Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Bullying, disse ela

por Teresa Ribeiro, em 19.04.15

E disse bem. Só que não estamos sequer a falar de um episódio passado entre crianças, ou adolescentes, ou gente rude. Não, isto aconteceu num hospital, por ordem de gestores hospitalares e com a colaboração de médicos. Ficámos também a saber que não foi caso único. A moda pegou no Serviço Nacional de Saúde.

Pelos vistos é assim que querem acabar com as mamas no Estado. Alguém lhes explique o que é uma metáfora e já agora o que é a decência. 


61 comentários

Sem imagem de perfil

De Vento a 19.04.2015 às 14:34

Não admira. Infelizmente os métodos usados provam que os caciques andam por toda a parte e são bem aceites em todos os quadrantes sociais.

Se alguma das enfermeiras fosse minha esposa eu iria ter uma conversa com as médicas e o médico. Fica sempre mais barato e demora menos tempo que recorrer à justiça; e estou certo que uma boa conversinha tem sempre melhores resultados.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 18:00

Se o Vento fosse meu esposo eu iria ter uma conversa com ele. E de certeza que perderia logo os seus ares maternais. Uma boa conversinha teria bons resultados, não sei se ficaria mais barato (pelo menos para ele).
Sem imagem de perfil

De Vento a 20.04.2015 às 11:54

Obrigado por sua diligência. Mas eu ainda tenho capacidade para dizer não. Elas, as enfermeiras, não tiveram e deixaram-se intimidar. Os caciques foram isso mesmo, intimidadores.

Em situações de desempate só o pode fazer quem tem condições para tal.

O problema nesta nação é que passamos a vida a refugiar-nos em denúncias e queixinhas, e pouco tempo ou nenhum usamos a agir.
A emancipação da mulher também passa por ser capaz de resistir, custe o que custar. E perante situações em que a perda do respeito por seu pudor (refiro-me às enfermeiras), imposto por caciques, desestabiliza, uma conversinha dá sempre jeito.

Já agora, no mínimo deviam pedir às enfermeiras que o fizessem no isolamento de um compartimento, fornecendo-lhes uma bomba para extrair leite. Mas nem isto deve ser considerado legal. Porque as leis têm circuitos certos para ser implementadas. E quem quebra estes circuitos merece que outros os quebrem no momento em que ocorrem, não vá o tempo fazer prescrever a acção.
Sem imagem de perfil

De Vento a 20.04.2015 às 14:44

Deixo esta notícia:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=184798

Quando as normas não obedecem a regras de direito somos sempre bombardeados com informações e contra-informações. E lá vem sempre a desculpa sobre prevaricações para justificar o injustificável.
Não há dúvida nenhuma que isto anda muito por baixo. Agora é que se vai apurar como foram feitos os testes.
Sem imagem de perfil

De Antonio a 20.04.2015 às 09:36

Parece me mais uma experiência no sentido da simplificação de processos !!!! é triste .....numa situação normal, iriam pedir um atestado medico ....neste caso concreto , para ser mais rápido, e como estão em território " medico " assumem a técnica do esguicho ...é o que dá trabalharem no meio hospitalar !!!
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:09

Se a moda pega noutras situações, este sentido prático pode conduzir estes exames médicos sumários bem longe.
Sem imagem de perfil

De Carlos Azevedo a 19.04.2015 às 14:39

Uma indignidade. Como é possível termos chegado a isto? Como?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 22:55

Indignidade? O quê? Espremer as mamas? Uau. Como sou indigno e não o sabia!
Sem imagem de perfil

De Carlos Azevedo a 19.04.2015 às 23:01

Não sei se é indigno, mas, pelo comentário, é muito provável que seja parvo.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 20.04.2015 às 14:13

Eu era uma frequentadora deste blogue. Onde nunca tinha sido maltratada. Como agora o blogue passou à fase da má educação desisto e vou frequentar outros blogues mais respeitadores. Adeus e passem bem.
Anónima das 22:55 do dia 19.
Sem imagem de perfil

De Luis Lavoura a 19.04.2015 às 15:25

A mim não me parece nada de mais. Havendo abusos na dispensa de trabalho para amamentação, não me parece nada chocante que se obrigue as mulheres a demonstrar que ainda produzem leite.
Nem vejo nada de vergonhoso em espremer ligeiramente as mamas para mostrar que elas estão cheias.
Sem imagem de perfil

De Joana Cruz a 19.04.2015 às 16:22

Estou de acordo consigo.
A alternativa seria a burocracia (de que os portugueses, pelos vistos, gostam), isto é, atestados, com código de barras e assinaturas, a provar que se amamenta quando a prova através da mama é tão simples e rápida. Amamentar não me parece indigno, mas há opiniões para tudo. Ouvi dizer que há países em que amamentar em público é punível com multa por ser considerado atentado ao pudor!!!!
Já agora para provar que se tem direito a um lugar sentada num auto-carro por motivo de gravidez não deveria bastar mostrar a barriga mas sim um atestado (em papel selado??). Mostrar a a barriga de grávida é indigno?? Por acaso conheço quem pense assim. Opiniões.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 20.04.2015 às 09:03

Amamentar não me parece indigno, mas há opiniões para tudo.

Pois, é questão de opinião.

A minha mulher amamentou frequentemente em público: sentada em paragens de autocarro, em restaurantes, em jardins, etc.
Sem imagem de perfil

De Joana Cruz a 20.04.2015 às 14:16

Concordo consigo mais uma vez. Eu já fiz como a sua mulher (e tive alguns probleminhas. Não liguei, não sou da escola da T. Ribeiro)
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:59

Onde é que leu que a amamentação é um acto indigno?! É precisamente por merecer ser tratada com dignidade que a situação que aqui se discute me parece execrável. Quem não quer perceber isto, não percebe nada.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 20.04.2015 às 15:09

Então eu não percebo mesmo nada, porque a mim não me parece nada execrável espremer ligeiramente as mamas à frente de pessoal médico.
Escusado é lembrar que qualquer mulher mostra regularmente a pessoal médico coisas bem mais íntimas que mamas e leite.
E qualquer homem que queira fazer um espermatograma é mandado entrar, por pessoal médico, para uma casa de banho, para se masturbar, e depois sai de lá com o esperma num frasquinho que entrega ao pessoal médico. Não é coisa muito digna, mas centenas de homens submetem-se de boa vontade a tal metodologia.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 15:35

Está a comparar uma intimação feita no local de trabalho a consultas médicas. Nada a ver.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 20.04.2015 às 18:07

" para uma casa de banho, para se masturbar, ". Já passei por isso. Só que no meu caso foi uma enfermeira que tratou do assunto e não eu próprio. Claro que passei uma vergonha, ainda por cima, com os nervos, a ejaculação tardou...
Devia haver mais respeito pelos homens (e não só pelas mulheres).
Manuel Silva
Sem imagem de perfil

De alexandra g. a 19.04.2015 às 19:26

Tem toda a razão, também não vejo qualquer inconveniente se, um destes dias, o mandarem ejacular publicamente para provar que está vigoroso e apto para o trabalho. Sim, que as suas declarações orais/escritas, não provam nada, sequer a sua saúde mental.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 22:07

Concordo consigo, eu também não vejo qualquer problema em ejacular em público com uma ressalva: desde que entre o público não esteja ninguém que ache que isso fere o seu pudor. Neste caso não o faria. Mas em privado (perante um médico ou, de preferência, médica ou enfermeiras) não vejo qualquer problema.
Sem imagem de perfil

De alexandra g. a 19.04.2015 às 23:07

O anonimato é um preservativo digno de estudo, mas sem qualquer cabimento numa questão onde as mamas revelam filhos.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 20.04.2015 às 09:05

Amamentar não é nenhum ato sexual nem, sequer, privado. É uma coisa que, com alguma discrição ou mesmo sem ela, se pode perfeitamente fazer diante de outrem.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:17

Se tivesse outra opinião é que me espantava, Lavoura. Ainda não me esqueci da complacência que demonstrou há poucas semanas relativamente à violência doméstica. Tenho pena das mulheres que eventualmente têm um lugar na sua vida, pois já se percebeu a consideração que o sexo feminino lhe inspira.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 20.04.2015 às 18:22

"Ainda não me esqueci da complacência que demonstrou há poucas semanas relativamente à violência doméstica. " Pode indicar-me onde é que ele escreveu isso? Gostaria de verificar se o dito senhor é tão bera como parece.
Luísa
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 16:24

Teresa: a decência é não ter vergonha de mostrar as mamas.
Maria João Pereira
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:18

Não estamos a falar de top less, minha cara, mas de ordenha.
Sem imagem de perfil

De Luis marques a 19.04.2015 às 16:58

E parece que metade das senhoras não tinha leite, estavam a roubar o contribuinte.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:21

Felizmente temos quem pense fora da caixa para diminuir a despesa do Estado.
Sem imagem de perfil

De José Vieira a 19.04.2015 às 18:06


Artigo 47.º - Dispensa para amamentação ou aleitação

1 — A mãe que amamenta o filho tem direito a dispensa de trabalho para o efeito, durante o tempo que durar a amamentação.

2 — No caso de não haver amamentação, desde que ambos os progenitores exerçam atividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.

Está á distância de um clique, na Net, chamo a atenção para o fato de o Artigo 47º, ter outros parágrafos que não transcrevi.

Não só é um direito da mulher, como do casal, independentemente da mulher aleitar através das suas mamas, ou não, até porque por definição, todas as mulheres grávidas produzem algum tipo de leite nas suas mamas e muitas não aleitam com elas, de resto nos anos posteriores á 2ª Guerra Mundial, foi criada uma verdadeira Industria á custa do leite para bebés, o qual nos últimos tempos, tem sido considerado pela comunidade médica um fraco substituto do leite materno.

Resumindo: - Mais uma vez temos um grupo de pessoas, mais papistas do que o Papa, os detentores da lei e da ordem a tentar poupas dinheiro á custa dos mesmos, dos relativamente pobres, dos que não podem ou não querem problemas, porque não têm, nem dinheiro nem tempo, para se meterem neles.

Enquanto certos incumpridores da Lei, vão passando pelos intervalos da chuva e ficam na foto como trabalhadores do estado, diligentes e zelosos.

Que pena não os terem posto no momento devido, como fiscais do Banco de Portugal…
Sem imagem de perfil

De Nuno a 19.04.2015 às 23:07

A lei é clara, o José é que não soube ler o que escreveu.

No primeiro ano, a licença pode ser gozada por qualquer um dos progenitores, independentemente de a criança ser amamentada. Chama-se licença de aleitamento.

Findo o primeiro ano, a licença é exclusiva da mãe, enquanto esta amamentar (sem limite de tempo). Para tal, tem que fazer prova médica mensal de que amamenta.

A grande maioria das mulheres ou dos bebés já se deixou disso aos 12 meses, mas a OMS recomenda amamentar pelo menos até aos 24 meses. Se uma mulher ficar sem dar de mamar 8h seguidas regularmente é natural que deixe de ter leite, daí a licença que pode ser gozada indo a casa dar de mamar ou, mais razoável, reservando 1h a meio do dia para tirar leite no emprego (numa sala mais reservada, na copa, na casa de banho, etc).

Tirar umas gotas de leite à frente dum médico, para uma mulher que amamenta, é muito menos invasivo que qualquer procedimento ginecológico.

Como pai e marido, não percebo o escândalo.
Sem imagem de perfil

De José Vieira a 20.04.2015 às 09:38


Artigo 47.º - Dispensa para amamentação ou aleitação

1 — A mãe que amamenta o filho tem direito a dispensa de trabalho para o efeito, durante o tempo que durar a amamentação.

2 — No caso de não haver amamentação, desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.

3 — A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.

4 — No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa referida no número anterior é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo além do primeiro.

5 — Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a 30 minutos.

6 — Na situação referida no número anterior, a dispensa diária é gozada em período não superior a uma hora e, sendo caso disso, num segundo período com a duração remanescente, salvo se outro regime for acordado com o empregador.

7 — Constitui contra-ordenação grave a violação do disposto neste artigo.


Caro Nuno,

Quero agradecer a retificação que fez, olhe desta vez dei-me ao trabalho de procurar a lei atual e de descarregar toda a legislação. Ao que parece a lei distingue entre amamentação e aleitamento, pelo menos durante o 1º ano de vida da criança, pelo que até ao 1º ano, pode ser exercida também pelo pai.

Quando a criança atinge a idade de 1 ano, só a mãe tem direito aos períodos de amamentação.

E apesar de eu estar de acordo consigo em relação a várias questões que levanta e/ou apoia, a verdade é que as mulheres não têm de mostrar ou espremer as mamas á frente de ninguém, para provarem que ainda têm leite/ amamentão, simplesmente porque a lei não obriga.

E se opiniões existem muitas, lei há só uma.


Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:34

Para fazerem prova do aleitamento bastaria a estas mulheres apresentar uma declaração médica. É isso que faz sentido e não tratá-las como se fosse gado. Se os seus chefes desconfiam dos documentos apresentados, que investiguem os médicos que os assinam.
Lamento que como pai e marido não tenha sensibilidade para perceber a indignidade da situação que comentei e que, não por acaso, fez notícia.
Sem imagem de perfil

De Joana Cruz a 20.04.2015 às 14:24

Declaração médica "com código de barras e assinaturas" como eu disse atrás? Já agora com assinatura reconhecida na qualidade. Para quê os papéis se é tão fácil provar a condição de mãe amamentadora. Se tarbalhasse como eu, estaria calada.
Joana Cruz
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 15:12

Como disse num comentário mais acima, por essa ordem de ideias dispensemos formalidades médicas em muitas outras situações facilmente verificáceis a olho nu. Que lhe parece?
Quanto a índices de produtividade, sobre o seu não me pronuncio, porque não falo do que desconheço. O meu, não tenho dúvidas, está acima da média nacional. Passe bem.
Sem imagem de perfil

De Nuno a 19.04.2015 às 18:18

A minha mulher está a amamentar. Não percebo o espanto. Sobretudo vindo de pessoas que defendem a normalidade da amamentação. A senhora sente-se “violada” porque “nem à frente do marido faz aquilo”? Por amor da santa!

Que peça para tirar um pouco de leite com a sua própria bomba em privado. Não é preciso tirar à frente de todos para se ver que é leite materno acabado de tirar, concordo. Mas amamenta há 23 meses e ainda tem vergonha? Uma enfermeira acha indigno tirar um pouco de leite para provar que amenta? Imagine-se o que seria se o médico a quisesse apalpar para diagnosticar uma mastite!

Acham bem que exista uma licença que permita uma pausa a quem quer tirar leite para dar, ou não? Até que idade pode a mãe alegar que amamenta sem qualquer tipo de prova para ter a licença? Basta dizer “sim, sim, eu amamento” e qualquer mulher tem direito? Apesar de quem tira leite ter de facto um esforço adicional com isso (a minha mulher às vezes consegue em 15min, outras precisa de mais de 1h)? E são estas as grandes defensoras da amamentação que temos? Benefícios para todos, sem perguntas?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 22:02

A senhora sente-se “violada” porque “nem à frente do marido faz aquilo”. Dá para rir. Se tem tanta vergonha do marido como é que apareceu grávida? Que terá feito para o conseguir (não se envergonhou??)
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:42

Não é a necessidade de apresentação de prova que está em causa, como é óbvio. Por isso ninguém está aqui a defender "benefícios para todos, sem perguntas". Mas quem não tem razão, sente sempre necessidade de distorcer os factos, não é? Um clássico!
Sem imagem de perfil

De Nuno a 20.04.2015 às 13:09

Lamento discordar. É claro que é isso que está em causa. Como é que o médico que passa a declaração sabe que a mulher ainda amamenta? Pergunta-lhe e confia na resposta?

O médico responsável por passar a declaração pediu às mães mostrarem que ainda amamentavam (se não amamentassem, aos 12 meses já não teriam leite). Não querendo fazê-lo à frente do médico, foi-lhes dada a hipótese de o fazer em maior privacidade, acompanhadas por uma enfermeira, com recurso a uma bomba. As baixas também são avaliadas pelo médico que nos é atribuído e não pelo que escolhemos. Se forem prolongadas recorre-se a uma junta médica.

O que é que isto tem de especial? Qual é o problema dum profissional de saúde fazer aquele exame? Se tivesse uma mastite o médico não podia apalpar-lhe as mamas? Durante a gravidez o obstetra nunca lhe mediu o colo do útero com os dedos?

Sinceramente, o que eu acho chocante é uma enfermeira ficar chocada com um procedimento médico tão inofensivo. Conhecendo vários enfermeiros, tenho a certeza que na sua profissão praticou actos médicos bem mais invasivos (nem sempre com a paciência necessária para tranquilizar os doentes), e que muitas vezes duvidou da boa fé dos seus doentes (e os obrigou a tomar remédios por não confiar que os tomam sozinhos, que lhes ralhou por fazerem cocó fora da fralda, etc).
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 14:44

O médico que passa a declaração terá de ter uma relação clínica com a paciente que passa pela observação física, como é óbvio.
Sem imagem de perfil

De Nuno a 20.04.2015 às 16:24

O que a choca é isto ser feito no âmbito duma consulta tipo "medicina no trabalho" promovida pelo empregador?

Dou-lhe um exemplo diverso então. Eu não sou seguido por um médico de família, em grande medida porque há 10 anos que não há médicos de família disponíveis no meu centro de saúde. Não tenho qualquer relação com os médicos do meu centro de saúde, mas é lá que tenho que me dirigir se quiser pedir uma baixa médica comparticipada.

Se nessa consulta me for pedido qualquer tipo de demonstração da doença já diagnosticada isso é bullying também? São bullying as juntas médicas de aferição de baixas prolongadas? O que sugere em alternativa?
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 17:30

Ah, agora chama-lhe "consulta de medicina do trabalho". Nas notícias em lado algum se refere que tudo se passou no âmbito dessa consulta.
Quanto aos exemplos que dá, naturalmente a única coisa que lhe posso responder é que cada caso é um caso. Nada como diversificar cenários para desviar o foco da discussão, não é verdade?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 20.04.2015 às 18:08

A consulta segundo as notícias chama-se "consulta de saúde ocupacional" e é promovida pela entidade empregadora.

Uma enfermeira foi atendida por uma médica que lhe pediu uma demonstração de que ainda amamenta. Outra foi atendida por um médico que face à surpresa da mãe com o pedido, se disponibilizou para que fosse uma enfermeira em vez dele a realizar o exame com ajuda de uma bomba de leite.

Exactamente o que é que há de aberrante, bullying e perseguição numa consulta médica um profissional de saúde pedir para fazer um exame de 30s que demonstra que uma licença para redução de 25% no horário laboral que se subsiste há mais de 6 meses (num dos casos 18 meses) se continua a justificar?

Sinceramente gostava que a Teresa o que é que este acto médico realizado por um profissional de saúde em âmbito hospitalar tem de intrusivo e humilhante, palavras suas.

Porque é a Teresa e não os médicos em causa a usar termos como "ordenha" para se referir ao dito exame, termo que aliás considero altamente insultuoso para a minha mulher que diaramente, e a muito custo, tira leite todos os dias no emprego para dar à nossa criança, e que certamente não ficaria incomodada de o fazer perante um profissional de saúde.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 21.04.2015 às 10:52

Não precisa de distorcer o que disse. Usei o termo "ordenha" porque foi o que me pareceu designar melhor a intimação feita aquelas mulheres para espremerem os seios. Eu, que já amamentei, sentir-me-ia, nessas condições, humilhada. Não percebo porque nesta discussão as pessoas insistem em confundir amamentação em público com o que se passou. Se fosse um procedimento assim tão normal não teria o impacto público que teve e não levaria pelo menos um dos gestores hospitalares a anunciar que iria rever os procedimentos.
Sem imagem de perfil

De Nuno a 21.04.2015 às 13:52

A minha mulher tira leite com uma bomba no emprego. Qual é o melhor termo para isso? As comparações com vaquinhas, feitas por uma criança inocente, sei por experiência que não a ofendem e até a divertem. Até porque ela tem muito orgulho em no esforço adicional que faz em tirar leite para dar aos nossos pimpolhos.

Aquilo com que ela ficaria sentida certamente, é com a tacanhez de quem atira esses termos da forma como a Teresa fez. Até porque, com toda a naturalidade, a minha mulher já foi examinada por médicos e enfermeiros que a ajudaram a amamentar, a tirar leite; que lhe analisaram os mamilos; etc. Chamar ordenha a isso com a intenção de magoar, como a Teresa fez, é que é lamentável. Não há qualquer distorção nisto, lamento.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 21.04.2015 às 17:03

Usei essa expressão porque a situação descrita trouxe-me essa imagem à lembrança. Se acontecesse comigo sentir-me-ia tratada como gado, sim.
Também fui ajudada por uma enfermeira a primeira vez que dei de mamar e observada pelo médico - até porque fiz uma mastite. Tudo no maior respeito e normalidade. O que tem isso a ver com o que estamos a discutir?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 21:07

Isto, não é nada ou melhor é o cúmulo da pouca vergonha... Gente desta que na realidade não são gente, são coisas que se intitulam de senhores, mas que de senhores nada têm. Provavelmente terão tudo de animalesco e nada de humanos. Não valem nada.......
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.04.2015 às 22:53

Não se percebe. Refere-se aos que exigem o teste do leite ou aos outros?
Animalescos são todos e isso sabe-se desde Darwin.
Sem imagem de perfil

De Carlos Azevedo a 19.04.2015 às 22:04

Chegamos a um ponto tal que se confunde espremer as mamas perante pessoal hospitalar com amamentar. Já agora, sugiro que se exija um teste de ADN antes de se dar licença de paternidade a um homem para se ter a certeza de que o sujeito em questão é mesmo o pai. Afinal, não queremos ninguém a enganar o Estado.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:05

Só cheguei agora à caixa de comentários. Antes de responder, gosto sempre de passar os olhos pelo que entretanto foi escrito e devo dizer, Carlos Azevedo, que me revejo inteiramente nas suas palavras. Obrigada.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 20.04.2015 às 09:32

Eu o que acho tremendamente indigno é dar à luz num hospital. Pôr-se uma mulher de pernas abertas e com N pessoas a espreitar-lhe para dentro das partes íntimas.
Dar à luz é muito discriminatório para as mulheres. Os homens jamais são forçados a fazer coisas dessas.
Imagem de perfil

De Teresa Ribeiro a 20.04.2015 às 11:48

Qualquer pessoa que seja hospitalizada, sobretudo se num hospital universitário, habilita-se a sofrer essse tipo de devassa. Não é exclusivo das mulheres. Mas neste caso haverá alternativa?
Bom, no caso das parturientes há a opção de ter a criança no recato do lar, com todos os riscos que isso poderá implicar para a saúde da mãe e da criança...

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D