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Bem prega fei Filipe

por Rui Rocha, em 06.07.18

Numa das piadas que corriam na antiga URSS, dizia-se que Brejnev tinha pedido a vários artistas que pintassem um quadro de Lenine na Polónia. Os pintores, fiéis à estrita escola do realismo socialista, declaravam-se invariavelmente incapazes de pintar sobre algo que nunca tinha acontecido. Desesperado, Brejnev teria recorrido a Levy, um velho pintor judeu que acabaria por aceitar a encomenda. Chegado finalmente o dia da apresentação pública, Levy fez correr a tela que tapava o quadro e a nomenklatura soviética contemplou uma cena em que um homem estava deitado numa cama ao lado de uma mulher muito parecida com a companheira de Lenine. Horrorizado, Brejnev perguntou quem era o homem. É Trotsky, respondeu Levy. E a mulher, Levy? É Nadezhda Krupskaya, a mulher de Lenine, respondeu o pintor. Mas... e onde está Lenine, Levy? Lenine está na Polónia, camarada Presidente.

Isto tem de facto a sua graça. Mas também tem piada se substituirem Lenine pelo deputado comunista António Filipe e a Polónia pelo Serviço Nacional de Saúde.

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7 comentários

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De jo a 06.07.2018 às 17:49

Se o SNS não estivesse a ser subalternizado e colonizado por hospitais e instituições privadas que sobrevivem de convenções com o Estado, talvez não estivesse tão mal que fosse necessário ir a um hospital privado.

O problema não é que um deputado do PCP não utilize o SNS. O problema é que o controlo de entradas nos privados feito pelo preço, excluí os
pobres (ao menos isso), mas não funciona com deputados comunistas.
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De Sarin a 06.07.2018 às 21:40

Não percebi a sua última frase...

Um deputado comunista ganha tanto como um deputado de outro partido, pelo que se a escreveu pela piada do "comunista rico" perdeu-se o efeito...

Já se tivesse escrito apenas "deputado", aí sim! É que, quanto a mim, o problema reside no facto de um agente do Estado estar abrangido por um sistema de saúde paralelo ao do próprio Estado - desvia para privados aquilo que o SNS deveria assegurar.

Discutir a ADSE é que é!
Enquanto houver, usem-na - todos os meses descontam para isso, e pagam impostos que financiam o SNS que afinal só usam em urgência. Se bem que sairia mais barato ao Estado protocolar seguros de saúde com alguma seguradora.
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De Sarin a 06.07.2018 às 21:56

Não me choca que alguém que tem direito a ADSE a use.
Choca-me quem usa aquilo a que não tem direito, como ambulâncias do INEM para não chegar tarde ao emprego e absurdos do género.

Mais: sou uma acérrima defensora do SNS e tenho um bom seguro de saúde pago do meu bolso, que uso por comodidade (flexibilidade nas marcações) mas não deixo de actualizar o meu médico de família. E posso libertar o SNS para outros que não terão tal possibilidade - chorando o que dos meus impostos sai para tal sistema. Por ser muito pouco!! Fosse mais e o SNS teria mais recursos, mais disponibilidade... e eu não precisaria de seguro.

E por isso a anedota não se aplicará a este deputado mas aos ministros da saúde que não lutaram por melhores orçamentos e por melhores políticas no SNS, passando inclusivamente hospitais para as mãos dos privados.
Ministros que provavelmente também tinham ADSE.
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De Anónimo a 07.07.2018 às 00:27

Sr. Rui Rocha devia respeitar as hierarquias.Não pode equiparar os nossos representantes avançados,os nossos guias, não deve tratá-los como aos obreiros indiferenciados. É esta a lição de Lenine e de Brejeneve.
As suas vidas e saúdes são preciosas de mais para se sujeitarem a um SNS burguês.
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De lucklucky a 07.07.2018 às 17:25

Os Comunistas e Socialistas que querem destruir o "Grande Capital" fazem negócios de livre vontade com o "Grande Capital"....

Criarem cooperativas e comunas que fabriquem produtos ou forneçam serviços é que não é nada com eles.

Basicamente só acreditam na violência e coerção.




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De Luís Lavoura a 07.07.2018 às 17:51

Não vejo qual a contradição entre defender a existência de um SNS com qualidade e capacidade e não utilizar o SNS.
As pessoas são livres: livres de exprimir a sua opinião sobre os serviços de saúde e livres de utilizar os serviços de saúde que entenderem. E minguém pode elidir essa liberdade delas.
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De Anónimo a 09.07.2018 às 12:12

O já clássico orwelliano...e tudo embrulhado na embrulhada vigarice " dialéctica científica"...que continua com "claque" seguidorA...
Sempre certeiro, "o outro" : Biblicamente estúpidos.


JSP

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