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As redes sociais contra o jornalismo.

por Luís Menezes Leitão, em 14.11.16

É uma verdade absoluta que a campanha de Trump demonstrou o poder das redes sociais contra o jornalismo tradicional. Enquanto os media tradicionais barraram completamente Trump, ridicularizando e tornando-o anedótico, e só falando do avanço triunfal de Hillary Clinton, Trump utilizou as redes sociais para fazer passar a sua mensagem, como demonstra o vídeo aqui exibido. E essa mensagem foi clara: vamos recuperar o nosso país de novo, que foi tomado por uma elite criminosa, de que os Clinton são o maior exemplo. A mensagem não passa de um arremedo da teoria da conspiração, mas o facto de ser ignorada pelos media e pela sua adversária só facilitou a vitória de Trump. A primeira regra na política é a de que não se pode subestimar os adversários. E, ao contrário do que julgava Emídio Rangel, hoje as televisões já não vendem Presidentes como quem vende sabonetes. As redes sociais deixaram campo livre para que as mensagens se espalhem independentemente de qual o seu conteúdo e, como se viu, uma mensagem eficiente e bem difundida pode ser o caminho aberto para a vitória.

 

Claro que é sempre possível reagir a isso, dizendo que Trump ganhou com o apoio de ignorantes, incultos, mal-formados, e gente deplorável. É bem capaz de ser verdade, mas essa é a regra da democracia. Quem não quer que o povo inculto vote, a única coisa que pode fazer é propor o regresso aos tempos anteriores à revolução francesa, em que a nobreza e o clero tudo decidiam de forma culta e esclarecida. Não é seguramente uma solução praticável. Compreender os anseios do povo e saber lidar com eles parece muito mais adequado. E para isso os jornalistas não podem ignorar o que se passa à sua volta.

 

 

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11 comentários

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De lucklucky a 14.11.2016 às 14:26

A estrutura de poder da Esquerda é baseada no "Jornalismo" Político e no Complexo Educativo do século XIX.

Nada disso sobreviverá na era da Internet.

O Jornalismo é um desastre, a Academia é nos EUA cada vez mais um local de extrema intolerância e violência.
Aliás note-se como os jornalistas cada vez menos curiosos nunca questionam porque é que é nas escolas e universidades que há mais tiroteios.

Não é nos milhares de centros de tiro onde toda a gente tem muitas armas.

“‘Outside of academia I faced more problems as a black,’ he told me. ‘But inside academia I face more problems as a Christian, and it is not even close.’”

http://www.nytimes.com/2016/05/08/opinion/sunday/a-confession-of-liberal-intolerance.html

Isto é a Universidade um dos esteios da Esquerda.
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De JS a 14.11.2016 às 14:55

Exacto. E se a regra para vitória eleitoral fosse o candidato com maior número de votos teríamos visto Trump a seduzir os californianos.
Só demonstra que o homem terá alguma coisa de parvo e de louco, mas ...
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De Peregrino a Meca a 14.11.2016 às 17:09

Quem não quer que o povo inculto vote, educa-o. Este é bem a premissa primaria da democracia e a razão pela que ela é frágil. Depende de muitas coisas, sendo a educação (sentido lato mas também restrito) uma delas. O que acaba de escrever acima é uma falácia.
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De Luís Menezes Leitão a 15.11.2016 às 05:58

Propõe, portanto, o regresso à revolução cultural de Mao Tsé-Tung ou entre nós às brigadas de dinamização cultural do PREC. Faz lembrar aqueles que achavam que conseguiam acabar com os touros de morte em Barrancos, abrindo um teatro na vila. Não vale a pena querer ajudar a velhinha a atravessar a rua, se ela não quer atravessar a rua.
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De Peregrino a Meca a 15.11.2016 às 15:00

Então se se fala em educação, formal e informal, e sobre a necessidade da formação (e não só informação) para manter a democracia, o melhor que se lhe ocorre é falar de Mao e do PREC. Afinal, se calhar enganei-me e o seu argumento não é falacioso; é simplesmente primário.
Agora, só não sei se é melhor. Eu sei o que teria achado antes. Desde passada terça feira que sinceramente não sei.
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De Luís Menezes Leitão a 15.11.2016 às 16:58

Faça a Hajj. Pode ser que Allah o ilumine e fique a achar de forma diferente.
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De peregrino a meca a 15.11.2016 às 19:57

Correndo o risco de uma heresia, diría que Allah não é assim tao grande
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De Luís Menezes Leitão a 16.11.2016 às 09:03

Isso não são palavras adequadas na boca de um peregrino a Meca. Nunca se esqueça: Allahu Akbar ( الله أكبر).
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De Vento a 14.11.2016 às 23:26

O que aponta também se aplica a outras situações que não são muito divulgadas pelos média ocidentais, como esta:

https://www.youtube.com/watch?v=Cvqy8zoK5D0

Fico com a sensação que pretende criar-se uma situação de confronto deturpando os dados.
Hoje não é possível iludir a realidade. Por vontade dos povos penso que não há-de haver confrontos. E eles não existirão se a informação fluir.
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De cristof a 15.11.2016 às 03:27

Dizer podemos dizer tudo, mas se os jornalistas querem ainda continuar a ter alguma papel relevante têm que perceber que são relatores, comentadores e não pastorinhos dos amanhas que cantam. Os possiveis leitores (muitos) têm hoje mais habilitações e até informação que maus jornalistas (e são demais)

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