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Bispo.jpg

"Se não fossem Costa e Mário Centeno, o País estava destruído", diz este bispo na entrevista à Visão. Como se já não bastasse que o Presidente da República beije o anel do pescador, e também os cardinalícios - significando submissão, a da República que representa, claro -, vem agora um bispo botar faladura política ... Imagine-se o falatório que seria se um qualquer prelado viesse, a 15 dias de eleições ainda por cima, elogiar a Dra. Cristas, presidente de um partido democrata-cristão? Ou assim outro, também da malvada direita neo-liberal, populista, afascistada, como, por mero exemplo, o ex-presidente do Sporting Santana Lopes, que lançou um partido que não vai viçoso, ou mesmo aquele rapaz que não gosta de ciganos e que diz "basta" ou "chega" ou coisa parecida? 

E, claro, a revista Visão foi fazer o número habitual da campanha eleitoral. Cá se fazem, que serão pagos ...

* Adenda: vi esta entrevista partilhada no suporte FB, por um ex-confrade bloguístico, normalmente muito atento, certeiro e assertivo. Julguei-a de agora mesmo. Afinal é de 2018, decerto que se enganou o referido ex-confrade (e político no activo), incompetente distraído fui, segui-o e nem atentei na data da publicação. Na caixa de comentários chamam-me a atenção para o facto. Ou seja, comprova-se a percepção deste veterano bloguista: não se deve blogar à noite enquanto se convive com o Queen Margot (ou similar). Restam-me algumas hipóteses: apagar o postal, o que não seria aleivosia pois ele pertence-me; modificar ("editar" como dizem os anglicistas) o postal; ou deixá-lo assim, com adenda esclarecedora, pois o relevante é que um bispo não deve falar assim, nem um presidente andar a subjugar-se aos curas. Escolho a terceira posição, modificando-lhe apenas o título.

 


34 comentários

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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 08:43

E o frugal e franciscano Vitor Melicias ainda não disse nada?

https://observador.pt/especiais/de-onde-vem-a-influencia-de-vitor-melicias-o-padre-malandreco-que-manda-no-montepio/


"Domina como poucos os corredores do poder político, social e económico. O franciscano que se insurgiu contra "secretariozecos e ministros" está há 36 anos no Montepio. E continua a mandar na sombra".

“De banca eu não sabia nada”

"O poder suave dentro do Montepio
O plano era chegar a Madrid, jantar bem e, depois, ir para o bar do hotel tomar alguns digestivos. Mas dois dos três convivas tinham conspirado. Discretamente, iam fazer com que o outro abusasse da bebida para, depois, lhe pregar uma partida: levá-lo ao bar de alterne que existia no mesmo quarteirão do hotel, na capital espanhola. O desfecho acabou por ser o inverso: apesar de ter bebido bem mais, foi o amigo de ambos que acabou por levar os outros dois à sua cama. Esse terceiro homem era o padre Vítor Melícias, que nas últimas semanas esteve em foco, depois de o Observador ter revelado o que o presidente da mesa da assembleia-geral da mutualista Montepio disse, na reunião do conselho geral da associação: “Não é um secretariozeco ou um qualquer ministro que vai afastar uns órgãos sociais democraticamente eleitos“.


"Nessa viagem a Madrid, que terá acontecido na viragem da década de 80 para os anos 90, Vítor Melícias era acompanhado por um empresário influente e um ex-presidente da câmara (e, também, empresário). Os três tinham ido a Madrid para assistir a um congresso relacionado com a economia social e as cooperativas. A história, contada ao Observador por fonte que conhece Vítor Melícias há várias décadas, faz alusão ao famoso bom fígado do padre franciscano que dirige as assembleias-gerais do Montepio. E que, como ainda recentemente escreveu o Público, tem nas suas mãos o futuro de Tomás Correia à frente da instituição".

"As suas ligações ao poder (chegou a ser confessor de António Guterres e também de Marcelo Rebelo de Sousa, dois devotos) tornaram-no numa figura sobejamente conhecida dos portugueses. Desde a revolução de abril de 1974, ocupou dezenas de posições de destaque e chefia nas mais diversas organizações: Liga dos Bombeiros Portugueses, Deco (associação de defesa do consumidor), Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, União das Mutualistas, Conselho Económico e Social, Banco Português de Gestão, Mutualista Montepio, Caixa Económica Montepio Geral. A lista é demasiado longa para aqui constar na íntegra".

Fiquei também a saber que existe um Agrupamento de Escolas que leva o seu nome. Para mim um dos maiores canalhas cá do bairro:

https://moodle.apvm.net/
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De Sarin a 14.05.2019 às 14:00

A leviandade é gira.
Permite a uns falar de um artigo de Fevereiro de 2018 como se recente (porque, tratando-se do jpt, suponho que foi leviandade de leitura rápida e não má-fé)

e

Permite chamar nomes a outro padre com base em... em quê, exactamente?

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/padre-vitor-melicias-recebe-mais-de-sete-mil-euros-por-mes-em-pensoes


Deixa, Pedro, a pergunta é retórica.
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 14:56

Sarin, ser Frade Franciscano e ser Presidente da Assembleia Geral do Montepio e aliado de Tomás Correia, não me parece que seja uma combinação muito adequada, sobretudo por, dito Padre, pertencer a uma Ordem Mendicante....e não é só isso, é também uma certa sobranceria de vida, uma certa falta de humildade, com que o Frade, em questão, se mostra publicamente, ao volante do seu BMW série 5.

"O líder da Associação Mutualista Montepio Geral ( Tomás Correia) foi multado em 1,5 milhões pelo Banco de Portugal por irregularidades graves realizadas quando exercia o cargo do presidente da Caixa Económica, agora designado Banco Montepio
Dez anos depois de ter dado a cara pelo BPP, o padre Vítor Melícias, numa atitude muito cristã, deu a outra face para defender um outro banco: o Montepio e a Associação Mutualista da qual é presidente da Assembleia Geral. Mesmo depois de Tomás Correia ter sido condenado pelo Banco de Portugal por, entre outras coisas, realizar operações ilegais para esconder créditos em incumprimento, e mesmo depois de se saber que Tomás Correia é arguido pelo Ministério Público e suspeito, entre outras coisas, de ter recebido 1,5 milhões do construtor civil José Guilherme, o padre Vítor Melícias mantém-se um acérrimo defensor de Tomás Correia."

A deus o que é de deus, a César o que é de César.

Melicias parece-me mais um vendilhão do templo que um discipulo de Assis, parece-me mais um Adorador de Mammon, do que de cristo

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (Lucas, 16:13.)”

Mas é a minha opinião.
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De Sarin a 14.05.2019 às 15:54

Não me repugna que um padre esteja numa associação mutualista tradicional e efectivamente ligada à Igreja. Tal como estão em IPSS várias além das Misericórdias.
Nem me repugna que conduza um BMW ou um FIAT - eu, podendo, também andaria sempre num carro espaçoso e muito seguro, e pena tenho que outros o não possam fazer.

Repugna-me toda a hipocrisia da Igreja - porque não é apenas o P. Vítor Melícias, são quase todos os outros, assim o quer a importância da Igreja, e nem consigo descrever a opressão que senti a primeira vez que visitei as quatro catedrais de Roma! Que a Igreja partilha com o mundo, que não guarda tudo para si, dizem-me - está bem... mas não.

E repugna-me a hipocrisia de quem o acusa - porque quase todos os padres têm acesso ao melhor naco de carne. E comem-no! Este partilha-o, mas quem o acusa ostensivamente ignora tal pormaior.
"Um dos piores canalhas"? As tuas escalas andam um bocadito desequilibradas. Mas é a minha opinião.
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 16:34

"Não me repugna que um padre esteja numa associação mutualista tradicional"

A Máfia, em certo sentido, também pode ser considerada uma Associação Mutualista (afinal protegem-se uns aos outros, gamando).


Friso novamente:

"Tomás Correia foi reeleito presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, em dezembro de 2018.
O Ministério Público também incluiu Tomás Correia em inquéritos judiciais por alegados atos ilícitos no decorrer da sua atividade profissional.
Um dos casos remonta a 2006, quando Tomás Correia era apenas administrador do Montepio. Aí, é acusado de dar crédito, sem autorização, a dois construtores, que acumularam uma dívida de 74 milhões ao banco do Montepio e ao BES, por uma obra que não chegou a arrancar. Alegadamente, tanto Tomás Correia como Ricardo Salgado terão recebido subornos destes construtores, um deles José Guilherme, que já tinha sido acusado por outros pagamentos a Salgado"


Quanto ao carro, ele não é apenas um meio de transporte. É também um símbolo de poder. Se queres conduzir em segurança cumpre o código...além do mais sendo, o Melícias, Frade, deve pôr nas mãos do Senhor a sua sorte e não na marca do popó.


Quanto os outros, falava neste.

Quanto a escalas, tu tens as tuas, que consideram a prostituição uma atividade digna e portanto honrada. Acredito que apoiarias a tua sobrinha, prima, irmã, filha, caso decidissem enveredar por tão nobre actividade. Afinal ser prostituta é uma profissão tão respeitável como a de engenheira agrícola. Bem haja

What a sex worker can teach us about human connection | Nicole Emma | TEDxSaltLakeCity

https://www.youtube.com/watch?v=r7xLfeTytns
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De Sarin a 14.05.2019 às 19:20

Mais uma vez, cortas as frases "associação mutualista tradicional e efectivamente (...)": dois advérbios seguidos.
E não, a Mafia não pode ser uma associação mutualista pois que tem fins lucrativos, e se queres subverter o sentido dos conceitos aconselho-te a leres os textos na íntegra antes de o tentares.

Frisas não sei porquê, pois nada indica nesse teu frisado a canalhice de Vítor Melícias. Pode sê-lo, mas não será por manifestar acreditar em alguém que está acusado.

Um carro é um meio de transporte, digo eu que conduzo vários e que os classifico pela relação entre a potência e o Peso Bruto, pelo consumo e pela estabilidade. Sinto-me tão poderosa ao volante de um Tesla ou de um SLK como da minha velhinha Renault 4.
Se os outros me vêem mais ou menos poderosa por causa do carro que conduzo, coitados dos outros e das suas pilinhas.
E não, a segurança não advém apenas de se cumprir o código, e por isso é que as tarifas dos seguros automóveis variam com alguns dos factores que indiquei. E com outros, como idade e sexo do condutor, anos de carta e concelho de deslocação. E mais.

Quanto aos outros, falavas em todos pois que adjectivaste recorrendo ao superlativo relativo "um dos maiores canalhas cá do bairro".


As minhas escalas não confundem profissão e dignidade, disse-to e repito-to. Mas sim, se um familiar ou amigo optar por tal profissão será a sua e terei tanto a apoiar como aos que optaram/optarem por ser médicos, modelos, advogados ou engenheiros - nada terei a ver com isso. Excepto no que toca ao facto de ainda não constar no catálogo nacional de profissões nem pagar impostos - em suma, ao facto de não ser uma profissão profissionalizada, passe a redundância.
Porque não aprecio os valores que dignificam os doutores por serem doutores - há muitos que são indignos do formal "você", "coisinho" ser-lhes-ia mais do que suficiente. Mas tu gostas, e são os teus - como disse, desequilíbrios face ao que tantas vezes por aqui e noutros lados apregoas. Bem aja quem assim, pois teus serão os reinos dos aflitos entre o que dizes e o que desdizes.
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 21:29

"Não me repugna que um padre esteja numa associação mutualista tradicional e efectivamente ligada à Igreja."

No caso do Melicias é mais ligada à Maçonaria
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De Isabel a 14.05.2019 às 09:04

É caso para dizer que entre este e um outro que manda dinheiro para ajudar a islamizar o ocidente....venha o diabo e escolha!
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De Sarin a 14.05.2019 às 09:05

Já não digo nada sobre a mistura entre igreja e política, principalmente desde que vejo o padre Gonçalo Portocarrero de Almada em permanente campanha no Observador.
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De Sarin a 14.05.2019 às 14:28

Nem me referia à política eclesiástica, era mesmo a ataques personalizados:

https://observador.pt/opiniao/a-impureza-de-pureza/

(Este mereceu-me postal)
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De Anónimo a 14.05.2019 às 15:55

E? Outro imbecil.

Mas é a minha opinião.

PS: Confesso que só li parte do artigo. Não tenho muita pachorra para esses assuntos subterrenos


Vorph
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De Sarin a 14.05.2019 às 16:29

Não lês os artigos por inteiro, não tens pachorra para estes assuntos, mas falas sobre eles e, com nem meia informação colhida, fazes juízos de valor? É capaz de ser um bocadito pela rama, não?
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 20:00

Não li o do Padre Portocarrero de Almada, pois conheço-lhe a obra. É o confessor da Zita...esta, também, sofre de um quadro tipico de "neofitismo"....para esquecer um passado que a envergonha, tornou-se numa zelota da corrente oposta, assim a modos do Reinhard Heydrich, ou do ex-Mayor Giuliani, que por ser italiano, mas não pretendendo ser associado ao esterótipo do " italiano mafioso" , moveu contra a Máfia uma perseguição canina.
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De Sarin a 14.05.2019 às 20:22

Não se trata de obra, mas de nomear e acusar publicamente.
Ser da Opus Dei não o transforma automaticamente em Torquemada.
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De Robinson Kanes a 14.05.2019 às 09:20

Em Portugal a Igreja nunca se separou do Estado... Qual o espanto? A Igreja vive da política e a política da Igreja, um pouco como o futebol... O senhor das botas foi e com ele o regime... Mas ficaram por cá os descendentes - uns que gostavam do estado das coisas, outros porque queriam tomar parte no estado das coisas mas não partilhavam dos ideais e nem tinham espaço para tal.
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De João Sousa a 14.05.2019 às 09:30

Januário dizia em 2012, quando se tornaram públicos detalhes da sua reforma: "2500 euros por mês depois de décadas de trabalho não são fortuna nenhuma". Queixava-se no mesmo parágrafo - da existência de massas humanas que tinham de sobreviver com uma fracção desses 2500 euros? Não: dos impostos que lhe minguavam o valor recebido. Mas ia mais longe: argumentava que os governantes de Sócrates, "que foram tão atacados, eram uns anjos ao pé destes diabinhos negros que acabam de aparecer", e acusava o governo de Passos de ser "profundamente corrupto". Ora não me recordo de Januário ter ido, uma vez que fosse, ao Ministério Público apresentar provas da tal corrupção profunda que sabia no governo de Passos. Considerando que nos tempos de Sócrates tivemos negociações ruinosas de PPPs, múltiplas trafulhices que rodearam as SCUT e os famosos chips das SCUT, a imensa festa que foi a Parque Escolar, a farsa Magalhães, os processos da OTA e do TGV...
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De Sarin a 14.05.2019 às 09:33

Já agora, jpt, reparou que a data do artigo é de Fevereiro de 2018?
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 12:00

Sarin, deixa-te disso. As afirmações são completamente descabidas, como estas o foram, sem estarem sujeitas a prazos de validade:

D. Januário Torgal Ferreira: «Este Governo é profundamente corrupto»

«Eu não acredito nestes tipos, em alguns destes tipos, porque são equívocos, porque lutam pelos seus interesses, porque têm o seu gangue, porque têm o seu clube, porque pressionam a comunicação social, o que significa que os anteriores, que foram tão atacados, eram uns anjos ao pé destes diabinhos negros que acabam de aparecer»,

https://www.youtube.com/watch?v=IrdQKjRwYpc
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De Sarin a 14.05.2019 às 14:21

Errado.

As afirmações têm mais ou menos peso consoante o contexto em que são proferidas.

E, cf já disse muitas vezes, os padres dever-se-iam abster de manifestações politico-partidárias, pois embora sendo cidadãos são também chefes espirituais e isso condiciona o seu rebanho.

O que não impede que aplauda aquilo que neste postal se fez, este atribuir de intenção de campanha a uma entrevista com mais de um ano.
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 17:03

Discordo. Os Padres devem ser actores políticos, tendo na verdade, o Partido, defendendo os "marginais", os mais desfavorecidos, das politicas predatórias, injustas, corruptas e selvagens dos seus governos/Poder. Aliás têm uma obrigação moral. Refiro, como exemplo, os Padres da América latina, nos anos 50-60-70, ex: Padre Óscar Romero - "A missão da Igreja é identificar-se com os pobres".
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De Sarin a 14.05.2019 às 19:28

Adoras confundir democracias e ditaduras, como se os cenários fossem os mesmos. É uma opção - que considero tonta, mas respeito.

E em lado nenhum me viste defender que os padres não devem ser interventores políticos - a menos que confundas intervenção política com intervenção político-partidária. Se não percebes a diferença, lê os textos até ao fim.
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De Vorph Valknut a 14.05.2019 às 20:39

Não sou eu. As democracias é que tendem cada vez mais a confundir-se com ditaduras. Qualquer intervenção politica é partidária no sentido de se associar,aproximar a uma ideologia. Por exemplo, Óscar Romero era um Padre Vermelho, porque punha os pobres no cerne de uma luta politica que também era social. Foi por isso que o mataram.
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De jpt a 14.05.2019 às 14:41

não reparara, obrigado pelo aviso Fiz adenda. Não julgo que tenha sido leviano (se me quiser chamar estruturalmente leviano não contestarei, agora se é o caso em si foi mais uma distracção - que explico na tal adenda)
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De Sarin a 14.05.2019 às 15:13

Fui eu quem falou em leviandade.
Cf disse no comentário, leviandade de leitura rápida.

Por não o ter por leviano nas opiniões, das quais poderei discordar mas dificilmente acusar de absolutamente infundadas, inferi não ter sido má-fé.
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De Vento a 14.05.2019 às 09:47

Bem, o comentário tem de ser feito bem devagar. Diz o meu irmão em Cristo, que é bispo, e quer converter o Costa e o Centeno:
“Só espero não ver pessoas humildes a serem despejadas de suas casas e certas zonas a serem ocupadas por aqueles que escorraçam a pobreza e a modéstia para instalar novo-riquismos.”
É isto que continua a acontecer com a lei das tendas, iniciada por Cristas e ratificada pelos actuais, não obstante uns paliativos que se aconchegaram. Claro está que, sabendo que isto de se ser governante não dá para as sopas, nada como ir fazendo uns negócios no imobiliário.

"(Trump) Acrescenta desordem, fragilidade e inconsistência, mas o pânico é não saber o que esperar dele. Apesar de estar rodeado de fanáticos, tenho esperança de que, no seio do Partido Republicano, ainda haja quem possa travá-lo e dizer-lhe “não”."
É óbvio que não, meu irmão. Hillary é aquela que estava bastante satisfeita com o "esplendor" da guerra do Iraque, aliás muito a gosto do Club de Bilderberg, e acabou por sofrer uma grande e providencial derrota. Trump é que percebe de como resolver a desordem mundial causada pela ganância dos mercados financeiros e acessórios (isto é, de políticos), dos grandes grupos monopolistas a nível mundial. E conseguiu colocar a economia dos USA a crescer, diminuiu o desemprego, contrariou as feministas e a matança legal do aborto em certos estados, colocou em sentido os órgãos ditos de comunicação e etc e tal. Não obstante umas merditas de política que faz em torno do contexto internacional, como é o caso do apoio ao Bibi de Israel.

A geringonça na realidade era uma boa solução para contrariar um país desventrado pelos liberais-fascistas. Mas acontece, meu irmão, que Costa e Centeno fizeram com que os geringonços e colaterais cedessem a uma política de chantagem; e revelam-nos que o desventrar da nação, desenhado em Bruxelas com a ajuda particular dos ditos financeiros, é matéria para continuar. Entre outros, quando precisar de ir a um hospital público, e se necessitar de uma casa para habitar ou habitar em uma casa de onde pretendem que o corram, poderá constatar que o país continua desventrado. O dados mais concretos são ainda os cerca de 800 mil desempregados (que não constam nos registos oficiais) e os mais de 2 milhões de pobres. A caridade feita em torno destes últimos não passa de caridade sem consequências. Está aí para sustentar a caridade.
Meu irmão, disse-nos Jesus: "Pobres sempre os tereis". Mas quando disse isto foi para que trabalhássemos no sentido de acabar com a pobreza. A grande unção e o frasco de alabastro para a morte em que se encontram é mostrar em actos concretos que os pobres e os indigentes se sentam no trono dos nobres (nobres que fazem parte do povo de Deus, entenda-se), como nos indica o salmo da leitura deste dia. A geringonça legisla mas não tira a pobreza a ninguém. São fariseus, legalistas que não libertam a liberdade.

Por último, o PR ficou calado nesta chantagem do Costa porque tem andado a fazer propaganda da contenção orçamental. E quem faz este tipo de afirmações fica sem palavras para intervir na pobreza e na governação. A Caritas faz mais e melhor que qualquer PR e governante.
O Santos Silva também não vai lá. Quem continua a ir muito bem é o Putin. Maduro, um dia, cairá de maduro. Até lá será necessário criar equilíbrios.
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De Anónimo a 14.05.2019 às 11:41

Não era de bom - tom este Sr, gozar a sua reforma recolhido, orando e privando-se destes dichotes de muito mau gosto.
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De Vento a 14.05.2019 às 15:39

A adenda não altera a actualidade e oportunidade da publicação. A data era visível, mas os acontecimentos ajudam a alertar para esta realidade e para os equívocos que se geram. Em Portugal a sequência é a de que é preciso fingir-se que se muda algo.
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De jpt a 14.05.2019 às 23:47

Obrigado pelo comentário simpático. De facto tendo-me escapado que a data era tão recuada o postal em si está desadequado. Poderia, claro, abordar isto de um bispo andar a botar sobre políticos desta maneira - mas seria num registo mais abrangente.
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De Anónimo a 14.05.2019 às 23:20

Foi um postal falhado ou talvez não, ficarei na dúvida.

Já sobre as eleições em Espanha, nem uma palavrinha no DdO talvez porque os "democratas liberais" tiveram mais uma retumbante vitória...

WW



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De jpt a 14.05.2019 às 23:46

Julgo que a adenda é suficientemente explícita: o postal tem um defeito original, como tal é um postal falhado, como V. refere. Tinha como alternativa apagá-lo, mas prefiro deixá-lo, julgo mais justo.
Quanto às eleições espanholas, pelo que me toca, não estou informado para poder botar algo que seja significativo. Talvez queira partilhar aqui a ligação para o texto que publicou sobre o assunto.
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De Anónimo a 15.05.2019 às 02:45

Obviamente escuso de me citar a mim mesmo mas está acima explicitado em duas palavras "retumbante vitória".

Infelizmente quando o assunto não agrada é omitido ostensivamente aqui e noutros sítios, isto já nem são só "fake news", é a obliteração da realidade e depois existem pessoas que dizem que as outras é que acreditam naquilo que querem ouvir...
Talvez a massa que pulula nas redes sociais é que esteja certa, não sei, mas o que sei decerto é que o resultado não irá ser bom.
Obviamente existem outros assuntos que são ignorados ostensivamente aqui e noutros sítios, mas este tinha de citar pois de Espanha nem bom vento nem bom casamento.

WW

Adenda: talvez o expert do DdO em politica espanhola se pronuncie a 27 de Maio sobre a próxima retumbante vitória dos "liberais democratas" da UE nas eleições da UE.

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    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D