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Quando te digo para não cederes ao politicamente correcto não estou a ser o tal pai apenas velho e reaccionário, que decerto pareço. E não, não estou a ser apenas o tal pai que despreza, visceralmente, a turba de demagogos - quantos deles meu colegas antropólogos ou similares - sequiosos dos financiamentos socratistas ou quejandos, viçosos na estufa do "Choupal até à Lapa", de Telheiras ao Bairro Alto, e tão loquazes na defesa da "tolerância" e no ataque a nós-todos, "brancos" "ocidentais" (excepto eles próprios, porque homossexuais aka gays, guevaristas, "genderistas" ou tralhas semelhantes).

Quando te digo para não cederes ao politicamente correcto é para que possas pensar o mundo, nele actuar ou apoiar. Com sentido crítico. O que implica tino, imenso tino. E independência dos financiadores, burocratas estatais quase sempre.
 
E digo-te isto, comovido e até um pouco aflito - apesar do mim-mesmo que se vê rude pois experimentado, nada atreito a histerismos, mas pai -, ao ler esta notícia, a mostrar como aí nas universidades onde andas também vigora esta mentalidade, do medíocre e torpe "correctismo":
 
 
Minha querida, o problema não é o "Boris", goste-se ou não dele. O verdadeiro problema, horrível, é esta gente, vizinha, colega (até amiga) que faz por incompreender e esconder - por interesse, para ter ganhos económicos e estatutários, nos meneios e trejeitos em que se anima - que "tolerância" é sinónimo de "segurança". Urge afastar-nos deles. Que as polícias, em democracia, cuidem dos escassos guerrilheiros terroristas. E que nós, cidadãos, nos afastemos, combatendo-os, destes colaboracionistas "intelectuais".
 
Um beijo, muitas saudades.


45 comentários

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De Anónimo a 30.11.2019 às 11:24

Comovente, encantador e carregado de sensatez o seu texto e que ele seja acolhido com o amor e preocupação que carrega.
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De jpt a 02.12.2019 às 00:57

Obrigado pela gentileza
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De Anónimo a 30.11.2019 às 11:26

Absolutamente correcto e concordo em absoluto.

Tenho pena que este texto não seja divulgado pela nossa Comunicação Social ..expresso, publico, JN ,jornal I , pelo menos porcarta aos directores....

Parabéns !

A.Vieira
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De jpt a 02.12.2019 às 00:58

No "Público" teria piada ....
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De V. a 30.11.2019 às 13:56

Aviso: é correr com eles daqui para fora enquanto estão em minoria. Depois já não dá. E parem de os ir buscar de barco à terra deles. Podemos é enviar os Livres para lá para viverem no meio deles e ficava tudo limpinho como num conto de fadas.
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De Zé a 30.11.2019 às 14:38

É pá, lá temos de correr com o V. A conselho dele próprio. Antes que os V. se tornem maioria.
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De V. a 30.11.2019 às 18:47

Pensa lá melhor
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De jpt a 02.12.2019 às 00:59

eu nem digo nada ...
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 30.11.2019 às 15:04

Uns libertam-nos cedo demais, outros prendem-nos, sem relógio . (ex:Assange, um dos homens que detonou as Primaveras Árabes, e que mostrou, na cara dos europeus/ocidentais, haver para uma mesma perversidade, gradações de subtileza)

Há que encarar o problema terrorista dentro da patologia psiquiátrica, política, e não num contexto de "guerra de civilizações/religião ".

Dentro de qualquer religião haverá versículos, suras, textos, que legitimem o assassinato, a guerra :

Na Birmânia, os budistas liquidam os muçulmanos.
Na Índia os hindus liquidam os muçulmanos e os budistas.
Na Nova Zelândia, na Alemanha, e em Portugal despontam movimentos de supremacia branca.
No Iraque os muçulmanos matam-se entre eles.
Na, China, os ateus matam, internam muçulmanos, ou seguidores do Falun Gong
Nos EUA, os brancos (porque razão são, na maioria, brancos ??) massacram após uma sessão de cinema.

A pior forma de resolver o terrorismo, na Europa, é tentar interpretá-lo usando a teologia. A dinâmica destes movimentos é muito antiga e mais complexa.

Tudo de bom para a sua filha. Londres é fantástica para se viver
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De Anónimo a 30.11.2019 às 23:05

Em Portugal supremacia branca!!!??? Na supremacia da civilizacao catolica de matriz portuguesa!!! A africa islamica e a europa jacobina sao os parasitas do ocidente!!!
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De jpt a 02.12.2019 às 11:25

Não há um único sinal gráfico neste meu texto que reduza o terrorismo (a guerrilha, como está explícito no texto, já agora) a qualquer teologia. Como tal o seu comentário é um bocado "ao lado". Mais, e ainda que o que vou botando sobre isto ou outra coisa qualquer valha o pouco que poderá valer, já várias vezes (até com citações) aqui ou noutros blogs, resmunguei exactamente o contrário - mas isso não lhe posso exigir que tenha acompanhado ou que o lembre. Mas posso sim, e repito-o, exigir que não se ponha sentidos ao texto que ele não tem e que se não pressuponha sub-texto ao texto que ele não tem.

Obrigado pelos votos relativos à minha filha.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 02.12.2019 às 12:15

Jpt, eu não fiz reparo nenhum ao texto. Escrevi, o que escrevi, porque já sabia que em pouco tempo viriam aqueles comentários, tipo :escumalha, fora com eles, "por uma europa cristã, etc.

Vá lá, um pouco mais de tolerância e boa disposição. Em "plena época" de atentados, estive em Paris, era revistado à entrada de museus, por soldados franceses, que sabiamente sorriam, para os transeuntes, para afugentar a carga negativa daqueles dias(houve um que, armado com uma FAMAS, e à entrada do Igreja dos Inválidos, me perguntou se levava escondido, na mochila, um machado) . Em Londres, ao contrário, não vi o aparato que vi em Paris (Março 2017??), embora me sentisse mais seguro na capital britânica. Penso que foi avô, ou estarei a fazer confusão, e sei que esteve doente, peço desculpa se estou enganado, mas leio alguns blogues e vou ficando baralhado. Tudo de bom para si e para os seus. Abraço (estou - me a cagar para as disputas bloguistas, quero - lhe bem, a si, e ao Pedro, embora discorde amplamente de algumas posições de ambos, assim para o reaccionário ... Estou a brincar.

Isto são dois dias.... Não tarda quinamos todos.

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De jpt a 02.12.2019 às 17:28

Avô, eu? Sou um miúdo, homem ...
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 02.12.2019 às 17:36

Eu sou um homem miúdo. Os miúdos homens assustam-me….
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De jo a 30.11.2019 às 15:56

Exelente post.
Recomendo que se façam apedrejamentos e decapitações públicas dos suspeitos, chicoteamentos das suas famílias e atentados preventivos nas terras dos seus antepassados.
Só assim se erradicará o terrorismo mau.
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De Camaradas a 30.11.2019 às 23:58

Porque razão chamaste as prácticas comunistas para este assunto?
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De jpt a 02.12.2019 às 01:01

Jo, é muito mais elegante dizer "lapidações"
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De Anónimo a 30.11.2019 às 16:18

A primeira vítima do ataque na Ponte era um "espírito maravilhoso", diz o pai .
Jack estava imensamente envolvido com os problemas da recuperação de reclusos....
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De jpt a 02.12.2019 às 01:01

Um drama ...
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De Fernando Antolin a 30.11.2019 às 16:25

O meu filho mais velho vive e trabalha em Londres, vai para 6 anos.
Tem sido um constante cuidado...

Cumprimentos

Fernando Antolin
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De jpt a 02.12.2019 às 01:02

Estamos em cuidados Mas tudo correrá bem. Cumprimentos
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De Anónimo a 30.11.2019 às 17:22

Eu bem sei que isto vai ao arrepio das almas sensíveis, tolerantes, "inclusivas", pacifistas e toda a mais parafernália do "pulhiticamente correcto" (words, words, words, já lá escrevia o outro...) mas talvez não fosse má ideia passar os olhos pela legislação anti-terrorista da Duma.
Bem sei que eles por lá se admiram de Molenbleck (?) continuar a existir...mas há que fazer escolhas...
Pronto, chamem-me nomes à vontade...


JSP
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 30.11.2019 às 20:23

Eu até chamava se soubesse o seu. JSP, Jorge Santos Pereira? abraço
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De Luís a 30.11.2019 às 22:44

"chamem-me nomes à vontade..."
Ok: tonto.
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De Isabel Paulos a 30.11.2019 às 19:19

Bonitas e justas palavras na carta à sua filha.

Faço votos para que o seu apelo ao combate aos intelectuais colaboracionistas se espalhe e crie raízes.

No meio de tudo isto, houve algo de positivo. Causa-me alguma estranheza (reconhecendo o aparente bom senso) a recomendação das autoridades ‘fujam e não enfrentem o agressor’. Sempre me pareceu que em certos casos se poupariam algumas mortes se nos atrevêssemos a enfrentar os dementes terroristas, como fizeram algumas pessoas ontem em Londres. Possivelmente face a um ataque seria uma cobarde, e não conseguiria fazer nada de útil, mas sinto que minha obrigação seria enfrentá-los.
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De jpt a 02.12.2019 às 01:04

Obrigado
A reacção face a situações extremas não é moral, é muito mais reacção nervosa. Esperemos que nunca tenhamos que testar o nosso tipo reactivo
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 02.12.2019 às 12:18

Isabel, os automatismos não se pensam, são reflexos/automatismos imediatos, e para isso, ou treino, como nas forças de segurança, ou num dia esquisito em que ajamos de forma corajosa mas, possivelmente, de forma irrepetível.
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De Cristina Filipe Nogueira a 30.11.2019 às 19:57

Belíssimo texto, carregado de emoção, num registo a que nos vai habituando quando escreve para a sua filha.
Leio esta carta e reflicto sobre os valores que também eu tento passar ao meu filho, que foram os que aprendi com o exemplo dos meus pais.
Penso no “politicamente correcto”, penso na ética (na falta dela) e na sociedade em que vivemos e confesso que fico cheia de dúvidas sobre se estou a dar a escolher o melhor caminho a uma criança, que está a ser educada com base em valores que já não são os de referência actual e que isso lhe vá trazer problemas de adaptação na sua vida futura.
Reflexões maternais à parte, não deixa de ser irónico neste caso, termos tido a intervenção de dois psicopatas, em confronto directo. Li, agora, que o principal “herói “ de ontem, era também condenado por um crime hediondo, estando a cumprir a sua primeira saída precária.
Mundo cão, o nosso.
Parabéns pelo texto.
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De jpt a 02.12.2019 às 01:06

Obrigado pelas palavras.
Pois, não sabia (nem ainda sei) sobre esse episódio que contas, do oponente ao terrorista ser um prisioneiro. Mas a história prende-se com o que respondi imediatamente acima, a reacção tida em situações extremas não é de índole moral, é muito mais uma reacção nervosa, o que independe de hipotéticos cadastros
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De Cristina Filipe Nogueira a 02.12.2019 às 22:36

É esta, a notícia. https://observador.pt/2019/11/30/ataque-na-ponte-de-londres-um-dos-cidadaos-que-parou-terrorista-tinha-sido-condenado-por-homicidio/

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