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"Cair como uma bomba"

por Pedro Correia, em 13.04.18

Se há expressão detestável em jornalismo é a expressão "caiu como uma bomba". Durante anos, recomendei a todos os estagiários que trabalharam comigo que evitassem usá-la.

Continuo a lê-la e sobretudo a escutá-la. Num mundo em que se sucedem actos terroristas, a pseudo-metáfora aqui contida é de um mau gosto inultrapassável. E é mau jornalismo. Porque o bom jornalismo, em regra, prescinde de metáforas.

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48 comentários

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De Sarin a 13.04.2018 às 14:12

O bom jornalismo prescinde de metáforas? Não, o jornalismo não usa metáforas.
O bom jornalismo procura, segue, descobre. O jornalismo transmite.

O mau jornalismo abunda.
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 14:18

Algum mau jornalismo a bunda.
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De Anónimo a 13.04.2018 às 14:41

Esqueceu-se do acento: é à e não a.
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De Sarin a 13.04.2018 às 14:55

Fede, portanto.


E, Pedro, porquê? Porque quem consome assim o quer, porque para quem vende é mais fácil ou porque para quem escreve é igual?
Há uns tempos o Filipe Alves dizia que era preciso reinventar a profissão. Que não é a minha, mas sempre apreciei. Contrapus que o que tem que ser reinventado é o modelo de negócio. E neste não assumir de responsabilidades ficámos.
A quebra de vendas não pode ser responsável pela quebra de espinha do jornalismo!!!
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De Sarin a 13.04.2018 às 15:02

E, atenta à floresta, nem reparei na árvore!

Que desactualizado, Pedro...
Cair como bombas era antes! Agora caem, bombas e leitores (consumidores?), que nem patinhos a caminho do arroz.
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De Anónimo a 13.04.2018 às 16:22

Enganou-se outra vez: devia ser "A bunda fede".
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De Sarin a 13.04.2018 às 16:31

Quando ao invés de com a notícia deparamos com o circu.
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De Vlad, o Emborcador a 13.04.2018 às 16:44

Agora deu-lhe para pitonisa? Fala simbolicamente?

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De Vlad, o Emborcador a 13.04.2018 às 16:46

Isto está uma confusão. Falo para o Dono Disto Tudo.
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 16:51

Aquele que foi ungido pelo Espírito Santo?
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De Vlad, o Emborcador a 13.04.2018 às 17:06

Não foi a Maria, irmã do leproso?
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De Cristina M. a 13.04.2018 às 17:15

então esse não era o Lázaro?
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De Vlad, o Emborcador a 13.04.2018 às 18:13

E Lázaro não era o leproso?
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De Cristina M. a 13.04.2018 às 18:35

então não era só pecador?
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De Sarin a 13.04.2018 às 19:33

Pescava pedaços que lhe caiam no azeite com que se ungia.

Torga tem um conto sobre isso...
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De Cristina M. a 13.04.2018 às 22:53

a bíblia é mais "fiável", no caso vertente.
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De Sarin a 13.04.2018 às 23:45

Não sei, eu acredito mais nas histórias das fortes gentes do Gerês do que nos tipos que se reuniram há 17 séculos em Niceia...
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De Vlad a 13.04.2018 às 20:05

E porque é que acha que ele tinha lepra?....toda a gente sabe...Deus castiga quem se porta mal!. É só abrir a janela e pôr a cabeça de fora...tau...tau
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De Cristina M. a 13.04.2018 às 22:54

Vlad..., já está a fazer do Lázaro um alcoviteiro...
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De Sarin a 13.04.2018 às 19:23

Ouvi que houve quem o visse a jogar à lepra na Tabarnia, mas não sei se ouvi bem...

Enfim, fosse o que fosse não era amigo do Tinhoso, o leproso.
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De Sarin a 13.04.2018 às 19:27

L'ázaro de le leprosiu, le dit moi que parle franciú?
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De sampy a 13.04.2018 às 14:26

Mas de quando em vez o lugar-comum revela-se exacto:
http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2018/04/11/01016-20180411ARTFIG00133-loiret-un-avion-de-l-armee-de-l-air-perd-une-replique-de-bombe-au-dessus-d-une-usine.php
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De Afrodite a 13.04.2018 às 14:41

Prescinde porque se quer objectivo e rigoroso.
Mas acredito que seja difícil dissociar o jornalista, o profissional, da pessoa que "lhe veste a pele", com o somatório de conhecimentos, vivências e idiossincrasias que carrega às costas.

Bom FDS Pedro
(^^)
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 15:48

É como diz, de forma certeira.
As idiossincrasias por vezes pesam demasiado.

Bom fim de semana também para si.
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De Anónimo a 13.04.2018 às 14:47

Por falar em bombas. E quando os jornalistas despoletam?? É claro que se despoletar (tira-lhe a espoleta) uma granada, ela fica inerte. Mas para os jornalistas é ao contrário: se se despoleta qualquer coisa, algo vai explodir. Mesmo sem espoleta!!
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 15:45

A sua crítica é pertinente. Mas não diga "os jornalistas". São "alguns jornalistas".
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De Vlad a 13.04.2018 às 15:19

"Cair como uma bomba"

https://www.msn.com/pt-pt/noticias/sociedade/fogo-no-pinhal-de-leiria-foi-planeado-se-isto-sai-daqui-levo-um-tiro/ar-AAvQqna?ocid=spartandhp
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 15:44

As árvores morrem de pé.
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De Vlad, o Emborcador a 13.04.2018 às 16:45

E nascem sempre às escuras.
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 16:51

E são as melhores amigas dos cães.
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De a 13.04.2018 às 17:30

E dos praticantes de arborismo.
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De Pedro Correia a 15.04.2018 às 14:37

Isto anda tudo ligado.
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De a 16.04.2018 às 13:04

Já não digo nada!
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De Anónimo a 13.04.2018 às 15:26

Jornalismo está morto.
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 15:38

Caiu-lhe uma bomba em cima?
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De Anónimo a 13.04.2018 às 15:41

Por falar em bombas. E quando os jornalistas despoletam??
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De Pedro Correia a 13.04.2018 às 15:43

Um disparate recorrente. Felizmente já foi mais frequente do que é hoje.
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De allexpertarticles a 13.04.2018 às 15:47

E, atenta à floresta, nem reparei na árvore!
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De Sarin a 14.04.2018 às 01:33

Ninguém se pode outorgar dono de uma frase, ainda menos de uma tão banal como esta; mas não deixa de ser intrigante ver repetida até nas vírgulas uma frase que construí num comentário a este mesmo postal, ainda para mais porque a encontro isolada e solta de outro sentido que não, talvez, uma piada privada entre allexpert e o autor do postal.

Desculpe, mas fiquei curiosa :)

Ah, sim, e a resposta do Pedro permitiu recordar o excelente documento de há uns meses. Portanto, se quiser responder sem partilhar o motivo, pode sempre dizer que era este o objectivo :))
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De Psicogata a 13.04.2018 às 17:43

No jornalismo, especialmente quando se está a escrever ou a transmitir uma notícia não há lugar para metáforas, juízos de valor ou opiniões.
Há peças jornalísticas onde há lugar para o crivo da pessoa que as cria, mas nunca nas notícias, a menos que o jornalista seja simultaneamente repórter e expetador e aí sim pode transmitir o que sentiu, viu e ouviu.

O jornalismo está em decadência e a culpa não é dos consumidores, mas sim de quem controla e gere os meios de comunicação, quando são estes a desvalorizarem e a menosprezarem os seus quadros e a exigir determinado tipo de conteúdo tornam-se responsáveis pela decadência da profissão, os jornalistas como quaisquer outros trabalhadores têm de pagar contas no final do mês.
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De maria a 13.04.2018 às 17:49

Infopédia - Dicionários Porto Editora

despoletar
verbo transitivo
1. [sentido original] tirar a espoleta a; tornar impossível o disparo ou a explosão de
2. figurado anular algo; travar o desencadeamento de
3. [uso generalizado] figurado fazer surgir repentinamente; desencadear uma ação

Então aquilo do uso generalizado, não se usa? Pergunto eu que não percebo nada disto e só vim cá ver a paisagem

Entretanto li isto:
"Este último uso é bastante generalizado, mas contestado por alguns autores, que alegam tratar-se de um emprego contrário ao sentido original da palavra. Uma vez que a espoleta é peça que desencadeia a explosão, removê-la implica impossibilitar a explosão, como indicam os sentidos i) e ii) de despoletar acima.

Poderá tratar-se de uma acepção em que o prefixo des- tem um valor protético, isto é, não acrescenta nenhum valor semântico à palavra a que se apõe, como acontece nalgumas outras palavras, como destrocar.
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De Monteiro a 14.04.2018 às 01:54

Em terminologia militar, quando uma granada é despoletada isso significa que a espoleta (percussion cap, em inglês) foi atingida pelo percutor (striker, em inglês), dando-se início à reacção química responsável pela subsequente explosão.

Para mais detalhes ver https://science.howstuffworks.com/grenade2.htm

Pessoalmente, espero que nunca me caia nenhuma granada já despoletada no copo. Mas, pelo que li nalguns comentários, outros terão opinião contrária.

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