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Avançar às arrecuas

por Pedro Correia, em 17.04.15

António Costa tem-se esforçado. E os resultados estão à vista. Quase um ano depois, o PS praticamente iguala as sondagens que obtinha no tempo do líder anterior, António José Seguro. Falta apenas meio ponto percentual para atingir os 38% de Seguro em Maio de 2014, o mês em que Costa anunciou que pretendia derrubar o antecessor. Tudo porque a vitória do partido nas europeias, com 3,7% de avanço sobre a coligação PSD/CDS, lhe tinha "sabido a pouco".

Lamentavelmente, esse avanço encolheu entretanto: de acordo com o barómetro da Eurosondagem, o PS só reúne hoje mais 2,8% do que a soma dos partidos da actual coligação (26,7%+8%). Uma diferença que, aliás, se insere na margem de erro da sondagem.

Saberá a pouco? O melhor desta vez é fazer a pergunta a Seguro. Para variar.

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30 comentários

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De Anónimo a 17.04.2015 às 18:34

Costa tem o que merece. As sondagens valem o que valem e a actual coligação vale menos que as sondagens. Hoje Costa começou a acordar da hibernação onde tem andado e como tal, já deu o fora ao PSD/CDS e amanhã Costa, Rui Tavares,............. Vão começar a ensinar-lhes que não se brinca com pessoas e as pessoas por sua vez, vão mostrar-lhes que a coligação vai ter o que merece que é: RUA!
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De Bai, bai a 17.04.2015 às 18:50

Diz que o Libre já bai nos binte e cinco por cento...
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 17.04.2015 às 19:16

As sondagens valem o que valem e não percebo porque é este anónimo diz que a coligação vale menos do que as sondagens.
Talvez esta seja mais do seu agrado.

http://www.legislativas2015.pt/2015/04/12/barometro-aximage-abril-2015/
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De Anónimo a 17.04.2015 às 19:18

Wishful thinking much?

Agora a desculpa é que o Costa tem andado hibernado. HAHAHA
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:35

As sondagens valem o que valem. As da Eurosondagem valem pouquíssimo. Mas são as que o Expresso continua a publicar. E um ano de sondagens, mês após mês, já permite conclusões políticas. De resto as sondagens da Aximage não apontam numa direcção diferente.
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De Marcha Lenta a 17.04.2015 às 18:49

Atrás de mim virá quem de mim bom fará. Sempre achei o Tozé um lider fraco (a da "abstenção violenta" ficou-me na memória). Mas constata-se hoje que Costa é um imenso vazio.

E acho que Seguro tem feito muito bem ao manter-se em silêncio e nem deixar que os media lhe ponham a vista em cima.

Ignoro se anseia por um regresso - mas fui ao longo dos anos desenvolvendo uma espécie de simpatia pelos que tiveram a sua oportunidade, fizeram o seu papel ou, por uma razão ou por outra, não tiveram êxito, e abandonaram o palco da política activa. Por oposição aos "cromos da democracia" que há 40 anos (ou mais) não nos largam a braguilha. Entre os primeiros: Fernando Nogueira, Hermínio Martinho, Manuel Monteiro... Entre os segundos: Santana Lopes, Mário Soares, Freitas do Amaral, Garcia Pereira...
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:32

O silêncio de Seguro é um atestado de dignidade. Que só o notabiliza. Em contraste nítido com os jovens turcos do grupo parlamentar que o derrubaram com inacreditável alarido, em clima de guerra civil, vai fazer agora um ano. Com os belos resultados que as sondagens hoje demonstram.
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De Curiosa a 17.04.2015 às 18:49

E não haverá lá no PS um outro que se proponha melhor que o AC? Será que ainda iria a tempo de lhe "dar um chega pra lá" e, desta que é, empolgar o povo de vez?? Bom, até que haveria um, mas logo por azar, não está disponível ..
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De am a 17.04.2015 às 23:10


Camarada Curiosa

Infelizmente, o "um"está a negociar uma parceria publica- privada para a construção d'um aeroporto em Évora ( com saída pelas traseiras) para complementar o de Beja.
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De Anónimo a 17.04.2015 às 19:33

O PS vai perder as eleições. A dúvida é se a soma dos votos dos dois partidos da coligação chegará para a maioria absoluta, porque apesar dos 8% que o CDS tem neste momento (um resultado até bom), o PSD está muito mal nas sondagens.

O partido tem de acreditar que pode ganhar, porque pode mesmo ganhar. O que o PS tinha a crescer já cresceu. Com a boquinha calada o Costa passava por "sábio", mas à medida em que o tempo passa e o líder socialista tem de se expor, para além do escândalo Sócrates (que ainda irá dar muito que falar), que contamina o partido, pois não só Costa e Sócrates eram "unha com carne", como apenas Seguro e a sua ala nunca tiveram nada a ver com o "socratismo"; para além da trapalhada das presidenciais com a escolha de um fraco candidato, tudo isto vai tornar o PS ainda menos atractivo. É que não passou assim tanto tempo desde que o país quase foi à bancarrota e as pessoas. Muita gente tão cedo não voltará a confiar nos socialistas, por isso é que o PS não descola, nem irá descolar.

O PSD tem de convencer os portugueses de que tem uma ideia de desenvolvimento para o país. Uma ideia própria, que vai para além de cumprir com as regras da zona euro. Sem isso não entusiasma ninguém e das próximas eleições sairá fatalmente um novo bloco central, pois mais nenhuma combinação partidária terá a maioria na assembleia.
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:29

Discordo de si. Ainda há uma forte esperança para o PS. Basta sair Seguro e entrar Costa.
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De M. S. a 17.04.2015 às 19:48

Caro Pedro:
Que o homem tem sabido a pouco para quem alimentou tantas esperanças nele, estamos de acordo.
Mas não entrou com um factor determinante: o efeito do engenheiro ao Domingo, que esvaziou o impacto inicial em pleno Congresso.
E depois foi a tontice e as declarações habituais na romaria a Évora.
Como não se pode fazer prova contrafactual, não saberemos quanto teria Seguro.
Mas o golpe de misericórdia ser-lhe-á dado com o início do julgamento em plena campanha eleitoral: é o meu mindinho a trabalhar ou será maquievelismo?
A ver vamos, como diz o cego.
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:28

À justiça o que é da justiça, à política o que é da política. O ex-vice-primeiro-ministro do PP espanhol Rodrigo Rato, e antigo ministro da Economia de Aznar, acaba de ser preso por motivos idênticos aos de Sócrates. Há grandes semelhanças entre os dois processos. Ora isto acontece a pouco mais de um mês de importantes eleições regionais e autonómicas e a sete meses das legislativas em Espanha.
Não caiu o Carmo nem a Trindade. A justiça não pode parar em função do calendário político. Era o que faltava...
É a vida, como dizia o outro. Quem anda à chuva molha-se. E quem não tem condições não se estabelece, como sempre ouvi desde miúdo.
Não necessitamos de provas contrafactuais. Fiquemo-nos pelos factos. PS, Maio de 2014: 38% das intenções de voto. PS, Abril de 2015: 37,5% das intenções de voto.
O que não se diria hoje de Seguro se estivesse assim onze meses depois?
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De Vento a 17.04.2015 às 19:50

Cumprimento-o, meu caro.
Não é surpresa em matéria de sondagens. Mas não adianto mais a tudo quanto já afirmei a este propósito.
É importante dizer que a alternativa que se apresenta a toda a aberração eurocrata e governativa é a vitória de Costa, que ficará parcialmente dependente do desenho no hemiciclo com o avanço que a esquerda vai na realidade ter, quer a subida do PCP quer a do Bloco.
E uma das acções que devemos esperar para os próximos quatro anos é necessariamente a resistência, juntamente com outros, contra as políticas de Schauble/Merkel e um despertar para a importância que a área do mediterrâneo tem para a Europa. Se não fizermos este trabalho serão os americanos, russos e chineses a desenvolver.
Esquecemos, por exemplo, que em 1967, por ocasião da guerra dos seis dias, originada por falsas informações das secretas da URSS a respeito de movimentações militares israelitas na fronteira com o Egipto e nos Golan, o mundo esteve próximo de uma guerra mundial devido à imposição por parte da URSS em que Israel e os EUA deviam cessar suas ambições contra a Síria. E cessaram.
Devo acreditar num novo governo com o PS a liderar, lembrado dos erros do passado (incluindo o afastamento de Seguro), constituído por pessoas maduras e prudentes e sem prometerem este mundo e o outro. Prometam somente luta e vontade de transformar esta ordem mundial que Merkel ingenuamente não percebeu que existia e existe por detrás de si. A Europa necessita reabilitar novamente a Alemanha e estar atenta para os perigos em França.
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De Vento a 18.04.2015 às 21:28

Sobre a importância do mediterrâneo, permita incluir uma notícia de hoje, 18-04-2015 (virão mais, certamente, o Kremlin apressou-se a desmentir. Pudera!), para se compreender uma parte do sentido dado a em meu comentário:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=184695

Afirmei aqui, relativamente à Grécia, que ainda a procissão ia no adro, e vai. Espero que Costa não caia no erro de hostilizar a Grécia como fez Passos Coelho. Politicamente, há quem dê tiros nos pés e com propensão para se encostar ao fogo.
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De lucklucky a 17.04.2015 às 22:18

A ultima patetice de Costa : quotas para as mulheres porque o BES e a PT eram só homens. Sendo assim que dizer do próprio que pertence ao PS , partido que faliu Portugal. Vai deixar o lugar para uma socialista?
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:22

Seguro deve dar lugar a Costa. Essa é a mudança que conseguirá trazer o PS ao limiar da maioria absoluta. Aguarda-se portanto um novo secretário-geral no partido. Enquanto este lá estiver, só conseguem sondagens destas. Vitórias por muito poucochinho.
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De Miguel R a 17.04.2015 às 23:11

Com cada comentário, enfim. Sobre isto: nada de novo, há gente que continua sem perceber que o país não é Lisboa, irra! Outros sabem e, em resumo, a sua luta no PS foi por posições no ataque ao "pote". Mais, o que se pode dizer a 6 meses das legislativas? Isto:

1) Nenhuma força ou coligação política terá maioria absoluta, sendo um resultado na casa dos 40% o melhor expectável.
2) O PS é largamente o principal favorito a ganhar eleições.
3) O PSD não vai ganhar as eleições.
4) Uma coligação PSD/CDS pode vencer as eleições, mas não é o quadro mais provável e seria preciso que António Costa metesse a pata na poça (várias vezes).
5) PSD e CDS estão votados aos seus mínimos eleitorais, ou próximo.
6) A CDU mais décima, menos décima manterá a sua representatividade em torno dos 10% (só num quadro de baixa abstenção...).
7) A esquerda não-comunista continua sem perceber (se calhar nem querem) que Lisboa não é o país e continua na sua agonizante queda, que se plasma num estilhaçar da sua força política em várias entidades. BE é o que mais sofre em representação política. «Unidos venceremos, divididos cairemos»... santíssima, lol.

Solução de governo mais provável? Um governo minoritário do PS que durará até quando o PSD sentir que é o seu momento (e o presidente o permita...). Falta essa parte, mas ainda é cedo, faltam as candidaturas assumidas.
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De Anónimo a 18.04.2015 às 00:12

Esquece que Cavaco Silva já disse que não aceitará que o próximo governo não tenha maioria absoluta no Parlamento, logo já cortou as pernas a um governo minoritário do PS. O que significa que mesmo que o PSD não seja o partido mais votado, se tiver um resultado próximo do do PS e se a soma dos seus deputados com os do CDS formar uma maioria parlamentar, Cavaco dará posse a nova coligação PSD/CDS, porque é a única solução governativa viável. Seria algo inédito em Portugal, mas não é invulgar na Europa Ocidental. O país não pode andar a brincar com governos minoritários. Já bastou o último governo de Sócrates, que foi o que se viu.
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De Miguel R a 18.04.2015 às 21:50

Não esqueço, não, mas também não me esqueço que no período em causa a actuação do Presidente está bastante limitada. O PSD ter um resultado próximo do PS!? E com o CDS conseguir formar maioria parlamentar? Estou aqui para ver isso... Não é o país que não pode brincar, são os seus representantes políticos. Eu cá faço fé de que o governo será ps minoritário, mas não passa de palpite.
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De Anónimo a 18.04.2015 às 00:16

Ah, e o CDS tem 8% nas sondagens, com Paulo Portas a ser o segundo líder partidário em popularidade, segundo a sondagem do Expresso que saiu ontem. Se isto é um "mínimo histórico", é desta que o partido volta aos 15% nas urnas.
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De Miguel R a 18.04.2015 às 21:41

Eu não escrevi «mínimo histórico», disse «mínimo eleitoral ou próximo» e isso é diferente, pelo menos para mim. E esse valor são c.7%. Claro que pode conseguir mais, não acredito é que obtenha um resultado pior. Não será certamente com o meu voto.
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De Ele há cada um a 18.04.2015 às 19:21

Épá, temos aqui um misto de Zandinga e auto-convencimento. Fosga-se!
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De Miguel R a 18.04.2015 às 22:05

Eu falo em probabilidades, não de certezas. Se não consegues perceber isso, problema teu. Se foi numa de toque do humor, então toca a soltar essas gargalhadas, vá tiraste-me uma. Se com os dados existentes sobre as legislativas, a leitura está errada aponta lá aonde. O que eu vejo é alguns comentadores a confundir desejos com a realidade. A achar que o PSD ou a direita terão hipóteses de obter uma maioria. Mantendo-se o panorama actual nem pensar.
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De Anónimo a 18.04.2015 às 00:45

A manchete do Expresso é de uma ironia suprema. As finanças do PS estão como as que os socialistas deixaram no Estado. E quer esta gente voltar ao governo!
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:19

Seguro não funciona como líder, confirma-se. O PS tem de arranjar outro. Este não serve.
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De cristof a 18.04.2015 às 16:20

A coisa está preta para as esquerdas, com ou sem caviar, isto se não aparecer uma formação com propostas concretas, bem elaboradas e com líder carismático e dê esperança de percorrer um caminho não demagógico e de seriedade.
Mas a machadada final pode ser dada com a saída da Grecia do euro lá para julho se tudo correr mal
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De Pedro Correia a 20.04.2015 às 23:20

Está complicado, sim. Mas se Costa liderasse o PS certamente o partido estaria em muito melhor situação. O problema é Seguro, está mais que visto.

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