De Clara a 13.10.2016 às 12:57
Estou chocada, Pedro.
Como era de prever, Clara, as nossas previsões falharam.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:03
É uma nova janela que se abre!! Um género literário há muito desconsiderado na profundidade que tem no campo da criação com a palavra escrita. A canção!! Não vejo razão ontológica alguma para que se exclua tal género do mundo da literatura!!
Inicialmente, fiquei relativamente perplexo, tal como a Clara!! Dez minutos depois aplaudi a decisão. Não a pensar em Dylan, mas, em muitos outros autores, Leonard Coen por exemplo.
Como - noutros tempos - um Jacques Brel.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:11
É uma nova janela que se abre!! Um género literário há muito desconsiderado na profundidade que tem no campo da criação com a palavra escrita. A canção!! Não vejo razão ontológica alguma para que se exclua tal género do mundo da literatura!!
Inicialmente, fiquei relativamente perplexo, tal como a Clara!! Dez minutos depois aplaudi a decisão. Não a pensar em Dylan, mas, em muitos outros autores, Leonard Coen por exemplo.
Como - noutros tempos - um John Lennon. Ou - nos tempos actuais - um Chico Buarque.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:23
O grande Chico!! Calma, caro Pedro Correia, o Chico já foi, por várias vezes, apontado.
"Devagar é que não se vai longe..."
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:42
"....Quando me encontro no calor da luta ostento a aguda empunhadora à proa,
mas meu peito se desabotoa.
E se a sentença se anuncia bruta mais que depressa a mão cega executa, pois que senão o coração perdoa."
De Anónimo a 13.10.2016 às 14:47
Comentário apagado.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:50
Voz do Ruy Guerra, para Fado Tropical da peça Calabar ou o elogio da traição, do Chico!!
Incluía uma frase declamada pelo Ruy Guerra que foi proibida pela censura da ditadura militar: "Além da sífilis, é claro."
Frase declamada por Ruy Guerra no 'Fado Tropical', que teve um trecho amputado pela censura da ditadura militar brasileira: "E a sífilis, é claro."
De Anónimo a 13.10.2016 às 13:17
E eu estou muito feliz pois The times they are a-changin' at the Nobel Academy.
E Bob Dylan, para além de músico, é um grande poeta.
:-) Antonieta
De JP a 13.10.2016 às 14:16
Concorda com a atribuição do Nobel da Literatura a Dylan? O Pedro é um diplomata, não é?
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:26
Foi de quem me lembrei logo, caro Pedro Correia. Assim que ouvi a notícia do Dylan, veio-me o L. Cohen à cabeça, como sempre nestas coisas da literatura cantada!!
A literatura cantada também é literatura, Justiniano. Camões foi e é cantado.
De JP a 13.10.2016 às 14:31
Ok, mas sem a música a poesia de B. Dylan não teria o mesmo efeito. Foi pela música que se tornou icónico e não pela poesia ou pelos seus outros escritos.
O prémio devia distinguir escritores excelentes.
Convenhamos, meu caro, que o prémio já distinguiu péssimos escritores. Que ainda por cima desafinavam até no duche.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:47
Acima de péssimos, caro Pedro Correia!
Na minha péssima e pouco fundamentada opinião, obviamente contestada por muitos, e evidentemente mais esclarecidos, não sei como, por exemplo, em 2008 e 2009, o Le Clézio e a Muller, foram premiados!!
Toni Morrison, Patrick Modiano e 'tutti quanti'. Dylan é um génio comparado com esses.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:36
Caro JP, o prémio deve distinguir a excelência na literatura!!
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
De José a 13.10.2016 às 19:49
Pois. Mas isso foi um slogan publicitário à coca-cola.
Está tudo dito, meu caro.
Foi muito mais do que um 'slogan', meu caro: foi um verso do Pessoa.
De José a 14.10.2016 às 07:42
Não foi verso algum. Foi um slogan para a campanha publicitária da Coca-Cola.
Nunca fez parte de qualquer poema. A agência publicitária era a Hora, onde Pessoa trabalhava.
Obrigadinho pela lição, doutor. O que eu quero dizer é que tudo em Pessoa era poesia. Também este 'slogan' publicitário - que não o chegou a ser - pode ser lidoo e entendido como um aforismo poético. A prova é que sobreviveu muito para além do contexto a que se destinaria.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:13
Perfeitamente de acordo, Antonieta
De sampy a 13.10.2016 às 13:41
É simplesmente intolerável a injustiça cometida contra Quim Barreiros.
Barreiros merece ser galardoado. Há na sua arte poética uma dicotomia entre o naturalismo e o simbolismo que resulta de um processo natural de assimilação das formas de arte ditas tradicionais, transfigurando-as com o seu olhar inequivocamente original num activismo de expressão que julgo não despiciendo considerar como herdeiro da imagética pessoana no seu lirismo transubstancial.
Penso eu de que.
De sampy a 13.10.2016 às 14:36
O Nobel é como o bacalhau: quer alho.
De Jorg a 13.10.2016 às 15:05
... e o Carlos do Carmo? Os ´'mídia' da Capital já têm tanta reportagem e extensas epigrafes pronta para nos 'informar' pela xésima vez - cá para mim é p'ró ano, em parelha com o Tonecas que vai lá receber o Nobel da Paz....
Voto antes no Sérgio Godinho.
De Alexandre Policarpo a 13.10.2016 às 14:11
A intelectualice indigena da esquerda parece aceitar mal que o Nobel da Literatura tenha sido atribuido a Bob Dylan. Pela parte que me toca, que não sou intelectual nem de esquerda, acho que esta distinção só peca por tardia.
O facto de Bob Dylan receber o Nobel da Literatura, também acaba com a ideia que para o receber seria condição sine qua non ser comunista.
A política, quando consumida em excesso, pode causar graves problemas de saúde, Alexandre.
De Justiniano a 13.10.2016 às 14:59
Como naquela rúbrica da euronews...
De Anónimo a 13.10.2016 às 15:59
E que dirá a Mrs. Robinson de tudo isto?
The Sound of Silence, maybe...
:-) Antonieta
De Anónimo a 13.10.2016 às 14:56
Eu acho que deviam dar o prémio a lucklucky. Ele escreve comentários em blogues que são um espanto.