Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




As Cidades-Estado.

por Luís Menezes Leitão, em 08.09.17

Um estrangeiro que cá viesse assistir à nossa campanha autárquica ficaria convencido de que Portugal está transformado num conjunto de Cidades-Estado. Cada Município acha que pode lançar impostos, como Medina em Lisboa, ou criar moeda, como Eduardo Brito na Guarda. Isto já não para falar de cada cidade ter o seu aeroporto privativo como, depois de Beja, agora reclamam Coimbra e Leiria. São estes os resultados da política de descentralização abusivamente praticada por este governo. Já se sabe é quem é que vai pagar a factura de todos estes delírios.

Autoria e outros dados (tags, etc)


10 comentários

Sem imagem de perfil

De rão arques a 08.09.2017 às 08:33

Que Deus me perdoe se tal pensamento é pecaminoso, mas nunca me passou pela cabeça ver um fulano tão trapalhão e atrapalhado a passear-se por aí na pele de 1º ministro.
Dado o histórico de piruetas, rasteiras, contradições e sermões tão especulativos como desavergonhados, a que chamam habilidades, ver a plateia a aplaudir é mesmo o fim da macacada.
Sem imagem de perfil

De Alain Bick a 08.09.2017 às 09:57

quem vota neste lixo humano não merece NADA
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 08.09.2017 às 10:01

" ... Cada Município acha que pode lançar impostos...".
Sim. O núcleo do problema. Política é o poder lançar impostos.

Político que exagere no lançamento de impostos não será re-eleito. A não ser que entretanto trate de empregar na cidade, ou no País, cidadãos, eleitores, em número estrategicamente suficiente. Esta forma de fazer política é a alma do político de esquerda. Os resultados, por esse mundo fora, estão à vista. Chama-lhe "estabilidade" (nos seus queridos lugares de poder, diga-se).

Será que entretanto Costa/Medina, e outros PRs de Câmara, conseguiram dar emprego a um número suficiente de eleitores na "sua" cidade ?. Brevemente veremos .
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 08.09.2017 às 10:25

É mais uma consequência da ditadura de partidos que nos desgoverna e a que muitos, sem o menor respeito pela relação entre significante e significado, teima em apelidar de democracia.
Que absurdo!
João de brito
Sem imagem de perfil

De Vlad, o Emborcador a 08.09.2017 às 11:44

O que tenho reparado nos cartazes da campanha eleitoral é na fealdade dos candidatos....é que são mesmo feios, mesmo com Photoshop
Sem imagem de perfil

De Vento a 08.09.2017 às 14:45

Um bom retracto sobre o estado das cidades.

A noite passada tive um sonho. Neste sonho apareceu-me uma anja de longos cabelos caindo em cascata, bela e resplandecente. Disse-me que vinha para dialogar sobre as coisas celestiais.
Sem lhe dar muita conversa, perguntei de imediato se pertencia a alguma comissão celestial sobre a igualdade do género. E também perguntei se estava vertida alguma lei celestial sobre o assédio. Pois é preciso cuidado nestas abordagens.

À primeira questão, respondeu-me que ficasse tranquilo, pois só existem anjos e não anjas. E os anjos não têm sexo.
Fiquei a saber de imediato que quando morrer o meu míssil não irá comigo. Espero bem que não apareça um Kim Yong-un que o recicle e desate numa roda viva a impressionar o mundo com testes balísticos.
Consequentemente, não poderá estar vertida qualquer lei celestial sobre o assédio.

Voltei a interpelar: então, como é que se processa a vestimenta, tem cores definidas? Pois quem não tem sexo há-de sentir-se embaraçado em revelar tal condição, não? Em particular para os homens, pois o instrumento ou falo costuma ser motivo de faladura. Sem falo, qual a faladura? Pois falar é uma impressão deixada pelo cristianismo. Jesus cura os mudos precisamente para que estes falem.
Resposta: No céu não há conversas, só acções.
Exultei de alegria! Sabes, anja, perdão, anjo sem sexo, pertenci a uma unidade cujo lema era "Res non Verba". Creio que me adaptarei muito bem a esse ambiente. Todavia penso que falo também é um sinal de identidade.
Que acções tomaremos?
Resposta: onde tiveres teu coração aí estará o teu tesouro.
Boa, respondi. O meu coração é enorme, nele cabem todas as mulheres. Para mim são todas iguais. Todas têm um lugar no meu serzinho existencialmente terreno. Só que andam por aí forças de bloqueio que, se eu deixar, me vestirão com uma túnica rosa. Como será possível isto se eu sei que o meu lápis é mesmo azul?
Resposta: Duas coisas te aconselho: Não deixes que te afiem o lápis, pois não vás perder noções sobre medidas e ficares sem faladura. Isto é uma clara indicação de discriminação. E quando quiserem vestir-te de rosa, oferece a túnica a quem necessitar.
Obrigado, anja, isto é, anjo sem sexo. Afinal andam por aí comissões que querem reproduzir o céu dos anjos. Mas não largam os cabelos compridos!
Sem imagem de perfil

De Vlad, o Emborcador a 08.09.2017 às 17:41

Portanto, não foi um sonho molhado. Ainda bem pelos seus vizinhos...ou tinha umas noites de penitência, a látego, pela frente...
Sem imagem de perfil

De Vento a 09.09.2017 às 13:34

Em Portugal pretende-se que se viva em seca extrema. Até as vaquinhas começarão a dar leite em pó. É o efeito de ou da estufa.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 10.09.2017 às 11:25

Qual é o mal de Coimbra ter um aeroporto dela? Não sabe o LML que há montes de aeródromos por este país fora? Muitos deles privados, outros municipais? Qual é o mal de Coimbra ou Leiria decidirem investir o dinheiro dos seus munícipes na criação ou (no caso de Coimbra) melhoramento de aeródromos municipais?
Sem imagem de perfil

De Vento a 10.09.2017 às 12:55

Pois, Lavoura. Os hábitos deste país repetem-se a todos os níveis. Como são sempre os outros a pagar, arranjam-se brinquedos para que um ou outro os use. Já pensou nos custos de manutenção e utilização desses brinquedos para serem usufruídos sem qualquer rentabilidade e necessidade?
Já pensou que o comboio e as estradas são meios alternativos já existentes?

Se algum particular quiser fazer isso, cedam-lhes terrenos e cobrem taxas de utilização a esses, mas deixem que eles estourem com a sua própria massa.

Se os municípios têm assim tanta massa, pois então entreguem instalações gratuitas e um fundo de maneio inicial para que os desempregados reiniciem suas vidas. Assim contribuirão para melhorar a vida dos munícipes e acabam sempre por arranjar mais um cliente para cobrar taxas.
Costuma dizer-se que a imaginação não tem limites, mas por aqui parece que a imaginação ultrapassa os limites.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D