisco José Viegas, autor daquele que considero o melhor romance português da primeira década deste século: "Longe de Manaus".

Por mim, não hesitaria em dar o Prémio Camões ao Mário de Carvalho, de longe o melhor romancista (mas também contista e ensaísta) português vivo, autor de obras-primas como "Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde" e "Era Bom que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto". Omissão que também já começa a ser escandalosa.

Fora dos trilhos canónicos, daria sem pestanejar o galardão ao Vasco Pulido Valente, para mim o mais brilhante - desde logo porque controverso, iconoclasta - ensaísta, historiador e cronista português contemporâneo. Muito mais merecido que certas "glórias" das letras lusófonas que se esfumarão no futuro como bolhas de sabão. (por acaso "Glória" é um dos livros dele, de 2001).
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De jpt a 23.05.2019 às 10:06

Seria uma boa coisa isso de lançares o debate - "quais os camonizáveis"?

Glória é um livro soberbo. Li-o tarde, já em meados desta década Nem queria acreditar ... Ainda para mais porque espantosamente profético.

Acho (no registo "achista" de amador, leitor relapso) que tens razão, muitos dos nomes sacralizados das gerações "seniores" em Portugal já foram premiados. Isto na prosa, na poesia não sei, leio pouquíssimo e de modo desarrumado. E a falta VGM foi uma vergonha - julgo que muito pelo seu perfil de intervenção política pouco articulável com a sociologia da academia das humanidades. Assis Pacheco morreu cedo demais.

Não conheço a literatura brasileira actual - fiquei, por recomendação de amigos brasileiros, em Bernardo Carvalho e Hatoum (e gosto muito dos livros deste).

E depois há a questão do âmbito do prémio - se é para quem usa a língua de maneira excelsa no âmbito da literatura (Lourenço e Cândido como exemplos de académicos) qual a razão de não trazer os tradutores? Barrento, o nosso confrade bloguista Filipe Guerra, Frederico Lourenço, entre outros, que fazem do português ainda mais uma verdadeira língua de civilização. Eu, por mim, considerá-los-ia "camonizáveis".
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De jpt a 23.05.2019 às 10:07

"Eu, por mim" - urghh ... que falta de tino nas teclas
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De Anónimo a 23.05.2019 às 10:47

Pode ser uma figura de estilo, jpt
Maria

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