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CDS e PSD foram ao tapete

por Pedro Correia, em 08.10.19

Uma boa análise da jornalista Helena Pereira, na edição do Público de hoje, elucida-nos sobre diversos aspectos da eleição legislativa de domingo.

Eis, com a devida vénia, alguns dos aspectos mais relevantes.

 

O PSD tem menos de 20% em 72 concelhos do País.

A lista inclui várias zonas urbanas, designadamente no litoral, com muitos eleitores. Exemplos: Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Marinha Grande, Seixal, Setúbal, Sintra, Vila Franca de Xira.

 

Onde o PSD mais perde.

Eis os quatro distritos onde o partido laranja recua em maior extensão: Aveiro, Leiria, Lisboa e Viseu.

 

Quanto é que o PSD perde.

Em relação às legislativas de 2011, anterior escrutínio para a Assembleia da República em que tinha concorrido isolado, o PSD perde agora mais de 700 mil votos (concretamente, 739.189, mas ainda faltam apurar os resultados dos círculos da emigração).

 

CDS abaixo dos 3% em 73 concelhos.

A hecatombe eleitoral não ocorreu apenas nas zonas onde este partido nunca teve verdadeira implantação, nomeadamente no Alentejo. Também aconteceu em grandes municípios, como Amadora, Gondomar, Loures, Maia, Matosinhos e Odivelas. Mesmo em Coimbra, Leiria e Porto fica abaixo dos 4%. O CDS vale hoje apenas cerca de um terço do que valia eleitoralmente em 2011.


4 comentários

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De Anónimo a 08.10.2019 às 18:04

1 – Não li o artigo do público;
2 – O título do post é completamente enganador pois mistura votação no CDS com votação no PSD, sendo que no texto mistura ainda eleições de 2011 com eleições de 2019;
3 – Esta análise trapalhona, pretendendo confundir e equivaler os resultados do CDS aos do PSD, deveria concluir então, pegando nos seus próprios números, que para existir uma derrota equivalente, o PSD deveria ter ficado reduzido a um terço da votação obtida em 2011 (cerca de 13%), nada disso se passou;
4 – Refere ainda que relativamente a 2011, o PSD terá perdido mais de 700.000 votos, o que sendo verdade, esconde que esse mesmo valor já tinha sido perdido pela coligação PAF em 2015;
5 – De uma forma mais assertiva podemos extrapolar então os resultados do PSD para 2015, com o peso relativo que tinham PSD e CDS em 2011 (PSD – 38.65%; CDS – 11.70%), obtém-se para PSD em 2015 o valor de 29.57% e para o CDS o marca de 8.95%, a que correspondem votações de, respetivamente: 1.600.000 votos e 480.000 votos, sendo que a este valor de votos há que ponderar os valores globais de votantes. Em 2015 votaram 5400000 eleitores, em 2019 votaram, até agora, 5100000. Assim, e numa análise ponderada, o número de eleitores a votar no PSD em 2015, ponderando com a relação entre o número de eleitores total em 2015 e 2019, foi de 1.510.000 votos.
6 – A perda que apresenta, de 700.000 votantes passa afinal para uma perda de menos de 90.000 votos, ordem de grandeza das perdas do bloco que todos vitoriam.
7 – Não se pode esquecer ainda as duas eleições havidas entretanto, autárquicas e europeias, de resultados desastrosos, mas o valor agora obtido, semelhante ao de 2015, com recuperação nos maiores centros urbanos, configura afinal, uma franca recuperação do PSD, em grande medida atribuível à magnifica prestação do seu líder, com a apresentação de um programa estruturado e exequível, ao invés de promessas vãs e rapidamente esquecidas;
6 – Acresce perguntar ainda: quando foi que um partido perdeu eleições em períodos de crescimento económico??? Acho por isso, e pela envolvente interna e mediática de guerrilha sistemática ao PSD, que foi o RRio que, em 3 semanas, retirou a maioria absoluta ao PS;
7 – Refiro, por último, mas de muito maior interesse e objetividade, o estudo efetuado pelo Pedro Magalhães, relativo à distribuição do voto por faixas etárias, verificando-se que, até aos 65 anos, o PS e PSD andam sempre muito próximos, ganhando até o PSD na faixa etária mais jovem. Na faixa acima dos 65 anos (reformados), é que a porca torce o rabo, não só pelo elevado número de eleitores, mas também pela diferença de votações identificada. O PS leva quase 25 pontos percentuais ao PSD. Ou seja, as marcas da governação da troika, a insensibilidade demonstrada, a insegurança de quem não sabia exatamente qual o valor da pensão dos meses futuros, ainda perdura. RRio não é responsável por este evidente trauma, havendo, para os eleitores desta faixa etária, ainda muito a explicar. Ou então, deixar que os idosos morram…

António Vaz Tomé
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De Anónimo a 08.10.2019 às 21:32

muito boa análise!!! já não se pode confiar nos jornalistas...principalmente nos do irmão do Costa...é uma vergonha !!! Rui Rio tirou a maioria absoluta ao Costa e isso, a SIC do mano Costa não vai perdoar...Se o PS não obteve a maioria absoluta por Rui Rio ter levado o PSD para o centro, apesar das condições ultra-hiper- favoráveis para Costa, que não se vão voltar a repetir...agora que os ventos começam a mudar, há que retirar a todo o custo o Rui Rio do PSD, para que o PS possa crescer ao centro e nada melhor do que a SIC do Mano Costa, apoiar o regresso dos passistas ao PSD...
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De Pedro Correia a 08.10.2019 às 22:11

Quem acaba de tirar Rio da liderança do PSD é Cavaco Silva:
https://observador.pt/opiniao/o-psd-e-as-eleicoes-de-6-x-2019/

Mais claro que isto não se pode ser
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De Anónimo a 08.10.2019 às 22:56

Cavaco Silva não gosta da proximidade de Marcelo Rebelo de Sousa a Rui Rio...Cavaco Silva defende o afastamento do PSD a Marcelo Rebelo de Sousa...não admira que apoie o regresso dos passistas ao PSD !!!...

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