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César anda com algumas mulheres muito dadas ao papel

por Sérgio de Almeida Correia, em 17.04.14

"O presidente do Banco Espírito Santo (BESI), José Maria Ricciardi, foi escutado não duas, mas seis vezes, a falar com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, informações que constam do processo Monte Branco, uma investigação policial relacionada com alegados crimes de tráfico de influências, corrupção e informação privilegiada nas privatizações da REN e da EDP."

 

Na posição dele, e mesmo que tivesse o número de telefone do "facilitador", nunca lhe teria ligado. E se por qualquer razão estivesse no lugar do destinatário até poderia ter falado com o remetente uma primeira vez, por educação e cortesia, sem saber qual seria o assunto, mas depois do desabafo ter-lhe-ia seguramente desligado o telefone. Por causa das confusões. Mas de quem depois de acusar Sócrates repescou Relvas para a vida política, também não se esperaria que fosse melhor que o antecessor. Ilusões só as teve quem quis, pois que no meu caso nunca me pareceu boa solução trocar uma má opção por uma péssima.

De qualquer modo, como não sou apologista da divulgação de escutas a metro, não farei como alguns que antes pugnaram pela divulgação das escutas (ilegais e não autorizadas, convém não esquecer) do antecessor e de toda aquela cambada que andou aos robalos. Embora me pareça que se eu fosse primeiro-ministro seria o primeiro a solicitar, numa situação destas, a sua divulgação integral. Por via das dúvidas.

Gente séria não deve ter nada a temer do que faz atrás da porta, porque a vida pública não deve ser o local onde se vai branquear ou esconder o que não convém. Além de que gente séria é sempre gente séria. Em quaisquer circunstâncias da vida. Nos bons e nos maus momentos.


1 comentário

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De gre a 18.04.2014 às 17:30

Então, mas as escutas não foram destruídas?
O Presidente do Supremo não manda destruir as transcrições à tesourada?
Ou mudaram as leis desde Sócrates?
Dizem-me que não.
Que estranho!

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