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Calam e consentem

por Pedro Correia, em 24.10.18

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Não vejo por aí comícios indignados contra o caudilho venezuelano, que manda matar opositores detidos pela sinistra política Sebin, expulsa quatro milhões de compatriotas para os países vizinhos e faz mergulhar o país num apocalipse monetário: um salário mínimo, nesta república que possui as maiores reservas de petróleo bruto do planeta, paga apenas um rolo de papel higiénico ou um quilo de tomates.

Maduro, o narcotirano que oprime e empobrece os venezuelanos, pode contar com a indulgente "boa consciência" ocidental, que apenas se mobiliza em função de indignações selectivas. Quando os ecos da  repressão e do  crime chegam de Caracas, os revoltados de turno fingem não saber.

Calam e consentem.

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96 comentários

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De Luís Lavoura a 24.10.2018 às 09:32

manda matar opositores

Não fale daquilo que não sabe. O opositor morreu, de facto. A forma como ele morreu não está esclarecida. Ninguém pode afirmar que se tratou de um assassinato. Muito menos que o eventual assassinato tenha sido ordenado por Maduro.

expulsa quatro milhões de compatriotas

Não foram expulsos. Podem regressar à Venezuela quando quiserem. São refugiados económicos, tal e qual como, por exemplo, muitos eritreus.

Maduro pode contar com a indulgente "boa consciência" ocidental

Não pode não. A Venezuela encontra-se sob severas sanções económicas e sob um embargo à venda de armamento. Nada que afete a Arábia Saudita.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 09:36

Exemplo vivo do que escrevi. Fala-se na Venezuela e logo os "indignados" começam a gritar contra a Arábia Saudita.
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De IO a 24.10.2018 às 10:09

..costuma ser contra os EUA!!
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De Luís Lavoura a 24.10.2018 às 11:03

Peço desculpa; é que eu, quando li o título do post "calam e consentem", imediatamente pensei que o post se referisse à atitude dos países democráticos perante os desmandos ditatoriais dos países do Golfo. Só podia...
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:09

Pois. É sempre mais fácil falar dos países e dos Estados e dos governos do que de nós, cidadãos.
Percebo que o Estado português cale protestos perante a situação na Venezuela para não pôr ainda mais em risco os cerca de 500 mil emigrantes portugueses ou lusodescendentes que lá vivem.
Os Estados regem-se por interesses, mas os cidadãos deviam orientar-se por princípios. Sobretudo aqueles que a todo o momento proclamam os "bons princípios" mas só os aplicam a umas latitudes, omitindo as restantes.
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De Justiniano a 24.10.2018 às 11:33

E note a típica justificação vitimizadora da desgraça Venezuelana ali adiantada ruminantemente pelo Lavoura - "A Venezuela encontra-se sob severas sanções económicas" - Lavourada.
É o típico comentário da ignorância indigente dos gebos!! Inexistem quaisquer sanções económicas à Venezuela, sua anta!!
A Venezuela é livre de fazer trocas com quem quiser e entender! A Venezuela impõe-se, a si própria, severas sanções económicas. O Governo da Venezuela é a única sanção a que a Venezuela está sujeita!!
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:46

O que ainda vai valendo ao narcotirano em Caracas são os dólares que ainda recebe da terra do Tio Sam.
Os EUA importam petróleo da Venezuela. Este país é mesmo ainda o quarto fornecedor de petróleo aos Estados Unidos, após Canadá, Arábia Saudita e México.
https://www.eia.gov/tools/faqs/faq.php?id=727&t=6
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De Sarin a 24.10.2018 às 12:31

https://www.treasury.gov/resource-center/sanctions/Programs/Documents/venezuela_eo_13835.pdf
Para um país que depende do petróleo e dos títulos para importar bens de primeira necessidade, restrições desta ordem fazem pender fortemente a balança...


Os EUA dificilmente deixam de comprar petróleo, Pedro, há muito que a política americana é adquirir o máximo possível no exterior e poupar as reservas nacionais.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 12:56

É o costume.
Fala-se da Venezuela e logo a conversa desvia para os EUA.
Reflexo condicionado.
Há quem suba a escadinha e termine a falar no Hitler.
Espero que não seja o seu caso.
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De Sarin a 24.10.2018 às 13:01

Quem desviou foi o Pedro, no seu comentário

"O que ainda vai valendo ao narcotirano em Caracas são os dólares que ainda recebe da terra do Tio Sam.
Os EUA importam petróleo da Venezuela. Este país é mesmo ainda o quarto fornecedor de petróleo aos Estados Unidos, após Canadá, Arábia Saudita e México."

Consigo argumentar sem recorrer a países terceiros ou a indignados segundo as simpatias, Pedro, não preciso de ir buscar extremos para justificar seja o que for. Não embarco em "ou comigo ou contra mim" nem em "contestar algo é defender o seu oposto" :)
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 14:33


Mencionei os EUA só para desfazer o "argumento" do embargo.

O único embargo é o da ditadura venezuelana ao seu próprio povo.
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De Sarin a 24.10.2018 às 14:48

O embargo dos EUA existe, tal como da UE existe ou está na forja, e não sendo um embargo comercial a produtos de primeira necessidade é ainda assim um embargo.

Já agora, não acredito muito na eficácia de embargos comerciais mesmo que a nível financeiro, nunca vi nenhum funcionar - antes radicar posições. E embargos militares são contrários aos meus princípios, pelo que sobra o impedimento dos responsáveis. Os EUA não reconhecem o TPI, mas na UE reconhecemos. Porque não é o TPI puxado ao barulho?! Onde está a ONU?! Ou, mais simplesmente, como é que Maduro voa de um lado para o outro e até pelo espaço Schengen? Não é preciso emitir um mandato, basta declará-lo Persona Non Grata nos países que subscrevem os embargos!
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 16:49

Outra vez os EUA.
Uma verdadeira obsessão.
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De Sarin a 24.10.2018 às 16:56

Obsessão a sua, foi o Pedro que os mencionou inicialmente. Se agora falo neles é porque, sendo um dos países que decretaram embargo, não podem denunciar os crimes atribuídos a Maduro recorrendo a uma entidade que não reconhecem - os outros podem porque reconhecem o TPI, impondo-se a pergunta: se podem, porque não o fazem?
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 17:49

Volto ao ponto inicial. os ditadores podem sempre contar com gente a por-lhes a mão por baixo, com palavras apaziguadoras.
É o seu caso. Cuidado com o contágio.
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De Sarin a 24.10.2018 às 18:50

Pelo contrário; aparentemente nem leu tudo o que escrevi nos meus comentários sobre ditaduras e refugiados, nem viu como no texto apenas lhe apontei como discordância a sua tendência para criticar com comparações.
Para se indignar com os silêncios não tem que apontar o dedo às gritarias que fazem noutras circunstâncias. Digo mais, se for reler o que escreveu sobre os refugiados que atravessam o Mediterrâneo dificilmente encontrará uma única referência a terem estes sido expulsos dos seus países e verá que se refere várias vezes a emigrantes económicos.
A minha discordância com o seu texto prende-se exactamente com o seu apontar o dedo à dualidade de outros sem reparar na dualidade do léxico que usa.


Se consegue ler nas minhas palavras um qualquer apaziguamento face às actividades de Maduro, então o problema será mesmo de comunicação.

A ausência de resposta em toda a Europa apenas evidencia a hipocrisia das relações internacionais e, ainda mais evidentes, os vícios da comunicação de massas: porque não é Maduro levado ao TPI, perante tal certeza sobre os crimes? Porque não é considerado Persona Non Grata nem há quem o proponha em editoriais, artigos, cartas abertas e postais?

É esta, parece-me, a diferença entre criticar e fazer ruído.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 23:32

A sua prosa é típica dos colaboracionistas. Neste caso, colaboracionismo com o ditador da Venezuela.

Dizer que Maduro não "expulsa" os venezuelanos do país é a mesma lógica de um salazarista que garantia que Salazar "não expulsava" os portugueses que fugiam a salto de Portugal na década de 60.

Utilizar as populações africanas que fogem do terror e da miséria dos seus países no tempo actual como alibi para justificar e "compreender" Maduro, omitindo que a Venezuela já foi um dos países mais prósperos da América Latina e hoje é o mais miserável do continente sul-americano, define o nível da sua argumentação.
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De Sarin a 25.10.2018 às 00:38

Mais uma vez, o Pedro faz leituras à medida dos seus argumentos e retorce o que é dito para que caiba na sua retórica. Pode ser incoerente à sua vontade, claro; mas num postal em que aponta o dedo à incoerência de outros pelo mesmíssimo motivo, não convinha sentir-se ofendido por lhe apontarem o pé em falso.


Dá-lhe jeito dizer que usei África para justificar Maduro num postal sobre dualidade de critérios?
Compreendo que não tenha gostado que eu tenha usado os seus postais sobre "emigrantes" e outros "fugidos" de África e de Ásia para lhe apontar a diferença lexical com os "expulsos" da Venezuela, mas escrever que estou a tentar justificar Maduro não é apenas problema de comunicação. Lamento profundamente que insista nessa linha de raciocínio, e sobre o tema Venezuela de Maduro terei muito gosto em comentar mais detalhadamente quando o Pedro Correia lançar um postal sobre a Venezuela de Maduro; sobre dualidade de critérios não vale a pena, o Pedro não sai do registo "acusar os outros" nem quando lhe estendo a ponte da mudança de opiniões para passar do "fugidos" para o "expulsos". Chama-se obsessão, cuidado com isso.
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De Pedro Correia a 25.10.2018 às 00:43

Tome você cuidado com essa duplicidade moral.
Não admira que se tenha sentido tão profundamente atingida pelas linhas que escrevi.
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De Sarin a 25.10.2018 às 01:06

Cf. lhe respondi há minutos, não me senti atingida. O Pedro é que, caramba, detesta mesmo que lhe lembrem o que escreve quando se contradiz...

Mas não foi a primeira vez, nem será a última, suponho. Sobre o tema "dualidade de critérios" é que já não adiantamos nada, escrevi o que tinha que escrever e o Pedro leu o que quis ler e disse o que lhe aprouve dizer. Fica o registo para a posteridade.

Espero que não lance um postal sobre a Venezuela de Maduro numa daquelas alturas em que eu não sou assídua na blogosfera, ou ainda vai tirar ilações sobre "o meu silêncio" :)
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De Sarin a 24.10.2018 às 14:32

Sei que respondo duas vezes, mas para ver como é a minha escadinha - em caracol, e sempre com o mesmo eixo

https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/uma-nota-sobre-muculmanos-42352

Publicado há vários dias.

Não publique este comentário, não pretendo fazer publicidade ao meu blogue.

Apenas pretendo evidenciar ao Pedro que a minha indignação não obedece a agendas de ninguém, nem uso exemplos de terceiros e muito menos faço comparações de tragédias.

https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/paradoxo-do-silencio-35640

https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/esperanca-em-vias-de-recuperacao-24629

https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/agua-suja-e-transumancia-15376
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De lucklucky a 27.10.2018 às 22:42

Exportações de Petróleo dos EUA multiplicaram várias vezes desde 2010.

https://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=pet&s=mcrexus2&f=m
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De Sarin a 28.10.2018 às 21:30

Trump inverteu a tendência por questões económicas, não de estratégia energética. Quanto tempo durará a exportação, dependerá do quanto continuar a conseguir importar - nem todo o petróleo é bom para as refinarias americanas.

https://www.publico.pt/2016/01/04/economia/noticia/40-anos-depois-estados-unidos-voltaram-a-exportar-petroleo-1719125

https://www.pressreader.com/brazil/valor-econômico/20170718/281741269471655

https://g1.globo.com/economia/noticia/o-que-acontecera-se-os-eua-ultrapassarem-a-arabia-saudita-como-maior-produtor-de-petroleo-do-mundo.ghtml
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De Sarin a 24.10.2018 às 12:11

Não se trata de gritar contra a Arábia Saudita, Pedro, mas talvez de relembrar que o Ocidente apenas cria embargos às ditaduras ditas de esquerda. Por mim, seria o que escreveria sem necessidade de mencionar quaisquer outros países e como forma de contestar a sua afirmação sobre a bonomia ocidental, mas o LL chegou primeiro.

Quanto às migrações económicas e aos refugiados por ameaças directas (há-os, suponho e acredito), talvez Maduro tenha também exortado alguém a emigrar e a ver tal necessidade como oportunidade, e se o fez não seria o primeiro dirigente a fazê-lo - e nenhum destes panoramas configura "expulsão".


Sobre a morte do opositor, a ser facto (ainda não li sobre provas de tal, o que não significa que as não haja e que não tenham sido já apresentadas no TPI) apenas demonstra que Maduro se está a alicerçar à boa maneira das tradicionais ditaduras e que a ONU, a comunidade internacional e a própria resistência interna não estarão a ter grandes resultados nas manobras para o dissuadir.


Acho lamentável que o Pedro ecoe o epíteto usado pelos EUA, "narcotirano" nas suas palavras para o "narcoestado" das palavras de Haley. Presumo que seja o petróleo que narcointranquilize os EUA e os coloque na senda dos narcóticos, e que leve a mesma Haley a dizer despudoradamente que a Venezuela vive uma das situações mais trágicas do mundo ("vive una de las situaciones "más trágicas" del mundo", sic). Num governante dos EUA tal não me espanta, mas no Pedro decepciona-me... caramba, e os factos?


Subscrevo o desgosto e a ira com o silêncio. Mais me incomodam e enfurecem as moções de apoio a este ou aquele regime, e principalmente a regimes totalitários como o de Maduro aparenta ser. É daquelas reacções incompreensíveis, mais ainda do que os silêncios.

Infelizmente, as situações massivamente trágicas continuam a passar em silêncio; a Venezuela, vivendo uma tragédia como sempre são os atentados às liberdades individuais, os autoritarismos em quem quer democracia e as faltas de alimentos causadas directa e indirectamente pelos embargos, sempre vai tendo uma notinha de rodapé. Não chega, é certo!, mas ainda hoje li um postal do jpt sobre o João Lourenço e a - essa sim! - expulsão de congoleses, e isso é que é exemplo de tragédias que têm passado ao lado de todas as agendas.

Não justifica os silêncios, mas ajuda a perceber a hierarquização das indignações.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 12:27

Muito mais dramático e violento é um estado expulsar os seus próprios cidadãos - condenados à fuga imediata para sobreviverem, sem dinheiro, sem bens de qualquer espécie, só com uma mala rudimentar e a roupa que levam no corpo. Muitos,infelizmente, não chegam ao destino. Por doença ou desnutrição grave.
Fogem aos largos milhares para todos os países circundantes - milhares já vieram também para Espanha e Portugal. Chegarão, segundo estimativas credíveis, aos quatro milhões no final deste ano.
Fogem, repito, para sobreviver. Porque não há nada para comer na Venezuela, sobretudo nas grandes cidades como Caracas. E não há sequer pensos rápidos ou água oxigenada nos hospitais.
Se isto é silenciado em nome de capelinhas ideológicas ou interesses geopolíticos, esse silêncio retira toda a autoridade moral a quem protesta contra atentados aos mais elementares direitos humanos noutras latitudes.
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De Sarin a 24.10.2018 às 12:55

Continua a falar em expulsão. Aceitá-lo-ia de bom grado se lhe visse usar o termo consistentemente noutras situações em que as políticas de um estado conduzem à fuga massiva dos cidadãos... e por isso insisto na desadequação do termo que usa.


Não duvido dos motivos que os levam a abandonar o país, e acredito que muitos tenham a vida em risco não por falta de alimentos mas por delito de opinião, por contestação directa e audível ou meramente suspeitada.
Um refugiado é sempre um refugiado, seja em que quadrante for, político, geopolítico ou apenas geográfico. Mas poucos lhe vêem a transversalidade.
No entanto, não é por apontarem uns e não apontarem outros que perdem essa tal "autoridade moral". Isso é voltar à discussão sobre a falácia "contestar algo é ser a favor do seu contrário", é voltar aos velhos temas de os EUA serem a polícia do Mundo mas apenas quando lhes interessa estrategicamente, de o PCP ser um partido que apoia tudo o que tenha Comunista no nome não se sabe se por saudosismo se por teimosia, de se a vida é ou não a preto e branco. Estar certo e estar errado não é algo que seja permanente, Pedro, e pode-se ter toda a autoridade numas matérias e nenhuma noutras. O problema, mais uma vez, são os Princípios - os meios não justificam os fins nem os fins justificam os meios. Sobre Direitos Humanos, a autoridade estará sempre do lado da escolha do próprio indivíduo - e como até isto é contestado por muitos, ninguém teria autoridade moral para falar ou denunciar fosse o que fosse.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 12:58

Expulsão, sim.
E já expliquei porquê.

Você, se calhar, prefere expressões fofinhas, tipo "fluxo migratório".
Eu não.
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De Sarin a 24.10.2018 às 13:09

Não, Pedro, eu uso fugas e expulsões. Mas como lhe tenho lido sobre os migrantes asiáticos e africanos estou a tentar perceber onde raio tem o fiel da balança.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 14:30

Outra vez em fuga?
Falo da Venezuela, não de África nem da Ásia.

Quatro milhões de pessoas não lhe chegam?
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De Sarin a 24.10.2018 às 14:34

A mim chegam e sobram, a todos deploro e a todos trato por igual. O Pedro é que foge à questão que lhe apontei - não usa o mesmo critério para falar de uns e de outros, mas aponta o dedo aos que, afinal, fazem o mesmo que o Pedro: usam dois pesos e duas medidas.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 16:47

Está redondamente enganada.
Não fujo a tema algum.
Nem uso dois pesos e duas medidas.
Este meu texto visa precisamente pessoas que usam esse duplo critério.
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De Sarin a 24.10.2018 às 17:14

Talvez seja engano meu; mas quase era capaz de apostar consigo que o Pedro se tinha, em vários outros textos, referido aos que atravessam o Mediterrâneo como emigrantes vários e refugiados sírios. Expulsos não me lembro de lhe ter lido nenhum... "fugindo", "deixando para trás", "evitando" sim, agora "expulsos" não, realmente não lembro.

Mas peço desculpa se me engano, até porque todos podemos ir alterando as nossas opiniões com o tempo e o que hoje é peso amanhã pode vir a ser medido com outro padrão.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 17:50

Tudo lhe serve de pretexto para evitar a Venezuela, já percebi.
Tema incómodo.
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De Sarin a 24.10.2018 às 18:56

Pelo contrário, Pedro, logo no primeiro comentário tive dois focos: a Venezuela de Maduro e a dualidade quer dos críticos quer dos críticos dos críticos.

O Pedro é que tenta driblar a minha crítica à sua dualidade.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 23:26

Você admite ter "dois focos" e depois acusa os outros de "dualidade".
É preciso muita lata.
E falta de espelhos aí em casa.
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De Sarin a 25.10.2018 às 00:18

Até tenho mais que dois focos, no comentário que mencionei apenas me detive em dois. É que os meus focos não são mutuamente exclusivos nem sequer se contradizem, como a lógica lhe permitirá verificar se a usar calmamente.

Foi o Pedro que disse ser o postal sobre a dualidade de critérios - e quando lhe aponto a sua, acusa-me de evitar o tema Venezuela (sobre o qual dei opinião logo no início). Lata tem o Pedro, e da retorcida :)
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De Pedro Correia a 25.10.2018 às 00:27

Como bem percebeu, encontrava-se entre as destinatárias do meu texto contra a duplicidade moral de quem silencia críticas aos ditadores do respectivo hemisfério ideológico. Daí o facto - bem compreensível - de ter enfiado a carapuça.

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De Sarin a 25.10.2018 às 00:53

Como não percebeu, eu explico:

* Escrevo há muitos anos na net, e já escrevi muito sobre a Venezuela de Maduro e até sobre a Venezuela de Chaves;
* Escrevo pouco no meu blogue, e escrevo quando posso, não quando apetece, se bem que haja alturas em que nem posso nem apetece;
* Ao contrário do Pedro, não escrevo nem nunca escrevi com agenda partidária - nem nunca fiz parte de nenhum grupo partidário;
* Ao contrário do Pedro, não estou ligada à comunicação social;
* Provavelmente também ao contrário do Pedro, não "enfio carapuças" mas comento sempre que posso.

E uso o mesmo léxico :)
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De Sarin a 28.10.2018 às 21:47

Obrigada, Pedro, mas não se lê muito através da ligação que sugeriu
Permita-me sugerir em alternativa

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45909515

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45307311



Sobre os vícios na comunicação de massas, permita-me realçar um cabeçalho que contribui para alterar perspectivas aos mais desatentos, pela comparação de alhos (uns que saem de um lado) com bugalhos (outros que entram noutro lado). Uma comparação absurda de dados verdadeiros que apenas mistifica análises sobre tragédias.

https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2018/08/23/exodo-de-venezuelanos-ja-e-maior-que-numero-de-refugiados-que-tentam-chegar-a-europa.ghtml
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De Justiniano a 24.10.2018 às 11:09

E quais são, Lavoura, as severas sanções económicas a que a Venezuela está sujeita???
Embargo à venda de armamento!! A Venezuela já há mais de uma década que só adquire armamento à Rússia e à China! A que embargo é que se refere, no armamento? A Rússia e a Suécia, entre outros, também não vendem armamento à Arábia Saudita!!
O Lavoura, hoje, não acerta uma!!
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:18

Não existe um embargo ao petróleo Venezuelano?
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:43

O maior "embargo" é o do regime venezuelano a si próprio.
Deixou anquilosar as estruturas petrolíferas. Incapaz de refinar o petróleo que ainda extrai, com uma incapacidade crescente de extracção devido à descapitalização e falta de investimento no sector, além da fuga de técnicos especializados que escapam da miséria reinante no país, a Venezuela vê-se confrontada a... importar petróleo. Até dos EUA.
https://veja.abril.com.br/economia/venezuela-quem-diria-agora-importa-petroleo-dos-eua/
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De Justiniano a 24.10.2018 às 12:02

Que embargo ao petróleo Venezuelano!!?? A Venezuela até vende petróleo ao grande satã do norte, meu caro!!
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:20

https://www.google.pt/amp/s/www.bbc.com/portuguese/amp/internacional-41060655

Notícias da BBC:

O cerco financeiro contra o governo da Venezuela está se fechando e isso pode trazer graves consequências para a economia do país e para a crise política.

Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump impôs novas sanções ao que chama de "ditadura" na Venezuela com a intenção de "reestabelecer a democracia" no país sul-americano.

"A nova medida do presidente proíbe realizar transações com títulos da dívida venezuelana e comprar bônus de sua empresa estatal petroleira (PDVSA)", diz o comunicado da Casa Branca.

Isso é um golpe nas finanças de um país que arrecada, com a exportação de petróleo, US$ 96 de cada US$ 100 em divisas e que, por causa da necessidade de importar alimentos, medicamentos e bens de primeira necesssidade, depende muito do desempenho do petróleo no exterior.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:31

Com o incompetente e irresponsável Maduro, a Venezuela passou a ter de importar petróleo. Apesar de possuir as maiores reservas de petróleo do planeta. Importa-o... dos EUA.
https://veja.abril.com.br/economia/venezuela-quem-diria-agora-importa-petroleo-dos-eua/
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:39

Sim, Pedro. O problema, para um leigo como eu, é a importância prática destas medidas, quer no derrube da ditadura de Maduro , quer em como aquelas podem ser usadas como propaganda pró -Maduro - "estamos assim em virtude do embargo "

Seria, a meu ver, mais útil "cassar" a fortuna /dinheiro de Maduro e sus muchachos bem como um embargo exclusivamente diplomático à Venezuela. Quantos regimes caíram por embargos económicos?
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:56

Pensando....as Ditaduras de Esquerda prometem o restabelecimento da Liberdade. As Ditaduras de Direita prometem o restabelecimento da Ordem.

Ancorando-se o modo de viver Ocidental na Liberdade, valor acima de qualquer outro, pois pela liberdade advêm os Direitos (ao contrário da Ordem que faz pela limitação da Liberdade /limitações dos Direitos ) entende-se porque algumas ditaduras colhem maior simpatia emocional
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De Justiniano a 24.10.2018 às 12:04

É o embargo do Governo português, ao pernil de porco!! Impediram o pernil de chegar à Venezuela, malandros!!
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De Pedro Correia a 27.10.2018 às 22:49

É verdade. Até o pernil de porco tem de ser importado.
A Venezuela "bolivariana" nem consegue produzir os seus próprios porcos.
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De Luís Lavoura a 24.10.2018 às 15:15

Há muitos países que importam e exportam petróleo. Não é somente a Venezuela que o faz. Os EUA também o fazem.

Importar e exportar um determinado produto nada tem de mal. Portugal também produz muitos automóveis que exporta, ao mesmo tempo que importa muitos outros automóveis. A razão é sempre a mesma: exporta-se certa qualidade do produto que se tem a mais, e importa-se outra qualidade do produto que se tem a menos.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 17:51

La Palice 'dixit'.
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De Justiniano a 24.10.2018 às 11:57

Sanções económicas, caro Pedro!!
Leia a notícia, interprete a natureza da medida!! Os Bancos Portugueses estão proibidos, pelas leis da prudência (ou determinações do BCE), de adquirir títulos de dívida ou conceder crédito à Venezuela assim como a outros Estados que tenham um crónico historial de inadimplemento de obrigações!!
Não existe restrição alguma às transações com a PDVSA ou com o Banco da Venezuela ou com os Bancos comerciais Venezuelanos!! A única sanção, que decorre da natureza da prudência contra devedores relapsos que não entendem o elementar do cumprimento das obrigações assumidas, não concessão directa ou indirecta de crédito à Fazenda Pública da Venezuela. Ainda podem recorrer ao FMI, se quiserem! A Venezuela já não tem crédito, há muito, sequer, do Brasil, meu caro!! Inexiste qualquer restrição à exportação de petróleo ou à importação de qualquer produto!! A Venezuela recebe diariamente receitas em divisas provenientes da venda de petróleo através de Bancos Europeus e Americanos. Efectua pagamentos através desses mesmos Bancos Europeus e Americanos com quem o Banco da Venezuela e os Bancos Comerciais Venezuelanos trabalham. O facto de a Venezuela exportar menos petróleo tem a ver com a menor produção de petróleo na Venezuela. O facto de a Venezuela importar menor mercadorias do exterior tem a ver, também, com a menor produção de petróleo e consequente menor recepção de divisas do exterior!! Nada disto tem relação alguma com as determinações junto de Bancos ocidentais de não concessão de qualquer forma de crédito à fazenda Venezuelana, coisa que decorre da mais elementar prudência!!
Tudo o resto visa apenas desresponsabilizar e vitimizar o regime de Maduro!!
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De Pedro a 24.10.2018 às 14:13

Obrigado, Justiniano!

Contudo ainda não tenho a certeza que sejam os mercados/agências de rating a determinarem as regras na compra de divida dessas empresas, uma vez que as sanções foram decretadas pelo poder politico:

"As sanções de decretadas por Trump não incidem directamente sobre a produção petrolífera da Venezuela. Mas proíbem a compra de títulos de dívida emitidos no país, incluindo da petrolífera estatal Petróleos de Venezuela".


Abraço, meu caro
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De Justiniano a 24.10.2018 às 15:32

Caro Pedro, as regras prudenciais já afastariam os banqueiros diligentes de concederem crédito à Venezuela.
O que acontece é que o Governo Venezuelano tem utilizado a PDVSA, descapitalizando e onerando a empresa com dívida acrescida, para financiamento do tesouro.
A sua questão prende-se com a utilidade desta determinação da administração Trump. Eu acho que esta serve mais um propósito político, uma declaração política, um statement, do que qualquer utilidade acrescida em impedir a fazenda Venezuelana de consecução de crédito no mercado mundial.
É óbvio que esta declaração política, sem utilidade acrescida, pode também aproveitar à vitimização do regime de Maduro. Ou seja, no fundo a proibição é inútil, uma vez que nenhum banqueiro estrangeiro compraria títulos de dívida Venezuelana no mercado Venezuelano com as garantias que oferece o regime específico da dívida pública Venezuelana!!
A Venezuela tornou-se tão absolutamente ridícula que nem vence sanções, é irrelevante.
Sanções, foram as exercidas sobre o Irão!!
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De Pedro a 24.10.2018 às 18:12

De acordo, Justiniano. Mas veja se tem lógica. Maduro será derrubado, mas a Venezuela continuará a ter petróleo. Seria jogada de Mestre continuar a vender dívida à PDVSA, uma vez que esta, mais cedo do que tarde, será privatizada. A seguir a Maduro a indústria petrolífera será privatizada. Por isso embora o Estado da Venezuela seja lixo as suas empresas não. E para onde irão estas? Para os credores internacionais

Tem lógica?
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De Justiniano a 25.10.2018 às 09:17

Caro Pedro, não sei o que sucederá, de seguida! Na Venezuela parecem-me animados por um misticismo primitivo, só assim se compreende que Maduro y sus muchachos ainda por ali mandem!! Há uma grave doença que por ali medra! Todos os indicadores se degradaram. Os indicadores económicos são de um país destruído, desapareceu a produção industrial e a produção agrícola.
Eu não pago para ver!! Reconstruir a Venezuela das ruínas será tarefa hercúlea para gerações!!
Um bem haja,

P.S. - Não creio que privatizar a PDVSA seja racional ou benéfico para o futuro da Venezuela.
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De Pedro Correia a 25.10.2018 às 09:35

Meu caro, o óbvio ululante não consegue impor-se perante a cegueira ideológica.
Neste aspecto o caso da Venezuela é muito pior, digamos, que o caso da Arábia Saudita. Pois se são muito poucos, entre nós, a defender por motivos ideológicos a monarquia absoluta saudita (creio haver em Portugal simpatizantes residuais do islamismo sunita ali vigente), no caso venezuelano mantém-se firme uma falange de ultras pró-Maduro, escudados na putativa ideologia daquela decrépita tirania em que certoso fanáticos vislumbram o "verdadeiro socialismo, anti-imperialista que não se verga à vontade do império [EUA]".
Com a caução de destacados académicos, nomeadamente o professor Boaventura de Sousa Santos. E dos partidos que, tendo apoiado em 2013 o voto de pesar na Assembleia da República pela morte de Hugo Chávez, padrinho político e mentor de Maduro, chumbaram idêntica iniciativa, no mesmo local, a propósito do recente falecimento do senador John McCain.
Servos e escravos da ideologia.
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De Pedro a 25.10.2018 às 09:54

Fizeram isso na Argentina, quando esta, em bancarrota, recorreu ao FMI.

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De lucklucky a 27.10.2018 às 22:39

"A Venezuela encontra-se sob severas sanções económicas e sob um embargo à venda de armamento."

A ignorância de Luís Lavoura continua, a Venezuela compra armamento à Rússia, China.
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De Pedro Correia a 27.10.2018 às 22:43

É praticamente a única coisa que compra, aliás. O dinheiro mal sobra para comprar comida.
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De Anónimo a 24.10.2018 às 10:10

"Indignados" ?.
Suspeito que se trata idiotas úteis de sempre...
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:09

Muitos serão idiotas, mas inúteis.
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De M. Mendes a 24.10.2018 às 10:12

"Não vejo por aí comícios indignados contra o caudilho venezuelano," A explicação é simples: não há pessoas em número suficiente e com a energia suficiente para organizarem aquilo que o Senhor Pedro Correia gostaria de ver. Mas porque não começa o senhor??
Tem graça que eu sofro do mesmo mal: há manifestações que eu gostaria de ver mas, infelizmente, parece que há poucos que partilhem das minhas opiniões. E como não estou para me chatear, nicles!!
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:12

Demorou apenas uma hora para aparecer um defensor do caudilho, de detergente branqueador em punho.
Parabéns, você ganhou o prémio. Uma viagem só de ida para Caracas.
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De M. Mendes a 24.10.2018 às 15:19

"uma hora para aparecer um defensor do caudilho, " Defensor??!!!! Desculpe mas desta vez está a tresvariar. Desculpe o termo, talvez seja um bocado forte mas é muito usado na m ninja terra). Parece que se não formos exactamente ( e sublinho o exactamente) da sua opinião o Senhor fica logo zangado. Desta vez sem razão. Eu concordo consigo, só tentei uma explicação, se calhar chocha.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 17:52

Não se preocupe, está desculpado. Não sou pessoa para guardar rancores.
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De M. Mendes a 24.10.2018 às 18:04

"Não sou pessoa para guardar rancores." Ai que bom!
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 23:34

Durma descansado.
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De Maria Dulce Fernandes a 24.10.2018 às 11:03

#Maduroo...
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:13

Maduro tinto. Já azedou.
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:15

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrentou nesta segunda-feira uma nova onda de condenação internacional depois de ter sido reeleito em uma votação denunciada por seus críticos como uma “farsa” para legitimar seu regime autocrático.

https://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN1IM11P-OBRTP

https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2017/03/31/mundo/noticia/oposicao-venezuelana-protesta-nas-ruas-contra-o-golpe-de-estado-de-maduro-1767246/amp

Venezuela: dissolução do parlamento é "rutura da ordem constitucional"

https://www.esquerda.net/artigo/venezuela-dissolucao-do-parlamento-e-rutura-da-ordem-constitucional/47910

É facílimo encontrar manifestações de repúdio pelo regime ditatorial de Maduro (excepto o PCP, mas também estes não condenam o regime Norte coreano ). Infelizmente as notícias vivem também da novidade e o que se passa na Venezuela, tristemente, deixou de interessar pois é assunto já maduro.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:39

É pena esse desinteresse, sobretudo quando atinge já quase quatro milhões o número de venezuelanos que fugiram do país - onde não encontram nada para viver, começando por alimentos e medicamentos.
Há opositores assassinados nas masmorras oficiais ou na própria sede da Sebin - a Pide lá do sítio. Como sucedeu há dias com Fernando Albán, a quem os pajens do caudilho chamam "suicida".
Há gente a morrer de gripe e outras doenças facilmente curáveis porque os hospitais venezuelanos não têm antibióticos.
Em qualquer outro país isto daria origem a clamores sobre a "crise humanitária [sic]" em curso.
Mas o "socialismo" venezuelano beneficia de uma indulgência generalizada. Incluindo em Portugal, apesar de muitas das vítimas dessa ditadura serem portugueses ou descendentes directos de portugueses.
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:40

Tem razão
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:45

As ditaduras de esquerda parecem mais humanitárias pois são implementadas em nome do povo, em nome da Liberdade . ....depois bem sabemos o que se segue.

As ditaduras de Direita são implementadas em nome da Ordem, contra as liberdades . E os culpados da desordem são os sans culottes....

A semântica importa para gerar uma emoção de justiça numas e de injustiça noutras.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:51

Para mim não há ditaduras "de esquerda" nem "de direita".
Há ditaduras, ponto final.

A ditadura "anti-americana" do Irão é de esquerda ou de direita? E a da Síria? E a da Bielorrússia? E a da Guiné Equatorial?
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:59

Pedro as ditaduras são na substância todas iguais. Mas é importante,numa primeira fase,que se eterniza, justificarem-se numa razão. E existem razões mais simpáticas que outras.
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 12:28

Não conheço nenhuma "razão simpática" para justificar qualquer ditadura, tenha o rótulo ideológico ou religioso que tiver.
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:16

Pedro gostava de o ouvir sobre a entrevista a Carlos Alexandre. Abraço
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 11:28

Sou incapaz de satisfazer o seu pedido, pois não vi nem ouvi a referida entrevista.
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De Pedro a 24.10.2018 às 11:46

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De Anónimo a 24.10.2018 às 11:53

O problema é quando alguns só vêm o que lhes interessa pois em relação ao que acontece cá, não vêm nada. É um facto indiscutível há muitas "papas e bolos" e alguns ainda acham que há almoços grátis.

Essas "papas e bolos" têm um objetivo, iludir e enganar. É muito fácil ver quem é o principal fornecedor de "papas e bolos", é quem tem poder e são às carradas, só não vê quem não quer ver!

As indignações seletivas existem em todo o lado e os que se calam e consentem são mais do que parece!
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 17:53

A mim já parecem demasiados.
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De Anónimo a 24.10.2018 às 11:55

Só "fake news" isto da Venezuela - devem ser difundidas por aquele tipo do Textil, de Santo Tirso, a partir do Canada.

Está tudo escarrapachado naquele ex-jornal de referência,que agora se apresenta como" rápida bica diária; ao domingo, como um capuccino cremoso e de espuma desenhada"

O 'Bewegung' dos 'indignados', especialmente dos canhotos, quando não serve a beatificação das agendas tacticas ou o envernizar do "pensamento(sic!)" de académicos instantaneos como o Nescafé (porque ideologia, como esforço de iteração de raciocinio, aqui é claramente 'overstament'), encontra sempre espandilose ou chumbo nas botas - o mundo que se mexa, que eu não posso... ou então tenho de ir ali á Arabia Saudita!

Jorg
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 17:55

Sim, há esses que sempre que se fala da Venezuela vão dar uma volta até à Arábia Saudita.
Outros, embora muito menos, fazem ao contrário.
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De Anónimo a 24.10.2018 às 12:21

Sr. Lavoura devia ir escrever lavouradas para o carniceiro maduro, fazia-lhe bem á mente, ou então ir roçar mato para a zona dos incêndios.....

a.Vieira
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De Pedro Correia a 27.10.2018 às 22:51

Na Venezuela, coitados, bem precisam de lavoura. E de pecuária, pois nem conseguem criar porcos suficientes para comerem pernil no Natal. Têm de importá-los... até de Portugal.
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De Anónimo a 24.10.2018 às 12:48

Confesso que sou mais propenso a tolerar desvios políticos pela esquerda do que pela direita direita.
Mas não deixo de reconhecer que são desvios.
Sobretudo quando as populações lhes sofrem os efeitos na carne e na alma.
É minha convicção de que tem de haver uma terceira via.
O que me preocupa mesmo é que todo o mundo parece ver apenas os dois caminhos do costume que, de tão batidos, já estão gastos - o da esquerda e o da direita.
Por que não seguir em frente?!
(Não confundir com o centro, que nunca passou de charneira.)
Entre os bolsonaros e os lulas, os desalojados hondurenhos e os venezuelanos, os sauditas e os norte-coreanos, tem de haver, há de certeza, alternativa mais justa e mais digna.
João de Brito
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De Pedro Correia a 24.10.2018 às 13:02

Regimes totalitários, que matam, torturam e expulsam os seus cidadãos, condenando-os à miséria e à morte por total carência de bens essenciais, não são de direita nem de esquerda.
Estes conceitos, aliás, fazem cada vez menos sentido para interpretar o mundo contemporâneo.
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De Anónimo a 24.10.2018 às 13:08

Completamente de acordo.
Tenho-o escrevido aqui.
Desta vez usei tal nomenclatura só para realçar a alternativa.
João de Brito
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De Pedro Correia a 25.10.2018 às 00:45

Compreendo perfeitamente.

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