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As listas VIP

por Helena Sacadura Cabral, em 18.03.15

VIPS.jpeg

Eu não sei se há listas VIP. Só sei que, de há dez anos para cá, sou sempre seleccionada pelo "computador da AAT" para ir mostrar toda a documentação relativa ao que declaro. 

Ora se acontece o mesmo ao Prof Marcelo Rebelo de Sousa - segundo sua declaração à TVI - que é uma alta personalidade, eu só posso desconfiar que o computador daquela instituição tenha, no mínimo, uma lista VIP(erina), na qual estou incluída e que persegue sistematicamente os mesmos...


18 comentários

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De Tiro ao Alvo a 18.03.2015 às 20:57

Parece-me que a Helena está a ver mal a coisa. A Lista, a existir (e parece que existia), não serviria para perseguir os contribuintes fiscais. A Lista serviria para perseguir os funcionários da AT com comportamentos reprováveis - aqueles que andam a vasculhar a vida dos outros com interesses inconfessáveis -, e que os sindicatos, incompreensívelmente, decidiram defender. E a comunicação social e os partidos (sobretudo o PS), decidiram aproveitar a oportunidade para bater no Passos e para desviar a atenção do povo dos verdadeiros problemas do País.
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De Helena Sacadura Cabral a 18.03.2015 às 23:30

Tiro ao Alvo
Eu sei.
O meu humor foi negro. Daí que a lista de que eu e muitos outros devemos fazer parte seja a VIP(erina)...
De facto não é normal que há dez anos me saia sempre a "taluda" de me pedirem para ir mostrar a documentação!
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De Tiro ao Alvo a 19.03.2015 às 14:13

Nesse aspecto tem razão, mas não creio que a culpa seja da actual ministra.
Pela minha parte e não sendo VIP, gostaria de estar incluído nessa tal lista, uma vez que sou contra os coscuvilheiros.
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De c a 19.03.2015 às 15:53

HSC declarou uma vez que trata dos dinheiros de um seu filho que ocupa um lugar no governo.
É de esperar o escrutínio aos familiares - que apenas não teria razão de existir se os haveres dos políticos fossem eficazmente verificados e registados - e não são. Embora seja uma injustiça relativa, é de crer que os familiares de políticos que tomam decisões com o dinheiro alheio sejam escrutinados. É desagradável, mas apenas um apertado controlo dos rendimentos dos políticos - e Portugal está longe de se poder comparar nesse campo à maioria dos países europeus (em Inglaterra, não há despesas de alguns pences que não sejam contabilizadas...), apenas esse apertado controlo pode permitir que os familiares sejam deixados mais em paz.
Afinal, quem é que meteu a família no assunto, com o sobrinho suiço, ou a mãe milionária? Não foram os políticos?
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De Helena Sacadura Cabral a 19.03.2015 às 22:35

C
1. Com a idade que tenho não posso dar-me ao luxo de não ter nas minhas contas os meus filhos. De facto, se me acontecesse algo, ao menos eles teriam a possibilidade de utilizar o que tenho para me tratar e eu não ficar na dependência deles.
2. Em 10 anos seguidos que isto acontece o meu filho não foi sempre ministro. Mas eu continuei a ser notificada.
3. Se sou economista é natural que ajude os meus filhos a gerirem o que é deles se eles assim o desejarem. E sempre o quiseram. Tanto um como outro. À semelhança do que agora faço com os netos, nomeadamente o mais velho, que já vive independente.
4. Sempre tive uma vida profissional daqual vivi e vivo. E sempre tive os mesmos filhos na política.
Antes, no "tempo da outra senhora" era incomodada por causa do Miguel. Agora no tempo da senhora democracia todos podem vasculhar a minha vida porque tenho um filho no governo.
5. A seguir-se o mesmo critério bem pode o fisco disponibilizar pessoal para os familiares próximos que possam tratar das economias dos seus.
6. Então tenha-se a coragem de dizer que os familiares próximos dos governantes, com formação económica, podem ser objecto de fiscalização mais apertada. Isso eu aceito, embora considere injusto. Mas não se diga que é o computador a fazer a escolha...
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De c a 20.03.2015 às 21:41

Muito obrigado pela sua resposta.
Sim, é como diz em 6. Mesmo sem formação em economia ou finanças é de esperar. E tem razão é injusto e um assunto delicado.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 18.03.2015 às 22:30

Já me aconteceu durante anos seguidos quando era um PME, e não sou figura publica. Só faltou dormirem no meu escritório.
Em todo o caso, no meio deste ruído ainda não ouvi nem li uma palavra de conforto, vamos dizer, dos que viram os seus dados fiscais ilegalmente vasculhados, nem uma palavra de censura para os que trabalham no fisco e se dedicaram sabe-se lá com que intenções e a solicitação de quem, a fazer esse trabalho. Como de costume e à falta de melhor, os media e os partidos da oposição querem "responsabilidades politicas".
P.S. Não tem nada a ver com este assunto, mas lembrei-me agora como foi delicioso ver ontem no Parlamento o vice-1º ministro, em cujo partido nunca votei, "sovar" um estalinista (pouco) arrependido.
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De Ele há coisas a 18.03.2015 às 22:44

Já em tempos o Henrique Neto referiu a constante dedicação à sua empresa da parte de funcionários do fisco depois de ter "incomodado" o governante em vigência na altura.Seria o descobridor de um "pântano" político-partidário e que depois se raspou?É que já não me lembro.
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De jo a 19.03.2015 às 11:07

Vamos centrar a polémica.
O mal da lista VIP não é proibir o acesso indiscriminado a dados confidenciais. O que é curioso é que só restringe a alguns cidadãos.
Fica a impressão de que ou são mais cidadãos que os outros, ou de que têm algo a esconder.
A gente pequenina em altos cargos sempre pensou que é superior aos outros.
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De Tiro ao Alvo a 19.03.2015 às 14:20

Jo, não chute para canto: um sistema de controle deste tipo não pode ser extensivo a todos os cidadãos. Se assim fosse feito, seria ineficaz.
A campanha que está em curso, liderada pelos sindicatos do sector, é apenas uma forma de defender os funcionários/as do Fisco coscuvilheiros/as, mais nada.
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De c a 19.03.2015 às 15:37

É defensável que pessoas mais conhecidas - por bons ou maus motivos - tenham os seus dados mais protegidos da mera curiosidade.
Não é que o normal dos cidadãos não mereça igual protecção. A única diferença é que um cidadão anónimo pode estar mais naturalmente protegido de olhares alheios por menos pessoas se interessarem pela vida e proventos.
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De Helena Sacadura Cabral a 19.03.2015 às 22:42

Jo
O que acontece é que esses cidadãos têm que entregar no inicio e no fim da sua actividade, no Tribunal Constitucional, uma lista de tudo o que possuem. Mesmo que aquilo que possuem não seja só deles. E que toda a gente pode consultar.
Não é isso que acontece, por exemplo, a gestores de empresas públicas, nem sequer ao comum dos cidadãos.

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De jo a 20.03.2015 às 11:19

Não vejo o que uma coisa tem a ver com a outra. Se têm de entregar declarações, os seus rendimentos têm de ser públicos, e não se justificam as listas VIP. A menos que as declarações sejam falsas.
O que não se compreende é a diferenciação de cidadãos de 1ª que são protegidos e cidadãos de 2ª que não são.
Já agora convém saber quem decide quem é cidadão de 1ª e quem é cidadão de 2ª e com que critérios. Até ao momento parece que a lista, que primeiro não existia e agora existe, nasceu de geração espontânea.
Quanto à alegação que não se pode proteger todos, ou ela é falsa ou temos todos os nossos dados de saúde, bancários e afins completamente desprotegidos o que é grave.
Mas claro que dá uma certa "cagança" pertencer a listas VIP. Quem não tem mais nada na vida pela-se por estas coisas.
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De Helena Sacadura Cabral a 20.03.2015 às 19:46

Não sei a quem se quer referir no delicado último paráfrafo do seu comentário. Mas deduzo que percebe do assunto!
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De jo a 20.03.2015 às 20:21

Infelizmente não percebo.
Mas como me convinha não que não me consultassem as finanças gostava de saber como me torno "amigo do Núncio" ou de quem quer que fez a lista, que aliás não existe como garantiu o nosso 1º.
É que pensava que o registo financeiro dos cidadãos portugueses fosse algo cujo acesso fosse sujeito a regras estritas, mas pelo visto qualquer subsecretário ou funcionário das finanças pode criar regras de acesso diferentes para cidadãos diferentes, sem dar cavaco a ninguém.
Alguém anda a confundir a Rés Pública com a sua coutada, e o que é grave é que nem se apercebe do que faz.
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De Helena Sacadura Cabral a 21.03.2015 às 21:54

Jo
Estou inteiramente de acordo com os dois últimos parágrafos do seu comentário!
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De lucklucky a 21.03.2015 às 14:07

Concordo com o Jo, um VIP não deve ter mais protecção que o sr.João.

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De Jorge a 19.03.2015 às 13:48

Em tempos fui chamado à Repartição de Finanças durante anos seguidos para apresentar comprovativos, com o célebre argumento do sorteio... Perguntei a um funcionário meu amigo como é que eu tinha tanta "sorte" e ele respondeu que simplesmente aquilo se devia ao facto de desconfiarem de eu apresentar um montante elevado de... donativos. Que sempre comprovei, aliás. Fiquei esclarecido e a "sorte" acabou-se...

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