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Até à náusea (parte 2)

por Pedro Correia, em 22.10.16

 

TVI:

GNR monta caça ao homem na região de Trás-os-Montes

 

Correio da Manhã:

Caça ao homem em Vila Real continua

 

RTP:

Caça ao homem é intensa em Aguiar da Beira

 

O Jogo:

As imagens da "caça ao homem" em Arouca

 

i:

Caça ao homem em São Pedro do Sul depois de tiroteio em Aguiar da Beira

 

Viseu Mais:

GNR faz caça ao homem em S. Pedro do Sul

 

Rádio Cruzeiro:

Caça ao homem na Serra da Arada

 

Jornal de Leiria:

Leiria está a ajudar caça ao homem

 

Jornal de Notícias:

As imagens de uma noite de caça ao homem

 

Rádio Renascença:

GNR mantém forte dispositivo na caça ao homem

 

SIC:

Coordenação da caça ao homem criticada

 

Expresso:

Coordenação da caça ao homem criticada

 

Porto Canal:

Entidades queixam-se da falta de coordenação entre polícias na caça ao homem

 

Diário de Notícias:

Falta de coordenação entre polícias na caça ao homem preocupa governo

 

Espalha Factos:

Caça ao homem leva CMTV a máximo do ano

 

TSF:

Caça ao homem continua

 


14 comentários

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De Teresa Ribeiro a 22.10.2016 às 10:04

Gostei desta tua caça à "cacofonia" informativa :)
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De Pedro Correia a 22.10.2016 às 10:40

Repetem 'ad nauseam' o mesmo título, Teresa. Com o recurso sistemático ao lugar-comum, com erros de sintaxe, com sujeito indeterminado ou oculto em eufemismos ("entidades"), com predomínio pontual da voz passiva - tudo à revelia das melhores regras jornalísticas.
Em Setembro abundavam os títulos sobre a "caça ao Pokémon", em Outubro abundam os títulos sobre a "caça ao homem". Substantivo próprio no primeiro caso, substantivo comum no segundo - o que diz muito sobre a nossa actual escala de valores. E nem a piedosa Rádio Renascença escapa ao agressivo tabloidismo dominante. Pedir semelhante contenção estilística à estatal RTP seria, por estes dias, quase uma heresia.
Noto entretanto que houve um órgão de informação - apenas um - que escreveu "caça ao homem", envolvendo a grosseira e brutal expressão com aspas. Daqui presto a minha homenagem ao anónimo jornalista que assim procedeu. Do mal o menos: nem tudo está perdido.
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De am a 22.10.2016 às 10:39

O JOGO

"As imagens da caça ao homem em Arouca"

Quem é o arbitro?
.....

O Expresso - Costuma cognomina-lo de o " Piloto"
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De Pedro Correia a 22.10.2016 às 10:44

Em Arouca, se bem me lembro, costumava haver "caça à vitela" local, na boa e farta mesa local.

O 'Expresso' guarda o verniz para o país politico. Para o chamado país real segue chumbo grosso.
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De Anónimo a 22.10.2016 às 12:19

As nossas forças de segurança são muito melhores a caçar multas.
Não me venham com explicações: a náusea da cobertura jornalística só é suplantada pela náusea da incompetência de quem nos devia proteger.
João de Brito
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De Pedro Correia a 22.10.2016 às 13:54

Da caça à multa à "caça ao homem", apesar de tudo, vai uma considerável distãncia. Ou se calhar já não: eu é que ando desactualizado.
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De Anónimo a 22.10.2016 às 18:59

A caça à multa bem podia ter outro nome: caça ao prevaricador. Em matéria de transito que as mãos não lhes doam (aos GNRs). Note-se que não se pode caçar uma multa sem primeiro ter caçado um prevaricador.
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De Pedro Correia a 25.10.2016 às 11:14

Caça ou caca. Sem cedilha.
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De rmg a 22.10.2016 às 14:34


Já cá faltava a conversa de chacha da "caça à multa", nunca falha.

Como se o simples avistamento de um carro da polícia identificado não pusesse toda a gente que vai a 200 Km/h a travar a fundo, muitas vezes pondo em perigo os outros que só vão a 140 Km/h.

Ora eu tenho carta e carro há 50 anos, vivo em Lisboa, nunca tive garagem até há 4 meses atrás, exerci funções várias em 5 distritos diferentes e ía e vinha, só entre 1990 e 2005 terei feito quase um milhão de kms e tenho 2 contravenções ligeiras e 2 multas de estacionamento no currículum desde sempre.

Se houvesse "caça à multa" devia ter pelo menos 200 (ou 2000, sei lá!).

A malta põe-se "a jeito" e depois ainda acha que foi injustiçada, aqui também temos o "típico" condutor tuga de que o meu caro falava abaixo.

Quanto ao tema em si é curioso que isto seja tudo visto dum ponto de vista urbano sem ninguém tentar ír mais longe.

Nos pequenos meios (e eu andei por vários e hoje em dia passo metade do mês num algures na Beira Alta) existem teias complicadíssimas de relações pessoais que funcionam, por solidariedade ou por medo, em situações várias.

Os "esqueletos no armário" são conhecidos muitas vezes há gerações - ainda que ninguém fale deles abertamente - não há como fugir disso sem mudar de terra (e de distrito).

Isto potencia cumplicidades vindas de onde menos se espera, muitas vezes porque um vago antepassado de um teve uma vaga relação amorosa com uma vaga antepassada de outro...

Em Lisboa ninguém nos conhece a partir de 30 mts de casa (às vezes nem na nossa escada) e os que conheciam os "esqueletos no armário" de A ou B já nem os próprios visados sabem deles há anos.

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De Pedro Correia a 25.10.2016 às 11:19

Mais do que um comentário, este seu texto é quase uma crónica, meu caro. Cumprimento-o por isso. E daqui lhe envio um abraço.
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De V. a 23.10.2016 às 03:38

Desta vez não dão nem com um "popular" vestido de vermelho — quanto mais com um reboludo palonço de Arouca (retornado, claro) que estudou para rambo e jet fighter.
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De Pedro Correia a 25.10.2016 às 11:15

E andam há treze ou catorze dias literalmente à caça de gambuzinos.
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De BELIAL a 26.10.2016 às 18:46

A cereja no bolo: CM oferecer recompensa pela captura ou denúncia. À faroeste. Planto esta, na minha boa-fé e simplicidade...
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De Pedro Correia a 26.10.2016 às 18:55

Nada que não possa concretizar-se a muito curto prazo.

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