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As mulheres que li e vi (1)

por João Campos, em 09.03.20

O Dia Internacional da Mulher serviu de pretexto para, durante o passado dia 8, em alguns grupos mais geek do Twitter se partilharem personagens femininas preferidas de filmes, séries, bandas desenhadas e videojogos. Por imagens, claro - o Twitter convida a muita coisa, mas a prosa não é uma delas. Felizmente, os blogues ainda cá estão, e são tão amigos da imagem como da palavra, pelo que pensei valer a pena pegar nesta ideia e desenvolvê-la um pouco para além dos 140 caracteres. O objectivo era ter escrito no Domingo um único texto que passasse por todos estes formatos, e ainda referisse alguns livros, mas o projecto logo se tornou demasiado longo para um artigo num blogue ("the tale grew in the telling", passe o anglicismo). Assim, um artigo dará lugar a vários, ao longo dos próximos dias, sobre autoras e personagens que me marcaram ao longo dos anos. E começamos hoje pelos livros. 

 

Já aqui falei do livro que me serviu de introdução à ficção científica literária - The Snow Queen, de Joan D. Vinge (não costumo desperdiçar oportunidades para escrever sobre este livro). À data da sua publicação em 1980, esta space opera inspirada no conto tradicional de Hans Christian Andersen foi descrita como um Star Wars feminista, e se é certo que reconheço à descrição algum mérito, nem por isso deixo de a considerar demasiado redutora: a narrativa de Vinge passa-se de facto numa galáxia distante, mas é infinitamente mais complexa e ambígua do que qualquer filme saído dos conceitos iniciais de George Lucas. Certo é que a inocente (mas determinada) Moon e a cruel (mas visionária) rainha Arienrhod ficaram sempre comigo; volta e meia lá regresso àquelas páginas, sem nunca deixar de me maravilhar.

the snow queen the left hand of darkness.jpg

The Snow Queen abriu-me as portas de todo um género que, sendo predominamente masculino, foi tendo as suas grande autoras. Ursula K. Le Guin será o nome incontornável, claro - quem nunca leu The Left Hand of Darkness (1969) está a perder um dos grandes livros do século XX, tanto pela desconstrução e pela problematização das identidades de género como pela profunda humanidade das suas personagens. E a trilogia Earthsea (The Wizard of EarthseaThe Tombs of AtuanThe Farthest Shore, de 1968, 1971 e 1972 respectivamente) figura com justiça entre as obras maiores da fantasia literária, tanto pela riqueza do mundo secundário que criou como pela capacidade de dizer tanto, e tão bem, em tão pouco espaço. Ao reler, há algumas semanas, The Wizard of Earthsea (na lindíssima colectânea ilustrada por Charles Vess), dei por mim a pensar que, para qualquer autor contemporâneo de fantasia, a trama que Le Guin desenvolve com elegância nos cinco primeiros capítulos, em poucas dezenas de páginas, seria suficiente para pelo menos um calhamaço de seiscentas páginas e longas descrições inúteis. Saber escrever também é isto.

ursula k le guin.jpeg

Ursula K. Le Guin, fotografia de Benjamin Brink/The Oregonian via AP; fonte.

Outro grande nome feminino da ficção científica é o de Alice Sheldon, ou James Tiptree Jr. - o pseudónimo masculino deu azo a muita especulação e a alguns episódios caricatos nos anos 70. Contista notável, Sheldon/Tiptree encantou-me com a sua prosa clara e com a ambiguidade, a sofisticação e a imaginação dos seus contos. Textos como The Girl Who Was Plugged In (1973), The Women Men Don't See (1973), Love is the Plan the Plan is Death (1973),  Houston, Houston, Do You Read? (1976), ou The Screwfly Solution (1977) serão leitura obrigatória tanto para apreciadores de contos em geral como para fãs de ficção científica em particular. As polémicas recentes envolvendo o prémio literário atribuído em seu nome e as circunstâncias da sua morte em 1987 em nada diminuem o seu enorme legado (e já agora, para quem quiser saber um pouco mais sobre Alice Sheldon/James Tiptree Jr., aqui deixo um artigo muito interessante que descobri enquanto fazia algumas pesquisas).

tiptree_lab.jpg

Alice Sheldon/James Tiptree Jr.; fotografia de autor desconhecido. Fonte.

Das minhas leituras dos últimos anos destacaria ainda três autoras notáveis. A primeira, Ann Leckie, cujo romance de estreia, Ancillary Justice (2013) deu um contributo notável para a revitalização da space opera literária partindo de um ponto de vista marcadamente feminista (também já cá falei dele). A segunda, Emily St. John Mandel, que não sendo uma autora de ficção científica explorou alguns temas clássicos do género no notável Station Eleven (2014), um romance pós-apocalíptico cuja narrativa explora as vidas de algumas personagens antes e depois de uma pandemia de gripe ter destruído a civilização tal como a conhecemos (uma leitura curiosa para estes dias). E, por fim, Nnedi Okorafor, norte-americana de origem nigeriana que tem pegado em décadas de convenções narrativas para lhes dar um novo fôlego de inspiração africana. Nas minhas leituras encontrei poucas alienígenas tão intrigantes com a Ayodele de Lagoon (2014), e a odisseia da jovem Onyesonwu em Who Fears Death (2010) é absolutamente espantosa.

leckie-st john mandel-okorafor.png

Os próximos textos incidirão mais sobre personagens do que sobre autoras, pelo que talvez valha a pena concluir esta breve viagem literária com uma personagem: Esmerelda (Esme) "Granny" Weatherwax, protagonista de um dos arcos narrativos da longa série de fantasia satírica Discworld, de Terry Pratchett. Líder informal (e incontestada) do círculo de bruxas da região montanhosa conhecida como Ramtops, Esme é conhecida pela sua absoluta confiança nas suas capacidades e pelos seus princípios inamovíveis; quem a procura, obtém não aquilo que procura, mas aquilo de que precisa. Não é muito frequente encontrar protagonistas com a vetusta idade de Granny na fantasia literária, pelo que ler as suas aventuras acaba sempre por se revelar refrescante (e divertido - estamos em Discworld, afinal). A galeria de personagens que Pratchett criou para Discworld é notável, mas,  pese embora a competição renhida, é bem possível que Granny Weatherwax tenha sido a sua maior criação.

granny-weatherwax-by-paul-kidby.jpg

Granny Weatherwax, esboços de Paul Kidby. Site oficial.


24 comentários

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De Teresa Ribeiro a 09.03.2020 às 11:24

Ficção científica nunca foi a minha praia, mas o teu entusiasmo deu-me muita vontade de conhecer algumas das obras que citas.
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De João Campos a 09.03.2020 às 12:31

Ursula K. Le Guin é maravilhosa, Teresa. Escreveu óptimos contos, dos quais o mais famoso será talvez "The Ones Who Walk Away From Omelas". Dos romances, para além do "The Left Hand of Darkness", destacaria "The Dispossessed", "The Lathe of Heaven" e "The Word for World is Forest". Não te sairás mal com nenhuma destas sugestões.

Para além de ser uma defensora intransigente da fantasia e da ficção científica em particular, e dos livros em geral - o famoso discurso dela em 2014 quando recebeu o National Book Awards deu muito que falar. Se quiseres ler: https://www.theguardian.com/books/2014/nov/20/ursula-k-le-guin-national-book-awards-speech
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De Teresa Ribeiro a 10.03.2020 às 15:20

Obrigada pelas dicas, João!
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De João Campos a 10.03.2020 às 18:50

Estou cá para isso :)
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De Vento a 09.03.2020 às 11:34

Uma vez que o tema é sobre mulheres e raramente se posta tudo sobre o que as mulheres pensam e fazem - o tema sobre o feminismo e suas diversas expressões é bastante controvertido e tem gerado polémicas e perseguições mundiais, também contra mulheres -, pretendo deixar aqui umas ligações, com indicações a outras ligações de autoras, que permitam a todos fazer suas apreciações:

https://mulherescontraofeminismo.wordpress.com/2013/04/02/mulheres-cultas-trabalhadoras-ameacadas-por-serem-contra-o-feminismo-e-suas-mentiras/

E algo sobre a libertinagem que também vem chocando e pouco é noticiado, pois só é notícia o conveniente:
https://mulherescontraofeminismo.wordpress.com/2015/12/30/top-10-das-mais-nojentas-e-repugnantes-ideias-feministas/

Ainda sobre o tema:
http://www.ilisp.org/opiniao/caso-grid-girls-e-luta-feminista-pelo-empoderamento-masculino/

E mais temas:
http://www.ilisp.org/opiniao/cotas-para-mulheres-e-negros-nova-invencao-do-cinema-nacional-estatizado/

Concluindo:
http://www.ilisp.org/noticias/ilisp-confirma-compra-do-dominio-aborto-com-br-e-lancara-campanha-pro-vida/
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De João Campos a 09.03.2020 às 12:36

Vento, com o devido respeito, devia experimentar a fazer o seu próprio blogue para pregar o seu credo à vontade em vez de andar a pregar em blogue alheio. Sobretudo quando os sermões só com muita boa vontade (ou indiferença) se têm alguma coisa que ver com o que se escreve.
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De Vento a 09.03.2020 às 12:46

Não o publique os meus sermões. Ontem, como referiu, celebrou-se o dia internacional da mulher. Por toda a parte houve as mais diversas manifestações, incluindo relatos de futebol no feminino, cujo jogo eu vi e acompanhei, nomeadamente Flamengo x Botafogo.

Também eu li inúmeros livros de autoras, e bons livros.

Que diferença existe sobre o que liguei em em meu comentário e o que você publicou? Estará isto fora do tema que anuncia?
Não se pretende denunciar também a arbitrariedade?

Ou será que sua advertência é uma forma de mostrar que se distancia do tema mulher?
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De João Campos a 09.03.2020 às 14:44

Por alguns comentários que deixou noutros posts, tinha ficado com a sensação de que, apesar do gosto pela polémica, o Vento teria inteligência e discernimento suficientes para não perguntar as patetices que pergunta neste seu comentário.

"Não publique os meus sermões", diz-me. Grato pela sugestão.
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De Vento a 09.03.2020 às 15:13

"O Dia Internacional da Mulher serviu de pretexto para, durante o passado dia 8, em alguns grupos mais geek do Twitter se partilharem personagens femininas preferidas de filmes, séries, bandas desenhadas e videojogos. Por imagens, claro - o Twitter convida a muita coisa, MAS A PROSA NÂO É UMA DELAS. Felizmente, os blogues ainda cá estão, e são tão amigos da imagem como da palavra, pelo que pensei valer a pena pegar nesta ideia e desenvolvê-la um pouco para além dos 140 caracteres. O OBJECTIVO ERA TER ESCRITO NO Domingo um único texto que passasse por todos estes formatos, e ainda referisse alguns livros, mas o projecto logo se tornou demasiado longo para um artigo num blogue ("the tale grew in the telling", passe o anglicismo). Assim, um artigo dará lugar a vários, ao longo dos próximos dias, sobre autoras e personagens que me marcaram ao longo dos anos. E começamos hoje pelos livros. "

Portanto, foi um pretexto pateta que o fez deambular pela prosa e realçar o dia internacional da mulher.

Grato por ler meus comentários.
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De João Campos a 09.03.2020 às 16:50

Na parte que toca os meus artigos, foi mesmo a última vez.
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De Bea a 09.03.2020 às 12:50

A ficção científica também não é o meu campo de leitura. Desconheço as escritoras referidas no post.
Bom Dia
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De João Campos a 09.03.2020 às 14:40

Uma coisa que fui percebendo em muitas conversas e discussões ao longo dos anos é que muitos leitores que dizem não gostar de ficção científica na verdade nunca a leram, ou mantém uma ideia incorrecta do género, mais influenciada pelo cinema e pela televisão do que pela literatura propriamente dita (a sombra de "Star Wars" é longa e distorceu muita coisa). A própria Margaret Atwood ficou muito confusa quando o (excelente) "The Handmaid's Tale" foi distinguido com o Prémio Arthur C. Clarke - aquilo era uma distopia, não era ficção científica, não tinha "talking squids in outer space". Idem para a Emily St. John Mandel com "Station Eleven".

E, claro, todos nós lemos Shelley, Orwell, Huxley e Burgess sem pensar em géneros literários.

Dito isto, não há mal nenhum em não se gostar, claro! Mas por vezes é tudo uma questão de ler os livros certos. Por isso sugiro quase sempre a Ursula K. Le Guin - não foi a minha introdução ao género, mas regresso sempre aos livros dela.
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De Bea a 10.03.2020 às 07:39

Reconheço que a ficção de Star Wars não me interessou,. Mas também não apreciei os episódios que vi de Handmaid's tale, mau grado as semelhanças com tanta realidade comum. Gostei de Huxley sem exageros e li-o há muito pouco tempo. Os restantes não li.
Regressar a um livro já é coisa de apreciador:), não acredito que me aconteça na
ficção científica.
Obrigada pelas sugestões. Sabe, no tempo que me resta, em matéria de leituras vou cingir-me ao gosto: romance e ensaio. A gente não sabe o tempo que vive e ainda menos sabe, desse tempo, quanto pode dedicar à leitura ou se pode, até ao fim, exercer o gosto.
Bom Dia:)
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De João Campos a 10.03.2020 às 11:46

Também não sou grande fã de Star Wars, apesar de reconhecer o engenho e a importância dos filmes originais. E, apesar de ter gostado da primeira temporada de The Handmaid's Tale (e do livro, claro! Li-o antes da série estrear), ainda não continuei a ver as temporadas seguintes. É preciso algum estômago, de facto.

Tem muita razão no que diz no seu último parágrafo, Bea. Continue as suas leituras com gosto - em última análise, é o que importa! :)
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De Pedro Correia a 09.03.2020 às 15:10

Excelente série, João. Começa muito bem. E promete ir longe.
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De João Campos a 09.03.2020 às 15:26

Obrigado, Pedro! A ideia não é ir muito longe, mas fazer uma mão-cheia de artigos sobre algumas coisas de que gosto. E, de caminho, ver se consigo recuperar um pouco de ritmo para a escrita, que tem faltado. A minha página de rascunhos aqui no Delito é longa...
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De Marta a 09.03.2020 às 16:20

Belo post! Também tenho algumas resistências ao género, mas ando para ler a Ursula K. LeGuin há muito tempo...
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De João Campos a 09.03.2020 às 16:51

Se não tiver tempo para um romance, sugiro que comece por um conto. Mais especificamente, "The Ones Who Walk Away from Omelas".
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De o cunhado do acutilante a 09.03.2020 às 21:20

Boa noite.
Quando me iniciei nas leituras a ficção científica fascinava-me sobremaneira. Aliás, essas e depois a banda desenhada eram as únicas que lia. Mais tarde, e por ouvir comentários do meu pai a propósito, que não para mim mas eu ouvia-os na mesma, fiz umas incursões pelas estantes dele, - onde estava proibido de entrar, - e li o Drácula de Bram Stoker. A partir daí o conto fantástico era a minha leitura de eleição.
Durou bastante tempo essa paixão, posso dizer que mesmo depois de adulto, mas perdi-a completamente. São sequelas e mais sequelas, repetições de tudo e de todos, plágios sobre plágios com os autores e os realizadores a plagiarem-se a eles próprios. Depois do Drácula o que não se tem escrito sobre vampiros. É o sangue do vampiro, a noiva do vampiro, o vampiro stressado, o vampiro realizado, os caçadores de vampiros, até já vi " o caçador das vampiras lésbicas" :)
Quem diz vampiros diz o todo: múmias por todo o lado, tubarões pelo outro, zombies para cá e para lá, para todos os gostos e feitios.
Uma absurdidade, a ficção de agora. Muito repetitiva, fastidiosa.
Talvez por isso, falta de interesse, não conheço essa autora nem a obra que refere.
Mas como a apresenta com tão boas referências, sou capaz de fazer um périplo pelo livro que aconselha à sua leitora.

Desculpe o pergaminho.
Resto de uma excelente noite.
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De João Campos a 10.03.2020 às 11:58

Está carregadinho de razão nisso das sequelas. Pessoalmente, estou cansado dessa tendência; alguns livros que li recentemente teriam ganho se tivessem contado apenas a sua história, sem terem os autores de pensar em deixar pontas soltas para a inevitável continuação. As próprias editoras puxam por isso, claro. Dá-lhes jeito! Mas o que não falta por aí é livros excelentes cujas continuações ficam muito longe do esperado, como se os autores estivessem apenas a escrever para o cheque. É um modelo que talvez resulte para quem escreve, mas duvido que seja bom para quem lê.


Apesar de haver algumas séries literárias interessantes, a ficção científica teve ainda vai tendo bons livros "singulares" para quem gosta de ler sem caderno de encargos :)

O "Drácula" é um livro enorme. Também foi uma leitura que ficou sempre comigo.

Traga os pergaminhos à vontade, é sempre um gosto conversar sobre estas coisas.
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De Bernardo Hourmat a 10.03.2020 às 10:16

Excelente post. Já ouvi falar tantas vezes no "Those who came from Omelas" e ainda não tive oportunidade de ler. Acho que o seu post serviu de reminder... :)

Da Nnedi Okorafor também recomendo a trilogia Binti. Foi bastante interessante poder pegar numa obra que acaba por se inserir ão claramente no género mas ser, ao mesmo tempo, completamente diferente do habitual.

Passei a ser assíduo do Tor.com para boa parte da minha “sci-fi fix” de há uns anos a esta parte.

Espero que possa, efectivamente, continuar com esta “série” de posts.
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De João Campos a 10.03.2020 às 12:05

O Tor.com também é paragem regular cá deste lado. Boa ficção e óptimos artigos. Há uma longa série de artigos em curso sobre Tolkien que tem sido uma maravilha.

Temos lá em casa um livrinho com a primeira história da Binti, mas ainda não o li. Mas gostei mesmo muito de ler a Okorafor, e foi precisamente por isso que indica: reconheço perfeitamente o género, mas a perspectiva e as referências são completamente novas para mim, e isso é fascinante.

Tenho lido também alguma ficção científica chinesa - o Cixin Liu foi muito falado há uns anos com o excelente "The Three-Body Problem", e o Ken Liu tem não só escrito como feito um trabalho de divulgação notável em várias antologias - e a sensação que retiro dessas leituras é idêntica: é tudo ao mesmo tempo tão familiar e tão estranho!

A série será para continuar nos próximos dias. Talvez não todos os dias de seguida, como queria; a minha escrita está tão enferrujada que vai precisar de muito WD-40. Mas cá me arranjarei :)
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De Bernardo Hourmat a 10.03.2020 às 13:23

Ah, é verdade. A sequencia de artigos sobre Tolkien tem sido um gozo. Especialmente aqueles sobre personagens específicas (acho que escritos pela Megan Fontenot).

Nesse sentido, algo na mesma onda com as personagens do Discworld de Terry Pratchett parece excelente :)

Obrigado pelos nomes adicionais! Confesso não ter nenhum referencial em termos de ficção científica chinesa.
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De João Campos a 10.03.2020 às 19:00

Esses artigos são excelentes. O último artigo que li foi sobre Melian. Tem valido a pena acompanhar. Como já li o fundamental de Tolkien, não tenho grande receio de spoilers (um dia destes tenho de me aventurar a comprar os volumes de "The History of Middle-Earth"...).

Já não posso dizer o mesmo de Discworld, pelo que tenho sempre algum cuidado com os artigos que apanho online. Comecei a ler há alguns anos a partir do primeiro, "The Colour of Magic", e continuei a ler por ordem de publicação; vou mais ou menos a meio. É fascinante ver como o Pratchett foi melhorando a sua escrita e desenvolvendo as suas personagens, e como a paródia dos primeiros livros foi dando lugar a sátiras tão inteligentes. "Small Gods" devia ser lido e relido, hoje mais do que nunca.

Nos últimos anos tem-se falado imenso da FC chinesa, devido ao sucesso do "Three- Body Problem". Vão surgindo novos autores e novas antologias de contos. Em tradução inglesa, claro; cá não chega nada disso, infelizmente.

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