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Blogue da semana

por Cristina Torrão, em 12.05.19

Vivemos tempos não favoráveis a funcionários públicos, em geral, e a enfermeiros e professores, em particular. Posso compreender que o governo tenha de ser regrado com as suas finanças e se veja impedido de atender a todas as reivindicações. Mas não posso compreender que um primeiro-ministro hostilize certas profissões, levando à radicalização de opiniões entre o próprio povo que governa, apenas para se promover a si próprio (longe vão os tempos da "paixão" pela educação do Guterres...).

Há cerca de cinco anos, a minha mãe teve cancro. Estava ela no IPO a ser preparada para iniciar a quimioterapia e gostou tanto do médico que tratava dela, que lhe disse admirar a sua profissão, de inteira dedicação aos outros, constantemente em contacto com o lado menos bom da vida. E também lhe disse que admirava a maneira como ele a exercia. O médico perguntou-lhe então: "E a senhora, que profissão tinha?" "Eu? Era professora primária." "Pois olhe, se não tivesse sido a minha professora primária, eu não poderia estar aqui, a tratar de quem precisa."

É disto que precisamos, do reconhecimento da importância de todas as profissões. E como os professores estão, hoje em dia, entre os "mal vistos", elejo, para blogue da semana, o IP,  que nos dá uma visão do que é ser professor/a, pela mão de Beatriz J, sempre lúcida, sincera e assertiva, qualidades cada vez mais raras.

 

P. S. A quem interessar: a minha mãe superou a doença.

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18 comentários

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De Aurélio Buarcos a 12.05.2019 às 13:55

Os professores, os médicos e os enfermeiros não são mais nem menos que os outros, são iguais.
Recordando:
- O governo de Sócrates, Costa e outros colocou o país de pantanas
- O governo de Passos Coelho, Paulo Portas e "Troika" resolveu tudo, explicou o que estava a fazer, fez contenções, obrigou-nos a trabalhar em feriados etc e apesar disso todos compreendemos, estávamos felizes, tão felizes que nas eleições legislativas voltamos a votar em Passos Coelho.
Foi ele que venceu as eleições.
Costa nessa noite devia ter pedido desculpa pelas punhaladas nas costas de Seguro, demitia-se e tentava arranjar um emprego de acordo com as suas capacidades, cozinheiro de chamuças em cataplanas, por exemplo.
Posto isto e com o fim da austeridade decretado por Costa e Centeno os professores viram uma janela de oportunidade.
Eles são mais que os outros (para eles).
Quem não está bem, muda-se.
Não concordavam com o salário e com as regras de Passos Coelho, arranjassem outra profissão, fossem para o estrangeiro, desenrrascassem-se!
E os portugueses que foram despedidos, que emigraram, que labutaram nos feriados, também têm direito à treta dos 9 anos alguns meses e vários dias ou não?
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De Marcelino a 12.05.2019 às 18:18

"voltamos a votar em Passos Coelho.
Foi ele que venceu as eleições."
Eu não vejo as coisas assim. Quem venceu foi a esquerda (conte os votos e os deputados de cada lado). Por isso Cavaco Silva deu posse a Costa, e fê-lo porque se viu obrigado a seguir a vontade do eleitorado e não por ter alguma inclinação a favor da esquerda. Teve de respeitar a Constituição que jurou cumprir.
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De Aurélio Buarcos a 12.05.2019 às 20:57

Marcelino,
Esquerda e direita? Não me faça rir que tenho cieiro.
As pessoas votam em partidos ou em coligações, alguém sabia que ao votar Bloco estava a nomear Costa primeiro-ministro?
A campanha/os cartazes da CDU às europeias parecem de extrema-direita.
Azul e branco e o slogan: "defender o povo e o país" se alterarmos país por pátria, temos um slogan à Lê Pen: "defender os franceses e a pátria".
A esquerda distingue-se da direita em quê?
Nas cores não (ainda me lembro quando a esquerda era vermelha, agora é azul e branca ou cor de rosa) nos slogan, também, não, como vimos.
Então?
(Cristina, devia tê-lo feito no primeiro comentário, penitencio-me por isso, ainda bem que correu tudo bem com a senhora sua mãe, infelizmente, o problema com o meu pai não teve o mesmo desfecho, apesar de todos, desde os auxiliares, os enfermeiros e os médicos terem sido inexcedíveis nos cuidados prestados)
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De Marcelino a 12.05.2019 às 22:49

"Esquerda e direita? Não me faça rir..."
Pensando bem, talvez seja verdade que Costa é Primeiro Ministro graças a uma golpada do esquerdista Cavaco Silva. Acha mesmo?
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De Aurélio Buarcos a 13.05.2019 às 21:08

Acho.
Cavaco é filho do Povo.
Costa é filho da Burguesia.
Veja o que aconteceu em Maio de 1968 (França) os estudantes universitários, os filhos da burguesia francesa atiraram pedras e palavras aos filhos do povo (os polícias).
Nesse sentido Cavaco é mais de esquerda que Costa, César e a "famiglia" que os rodeia (aos últimos).
O lema de António Costa é o contrário do: "orgulhosamente sós".
É "orgulhosamente acompanhados"; acompanhado pela minha mulher e pelos meus filhos, acompanhado pela minha mãe, acompanhado pelo camarada César e por todos os seus ascendentes e descendentes, acompanhado pelo camarada Sócrates e todos os seus ascendentes, descendentes e "amigos", enfim, podia continuar, acho que chega.
"Orgulhosamente nós" seria o slogan de António Costa e de todos aqueles que o defendem.
Pense nisso, caro Marcelino.
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De Marcelino a 14.05.2019 às 17:29

Pensei.
"Cavaco é filho do Povo.
Costa é filho da Burguesia."
Não me interessa quem são os pais nem os avós nem sequer os bisavós ou a cor do sangue. Interessa-me o pensamento político.
""Orgulhosamente nós" seria o slogan " Este slogan é posto na boca dele por si. Ora eu posso pôr na boca dos outros, inclusivamente na sua, o slogan que eu quiser. Mas não o faço.

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