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Blogue da semana

por Cristina Torrão, em 29.12.19

No seu blogue, na bicicleta, Paulofski fala do prazer que lhe proporciona andar de bicicleta. Ele próprio caracteriza o seu espaço assim:

Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.

Paulofski ilustra as descrições dos seus passeios com belas fotografias e dá-nos boas sugestões para a cidade do Porto e arredores (onde vive). Claro que nem sempre tem ciclovias à disposição e relembra-nos:

As bicicletas têm o mesmo direito de usar a estrada como qualquer outro veículo. Têm o direito a ocupar a faixa de rodagem. Têm o direito de circular a par, facilitando, sempre que possível, a ultrapassagem. Têm o direito à distância de segurança de metro e meio quando ultrapassados por veículos a motor, o que infelizmente nem sempre é verificada.

À luz das “recentes”… – em vigor desde 1 de janeiro de 2014 –  alterações ao Código da Estrada, é claramente necessária uma campanha de reeducação para ensinar e/ou lembrar os automobilistas que têm de compartilhar a estrada, aceitar os veículos mais lentos e abrandar especialmente quando ultrapassam bicicletas. O ciclista não tem de ter receio em posicionar-se devidamente na via. Não há velocidade mínima nas estradas.

Acho que a todos nós faz bem passar os olhos, de vez em quando,  por um blogue como na bicicleta, por isso o escolhi para blogue da semana.


36 comentários

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De Anónimo a 29.12.2019 às 12:23

Tem toda a razão. Só se esqueceu foi das carroças puxadas por um burro (é disso que eu gosto) que deveriam ter os mesmos direitos.
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 12:43

Nada contra, da minha parte.
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De Anonimus a 29.12.2019 às 13:20

Esse texto também pode ser aplicado a ciclistas.
Diariamente vejo-os em contramão, a passar vermelhos, a galgar passeios, a não parar em passadeiras. Como se o código da estrada não se lhes aplicasse.

(numa estrada, quando vejo que vou "devagar", sempre que posso encosto para dar passagem. Nao vejo mal)
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 18:29

Entre ciclistas, como entre toda a gente, também há gente mais simpática e gente menos simpática; também há gente com civismo e gente sem civismo.
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De Anonimus a 29.12.2019 às 18:44

Se é para generalizar, é para generalizar.
(e essa coisa de andarem na estrada sem seguro... Ou não sei quê de circulação...)
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 19:42

Quem disse que era para generalizar?

Ciclistas com seguro? Nunca ouvi falar e vivo num país onde há muitos ciclistas (apesar do frio).
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De Anonimus a 29.12.2019 às 20:05

Quem disse? O blogger.
"Depois, com a carta na carteira e as mãos no volante, poucos cumprem o que aprenderam. Rapidamente esquecem as regras e limites, achando que estão a coberto do infortúnio pela carroçaria metálica e pelo seguro automóvel."
Gostei particularmente desta passagem.

Quanto ao seguro. Se têm os mesmos "direitos" que um veículo automóvel... porque não serem obrigados a ter seguro?
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De Luís Lavoura a 30.12.2019 às 11:24

Eu uma vez (há muito tempo), de bicicleta, furei um vermelho e um automóvel bateu-me, danificando o para-choques dele. Tive que lhe pagar a reparação do meu bolso.
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De Luís Lavoura a 30.12.2019 às 09:20

Na Suíça, pelo menos há uns anos atrás, todas as bicicletas eram obrigadas a ter seguro.
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De kika a 30.12.2019 às 13:27

Sim existe e no país onde vivo é obrigatório.
É o seguro que abrange tudo o que pode causar
estragos a terceiros. É o seguro de responsabilidade cicil . ( RC )
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De kika a 31.12.2019 às 12:41

Peço desculpa, seguro de responsabilidade civil não é
obrigatório mas sim fortemente aconselhado. Se acontecer
algo, a pessoa paga e muito por o não ter. Toda as pessoas têm
e até eu tenho. Feliz Ano Novo a todos.
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De Anónimo a 29.12.2019 às 14:45

Por cá é mais uma à la mode, copianço bem à portuguesa do que se faz lá fora. Nos países europeus praticamente planos, o salutar hábito de 'andar de bicicleta' é usual, talvez pela humildade calvinista tanto o leiteiro como o dono da fábrica deslocam-se de bicicleta.
Veja-se o caso da Holanda e da Bélgica.
Por lá, todo o trânsito nas cidades, vilas ou aldeias e respectivas estradas secundárias está manobrado com o uso da bicicleta. Tudo é feito e pensado tendo em conta esta problemática.
Em Breda (Holanda), perto dum terminal de comboios, havia mais de cinco mil bicicletas arrumadas.
Como sempre, cá temos um negócio com as autarquias para construção de ecopistas para ciclistas, em locais de grande inclinação que só dá para descer.
Já existem ecopistas em arruamentos apertados em que são excluídos os lugares de estacionamento dos automóveis que ficam sem solução para estacionar.
Tudo bem, venham as bicicletas, mas não será garantido haver às centenas delas estacionadas nos terminais dos transportes públicos por ficarem à mercê de serem roubadas.

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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 18:31

Se parássemos de usar o carro sempre que queremos ir comprar pão, as bolachas que esquecemos, ou ir tomar o café à esquina, não precisávamos nem de metade dos lugares de estacionamento e as cidades tornar-se-iam um local bem mais aprazível e calmo.
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De Anonimus a 29.12.2019 às 18:47

Exacto.
Está provado em estudos que o grande problema do tráfego automóvel em Portugal se deve a ir ao café ou buscar a coisa que se esqueceu na casa do amigo na rua de baixo.
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 19:43

Esse é realmente um grande problema do tráfego automóvel nas cidades europeias.
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De Costa a 29.12.2019 às 22:26

Está? Onde podemos consultar essa prova?

Grato, desde já,
Costa
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De Cristina Torrão a 30.12.2019 às 18:36

Caro Costa, a prova está em que há demasiados automóveis a circular. A prova está nos inúmeros engarrafamentos. Se restringíssemos o uso do automóvel às situações verdadeiramente imprescindíveis, haveria menos veículos a circular, o que facilitaria a sua fluência.
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De Luís Lavoura a 30.12.2019 às 09:28

É um facto: grande parte do estacionamento indevido deve-se a pessoas que vão tomar o café (ou coisas similares) deixando o automóvel mal estacionado.
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De Luís Lavoura a 30.12.2019 às 09:26

não precisávamos nem de metade dos lugares de estacionamento

As bicicletas também necessitam de lugares de estacionamento, embora ocupem menos espaço que automóveis.

Em muitas cidades, o estacionamento de bicicletas é atualmente um grande problema.

Eu não uso bicicleta, em boa parte, por não ter lugar para a estacionar - na casa onde moro.

as cidades tornar-se-iam um local bem mais aprazível e calmo

Em parte sim, mas nem sempre. Os ciclistas são muito perigosos para os peões. Quando vivi na Alemanha, mais que uma vez fui surpreendido por ciclistas a virem de trás, sem que eu os sentisse, e passarem-me tangentes. Não era uma situação nada aprazível nem propícia à calma. Um peão não pode andar à vontade num sítio quando sabe que ciclistas também andam por ele. O peão sente-se inseguro.
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De Anónimo a 29.12.2019 às 19:30

"Nos países europeus praticamente planos," Pois, mas Lisboa parece que tem sete (se não me falha a memória) colinas. Lisboa não é para ciclistas. E para os ciclistas deve haver ciclo-vias. Com o está, não. E eles têm de ser ensinados a respeitar as regras. Só a hipótese de serem obrigados a um seguro levantou logo um clamor......
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De V. a 29.12.2019 às 15:02

Têm tantos direitos que até atropelam pessoas na passadeira, passam sinais vermelhos e estão-se a cagar para regras que exigem aos outros. Portanto quero que eles se vão phoder todos e sou contra essa gente toda.
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 18:32

Descontraia-se e desacelere!
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De Isabel s a 29.12.2019 às 15:16

Como todos só falam em direitos, medem a vontade dos outros pela deles, quem pretender algo diferente está de má fé ou é reacionário, apliquemos esse raciocino a todos ( não somos todos iguais e não temos todos os mesmos direitos? ) e teremos o mundo ideal destes idealistas.
Esqueceram os direitos das trottinettes, dos patins, dos skates, das lambretas, das cadeiras de rodas eléctricas e das outras, etc etc etc
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 18:34

«quem pretender algo diferente está de má fé ou é reacionário» - exactamente! Quem pretende alternativas aos carros poluentes, é sempre mal compreendido.
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De Anónimo a 29.12.2019 às 23:44

Lamento que não tenha reparado que eu quiz chamar a atenção para a complexidade do problema cuja solução não pode ser encontrada sem olhar para todas as suas vertentes e os efeitos perversos que decorrem de se olhar para soluções isoladas.
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De Zeca Machado a 29.12.2019 às 19:39

"O ciclista não tem de ter receio em posicionar-se devidamente na via." Isto é um convite ao suicídio dos ciclistas? Eu tenho receio (e muito) de me meter de bicicleta no meio do trânsito. Não sou suicida!!
" Não há velocidade mínima nas estradas."
Se 4 ou 5 ciclistas (octogenários como eu) ocuparem a rua a 7 Km/hora, os automobilistas devem seguir atrás? Eu acho que devem mas acho que está mal.
Lisboa não serve para bicicletas, salvo em zonas muito limitadas e para gente com bom físico e de tenra idade.
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De Cristina Torrão a 29.12.2019 às 19:48

Também tenho muito receio de andar de bicicleta onde não há ciclovias.

Quem não pode prescindir do automóvel por motivo de idade avançada, ou doença, claro que o deve usar. Se apenas aqueles que realmente precisam, usassem o automóvel (incluindo outros motivos, que não os indicados), não tínhamos metade dos problemas de trânsito e de poluição.
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De Anónimo a 29.12.2019 às 23:17

Já dei mais para esse peditório do portuga comodista. Conheço quem se recuse a andar de transportes públicos, mas conheço muitos mais que passaram do carro para o transporte público assim que tiveram oportunidade para tal.
Claro que falar de borla é porreiro, mas nem todos têm metro "à porta", e muito menos transportes fiáveis e pontuais. Esses dependem do popó, sim. É muito bonito vir malta falar do egoísmo e tal e coisa, esse deviam discursar mas era numa paragem de autocarro, à chuva, enquanto esperam por um que não venham a abarrotar.
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De Cristina Torrão a 30.12.2019 às 18:39

De acordo: os transportes públicos deveriam oferecer alternativas aliciantes e bom serviço.
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De Anónimo a 29.12.2019 às 19:41

"As bicicletas têm o mesmo direito de usar a estrada como qualquer outro veículo. Têm o direito a ocupar a faixa de rodagem. Têm o direito de circular a par, facilitando, sempre que possível, a ultrapassagem."
Vá gozar com outro.
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De Luís Lavoura a 30.12.2019 às 11:29

Eu creio que, de facto, as bicicletas não têm o direito de circular a par.

Alguém que saiba o Código da Estrada português que o esclareça, mas creio que as bicicletas têm, em Portugal, a obrigação de circular em linha e na borda direita da estrada; não podem circular lado a lado.

Acredito, porém, que noutros países a regulamentação possa ser diferente.
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De V. a 30.12.2019 às 14:51

Essa coisa foi alterada pelas tendências e preferências ideológicas e os inúmeros fascismos das causas — que também interferem em coisas muito concretas como o Código da Estrada. Querer ter os mesmos direitos que um automóvel é estúpido porque a hierarquização das viaturas tem a ver com uma lógica de potência do veículo e a sua capacidade para deixar livre o espaço para outra viatura, ao contrário da lógica hipster que é ocupar o mesmo espaço que os outros ocupam só porque sim e é muito moderno e salvar o planeta (como se fosse assim: meia dúzia de panascas é que iam salvar o mundo). Além disso essa treta da conversa dos direitos esquece sempre o problema do mérito, o qual no caso dessas criaturas é nulo porque a bicicleta não foi inventada por eles e usa-se quando dá jeito e não como um acto de fé.
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De Cristina Torrão a 30.12.2019 às 18:42

«a hierarquização das viaturas tem a ver com uma lógica de potência do veículo»?

Tem a certeza de que conhece o Código da Estrada?
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De V. a 31.12.2019 às 00:57

Isso pergunto eu: Tem a certeza de que conhece o Código da Estrada?

Há uma lógica de velocidade/potência, por exemplo, nas proibições a determinados veículos para circular em determinadas estradas, num determinado troço ou para executar certas manobras (como a ultrapassagem) — e depois há uma hierarquia entre veículos motorizados, com reboque ou sem reboque, ou movidos a tracção animal entre os quais se incluem as bicicletas (que impede, por exemplo, que carroças ou bicicletas ou mesmo que um veículos de duas rodas motorizados sem cilindrada suficiente circulem em determinadas estradas ou partes de uma estrada). É clarinho como água menos para quem quer ser quer califa no lugar do califa: ocupar um lugar que não é seu na lógica normal do "Direito" das rodovias.

Permitir que veículos sem potência possam andar de lado a lado em estradas normais é criar uma situação em que um veículo mais potente vai estar limitado ou vai tentar fazer uma ultrapassagem sem haver necessidade nenhuma para isso.

Não tenho nada contra andar de bicicleta, note-se, mas irrita-me o proselitismo com a porcaria das bicicletas — não se é mais sofisticado por isso. É giro e é fresco e tal, mas não façam pistas para biclas em cima dos passeios porque as pessoas com a mania que são sofisticadas normalmente atropelam os direitos dos outros na sua self-righteousness — e um passeio está sobre-elevado em relação ao alcatrão precisamente para marcar um espaço de segurança para os peões e não é um espaço para correrias e glovos e parvalhões nas trotinetes. Venha por exemplo ao Saldanha e à Duque de Ávila e em 5 minutos vai perceber por que razão estou a dizer isto.
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De Cristina Torrão a 30.12.2019 às 18:44

Sim, na Alemanha, os ciclistas são autorizados a circular a par, quando se trata de um grupo com, salvo erro, mais de 50 ciclistas, a fim de não prolongar o tamanho da fila.

Não sei como é em Portugal.

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