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Blogue da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 20.03.16

Nestes tempos heróicos da crise política brasileira, não há nada como ver os blogues do país irmão para estar informado do que está a ocorrer. Neste âmbito parece que a síntese de tudo isto foi feita pelo comentador Josias de Souza neste extraordinário comentário sobre o drama que vive hoje o Brasil: "Temos uma presidente da República que entrega o poder a um ex-presidente investigado. Temos um congresso nacional que discute o impeachment da presidente, tendo nos seus quadros pelo menos quarenta petrogatunos, e temos um vice-presidente da República que pode assumir o poder, levando para dentro do gabinete presidencial um rastro pegajoso que inclui Cunhas, Renans, Jaders, Lobões, Jucas e outros infortúnios. Diante desse cenário Dilma Rousseff é uma presidente com poucas ideias. As ideias são ruins e nem são dela. Ao convidar Lula e entregar para ele o destino da sua presidência, Dilma agiu como uma pessoa que risca o fósforo para provar que não há gasolina dentro do tanque. Agora, com as labaredas subindo pelas pernas da presidente, é preciso responder a duas perguntas: Quem vai apagar o incêndio? Como será feita a reconstrução? O extintor é a constituição federal. Mas o problema é que só há em cena incendiários. O que falta à política brasileira é um grupo de bombeiros". Por isto e muito mais, o blog do Josias é o blogue da semana.


8 comentários

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De A. S. C. a 20.03.2016 às 11:38

Mas há também outras leituras da situação que não devem ser esquecidas:
http://jardimdasdelicias.blogs.sapo.pt/brasil-quo-vadis-antonio-teodoro-941112?view=736568#t736568
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De Vento a 20.03.2016 às 11:52

Pois é, falta mesmo um grupo de bombeiros. Mas eles já estão a caminho:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/03/19/governo-usara-decisoes-anteriores-de-gilmar-para-reverter-suspensao-de-posse.htm

Agora sobre Josias. Na realidade existe uma tentativa de globalização que presume que todos devam usar os mesmos argumentos qualquer que seja o país.

Em Portugal o regime bruxelista deu posse a Passos/Portas. E na queda destes as agências de rating elaboraram um discurso sobre um não sei quê baseado única e exclusivamente em cenários do "SE". Curiosamente os fãs de tal regime bruxelistas, por não saberem o que dizer e nem saberem o que diziam, repetiam de vento em popa tais palavras, mas com uma nuance: transformavam os "SE" em certezas e garantias. Hoje as agências que anteriormente fundamentavam suas opiniões no rigorosíssimo critério do "SE" apresentam um discurso diferente.

Tudo isto para dizer que Josias nada mais faz que papaguear o discurso sobre a instabilidade política que origina a falta de crescimento económico, à semelhança do que ocorreu em Portugal com a posse de Costa e noutros países mais. Sendo eles mesmo, os discursantes do cataclismo, a fonte dessa instabilidade.
A ala do não sei quê na realidade mantém o discurso do não sei quê para justificar o não sei quê, globalmente.
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De Anónimo a 20.03.2016 às 11:57

Eu não estaria tão preocupado com o incêndio.
Às vezes, mais vale derrubar e construir de novo.
Reconstruir edifícios antigos e muito degradados, normalmente não compensa.
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De Anónimo a 20.03.2016 às 11:58

Eu não estaria tão preocupado com o incêndio.
Às vezes, mais vale derrubar e construir de novo.
Reconstruir edifícios antigos e muito degradados, normalmente não compensa.
João de Brito
(Desculpem!)
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De Luiz Santos-Roza a 20.03.2016 às 12:00

Portanto ele expressou exactamente o que os meios de comunicação têm expressado nos últimos dias, sem oferecer nenhuma leitura nova ou revelar nuances ignoradas pelos canais oficiais. É bom saber que a blogosfera está a fazer esforços para se afirmar como uma valiosa fonte de informação alternativa...
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De Anónimo a 20.03.2016 às 12:45

" É bom saber que a blogosfera está a fazer esforços para se afirmar como uma valiosa fonte de informação alternativa..."

Fonte alternativa de informação... também.
Mas sobretudo fonte alternativa de reflexão.
Fonte de reflexão alternativa ao monopólio do politicamente correto.
Politicamente correto que, por desgraça, é socialmente muito incorreto.
E esta última declaração é já uma reflexão politicamente muito incorreta...
João de Brito
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De Luiz Santos-Roza a 20.03.2016 às 16:05

"Mas sobretudo fonte alternativa de reflexão."

Sim, nesses termos já posso concordar. Não digo que seja sempre assim, porque muita blogosfera apenas repete reflexões já feitas, mas sem dúvida existe essa liberdade para pensamentos que não passam pelos canais oficiais.
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De Costa a 20.03.2016 às 22:10

Acharei sempre curiosas - ainda que lá no fundo, é certo, potencialmente bem perigosas, porque não ocultando, tantas vezes, visões do mundo que pouco ou nada têm a ver com a pluralidade de opinião -, estas manifestações, mais ou menos (mal) contidas, mais ou menos sibilinas, a pretexto dos deveres da chamada blogosfera.

Um blogue, que eu saiba, é coisa privada, local de opinião fundamentalmente subjectiva (a menos, creio, que o tema seja de ciência exacta) ainda que buscando - se o quiser e os houver - fundamentos objectivos. Não tem que inovar, não tem que apresentar alternativas, não tem que ser neutro. Fará tudo isso se o quiser. Não o fará, não querendo. Sendo que é tantas vezes bem subjectiva a atribuição ou negação de tais características.

Quem quiser frequentar um blogue, frequenta-o. Quem o não quiser, não o faz. É tudo.

Não tem obrigações de equidistância, de neutralidade ou de inovação, nem é legítimo pretender que as tenha (ainda que espaços como este, o DO, tenham por ponto de honra dar voz a autores e comentadores de visões bem diferentes; alguns até, entre comentadores, dir-se-ia que apostados num modelo de sociedade que significaria o fim puro e simples deste blogue, de todos e tudo o que não seguisse certa linha, e achando isso muito bem).

A tê-las, muitos blogues, desde logo locais sagrados da esquerda e do politicamente correcto (salvo duplicidade de critérios que admito até nem repugnaria a muitos que exigem por aqui pluralidade e inovação), deveriam ser ferozmente apontados como exemplos do mal, por parte de alguns que por aqui comentam e que nesses outros decerto se revêem.

Não faltam blogues onde cada um se pode refrescar na convicta reafirmação dos valores que perfilha, sem ter que invocar, aparentando uma elegante - ou nem isso - indignação, deveres que a outra parte, em sua casa, mesmo respeitando-os, verdadeiramente não tem.

Costa (Rui)

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