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Bruno Lage e Portugal

por jpt, em 21.03.20

bruno lage.jpg

(Postal mais pessoal - e menos cuidado - escrito para o meu blog)

O ano passado o Benfica, atrasado no campeonato, mudou de treinador, promovendo Bruno Lage. Então desconhecido, algo jovem (ainda que, de facto,  já quarentão), Lage não só teve enorme sucesso desportivo como colheu generalizado agrado: bom discurso, plácido, elegante. E inteligente. Bem diverso do vigente no mundo do futebol, e também no agreste discurso público português. Na hora do triunfo teve uma saída que foi aclamada como exemplar, ao dizer que "Se vocês se unirem e tiverem a força e a exigência que têm com o futebol nos outros aspetos do nosso Portugal, da nossa economia, da nossa saúde, da nossa educação, vamos ser um país melhor".

Tem razão, os portugueses são muito exigentes com o futebol (qualquer pessoa que tenha vivido no estrangeiro pode, por comparação, perceber como a nossa cultura está futebolizada). O  dos respectivos clubes. E o da selecção, na qual me centro para a analogia que procuro (e que as declarações de Lage alimentaram). Pois longe vão os tempos dos elogios ao "brilharete" dos "magriços" de 1966, que duraram 20 anos, constantes na imprensa portuguesa. Desde há décadas que se exigem triunfos à selecção. Queremos que ela ganhe aos outros. Que seja mais pressionante, mais bem sucedida, mais sortuda, mais estratégica e mais táctica, mais forte e mais artística. Ou seja, que ganhe seja lá como for. Não queremos que Cristiano Ronaldo seja tão bom marcador como Higuaín ou Benzema, mas que marque mais. Que Rui Patrício defenda tantos penalties como Neuer ou De Gea, mas mais um pelo menos. Que Pepe corte tanto como Sérgio Ramos, mas mais. Que Moutinho ou Bernardo sejam tão funcionais como Pogba ou Hazard, mas mais, muito mais. Por isso o engenheiro Santos é tão gostado, pois ganhou não apenas uma mas duas vezes. E por isso Queirós, que sossobrou diante de uma enorme Espanha com um golo fora-de-jogo, anda pelos longínquos e secundários estrangeiros, mal-amado aqui. Tal como Paulo Bento, que perdeu uma meia-final nos penalties.  Pois somos mesmo exigentes com a nossa selecção. 

O troféu que deparamos agora é uma luta terrível contra o Covid-19. Tivemos tempo para nos preparar o melhor possível. Mas preparámo-nos como os nossos parceiros, ao mesmo ritmo que a França de Pogba, a Espanha de Sérgio Ramos, a Bélgica de Courtois, etc. Não fomos mais rápidos, não fomos mais pressionantes, não  fomos mais argutos, não fomos nem mais estratégicos nem mais tácticos. E temos menos meios, menos jogadores, menos campos (o racio de camas hospitalares per capita é muito pior, o serviço de saúde pública é menos capacitado em termos infraestruturais). Mas ainda assim reina a ideia de que o governo (e o Estado) esteve globalmente bem. Apenas porque não somos exigentes com as coisas reais - e até com estas dramáticas - como o somos na "bola".

Diante desta verdadeira crise reina a congregação, entre compatriotas e residentes. E há quem apele ao acriticismo, à suspensão do olhar crítico. Certo, há uma necessidade (executiva mas também espiritual) de coalizão. Mas isso não implica a suspensão do olhar crítico, nem deve convocar a amnésia futura. Algumas coisas poderão ser lembradas, outras avisadas. O aviso que tenho, e é por deformação profissional que me ocorre, é que todas as sociedades convocam bodes expiatórios (e já brinquei com isso). Se o drama for grande, como se anuncia, a comoção convocá-los-á. E sempre de forma injusta, até aleatória. Sejamos racionais, na avaliação futura do que se passou. Mas também, de modo mais comezinho, efectuando  de modo mais plácido essa expiação: o humor sobre os dignitários agora em voga, políticos e funcionários destacados, é por muitos criticado como indigno. Julgo que não, julgo mesmo que é a melhor forma de deixar fluir esse resmungo social. Muito mais justo do que as furibundas piras a posteriori.

Outras coisas poderão ser lembradas, para crises futuras mas, acima de tudo, para avaliação de quem nos governa (nos governos e nos altos postos do funcionalismo) e de como o regime está estruturado, tanto em termos formais como em termos de redes de relações sociais que alimentam o poder. O Presidente esteve péssimo, ainda que possa vir a recuperar o seu fito único, a popularidade. Esteve horrível. E também isso, essa sua deserção intelectual e política, vem valorizando António Costa. Este muito aprendeu com os efeitos da inenarrável postura que teve na dramática crise dos incêndios florestais (e com a pantomina da pequena crise militar com o "affaire Tancos"). E tem discursado bem, dando segurança à população. Para além disso, as medidas tomadas pelo governo são, mais dia menos dia, similares e contemporâneas às dos países nossos vizinhos. O que aparenta legitimar a pertinência do ritmo das decisões estatais.

Mas isso não é suficiente para projectarmos o futuro. Repito, tivemos tempo para nos preparar de modo mais eficiente, mais lesto, do que os nossos vizinhos. Mas temos responsáveis da saúde que despreocuparam a sociedade em relação ao que se passava na saúde pública mundial, que nos isentaram de riscos. E temos uma ministra da agricultura que saudava as hipóteses que a nova gripe abria para nossas exportações. Já a vizinha Itália sofria e os nossos responsáveis pela saúde negavam a gravidade da situação - não se preocupem, nós avisaremos quando houver motivo para isso, dizia a ministra da saúde. Há nisto uma enorme incompetência intelectual, uma incapacidade para prever e planificar que ultrapassa o aceitável. E há também uma mundividência anti-democrática, estapafúrdia no mundo actual hiper-comunicante, o de "evitar o pânico" através do sonegar de informação à população. E que é inadmissível no Portugal democrático actual.

E, num momento em que o auto-confinamento da população era urgentíssimo, houve um verdadeiro desvario.  Na semana anterior ao governo fechar as escolas (de modo já tardio) a directora da saúde protestava com a própria escola das suas netas por ter encerrado as aulas. As universidades públicas, alertadas, começaram a fechar. Mas nem todas: numa universidade pública do centro de Lisboa a reitora não o fez, ao contrário das suas congéneres, por esperar a deliberação da direcção-geral da saúde. Que levou alguns dias. É um mero exemplo do tergiversar, que neste momento é inadmissível. Tal como o foi o patético e descabido atraso do encerramento escolar devido a uma reunião de um absurdo conselho de saúde pública, pejado de dezenas de figuras excêntricas à problemática, após o qual surgiu Jorge Torgal, veterano da cooperação com Moçambique, enfileirado com a directora-geral e a ministra da saúde, a negar a realidade. Como logo se viu. 

Para quem se recuse a reconhecer isto, a incapacidade de céleres decisões de ruptura: a minha filha adolescente tinha viagem marcada para a Jordânia, onde vive sua mãe. No dia 9 de Março esse reino tinha proibido a entrada de viajantes provenientes de Espanha, Itália, França e Alemanha. E a vizinha Israel proibira a entrada de estrangeiros. Ao invés, dois dias depois os passageiros de paquetes turísticos ainda desembarcavam em Lisboa, para a jornada do agora sacrossanto turismo. Por essa altura um deputado e dirigente do BE, que continuará a ser ouvido e influir em assuntos importantes no nosso devir, clamava que o encerramento de fronteiras era projecto da "extrema-direita". Onde está a racionalidade do Estado e dos políticos, diante da inércia e do disparate?

De facto, o que aconteceu foi que foram os próprios cidadãos, múltiplas instituções privadas e mesmo públicas e as famílias, que começaram o processo de recuo, de necessário resguardo. Adiantando-se ao Estado, e seu governo, e a estes compelindo à acção. Foi a sociedade - os tais indivíduos que os governantes temiam que entrassem em pânico - que se foram adiantando a um Estado moroso, inábil. Todos olhamos e criticamos as "festas Coronas" e as idas à praia dos alunos universitários. Mas estas aconteceram por falta de uma avisada política de informação - e mesmo de propaganda [os "influencers" do youtube que Marcelo corteja, os campeões de futebol, as figuras da TV e etc, foram agora chamados para apelar ao recuo da população? Nada, nem uma acção dessas, nem a norte nem a sul do Sado, diante do silêncio e inaptidão da ministra da cultura] - e são menos significantes do que todos os esforços pessoais e familiares feitos em relativa autonomia do Estado.

Ou seja, muito podemos falar sobre o desinvestimento estrutural no SNS. E elaborar sobre as causas disso - que mais do que o maquiavélico projecto das iniciativas privadas é o da incapacidade de diferenciar os processos internos ao Estado e seu alto funcionalismo -, que é um processo de regime, não deste governo. Mas, num outro âmbito, mais imediato temos que encarar que a forma como esta crise anunciada, este "crónica das mortes anunciadas", não foi suficientemente abordada. E que não são boas conferências de imprensa, entrevistas ou discursos do político António Costa que o poderá elidir. Esperemos que os resultados não sejam excessivamente dolorosos. 

Quer este postal resmungar e pedir a cabeça de Costa e do PS? Não. Julgo, sinceramente, que após esta crise - e até porque compatível com o calendário eleitoral - um homem como Rebelo de Sousa tem que abandonar o posto para o qual, em má-hora, o elegeram. Mas nas questões do poder legislativo e executivo são bem diferentes as conclusões que se podem perspectivar. Temos que ter melhores pessoas nos postos importantes (tem sido um rosário de desajustes ministeriais) e isso implica outros funcionamentos partidários. E temos que enfrentar a confusão "regimental", aligeirar a democracia - o caso do tal conselho de saúde etc. e tal é demasiadamente pungente para poder ser esquecido.  E, francamente, governar menos por "consenso" e mais com "rupturas". Porque foi, muito, essa apologia do "consenso" que conduziu ao rame-rame.

Em suma, se formos tão exigentes com a sociedade e sua política como somos com o futebol, deveremos agora obedecer às regras e às instruções estatais. Mas não nos podem pedir que aplaudamos quem não ganhou. Podemos respeitar o esforço, reconhecer o empenho. Mas devemos procurar um  melhor plantel, exigir um competente "scouting". Mesmo que mantendo o treinador. (Mas nunca o presidente, repito-me, exasperado).


15 comentários

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De Anónimo a 21.03.2020 às 19:13

O futebol é a única coisa na qual os portugueses querem competição.


lucklucky



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De Tiro ao Alvo a 21.03.2020 às 19:58

Venho aqui dar-lhe razão. Infelizmente não fomos os únicos apanhados na ratoeira. Creio que vai gostar de ler este artigo de um americano: https://www.realclearpolitics.com/articles/2020/03/18/beijing_fears_covid-19_is_turning_point_for_china_globalization__142686.html?fbclid=IwAR0x94aHJ23fXppCSiwCFttMqahcaYLUI5seFOD9uMTILz1znkCZcsBbujQ
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De jpt a 22.03.2020 às 00:08

Obrigado pela referência. Lerei.
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De Anónimo a 21.03.2020 às 20:38

O "torrãozinho de açúcar" inefável...


jsp
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De Manuel Gonçalves Pereira Barros a 21.03.2020 às 22:40

Não se deve gastar o (pouco) latim com opiniões tão marcadas como as acima expostas.
Ainda assim, e quase passados três anos sobre a tragédia dos incêndios, vir falar da " inenarrável postura " do Costa, e, nunca por nunca falar da mortífera estupidez das pessoas que atiraram os seus carros para uma estrada onde dos dois lados lavrava um incêndio pavoroso,isso é deslealdade.
Caro jpt : Se num terreno montanhoso visse um grande incêndio dos dois lados da estrada em que seguia,e caso não estivesse lá um GNR a impedi-lo,mesmo assim seguiria em frente ?
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De jpt a 22.03.2020 às 00:18

O meu latim é nulo, já não o aprendi na escola. Quando se comenta conviria substantivar o que se diz: quais são as "opiniões tão marcadas" com as quais eu não deverei gastar o meu nulo latima.

Quanto à deslealdade que me imputa, Manuel Gonçalves Pereira Barros respondo-lhe simplesmente: eu não abordei as políticas assumidas pelos governos socialistas. Eu não referi que Costa foi um ministro da tutela determinante no muito peculiar formato de combate ao fogo florestal. Eu não referi que a equipa ministerial daquela tutela no anterior governo de Costa era, grosso modo, a equipa que Costa tinha tido aquando da sua passagem por aquela pasta, que tão determinante foi. Eu não referi as características da política florestal assumida pelos vários governos nas várias décadas, e das de combate ao fogo, entre os quais vários governos socialistas com Costa como ministro ou primeiro-ministro. Eu não referi que as hierarquias das instâncias de controlo e combate ao fogo florestal tinham sido mudadas, com forte pendor partidarizado, no ano anterior àqueles fogos. Eu não referi que o relatório sobre os acontecimentos de 2017 foi retido longamente pela administração pública, ante a pressão pública para que viesse a público. Eu não referi, nem aludi, à política de António Costa para esse assunto.

O que referi, explicitamente, foi a "inenarrável postura" naquele momento. Quando após a morte de dezenas de compatriotas, queimados num terrível incêndio (se com responsabilidades próprias, conforme você escreve no seu tranquilo e presumo que confinado sofá, ou sem responsabilidades próprias), e confrontado com a pergunta jornalística diante daquele drama se o governo teria responsabilidade, teve, Costa, a indecência e até impiedade de responder "não nos faça rir". "Não nos faça rir", caralho, "não nos faça rir", foda-se. E vem você com o desplante de me imputar "deslealdade"! Tenha vergonha.
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De Cristina Filipe Nogueira a 21.03.2020 às 22:49

Excelente reflexão.
Penso o mesmo. Não obstante as circunstâncias especialissimas que atravessamos, o certo é que a situação não pode fazer de nós cidadãos acéfalos ou acriticos, pois desde o início desta crise já ouvimos barbaridades de quem não as podia dizer, e fomos brindados com uma atitude débil e kafkiana por parte do PR que mostrou, desde a pantomina da quarentena auto-imposta, à mensagem inacreditável via skype, culminando num discurso vazio e cheio de lugares comuns, não estar à altura do cargo que ocupa.
Por outro lado, António Costa, embora com graves hesitações iniciais parece-me estar, agora (esperemos que não seja demasiado tarde) estar a conseguir traçar um plano e manter-se firme na sua execução. Está a ser uma surpresa pela positiva.
É notória a falta de preparação das pessoas que ocupam cargos de nomeação política.
Uma nota, para registar com agrado, o elogio ao Benfica ;)
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De jpt a 22.03.2020 às 00:20

Obrigado pelo comentário. Quero ressalvar, ainda que marginal à questão, que em nenhum momento se poderá encontrar no texto, ou mesmo num hipotético subtexto, qualquer elogio ao clube Benfica.
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De CAL a 22.03.2020 às 09:56

Confesso ter ficado "doente" com o que Rui Moreira expôs publicamente:

https://expresso.pt/politica/2020-03-21-Covid-19.-Rui-Moreira-acusa-Administracao-de-Saude-do-Norte-de-inercia-e-recusa-alimentar-maquina-burocratica-e-inutil

Vale mesmo a pena pagar a profissionais da DGS. Desconhecia que serviriam apenas para coligir contributos dos técnicos dos municípios.
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De jpt a 23.03.2020 às 19:17

é o estado do Estado. Desde há muito
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De Vento a 22.03.2020 às 12:50

Esta reflexão transporta um arguto sentido de oportunidade e uma excelente analogia. É ela mesma pedagógica.

Eu também quero fazer parte deste contributo. Como já me vai faltando paciência para ver certas caras, e por vezes reajo como um furacão perante certas situações, privilegio a rádio para as notícias e a internet, que me permite seleccionar o que pretendo actualizar ao nível da informação.

Assim, escutava esta manhã a situação que se vive em alguns lares de idosos e o que começa a ocorrer em matéria de escassez de trabalhadores para apoiar tais utentes. Entre outras informações em torno deste tema, transmitia-se o que está a acontecer também em um lar em Vila Nova de Famalicão, com apelo desesperado de uma directora técnica dessa instituição.
Posto isto, tal instituição, devido a ausência de 18 funcionários, possui somente 3 funcionários para apoiar 33 idosos.

Sabendo que muitos ou a quase totalidade desses residentes possuem patologias do foro neurológico, e estando todos cientes que estes são o grupo de risco mais bem identificado bem como o dos seus cuidadores que também podem introduzir e contrariar o vírus nessas residências, três (3) questões gostaria de colocar para reflexão:

1 - Qual o motivo de não terem sido tomadas medidas prévias e preventivas de despistagem do bicho a todos quantos residem e trabalham nesses lares?

2 - Sabendo que começa a existir escassez de funcionários sensibilizados para a temática, cuidados a pessoas séniores, e existindo escolas de saúde (enfermagem e assistência social), qual o motivo de não se requisitarem quer alunos em estado avançado de conhecimento quer pessoal já formado nessas áreas e em situação de desempregados, que seriam pagos por essas instituições (privadas e públicas), pois as mesmas continuam a receber as mensalidades pagas por esses utentes ou por seus familiares, para aí darem seu contributo? Não esquecendo o rastreio prévio do covid-19 e da desinfecção dessas unidades.

3 - Quer o governo quer o PR, ainda que com a declaração do estado de emergência, sabem que existem procedimentos e direitos prévios, durante e após esta declaração que são inalienáveis. O que se fez e está a ser feito também nesta área tão sensível?
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De Cristina Filipe Nogueira a 22.03.2020 às 19:28

Julgo que o grande problema está mesmo aí, na não realização de testes, não só aos grupos de risco, como também às pessoas que, não obstante apresentarem sintomas, não lhes são realizados os testes, por não os termos disponíveis nas quantidades necessárias.
Dou como exemplo a minha “estatística improvisada”. Tenho três amigos infectados, dois tiveram de recorrer a hospitais privados para fazerem o teste (há mais de 10 dias). Todos apresentavam sintomas de referência: tosse, dores e febre.
Neste momento tenho outros que aguardam, há dias, para serem testados através da saúde 24.
Só por esta minúscula amostragem, sou tentada a dizer que estamos subdiagnosticados , o que é assustador.
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De Vento a 23.03.2020 às 11:44

Sabe, Cristina, desculpe o termo que utilizarei, mas esta merda faz lembrar-me a estória do militar que estava à porta de armas, que era obrigado a pedir à distância do eventual intruso a senha para que ele se identificasse.
Porém o militar ao invés de proceder à identificação prévia, fez o seguinte:

Disparou, matando o indíviduo, e depois perguntou: Quem vem lá!?
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De Cristina Filipe Nogueira a 23.03.2020 às 17:09

É um pouco assim, infelizmente.
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De Vento a 22.03.2020 às 15:00

Para acrescentar o que se pode fazer com contentores, de preferência também com operárias especializadas e com o calibre que consta no vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Arkq3lLuo0U

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