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Delito de Opinião

Auto promoção

Helena Sacadura Cabral, 26.09.16

 


 


Sairá para as livrarias, no próximo dia 4 de Outubro, o meu primeiro livro de Memórias. O subtítulo de "uma vida consentida" tem um duplo significado. Foi a vida que eu consenti e foi, também, creio hoje, uma vida com sentido.

Explico na introdução o que me levou a escrever sobre mim e sobre uma parte importante da minha existência. É que, afinal, foi ela que permitiu que eu me transformasse na mulher que sou hoje e que, com alguma ousadia, confesso, está bem próxima daquela que eu gostaria de ser.

Foram estes anos que determinaram que se operasse em mim uma verdadeira revolução relativamente à mulher que fui há três décadas. São memórias muito vivas das tristezas e alegrias por que passei e das razões que me fizeram escolher o meu caminho, depois de um divórcio que, tendo-me deixado devastada, acabou por ser determinante para a minha percepção daquilo que eu não queria jamais ser.

Quando o Miguel morreu pensei muito na catarse que então poderia ter sido escrevê-lo. Não o fiz, porque não era essa a minha intenção. Quatro anos passados sobre o seu desaparecimento e com o meu outro filho já fora da política, senti que talvez fosse chegada a altura de dar a conhecer aos que me são próximos - filho, netos, irmãos e amigos - o meu olhar, o meu sentir sobre o valor que atribuo àqueles anos. É que, muito possivelmente, qualquer deles, ao ver-me agora, dificilmente admitiria a mudança radical pela qual passei.

Se este livro permitir que uma pessoa compreenda e acredite que sobre os destroços de uma vida que apenas se consentiu se pode construir uma outra, essa sim, consentida e com sentido, eu já me sinto gratificada. 

Não sei se escreverei um outro sobre o que vivi quando já era dona de mim própria. Acredito que talvez venha a fazê-lo, porque os anos que se seguiram tiveram momentos de uma enorme e inesperada felicidade. Será, no fundo, contar a história de uma mulher cuja verdadeira vida se descobre e inicia pelos quarenta anos. E essa história é, felizmente, completamente diferente da que acabo de escrever. Na forma e no conteúdo. Enfim, na vida vivida.

É que, até àquela idade, limitei-me a aprender a viver e a escolher, com algum sacrifício próprio, o que me parecia ser melhor para aqueles que me rodeavam. A partir dela o processo altera-se, e eu escolho não só ditar a minha própria vida como procurar, acima de tudo, ser feliz.  Não tenho de que me queixar porque os anos que desde então vivi superaram em muito os anteriores e, sobretudo os que, por via deles, me poderiam estar naturalmente destinados...

Nota: o livro já se encontra em pré-venda.

Na Wook: 


Na Bertrand: 


Na Fnac:


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