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Delito de Opinião

Assim não.

jpt, 09.11.23

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1. Sabem os meus amigos e conhecidos que detesto este PS socratista, que emparedou o desenvolvimento da "Pátria Amada" - como bem aqui sumarizou o José Meireles Graça -, enredado numa teia eunuca de interesses particulares, que é bem mais pérfida do que pode parecer aos incautos. E, secundariamente, que verto fel a rodos diante dessa tropa de galambas que fizeram e fazem a opinião de tantos, a troco de algo, material ou afectivo pouco importa.
 
2. Ouvi ontem, por alto, das razões da queda do nosso (por mim) desamado governo. E sobre o qual nada custa muito desconfiar das suas más práticas - como bem notou o João  Sousa ao recordar o diagnóstico sobre esta elite socialista exarado pelo ... anterior secretário-geral daquele partido. Consta que há investimentos de milhares de milhões de euros - desde há muito sob suspeita, como bem aqui ecoou o Paulo Sousa. E nesse âmbito consta que uma das empresas contratou um tipo para fazer lóbi, consta que algumas empresas pagaram uns almoços e jantares a um ministro (enfim, diga-se o que se disser, Galamba é ministro). E que alguém terá dito que o primeiro-ministro os ajudaria - já agora, cândido será pensar que em Portugal possa haver investimentos de milhares de milhões de euros sem apoios no governo...
 
Ou seja, cai um governo por acção da Justiça e o que esta informa aos estuporados cidadãos é mera lana caprina. E por mais que eu me desespere com o poder PS, mais a tralha adjacente dos seus apoiantes, os tais galambas, morgados fernandes (o da "Super-Marta"), vales de almeida, câncios e quejandos, por mais que tudo isso... só me resta mesmo um palavrão peludo (que me é vetado pela família). Pois assim não. "Pagaram uns jantares ao galamba"?, disseram que "o primeiro-ministro ajudará"?
 
Não, assim não. Ou a Justiça nada dizia, e deixava os cidadãos na expectativa angustiada mas cumprindo um hermetismo judicial considerado necessário. Ou então se dá um vislumbre do que persegue não pode ser isto, este nada. Pois se assim, se é esta tralhazita, antes o Costa. O Azeredo Soares, pobre homem. O Santos Silva, o Augusto mas também o amigo. A Câncio, no fundo. A tropa toda. Uma eleita, outra avençada, outra funcionária. Mas, apesar de tudo, legítima.

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