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Delito de Opinião

Cem Prémios Nobel justamente atribuídos (57)

João André, 13.11.22

1997, Prémio Nobel da Química

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Paul D. Boyer e John E. Walker, «pela sua elucidação do mecanismo enzimático referente à síntese de adenosina trifosfato (ATP)».
Jens Christian Skou, «pela primeira descoberta de uma enzima transportadora de iões, a Na+, K+ -ATPase».

Creio que devo uma clarificação pelo salto de 34 anos entre o último Prémio Nobel da Química que escolhi e este. Estas escolhas reflectem dois factores:
1) a Química entrou numa era muito mais específica e que requer um entendimento mais profundo não só da disciplina como das subdisciplinas e especialidades que aquele que eu possuo. Isso leva-me a não ser capaz de distinguir suficientemente bem a importância de muitos dos trabalhos distinguidos;
2) muito do trabalho distinguido foi-o por refinamentos em trabalhos mais gerais e mais fundamentais (no sentido de "ciência fundamental", como em "fundações de uma casa") e como tal receberá menos atenção. Há também mais tentação de dar atenção aos grandes pioneiros do passado em detrimento dos grandes cientistas da actualidade. Estas minhas escolhas reflectem também essa tendência, à qual não sou imune.

Haveria outros trabalhos que poderiam estar aqui. Apenas dois anos antes foi distinguido o trabalho que explicou a decomposição da camada de ozono, uma das descobertas com maior impacto no nosso mundo nos últimos anos. Porque não o ressalvei aqui? Talvez para evitar discussões políticas. Preferi antes apontar para descobertas que entram em campos onde existe muito do trabalho em Química que tem sido laureado: a bioquímica.

Neste caso, a importância de compreender os mecanismos ligados às moléculas de ATP e à sua importância para as células de seres vivos. O trabalho de Skou é, para mim, ainda de maior importância, por identificar a forma como as nossas células controlam a entrada e saída de iões.

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