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Assis tinha razão

por Pedro Correia, em 13.07.18

No fundo, Augusto Santos Silva vem dizer agora o que Francisco Assis já dissera em 2015: há incompatibilidades genéticas entre os parceiros da geringonça. Face aos compromissos europeus e à gestão das finanças públicas, pedras angulares de qualquer governação.

A grande alteração de contexto é a perda gradual e constante do PS nas intenções de voto, confirmada a cada sondagem de há um ano para cá. Felizmente para António Costa, existe  Rui Rio - sempre incapaz de lhe fazer uma crítica, sempre pronto a amparar-lhe a queda.

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32 comentários

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De O Gajo a 13.07.2018 às 10:01

O futuro do PS não é representado nem por Santos Silva , nem por Assis. Aliás foram "socialistas", como esses dois, que deram cabo da Social Democracia. O futuro do PS é Pedro Nuno Santos.
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De Pedro Correia a 13.07.2018 às 11:13

Não sei qual será o futuro do PS.
Sei que os socialistas e sociais-democratas estão em recuo acelerado em quase toda a Europa - Alemanha, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Bélgica. Na Itália, em França e na Grécia os partidos socialistas e sociais-democratas desapareceram.
Na Alemanha, a última eleição federal ganha pelo SPD foi em 2002. Há 16 anos.
No Reino Unido, as últimas legislativas com triunfo eleitoral do Partido Trabalhista datam de 2005. Há 13 anos.
Em Espanha, o PSOE não vence uma eleição parlamentar desde 2008.
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De Anónimo a 13.07.2018 às 16:20

Desapareceram ou foram substituídos por outros?
Em França os antigos militantes do PS desertaram em massa para o partido de Macron. O povo francês estava farto de Hollande e então resolveu votar no candidato ideologicamente mais próximo de Hollande.
Em Espanha parte do eleitorado do Podemos vem de antigos eleitores do PSOE.
Na Grécia o PASOK desapareceu dando lugar ao Syriza, que é mais troikista que a Troika e mais passista que o Passos Coelho.
No Reino Unido, o Labour Party tem defendido os interesses do povo britânico e graças a isso tem estado na frente nas sondagens. Se é verdade que já não ganham uma eleição há 13 anos, também é verdade que recuperaram grande parte da sua popularidade desde que Jeremy Corbyn foi eleito líder. A popularidade de Corbyn não pára de aumentar para infelicidade dos defensores do status quo.
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De Pedro Correia a 13.07.2018 às 17:09

Corbyn é o megavencedor nas sondagens.
Pena o partido dele não ganhar uma eleição geral no Reino Unido desde 2005.
Ele próprio foi derrotado há um ano por Theresa May.
Mas, mesmo derrotado, continua a ser o campeão nas sondagens.
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De Anónimo a 13.07.2018 às 18:45

O Syriza ganhou as últimas duas eleições gregas com grande vantagem sobre o partido denominado "Nova Democracia". Hoje só tem metade dos votos que teve nessa altura. Não vá, por aí, Pedro Correia. Eu sei que ódio a Corbyn é grande por parte dos defensores do sistema, mas há que encarar a realidade.
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De Pedro Correia a 14.07.2018 às 00:00

Mal ou bem, o Tsipras ganhou eleições legislativas. Corbyn nunca ganhou.
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De Luís Lavoura a 13.07.2018 às 10:44

No fundo, Augusto Santos Silva vem dizer agora o que Francisco Assis já dissera em 2015: há incompatibilidades genéticas entre os parceiros da geringonça.

Um grande agradecimento ao Pedro Correia por nos ter feito o favor de interpretar as palavras de A. Santos Silva, esclarecendo-nos do seu real significado que o seu autor não teve capacidade para emitir.
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De Rão Arques a 13.07.2018 às 10:51

Rui Rio faz-me lembrar Marcelo, deixa-lo cair não lhe dando trunfos para se descartar.
Em jogo viciado de cartas marcadas acabam por estar à rasteira altura um dos outros.
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De Pedro Correia a 13.07.2018 às 11:14

Tomara Rio ser um avatar de Marcelo. Nem aos calcanhares lhe chega.
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De Rão Arques a 13.07.2018 às 13:54

Já começo a duvidar se Marcelo terá calcanhares.
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De Pedro Correia a 13.07.2018 às 14:04

Deixe estar. Qualquer dia também terá direito à sua 'selfie' com Marcelo.
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De Rão Arques a 13.07.2018 às 15:48

Não entro nessa fita.
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De Anónimo a 13.07.2018 às 16:21

Quando é que o Assis admite que é um militante do PSD em segredo?
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De Pedro Correia a 13.07.2018 às 17:10

Por falar em segredo: quando é que você recupera a assinatura que terá perdido algures?
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De jo a 13.07.2018 às 16:48

Após as próximas eleições legislativas há vários cenários possíveis para o PS

1- A direita ganha e o PS é oposição. A política do BE e do PCP em relação à Europa é irrelevante para o assunto.
2- A direita ganha e o PS coliga-se com o PSD. A política do BE e do PCP em relação à Europa é irrelevante para o assunto.
3- O PS ganha com maioria absoluta e governa sozinho - A política do BE e do PCP em relação à Europa é irrelevante para o assunto.
4- O PS necessita do BE ou do PC para governar, A política do BE e do PCP em relação à Europa é irrelevante para o assunto, o PS come o que tem no prato e não bufa.

A frase de Augusto Santos Silva é como o levantar da pata dos cães: serve para marcar território.
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De Pedro Correia a 13.07.2018 às 17:13

Curioso. Em nenhum dos seus cenários a esquerda ganha. Apesar de haver dois partidos que se reclamam da "verdadeira esquerda".
Derrotados à partida, portanto.
Será que não têm lá ninguém com capacidade para "marcar território", para usar a sua elegantíssima expressão?
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De jo a 13.07.2018 às 22:17

Vejo que já caiu na razão e percebeu que entre o PS e o PSD a diferença é quem tem acesso ao pote, não o que cozinham nele. Claro que mesmo isso faz diferença.
Mais estranho parece o percurso de PSD:
Primeiro eram os autênticos vencedores das eleições, injustamente espoliados, agora esperam não levar muita pancada.
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De Pedro Correia a 14.07.2018 às 00:02

Então você não equaciona, sequer como cenário, que a esquerda possa enfim ganhar uma eleição legislativa?
PCP e BE presumem falar todo o tempo em nome do povo. É natural que, até por isso, os seus apoiantes admitam uma vitória eleitoral de qualquer destes partidos.
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De Anónimo a 13.07.2018 às 18:47

Não estou a perceber o ponto 4. Eu desconfio que nesse caso o PS vai continuar subserviente ao imperialismo alemão e, ainda pior, ao imperialismo americano, como sempre tem sido.
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De Pedro Correia a 14.07.2018 às 00:05

Imperialismo alemão?
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De singularis alentejanus a 13.07.2018 às 22:22

Alguém é capaz de me dizer que grau de credibilidade perante a NATO tem um governante, cujo suporte de governo no seu país são dois partidos anti Nato?
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De Pedro Correia a 14.07.2018 às 00:03

Portugal já teve, durante dois anos, o Partido Comunista no Governo. E nem por isso a NATO tremeu.
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De jo a 14.07.2018 às 09:42

Os EUA têm um pesidente anti-NATO e têm a credibilidade que sempre tiveram.
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De Anónimo a 16.07.2018 às 18:10

Alguém é capaz de me dizer que grau de credibilidade tem a NATO quando dela fazem parte estados autoritários como o turco (ou o português antes de 1974)? A NATO está para a democracia como o Assis está para esquerda.
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De Pedro Correia a 16.07.2018 às 18:26

Bestial era o Pacto de Varsóvia, cheio de democracias prósperas e florescentes.
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De Luís Lavoura a 15.07.2018 às 09:23

a perda gradual e constante do PS nas intenções de voto, confirmada a cada sondagem de há um ano para cá

Para azar do Pedro Correia, parece que logo a seguir a ele ter escrito esta frase saiu uma sondagem que a contradiz.

http://daliteratura.blogspot.com/2018/07/eurosondagem.html
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De Pedro Correia a 15.07.2018 às 09:53

Em Março de 2013, a Eurosondagem antevia a vitória de José Couceiro nas eleições para a presidência do Sporting, com 53%.
Só acertou na percentagem. Mas não no vencedor, que foi Bruno de Carvalho.
http://foradejogo08.blogspot.com/2013/03/bruno-carvalho-euroexpansao-e-couceiro.html
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De Anónimo a 16.07.2018 às 18:08

Generalizar a imprevisibilidade dos sócios sportinguistas para a totalidade do povo português não faz sentido nenhum. É verdade que o masoquismo não se limita aos sócios sportinguistas mas mesmo assim...
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De Pedro Correia a 16.07.2018 às 18:29

A empresa Eurosondagem falha estrondosamente e escandalosamente uma "pesquisa científica" que pretendia apurar a intenção de voto (e daí resultando manchetes em pelo menos dois jornais) e a culpa é... dos sócios do Sporting. Malandros, não souberam respeitar o que a sondagem "antevia".
Genial.

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