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Cambada de imbecis

por Pedro Correia, em 27.05.20

 

13 de Maio:

VÍRUS PODE NUNCA DESAPARECER

Michael Ryan, director-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Emergências Sanitárias, declarou que, na pior das hipóteses, o novo coronavírus pode nunca desaparecer, passando a integrar o lote de vírus que todos os anos afectam a população mundial.

 

17 de Maio:

VÍRUS PODE DESAPARECER NATURALMENTE

Karol Sikora, director médico dos Centros para o Cancro de Rutherford e antigo chefe do programa de oncologia da Organização Mundial de Saúde, afirmou que «há uma possibilidade real de o vírus desaparecer naturalmente antes que alguma vacina seja desenvolvida».

 

25 de Maio:

SEGUNDA VAGA É IMPROVÁVEL

A directora do departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde, Maria Neira, considerou «cada vez mais» improvável uma segunda grande vaga do novo coronavírus, Na sua perspectiva, «há muitas possibilidades, desde novos surtos pontuais a uma nova vaga importante, mas esta última possibilidade é cada vez mais de descartar».

 

25 de Maio:

SEGUNDA VAGA ESTÁ QUASE A CHEGAR

O director-executivo do programa de Emergências Sanitárias da Organização Mundial de Saúde, Michael Ryan, alertou que «não podemos supor [que os números de novas infecções] vão continuar a descer», advertindo que «temos alguns meses para nos preparamos para uma segunda vaga».

 


42 comentários

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De Vorph "Girevoy" Valknut a 27.05.2020 às 09:59

Depois admiram - se disto :


https://youtu.be/4vYMsMhAbtI

Há tempos foi publicado um livro chamado Ciência e Liberdade, onde o autor tentava associar a evolução científica ao liberalismo, à liberdade e à democracia. Desconfio que os "nossos" cientistas façam o caminho inverso
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 10:59

Se isto é "ciência", não consigo distinguir a ciência de outra treta qualquer. Digamos, da quiromancia.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 11:00

Não conheço. Mas parece-me uma excelente (e oportuna) recomendação.
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De Manuel Alves a 27.05.2020 às 10:36

Por acaso não concordo consigo. A Ciência funciona assim: custa obter certezas. Não é como a religião.
A não ser que lhes chame imbecis por dizerem o que pensam. Mas será defensável, a existência de um controle ao que cada um diz? Reconheço-lhe o direito de lhes chamar imbecis (ou seja, reconheço-lhe o direito as exibir o seu desconhecimento do que é a Ciência) mas a minha opinião é completamente oposta.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 11:01

Imbecis por semearem o pânico e suscitarem tranquillidade infundada junto da opinião pública, em doses alternadas.
Sempre com a obsessão de "aparecerem". Como se fossem vedetas de telenovelas.

A OMS tornou-se um meganegócio a vários níveis - inclusive a nível mediático. Já para não falar no plano político.

A ciência - a verdadeira Ciência - nada tem a ver com isto.
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De Luís Lavoura a 27.05.2020 às 10:42

Conclusão, simples: ninguém sabe. E, em vez de manterem as bocas fechadas, atiram palpites para o ar.
Nunca ninguém soube explicar os comportamentos das epidemias do passado: quando surgiam, quando desapareciam, porque surgiam, porque desapareciam. Esta é a mesma coisa: ninguém sabe.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 11:02

E, no entanto, vão falando cada vez mais, em ritmo incessante. Dizendo não importa o quê.
Como se estivessem a disputar uma espécie de competição interna lá na organização.
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De Luís Lavoura a 27.05.2020 às 11:27

Se o Pedro reparar, grande parte daquilo que hoje em dia é notícia, e que frequentemente é apresentado como a realidade, não passa de previsões do futuro. Hoje em dia boa parte dos noticiários é ocupada com as previsões (da OCDE, da Comissão Europeia, do governo, do Banco Central, da OMS, etc etc etc) para tudo e mais alguma coisa que acontecerá no futuro. Em vez de falarem de factos, os noticiários falam em grande parte de previsões, e discutem as previsões como se factos fossem.
As previsões têm hoje em dia grande procura por parte dos jornalistas, e, neste caso, a OMS encontra-se sob grande pressão para fazer previsões. Por isso fá-las, mesmo não sabendo o que está a fazer.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 12:55

Factual: grande parte do noticiário actual alude a previsões. Que podem ou não concretizar-se. Mas, mesmo que se concretizem, não passam disso mesmo: vaticínios.
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De o cunhado do acutilante a 27.05.2020 às 13:35

Luís Lavoura a 27.05.2020 às 10:42
Não podia concordar mais consigo. Ponto por ponto, vírgula por vírgula, concordo absolutamente consigo.
A ciência, a ciência. Ninguém sabe nada. Não encontram explicação para nada arreiam-nos com a ciência para cima. Tipo: cala-te ignorante, aqui tens a ciência a pôr-te no teu lugar, não faças ondas e come a sopinha caladinho.
A ciência que foi capaz de descobrir um buraco negro, com 40 bilhões de kms de diâmetro, - mais km menos km, - a não sei quantos mil anos-luz de nós; a ciência que vem ensinar que o nosso corpo é formado por 7 octilhões de átomos. Para se ter uma ideia é: 7000.000.000.000.000.000.000.000.000,- louvo a paciência do gajo que os contou, - a ciência que explica tudo e ainda hoje não sabe explicar o que se passa no fundo dos oceanos, nem a construção da pirâmides executadas por trabalhadores que nem o martelo de pedreiro conheciam.
O vírus veio como já vieram outros, e vai embora como os outros foram depois do corpo criar imunidade a ele.
Entretanto descobrem uma vacina para ajudar., - também era melhor que depois de tanto termos pagado a ciência não desse conta do recado, - e por aí se queda a sabedoria da ciência
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 14:43

Tome cuidado. Se começa a concordar em excesso com o comentador Lavoura, na próxima vez em que vier aqui aparece vestido de azul e branco.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 27.05.2020 às 16:37

Meu caro acutilante, não seja tão cortante. Não fosse a ciência e aos 40 estávamos mortos.

Nem 8, nem 80
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De Anónimo a 27.05.2020 às 19:56

Nem nas livrarias se consegue explicar o que quer que seja.
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De Anónimo a 27.05.2020 às 20:07

"A ciência que foi capaz de descobrir um buraco negro"

Haha. Você foi mesmo buscar um grande exemplo dos limites da ciência..

Buracos negros é uma confissão de ignorância do que a Física que não consegue explicar.
Buraco Negro é genéricamente um artifício conceptual, linguístico para dizer que as contas não batem certo por isso precisamos de chamar alguma coisa ao resto da operação que não sabemos onde colocar.

A função do jornalismo é proselitismo da religião que resta: Política. Por isso não espere tal coisa seja dita.

lucklucky



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De V. a 27.05.2020 às 19:07

Esta é a mesma coisa: ninguém sabe.

há uma canção assim: no-body knowwws, no-body knowwws, na, na-na-na, etc

Muito linda.

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De ASantos a 27.05.2020 às 10:42

Confesso que estou já para lá do limite da minha capacidade de encaixar toda esta treta.

Por vezes até me assusto com o que estou disponível a fazer a estes trastes que “gerem a sociedade actual”.

António Santos
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 11:05

Em relação à OMS, tudo pode e deve ser questionado. Desde logo, a extrema lentidão que revelaram para declarar a pandemia.
Só o fizeram a 11 de Março, quando já havia 120 mil infectados oficialmente reconhecidos, em 114 países.
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De Luís Lavoura a 27.05.2020 às 12:35

a extrema lentidão que revelaram para declarar a pandemia

Foi uma ocasião de extremo deleite para os jornalistas, quando a OMS declarou a pandemia. Os jornalistas tiveram um prazer verdadeiramente orgásmico. A partir daí, nunca mais usaram a palavra "epidemia", passaram a usar sempre "pandemia", que é muito mais impressionante e dá muito mais, ao crédulo público, a noção do enorme, cataclísmico desastre que esta epidemia foi, é e será sempre.

A OMS fez aos jornalistas um enorme favor com essa declaração, lamentavelmente tão tardia.

Atualmente, os jornalistas e as autoridades de saúde (portuguesas e OMS) vivem em simbiose: os jornalistas são alimentados por notícias fornecidas pelas autoridades de saúde, e as autoridades de saúde vêem a sua importância inflacionada por os jornalistas falarem delas.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 12:58

Sim, embora isso suceda não apenas à escala nacional mas à escala mundial. Daí este frenesim dos vários directores e ex-directores da OMS que se multiplicam em declarações, muitas vezes de sinal contrário: reconhecem-se como "figuras públicas" e fazem questão de alimentar esse mito. Em competição acelerada com os supostos rivais - dentro da mesma organização.
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De Anónimo a 27.05.2020 às 10:50

Eu diria o mesmo.
Tudo pela economia e os interesses dos poderosos.
OMS, já anda movida a interesses muito próprios.
É certo que não podemos ficar parados toda a vida mas a verdade é que isto está longe de terminar e este tipo de mensagens leva ao descrédito e a um desleixamento muito perigoso.
Portugal é exemplo disso, principalmente a partir do último estado de emergência.
E hoje basta ler o que Luís Delgado escreveu ontem sobre Lisboa ou grande Lisboa e a passagem ao 3 desconfinamento.
Enfim, coisas que todos conhecemos.

Miguel Nunes
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 11:07

Interesses, haverá sempre. Na OMS e em outra organização qualquer.
Mas o nível de irresponsabilidade atingido no organismo que tem por imperativo máximo proteger a saúde à escala mundial atingiu patamares de todo inaceitáveis.
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De Anónimo a 27.05.2020 às 11:34

Cada cor, seu paladar...

JSP
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 12:37

Faz lembrar aquela 'boutade' do Groucho Marx: «Se os meus princípios não lhe agradam, arranjo já outros.»
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De Anónimo a 27.05.2020 às 13:00

"The economy, stupid". Cada vez tudo isto tem mais a ver com a arte de ter muito lucro do que com a saúde global, OMS ou não, da população mundial.
Basta saber quem são, e o que andam a fazer, alguns dos mais ricos do globo -indivíduos, empresas, "organizações", Países- para perceber que apenas, mais uma vez, estão a saber bem aproveitar uma crise (de saúde global) para seu benefício.
Exemplo: O problema do "quinino" é que só custa 1,5 €uros 10 pastilhas.
A saúde tem que ser cara. "Old habits die hard".
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 14:40

Alguns dos que antes diziam "it's economy, stupid", agora andam aos gritinhos "it's pandemic, stupid" quando ouvem falar em economia.
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De Anónimo a 27.05.2020 às 13:08

Nunca se deve acreditar em tudo que se ouve ou se lê.
Pelo sim , pelo não, sempre máscara e luvas. A doutrina de momento é esta . Cumpra. O seguro morreu de velho.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 14:38

Grato pela sua presença aqui no blogue, professor Marcelo. Já suspeitava que fosse nosso leitor.
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De Anonimus a 27.05.2020 às 14:01

A culpa disto é dos canais noticiários 24x7. O "quê", "quando", "onde" foi substituído pelo "talvez", "pode ser que", "ou então". As notícias são dadas em termos verbais condicionais ou de futuro. Adicionar ao pote a turba de opinadores, que assumo serem pagos para fazer nada mais que isso, opinar. Apenas o estúdio (ou sala com livros por trás) e a vestimenta os difere e credibiliza em relação aos tipos que fazem o mesmo exercício num qualquer café.
E também acontece porque as pessoas "anseiam por informação". Se uma organização se recusar a mandar este tipo de bitaites, pode crer que nessas redes sociais se ia levantar um tumulto porque se estava a negar o direito a manter as pessoas devidamente informadas.
Os mais filósofos virão dizer que é uma consequência de uma sociedade habituada a ambientes controlados, e que por tal pensam conseguir prever (e manipular) o futuro.
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 14:42

Boa reflexão, Anonimus. Você é mesmo o Anonimus ou é o outro Anonimus que às vezes "assina" Anónimo?
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De Anonimus a 27.05.2020 às 14:44

Sou o grande e único. Pronto, único.
(às vezes sai anónimo por engano, normalmente após limpar a cache do telemóvel)
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De Pedro Correia a 27.05.2020 às 14:45

Ah, OK. Assim fico mais descansado. Prefiro sempre o original às cópias.
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De V. a 28.05.2020 às 00:11

Eu diria mais: se há um paciente zero também deve haver um anónimo zero.
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De Pedro Correia a 28.05.2020 às 00:19

Há até asnónimos menos que zero.

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