De Costa a 28.08.2016 às 20:26
Gelada, salvo raríssimos dias, a água. E, com ainda mais raras excepções, mar agitado. Os dedos de uma mão contarão os dias de bandeira verdade, numa típica época balnear. No muro da "marginal" os bancos voltam as costas ao mar e oferecem a deprimente paisagem de horríveis moradias e prédios de subúrbio-dormitório. Estacionar requer paciência e torna-se praticamente impossível desde bem cedo, num fim de semana de Verão.
Mas é a minha praia. A praia da minha infância. Do grupo de adolescentes de Lisboa (não apenas) que numa aldeia próxima passava as longas férias de Verão, das passeatas de bicicleta, da primeira moto, do primeiro - e em "décima mão" -carro. Do primeiro amor e dos primeiros gestos de autonomia de um quase adulto. E da infância dos meus filhos. A praia a que volto sempre que posso. Até, talvez até sobretudo, de Inverno. Com um belo sudoeste, o mar ainda mais revolto e a povoação quase deserta.
Costa