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Brioches e Galpgate

por jpt, em 22.04.19

brioches.jpg

"Que eles comam brioches" (já que não têm pão) é a célebre frase menosprezadora dos miseráveis esfaimados, sempre atribuída a Maria Antonieta para ilustrar a inconsciência política dos possidentes face aos sentimentos populares - o dito é falso mas è ben trovato.

Vêm-me esses brioches à cabeça ao ler que PS, PCP e PSD se conluiaram para legitimar a oferta de viagens de privados aos políticos no activo, porventura abrindo caminho para arquivar as acusações a uma série de ex-governantes, o célebre Galpgate.

O tal "Galpgate" não será particularmente importante, isto dos políticos terem uma viagem para ir ver um jogo de futebol não será, por si só, suficiente para ulularmos "corruptos". Mas o impressionante é terem os maiores partidos portugueses legislado esta medida neste momento, quando as representações populares sobre os políticos não são particularmente benévolas - será preciso lembrar o Socratesgate? O alargado rol de políticos cavaquistas com máculas satânicas? As tropelias autárquicas? O longo processo de substituição da PGR, motivo de tantas especulações? O DDT, até íntimo do actual PR, a mostrar como o poder económico subjuga o poder político? Não digo que o poder político seja corrupto, digo que há uma enorme suspeição, a qual afecta a relação com o regime: 30 e tal por cento do pessoal nem sequer vota, e muitos dos votantes continuam no clubismo de que "os dos outros partidos é que são corruptos".

E neste ambiente - que é também internacional, com a crescente vaga de movimentos excêntricos aos partidos tradicionais, exauridos pela desconfiança crescente face às práticas dos seus dirigentes - os grandes partidos portugueses (quo vadis, PCP?), surgem a "limpar o arquivo", a legislar para que os seus dirigentes possam receber oferendas e inocentar, retroactivamente, alguns deles. E isso a um mês das eleições, encolhendo os ombros a hipotéticos efeitos eleitorais de uma medida destas. O que demonstra uma crença inabalável do atavismo do comportamento eleitoral dos portugueses, a qual se calhar até é fundamentada (assim o dizem as sondagens, mais deputado para um, menos deputado para outro ...). Mas mostra, acima de tudo, uma enorme inconsciência quanto às movimentações das sensibilidades populares, à possibilidade do inesperado num futuro breve, uma cegueira típica de espírito de casta (repito, quo vadis, PCP?).

"Eles que comam brioches", diz Costa, atrevido como sempre, e Rio, absurdo como parece. E Jerónimo, também? A ver o que o futuro trará.

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36 comentários

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De sampy a 22.04.2019 às 09:24

Já não têm vergonha de se mostrarem corruptos.

Só nos resta começar a preparar as cordas...
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De jpt a 22.04.2019 às 09:43

metaforicamente falando? Sim. Mas bem que poderíamos ficar a saltar à corda, a crer nas sondagens. E eu nelas creio, mais ou menos, ponto acima, ponto abaixo.
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 09:38

Isto estará porventura ligado a isso:


https://www.google.com/amp/s/www.tsf.pt/politica/interior/amp/os-segredos-da-polemica-lei-de-financiamento-dos-partidos-9010308.html

João Paulo Batalha, presidente da Associação Transparência e Integridade lembra que não houve qualquer estudo ou audição da sociedade civil nas alterações feitas à lei e realça que a votação aconteceu na véspera de Natal, "na esperança de que os portugueses não se apercebessem".

Conta o jornal Público que não há registo das actas das reuniões, não há registo da audição do presidente do TC, tampouco das propostas de redação da lei. A este propósito, o jornal revela que teve acesso a um e-mail trocado entre os deputados do grupo de trabalho onde constam três propostas de alteração identificadas não com a indicação do partido que sugere as alterações, mas com a designação de proposta A, B e C.....e agora vou tomar banho....9:30 em ponto
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De jpt a 22.04.2019 às 09:54

Obrigado. Eu tomei conhecimento disto este fim-de-semana. Foi a votação na especialidade, noticiou o Expresso. É uma vergonha e uma inconsciência.
(V. levanta-se tarde)
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De Vorph Valknut a 22.04.2019 às 10:43

Então mas o Expresso deixou de ser o Órgão de Comunicação Social ao "serviço do Sistema"? Jpt levanto-me às 8h e depois estou no " trono" até às 9:30 percorrendo os olhos pelo Mundo.
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De jpt a 22.04.2019 às 10:49

Não me lembro de ter usado essa expressão em relação ao Expresso (para mim o "sistema" a denunciar é o que o presidente Dias da Cunha referiu) - mas é possível, não gosto muito do jornal, e desde os 90s, não é coisa politica, era papel a mais. Mas, como é agora costume, apanhei a notícia (factual) seguindo uma partilha colocada nas pérfidas redes sociais.
(Longe de mim vasculhar-lhe os hábitos privados, tem com toda a certeza opções legítimas)
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De Vento a 22.04.2019 às 10:11

Vai muito bem aplicado o título. Com o preço da sardinha e do carapau, somos empurrados a comprar lagosta. Acontece que a lagosta é comida por alguns; e os outros têm de a pagar. Em resumo, pagamos a lagosta mas não a comemos, tal como não comemos a sardinha e o carapau.
É necessário compreender que apesar de sermos um povo dado ao cristianismo, o jejum não pode durar mais de 40 dias, que é o tempo da quaresma. Como já estamos no período ressurecto,...
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De jpt a 22.04.2019 às 10:45

A minha opinião é que não devemos comer jaquinzinhos nem petingas (apesar de adorar esses petiscos) por razões de equilíbrio ecológico.
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De Vento a 22.04.2019 às 11:53

Como sou um tipo dado à ecologia, como petingas e jaquinzinhos. Portanto, sustentação da pesca e dos recursos não significa fundamentalismo.

Ainda como ecologista, acredito que o casamento é a relação que se estabelece entre um casal, isto é, homem e mulher; porque prossegue a continuidade da vida: ecologia e biologia. Tudo o mais que gire em torno da palavra casamento é desvirtuar a semântica e a epistemologia. Portanto, ecologicamente, não aceito que se altere a ordem e o sentido do termo.

E ainda como ecologista, refuto o feminismo por ser uma teoria e propaganda de poder. As teorias de poder são sempre ratificadas por via do que designo ser o estalinismo legislativo. E o poder esmaga, destrói. Por via do poder, é a lei que oprime. Se defender isto é ser misógino, eu sou. Sempre vi a lei e o poder cair na rua e depois voltar a emergir para novamente voltar a cair na rua. Os ciclos repetem-se.
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De jpt a 22.04.2019 às 12:44

Bem, que fique claro que a minha alusão a Maria Antonieta e ao facto da "boutade" que lhe é atribuída não ser da sua autoria não vem inscrita em qualquer minha deriva feminista.

Quanto aos jaquinzinhos (em especial) e às petingas discordo de si, ainda que não seja especialista na matéria: capturar peixe tão pequeno no actual estado de sobreutilização dos recursos piscícolas faz perigar (ou fará) o futuro das espécies. Mas, vil pecador, quando vejo as tais vítimas anunciadas nos cardápios, lambo os beiços, esqueço os princípios ("se não for eu qualquer outro os comerá") e mando vir ...

Quanto ao casamento nesta minha já provecta idade considero que "vive e deixa viver ..."
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De Vento a 22.04.2019 às 12:53

No primeira alusão, eu sei que é assim. Inverti o sentido para mostrar outra realidade.

Na segunda, entendo que a sustentação não pode ser fundamentalismo. Aqui defendo as quotas. Eu não fiz apologia da destruição nem do consumo irracional. O sentido é diverso do que interpreta.

Na última, também concordo com o viver e o deixar viver. Pretendi somente, através da semântica, dar sentido ao termo ecologia e biologia sem criar disrupções.
E o sentido geral é precisamente derrubar tabus sobre matérias que dizem respeito a todos e não somente a alguns, como se pretende. É necessário coragem para vencer o medo que se pretende induzir fazendo de temas tabus.
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De Anónimo a 22.04.2019 às 16:39

Com um arrozinho de tomate e ou pimentos.
tiodolito da septuagésima
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De Anónimo a 22.04.2019 às 15:21

" Meninas à sala ",não se esqueçam do "champagne"!
Os porcos continuam em delírio.
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De Robinson Kanes a 22.04.2019 às 15:21

A sede que estes partidos têm de se defender como se organizações criminosas se tratassem e a apatia do povo permite que estes comportamentos de impunidade se perpetuem... Infelizmente, começo a temer que seja efectivamente e cultural e os eleitores até achem bem...
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De jpt a 22.04.2019 às 16:10

A apatia é cultural. E induzida. Por exemplo, encontro pessoas com um conhecimento extraordinário e sistematizado das características, positivas e negativas, do penúltimo lateral-esquerdo do Paços de Ferreira e que estão completamente ausentes de qualquer reflexão crítica sobre o estado da arte do regime político (seja lá em que sentido for). E digo isto sendo bloguista da bola, ali no És a Nossa Fé.
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De Robinson Kanes a 23.04.2019 às 09:00

Não me espanta... Já tive uma "medição de pilinhas" em que o outro lado dizia ter uma cultura geral forte e acima da média por conhecer os jogadores de várias ligas, transferências e outras curiosidades da bola... Quando é assim, o melhor é calar-me e dar o palco a quem sabe, de facto.
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De Ssssstress a 22.04.2019 às 15:31

Também gostava de acreditar nessa ideia: "que o poder político seja corrupto", mas são tantos os exemplos de políticos que "involuntariamente" falham esse objectivo...
Parafraseando: a corrupção não tem cor! Vai desde o laranja ao vermelho passando pelo azul e corderosa.
E isto leva-me até à mesa de voto; vou votar em quem?
Cumprimentos
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De jpt a 22.04.2019 às 16:11

Sem qualquer stress apenas repito que o meu postal não procura afirmar que o poder político é corrupto, ou que não é. Falo das representações colectivas sobre a "classe política", dos inúmeros debates. É outra coisa.
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De Ssssstress a 22.04.2019 às 23:08

"que o poder político não seja corrupto"

é assim que fica correcta a frase como pretendi escrever no meu comentário.
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De Anónimo a 22.04.2019 às 15:55

Na Ucrânia ganhou um comediante.
USA tem um comediante.
GB tem uma comediante.
E assim por diante.
Já Portugal tem muitos comediantes, desde o Costa até ao último, passado pelo PR.
Portugal é uma paródia.
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De jpt a 22.04.2019 às 16:12

Bem, e tal como nos afirma, resta-nos a consolação de não irmos sozinhos na parada. E a de não sermos os mais competentes, na referida paródia ...
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De Anónimo a 22.04.2019 às 16:13

Lá isso é.
Agora anda aí um petitório para os pais terem direito a 12 meses de licença de parto e que os putos mamem até aos dois anos.
O PAN apoia. O bloco não pode ficar atrás e também irá apoiar. O pcp está caquético, já não por burro nem por albarda, pelo que nada dirá. já o PS, o PPD e o CDS apoiarão. Todos eles querem mamar. Quanto aos putos, passam a mamar em pé e em público. A Paródia nacional vai ser, além do mais, uma montra de mamas. Acho bem.
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De Corvo a 22.04.2019 às 18:09

Se os putos mamarem até aos dois anos, abençoadas mães que os nutrem.
Falo por mim que mamei para lá dos três e ainda não dei por repercussões nefastas para a minha saúde, e muito ao invés.
Quanto à montra de mamas, talvez esteja enganado. As mulheres não são exibicionistas. Repare bem na praia, agora que vem o tempo dela, quem é que quase sufoca a encolher a barriga.
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De Anónimo a 22.04.2019 às 17:39

A Oeste (literalmente) nada de novo : o redil e o rebanho eleitoral em consonância e harmonia.
Mas tudo modernaço e democrático, "como se faz lá fora".
O Dâmaso, e o Lavoura , achariam "chic"...


JSP
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De jpt a 22.04.2019 às 23:03

Sim, ,vivemos o salcedismo
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De Anónimo a 22.04.2019 às 21:30

Que pena ... estava eu a pensar que iria conhecer mais uma receita de um brioche gostozinho....!!!
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De jpt a 22.04.2019 às 23:01

Lamento a sua desilusão
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De Makiavel a 22.04.2019 às 21:45

"(...) a legislar para que os seus dirigentes possam receber oferendas e inocentar, retroactivamente, alguns deles"

A sério que escreveu isto sem pestanejar?
Leis com aplicação retroactiva?

Que postal mais populista. Continua a valer escrever tudo para fazer passar mentiras.
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De jpt a 22.04.2019 às 23:02

ó cultor dos kapas, quer mandar "bocas"? Leia os textos, consulte as ligações neles colocadas e resmungue (também) com as fontes. E vá chamar populista aos gajos dos kapas
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De Makiavel a 23.04.2019 às 00:07

Li os textos e confirmo que escreveu o que coloquei entre aspas.
Está no último parágrafo, se quiser transcrevo-o por inteiro para que não suponha com acusações de descontextualização.

O problema mesmo é quando alguém lê na totalidade tudo o que escreve e não embarca na lenga-lenga populista, tão em voga nos dias que correm.

Azar dos kabrais...

As insinuações que proferiu num outro comentário só revelam desespero argumentatitvo.
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De jpt a 23.04.2019 às 00:40

Duas coisas: a primeira é a mais relevante, que é a já batida questão do relacionamento com os comentaristas anónimos carregados de certezas e fel, que incompreendem onde estão - não há desespero argumentativo num blog. Pode haver irritação com os comentaristas de tal espécie, que vêm para deturpar e invectivar, mas não desespero: isto é um hóbi, o desespero é para outras coisas da vida.

Dito isto, vamos às minudências. O que você faz é o tradicional truncar. Eu explicitei que isto abre, porventura, a porta para arquivar os processos abertos a deputados e ex-governantes. Adiante digo que esse é o objectivo, de legislar para retroactivamente inocentar os acusados. Entretanto ligo um texto de um jornal (dito de referência) que escreve: "de acordo com Rui Pereira, jurista e ex-ministro da Administração Interna de José Sócrates (sucedeu-lhe António Costa), a ser aprovada, a nova lei vai ditar o arquivamento de casos como o ‘Galpgate’. E o mesmo vale para o futuro. “[Se existirem condenações], cessam os seus efeitos, por aplicação retroativa da lei mais favorável. Haverá como que uma ‘amnistia indireta’”, sugere Rui Pereira.".

você vem aqui, pega numa frase, que é o um proto-corolário disto e bota que o texto é populista. Vá bugiar.
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De Makiavel a 23.04.2019 às 10:25

(Parafraseando) Duas coisas, a primeira mais relevante: aqui somos todos anónimos, chamemo-nos jpt, makiavel, ou maria_vai_com_as_outras.
Assim previne-se (sendo o caso) de criticar o mensageiro e esquecer a mensagem. Mas pode ficar descansado: não escrevo ao serviço de ninguém.
De certezas e fel, deve saber mais que eu.
As minudências: para um postal que se quer "não-populista", o zurzir surdo nos partidos (em todos, mas mais nuns que noutros, como convém), o condicionar uma qualquer iniciativa legislativa sobre o assunto à satisfação da narrativa populista das redes sociais, confundindo essa narrativa com um sentir supostamente colectivo, a referência ao nível de abstenção, não ajuda muito na classificação do postal. Então a quantidade de comentários populistas concordantes, não são mesmo grande companhia.
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De Makiavel a 23.04.2019 às 03:29

Li os textos e confirmo que escreveu o que coloquei entre aspas.
Está no último parágrafo, se quiser transcrevo-o por inteiro para que não suponha com acusações de descontextualização.

O problema mesmo é quando alguém lê na totalidade tudo o que escreve e não embarca na lenga-lenga populista, tão em voga nos dias que correm.

Azar dos kabrais...

As insinuações que proferiu num outro comentário só revelam desespero argumentatitvo.

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