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Cancro da Mama

por jpt, em 03.10.19

soc.jpg

[Cartaz da exposição* que decorre desde anteontem, 1.10, no Instituto Português de Oncologia do Porto. Página no Facebook, com as fotografias e os textos da exposição, estes últimos da autoria de artistas musicais e escritores. Grupo no Facebook aberto a quem queira escrever sobre as fotografias, sob o mote "movimento de empatia"]

No átrio da ala do cancro da mama, no I.P.O. do Porto, estão expostas dúzia e meia de fotografias. Os modelos são homem e mulheres que disso padecem. Sem rebuços, surgem com as suas amputações, como agora vão, mostrando-se na sua beleza, a de cada um, o quinhão dela que a cada um de nós coube, maior ou menor consoante quem nos vê e como nos olha. E na formosura da imensidão da força que denotam e da esperança com que nos reconfortam.

Propõe o projecto que cada um faça o seu "exercício de empatia" escrevendo algo - ou pensando algo, presumo eu. Hesito, procuro o tom, esse que poderá parecer adequado, o do sentimento, fraterno/amoroso, talvez aposto em vestes de requebros poéticos, abraçando com palavras o camarada homem, e sendo algo mais caloroso, até aprisionado pelo atrevimento próprio àquela toxicidade que agora vem sendo denunciável, com as camaradas mulheres. Assim louvando-lhes a coragem, celebrando-lhes a beleza, nada idealizada mas sim esta, óbvia, do tal qual estamos neste agora. Talvez até, distraindo-me, elevando uma ou outra, ou mesmo o conjunto, a arquétipo. Esse que falso, é óbvio, pois ali estão apenas indivíduos. Belos, corajosos. Desejáveis. Seguiria eu então para um ensaio (antropológico) sobre a constituição do desejo?, um poemaço romântico? uma narrativa erótica?, uma qualquer-coisa assim ficcionando sentimentos?

Mas eu não sou esse tipo. Pois vejo as fotografias e vivo outras histórias, menos poetizáveis, até menos narráveis. E é essa minha empatia, rude, descelebratória, que me ocorre. Pois surge-me Sousa, o cidadão presidente, no seu constante "somos os melhores do mundo". E concordo. Pois, dizem-me, somos nós, portugueses, os campeões europeus do divórcio com as mulheres com cancro da mama. Seguimos nº 1 do ranking,  mais de 60% ... Implacáveis seguimos, nisso competentes. Vem o cancro às nossas mulheres? Partimos para outras. Tratamentos? As unhas macilentas, quebradiços os dentes, corpos engordados com os químicos, ancas alargadas, nem um pêlo para amostra, da vagina à cabeça, que aos de abaixo pouco prezamos, olhos baços, e nem falo do medo, quantas vezes até desespero, dos padeceres que nem imagino, dos temores de desacompanhar os filhos, quando os há, tudo isso tão pouco apelativo? E ainda por cima cortam-lhes as nossas tão queridas mamas, a uma ou mesmo às duas? E ainda para mais arrancam-lhes o útero? Nisso tudo durante tempo mulheres sem desejos, vontades? Não foi isto que contratualizámos. Ficou danificada?, vamos para outras. Nisso, nessa mobilidade, nesse verdadeiro empreendedorismo, seguimos "Os melhores da Europa", competentes. E isto vai assim em todos os estratos, "acontece nas melhores famílias". E há bónus, não acaba aqui. Que há quem não se separe, que isto do divórcio empobrece - e de que maneira, como o afiançará quem por ele passa. E assim, conta quem sabe, tantas são as mulheres do cancro da mama, essas durante temporadas menos atreitas ao sexo, menos belas, e, se calhar pior do que tudo, menos airosas como fadas do lar, que às mágoas da doenças juntam as marcas das agressões, as dos "apenas" dichotes e as das verdadeiras pancadas dos extremosos maridos. E isto já não entra para o "ranking".

É esta a minha "empatia". Antipatizando, imenso, com o meu à volta. Compatriota.

*Fotografados / Textos: Telma Feio / Samuel Úria; Susana Neto / Fernando Ribeiro (Moonspell); Susana Cunha / The Legendary Tigerman; Sandra Gil / João Gil; Rute Vieira /  Rita Redshoes; Lourdes Pereira / Ricardo Ramos, Beatriz Rodrigues (The Dirty Coal Train); Paula Pereira / Jorge Benvinda, Nuno Figueiredo (Virgem Suta); Maria Maria / Olavo Bilac; Lucinda Maria Almeida / Jorge Palma; Ivete Oliveira / José Cid; Cristina Filipe Nogueira / António Bizarro; Carla Sofia Henriques / Alice Vieira; Ana Bee / Suzi Silva; Joana Barros / Ana Isabel Pereira; Agostinho Branco / Lena d'Água

 


33 comentários

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De kika a 03.10.2019 às 14:37

Até parei de respirar
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De jpt a 03.10.2019 às 22:25

não convém, se em demasia
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De Vorph Valknut a 03.10.2019 às 15:37

Só queria não dizer nada.

Não sei até que ponto são necessárias, ou eficazes, este tipo de campanhas, nem lhes percebo bem o objectivo, nem entendo porque alguns, famosos, vêm para as revistas, ou TV, falar sobre as doenças que têm. Mas não faço juízo nenhum de valor. Mas encaro a doença como algo da minha vida pessoal, íntima.

Entendo as campanhas contra a violência doméstica, da prevenção rodoviária, ou, como aquelas, de há uns anos atrás, sobre a SIDA, na tentativa de as desvincular de um certo estereótipo. Mas sobre o cancro, não entendo (excepto as que têm como objectivo a sua prevenção). É uma doença, infelizmente, banal nos dias que correm, "aceite", havendo sobre ela já muita informação. Também não entendo como certas figuras públicas se expõem, expondo as doenças, as dependências, que têm (depois ouve-se o "coitadinha, tão nova e bonita, com CANCRO;é drogado) - é apenas isto que, este tipo de publicidade, consegue . Sei lá, talvez seja do meu feitio, mas detestava que me vissem, ou tratassem com" pena".

PS: julgo que a doença que mais merece exposição mediática, no sentido de a "desligar" dum certo estereótipo (porventura a doença mais estigmatizada) é a Depressão. Ainda há muita gente que confunde depressão, com fraqueza, sendo talvez a única doença em que o doente é olhado de uma forma crítica ("é um fraco").
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De jpt a 03.10.2019 às 22:31

Respeitando o que diz junto, e apenas sobre o postal: que eu saiba, e apenas conheço uma das pessoas retratadas, nenhuma é uma "figura pública". O projecto , que procura uma sensibilização para a prevenção e respeitabilidade dos que padecem desta doença, congrega doentes e solicitou textos a personalidades públicas (músicos e escritores - e destes alguns se esquivaram, recusando ser "segundas alternativas", no abjecto pornográfico dos falsários criadores da PORNEX e animadores de programas televisivos de maldizer).

Quanto ao que diz das personagens conhecidas surgirem como "portadores de doença" como se diz noutro país: é bom para retirar estereótipos, para se minorar o estigma, para se aumentar a prevenção, para se convocar o Estado et al para paliativos, prevenção e cura. Mas isso seria matéria para um postal enciclopédico. Visite, sff, a página. E ombreie.
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De Vorph Valknut a 03.10.2019 às 23:24

OK, assim o farei
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 12:06

Vhorp, sou leitora habitual dos seus comentários no Delito de Opinião e, embora não seja meu hábito comentar comentários, hoje abro excepções.
Eu sou uma das mulheres retractadas nesta exposição. Além disso, já participei em inúmeros projetos de sensibilização, conferências científicas e dei a cara por este tema, no maior semanário nacional.
Não o fiz por ser uma personalidade pública mas, precisamente por não o ser. Por ser uma ilustre desconhecida, igual a tantas outras, que engrossam as estatísticas negras do cancro da mama.

Devo dizer-lhe que “até me ter tocado” pensava da mesma maneira. É do meu foro privado, só a mim e aos que me são mais próximos diz respeito. Ia às minhas consultas, fazia as minhas pesquisas e não falava com ninguém. Não sou/era de falar ou meter conversa com quem não conheço.
Tudo mudou, na altura em que, por uma questão de delicadeza, aderi a um grupo fechado no Facebook, de mulheres portadoras de neoplasia da mama. A partir daí percebi que manter-me afastada, a viver a minha doença de forma privada já não era opção.
Percebi que há mulheres (demasiadas) que saem das consultas com dúvidas que, para mim eram inacreditáveis. Percebi que há quem tenha vergonha de colocar perguntas aos médicos, que não saiba o que é uma metastese, um gânglio, um marcador tumoral ou uma biopsia. Que não faz ideia do que é um cateter central ou periférico, que ignora o que seja uma PET , cintilograma, uma mutação genética ou toda a parafernália de “palavras novas” com que são bombardeadas. E não falo de senhoras com mais de 60 anos mas, principalmente de “miúdas” nos 20/30 anos ( que são quem mais se vê).
Foi aí que, modestamente, senti que poderia ajudar. E sei, pelo Feedback que tenho tido, que ajudo.
Por isso me exponho. Por isso continuarei a expor-me enquanto perceber que essa exposição pode ajudar alguém.
Não se pense, porém, que é uma forma de estar altruísta, que não é. Também eu fui ajudada ( e de que maneira) por outras mulheres. A título de exemplo, posso dizer-lhe que não fora as horas e horas de conversa com uma figura pública que passou pelo mesmo (e que por grande timidez não se expõe), hoje, provavelmente não estaria aqui.
Peço desculpa, por a resposta já ir longa, mas acredite que ver outras iguais a nós a tentar quebrar barreiras de modo a que o cancro deixe de ser um estigma é das melhores coisas que podemos fazer por quem está doente. Se a isso aliarmos uma chamada de atenção para a prevenção, será ouro sobre azul.
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De Vorph Valknut a 05.10.2019 às 15:59

Cristina, três coisas. A primeira agradecer-lhe a resposta. A segunda, admirar - lhe a coragem. A terceira, e pelo que me diz, haver ainda, infelizmente, uma barreira entre médico /paciente. Um bom médico não é aquele que "sabe muito, sobre uma doença", mas que compreende, interessando - se por quem tem à sua frente. Por essa falta de informação acho extremamente úteis todas as Associações de Doentes que visem o apoio, a clarificação , ou a exposição pública das deficiências do Sistema Público de Saúde, da Sociedade, do Estado, perante a sua condição. O que me interrogo, mas sem querer, ou fazer, juízos de valor, é a pertinência mediática, ou outra, de exposições fotográficas daquele género. Repito, não entendo as suas vantagens, pertinência, mas não faço nenhum juízo de valor moral, ou outro. Aliás, há situações que só sabemos, entendemos, quando por elas passamos.

Tudo de Bom
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 18:00

Muito obrigada pela sua resposta, Vorph, e pelos votos.
Na inauguração da exposição no IPO ouvi o marido de uma das mulheres retratadas (e que a tem acompanhado sempre ao longo da doença) dizer que era a primeira vez que via a cicatriz da mulher...
Nem que fosse só por isso, já teria valido a pena a exposição.
Não veja isto como um pseudo discurso feminista, mas nós, mulheres, somos bem mais do que um par de mamas.

Reforço o desafio que o jpt lhe deixou, vá à página do Facebook, escolha uma fotografia e faça o seu exercício de empatia. Gostaria muito de o ler.
Obrigada
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De Anónimo a 06.10.2019 às 17:21

Também eu sou uma "dessas" tantas que por sí existem. Desde 2008 que tento levar uma vida "normal", mas a falta de informação e o estigma que nos acompanha dificulta-nos o caminho. Muitas vezes fico espantada com a falta de informação que algumas pessoas têm em relação à patologia, e estamos a falar de gente jovem ou até com alguma bagagem académica, ocupando lugares de "topo"nas empresas, mas desconhecendo totalmente todo este assunto.
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De Cristina Filipe Nogueira a 06.10.2019 às 22:33

É exactamente a impressão que tenho.
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De Anónimo a 03.10.2019 às 16:36

A crueza das suas palavras é bela e mais comovente do que um ‘poemaço romântico’.

Isabel
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De jpt a 03.10.2019 às 22:31

Muito obrigado, verdadeiro muito obrigado, Isabel
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De sampy a 04.10.2019 às 06:26

O que se vê nas imagens é que muitos continuam condenados a ser operados por autênticos (mesmo que competentes, vá lá) carniceiros. Considerações de ordem plástica/estética continuam a ser um luxo nos blocos operatórios.
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De Vorph Valknut a 04.10.2019 às 09:16

Para este especialista (Dr Laranja Pontes) , deveriam ser definidas regras muito claras de urgência das situações e apurar os agrupamentos existentes. Dá como exemplo a reconstrução mamária por neoplasia maligna (cancro da mama).

"Estas pacientes entram num agrupamento de reconstrução diferente, com um diagnóstico secundário, e muitas vezes os hospitais privados não as querem, por possíveis complicações. Assim, ficam mais tempo em lista de espera do que as que apenas querem fazer redução ou aumento mamário"

https://www.google.com/amp/s/www.jn.pt/arquivo/2007/interior/amp/cirurgias-plasticas-por-estetica-sao-feitas-ou-pagas-pelo-sns-695028.html
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De kika a 04.10.2019 às 15:20

Tenho uma amiga que é cirurgiã especialista da mão e membros superiores,
o que implica também a cirurgia reconstrutiva e estética.
Um dia receberam um cirurgião chinês na clínica onde trabalhava ( hoje tem o seu próprio consultório) para um estágio e aprender certas técnicas como é usual. O médico chinês assistiu a várias operações dessa minha amiga e palavra
puxa palavra disse-lhe que achava perfeitamente desnecessário a reconstrução do mamilo e que na China não perdiam tempo com essas futilidades. 🥀
PS: ainda hoje em Portugal a especialidade da cirurgia da mão não é reconhecida, mas esse é um outro tema.
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 18:39

Cada vez mais se opta pela tatuagem de um mamilo em vez da reconstrução. Não só por razões estéticas como também por prevenção de eventuais complicações secundárias.
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De kika a 05.10.2019 às 23:24

O episódio que descrevi teve lugar há vários anos.
O facto de ter nas minhas relações pessoas que já fizeram
intervenções nestes casos não faz de mim uma especialista.
Já fui operada 4 vezes e por mais incrível que lhe possa parecer
não fiz qualquer espécie de reconstrução. As operações não foram feitas
em Portugal e penso que não tem grande importância . Tive sorte de não
ficar mutilada de forma atroz , apenas vulgares cicatrizes. Na última que foi já aos gânglios o cirurgião muito delicadamente chamou-me à atenção que uns meses mais tarde, quando os tecidos libertos da inflamação eu iria ter um " vazio " e para o meu caso proponha-me uma prótese de testículo a que ultimamente eles recorrem . Acredite ou não fartei-de rir. Espero que não a tenha chocado.
Cumprimentos

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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 23:46

Não me chocou absolutamente nada, também soltei uma gargalhada!
Também eu já fiz 4 cirurgias e também não fiz qualquer reconstrução.
Contudo, dada a agressividade do meu tumor e tendo em conta os tratamentos que tive de fazer, a reconstrução teria sempre de ser diferida no tempo.
Muito obrigada pelo seu testemunho.
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De kika a 06.10.2019 às 02:00

Sou eu que lhe agradeço por tudo o que faz por este ( nosso ) problema.
E, feliz por também ter soltado uma gargalhada 💐
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 12:15

Sanpy, permita-me pf, fazer um pequeno esclarecimento.
As reconstruções mamárias por neoplasia da mama, nem sempre são possíveis. Muitas vezes só podem ser realizadas uns anos após o fim da radioterapia (por causa dos danos que está causa na pele) ou porque não existe tecido mamário para o fazer.
Outras vezes, como no caso de algumas fotografias que viu, é, quando possível, deixado algum tecido mamario para facilitar posteriores reconstruções.
De qualquer forma, os cirurgiões que realizam as mastectomias são cirurgiões oncológicos e não plásticos. A equipe da reconstrução plástica vem sempre depois e, com a totalidade da glândula mamaria retirada, não podem fazer milagres...
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De Luís Lavoura a 04.10.2019 às 16:40

jcd escandaliza-se neste post com os homens que se divorciam das mulheres por elas terem cancro da mama e por causa da quimioterapia ficarem sem desejo sexual, além de sem pelos.

Agora eu imagino a contrapartida, os homens que têm diabetes e que por causa dessa doença ficam impotentes. E as mulheres (algumas, claro, outras não) divorciam-se deles por causa disso.

(É claro, jcd pode argumentar, a impotência trata-se com viagra, mas eu também posso contra-argumentar que ter sexo com viagra ou sem ele não é a mesma coisa, porque o viagra exige ser tomado uma hora antes do ato, logo, perde-se a espontaneidade e todo o sexo passa a ser planeado , e a mulher pode achar isso muito incómodo e desagradável, e é-o de facto.)

Se se critica os homens que se divorciam das mulheres por estas terem cancro da mama, não se deveria também criticar as mulheres que se divorciam do homens por estes terem diabetes?
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De jpt a 04.10.2019 às 17:16

Lavoura, vocemessê mesmo num tema destes vem com as suas habituais piruetas? Deixe-me que lhe diga que nem com recurso a (sarcásticos?) elogios me conseguirá dobrar. Sim, porque ao longo dos anos sempre venho dizendo que os meus dois bloguiistas preferidos são o hmbf (no http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/ ) e o grande jcd (o do saudoso jaquinzinhos, infelizmente extinto) e com o qual tenho a honra e prazer de ombrear no tão necessário És a Nossa Fé. Mas não pense que aspergir-me com os dotes únicos do grande jcd me fará dar-lhe conversa sobre esta questão. Nem mesmo assim, sublinho.
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De jpt a 04.10.2019 às 17:20

Camarada Coordenador solicito que este comentário lavouriano não seja considerado para a habitual coluna semanal ... isto atendendo às questões aludidas.
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De Pedro Correia a 04.10.2019 às 21:39

Assim (não) será. Já tem outro trecho seleccionado. Com a marca inconfundível do autor.
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De jpt a 04.10.2019 às 22:35

Bem hajas, pela tua infinita (e paliativa) paciência
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 11:33

Luis Lavoura,
Embora muitas vezes tentada, sempre resistido às provocações fáceis que faz. Neste caso, e só neste, (porque não merece que perca o meu tempo consigo), esclareço-o de que existem dados estatísticos sobre o divórcio ou abandono dos homens diagnosticados com diferentes tipos de cancro e são absolutamente residuais. As mulheres são por natureza e culturalmente, cuidadoras, como aliás, deverá saber.
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De Luís Lavoura a 07.10.2019 às 09:17

Cristina,
eu não me referi a cancro, referi-me a diabetes. E não me referi a cuidadores, até porque uma pessoa com diabetes não necessita, em geral, que cuidem dela.
A diabetes não transforma (em geral) uma pessoa num doente a precisar de apoio, mas pode fazer coisas mais simples, por exemplo, tornar um homem impotente. E a mulher desse homem pode não gostar dessa impotência, e decidir deixá-lo. E esse divórcio não deixará rasto nas estatísticas - porque não há, nem estatísticas fiáveis da diabetes, nem (muito menos) estatísticas da impotência.
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.10.2019 às 11:25

Já li e reli o seu texto vezes sem conta, sem saber como agradecer-lhe.
Agradecer-lhe o facto de se ter associado a esta causa de forma pública.
Agradecer-lhe o magnífico texto mas, principalmente, agradecer-lhe a coragem e a frontalidade que teve na forma como abordou o tema.
Quem, como eu, segue a sua escrita, há muitos anos, já está habituado à excelência da escrita, à contundência como discorre sobre os temas e à profundidade com que o faz. Contudo, olhar para estas imagens e dizer o que o JPT diz é muito mais do que fazer um exercício de empatia. O seu contributo é um manifesto de cidadania que deveria ser replicado.
A Ana Bee deu o mote com a exposição que idealizou, para o IPO e o JPT completou-a na perfeição com a sua mensagem contundente.
O cancro, o cancro da mama, é tudo menos cor de rosa. Não imagino pior doença para uma mulher. Fragmenta-nos em inúmeras vertentes. Mutila, gera incapacidades várias, rouba a nossa feminilidade e destrói famílias.
Tudo isto foi dito por si, numa sensibilidade rara de ver em quem não (con)vive com a doença.
Muito obrigada pelo seu texto.
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De jpt a 06.10.2019 às 01:11

A gente é que agradece.
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De Marta Elle a 05.10.2019 às 11:37

Está visto que sou uma das sortudas pois tenho cancro da mama e o meu marido não me deixou.
Esses homens que abandonam a esposa doente estão a ser ingénuos porque o cada vez há mais pessoas com cancro, e um dia pode tocar-lhes a eles.
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De jpt a 06.10.2019 às 01:10

Ainda bem que assim foi Marta Elle. Mas também não se pode retirar do meu postal que nós somos todos uns energúmenos, eu coloquei a percentagem aproximada da taxa de divórcio. Espantosamente elevada, repito.
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De s o s a 06.10.2019 às 23:38

está visivel num dos primeiros comentarios : só queria nao dizer nada.

Se o post é engenho e sentimento, legenda e moldura ...

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