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As ruínas do interior

por Pedro Correia, em 17.06.18

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 Foto: Global Imagens

 

Faz hoje um ano. Vamos lembrar-nos para sempre desta data trágica: 17 de Junho de 2017. O mais mortífero conjunto de fogos florestais ocorridos em simultâneo em Portugal, a 11.ª mais devastadora tragédia do género de que há registo desde 1900 a nível mundial.

Houve 66 mortos oficialmente contabilizados nos incêndios que devastaram 53 mil hectares de território, abrangendo 11 concelhos*, durante uma semana -  47 dos quais apanhados pelas chamas, naquele dia fatídico, em plena Estrada Nacional 236. E 254 feridos, pelo menos sete deles em estado muito grave.

Cerca de meio milhar de casas (169 de primeira habitação) e quase 50 empresas foram destruídas, perdendo-se 372 empregos directos. Mais de um milhar de animais mortos - no caso dos mamíferos, sendo incalculável o número de aves e outras espécies dizimadas pelas chamas.

Quase 200 milhões de euros em prejuízos globais - floresta, agricultura, habitações, actividade industrial e turística, rede viária.

Um ano depois, muitas cinzas já estão cobertas por mantos verdes - neste ciclo incessante da natureza que sempre se renova. Mas o luto persiste, irrevogável, no calcinado Portugal do interior. O mais velho, o mais pobre, o mais frágil. O que sempre mais sofre.

 

* Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Sertã, Alvaiázere, Ansião, Arganil e Oleiros

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47 comentários

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De Anónimo a 17.06.2018 às 19:30

Por mais que me esforce por encontrar justificações razoáveis para a tragédia dos incêndios rurais e florestais, não consigo deixar de concluir:
- Não há dúvida de que os regimes políticos, os sistemas judiciais, numa palavra, os estados não foram concebidos nem executados para proteger o povo...
João de Brito
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De Sarin a 17.06.2018 às 19:55

Entre a idealização e a concretização, alguém vendeu os projectos.
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De Pedro Correia a 17.06.2018 às 20:02

Os povos, em democracia, têm os governantes que escolhem. E que merecem.
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De Anónimo a 17.06.2018 às 20:25

Mentira!
Nas democracias, como noutro qualquer regime até agora conhecido, os povos têm tido os governantes que, de de uma ou outra forma, por ação ou omissão, lhes são impostos.
João de Brito
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De Pedro Correia a 17.06.2018 às 20:33

Políticos impostos, só nas ditaduras.
Em democracia, são postos. Pelos eleitores. E retirados de lá também.
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De Anónimo a 17.06.2018 às 20:57

Acredita mesmo nisso?!
Então acredita numa mera formalidade.
Uma quimera!
Quem diria?!
João de Brito
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De Sarin a 17.06.2018 às 21:07

Mais ou menos...
Democracias há em que os eleitores escolhem entre nomes escolhidos pelos deuses.
E os executivos são formados por gente escolhida por um deus que representa a maioria dos nomes votados pelos eleitores mas escolhidos pelos deuses.
Confuso? Sim, é mesmo uma pescadinha de rabo na boca, e a urna está ali para disfarçar.

Portugal e Espanha são dois exemplos, e dada a população da península talvez possamos falar em 99,9% dos cidadão a serem assim governados. Isto porque não sei como funciona em Andorra...
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De Robinson Kanes a 18.06.2018 às 09:02

Nem sempre, Pedro... Nem sempre :-)

Pedrogão passou de tragédia a um tema do qual e bonito falar de tempos a tempos, infelizmente :-(

Abraço,

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