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Aquilo do Irão

por jpt, em 08.01.20

iran.jpg

Não sei o que se passa no Irão/Iraque - e estou certo que não serei o único. Creio que dentro de alguns anos um Oliver Stone mais ou menos o demonstrará, num ritmo mais ou menos trepidante, e com uma visão mais ou menos crítica do sistema americano, e elegendo como herói protagonista e exemplo salvífico um funcionário mais ou menos desalinhado. Trata-se do molde western da (auto)crítica dominante no indústria cinematográfica, de facto seguidora do corberismo de Lampedusa, aquilo mais ou menos do tem que se mudar algo para não se mudar nada ...

Dito tudo isto, e face à iraniofilia que grassa na esquerda portuguesa, muito gostei deste cartoon. O autor é o renomado iraniano Mana Neyestani, há anos exilado em França. É evidente o que o eixo BE-PCP-Livre-PS (MES) dele diz ou diria (se o conhecesse): é um "dissidente", um "agente da Voz da América". 

Os mais novos não se lembrarão desta retórica. Os mais velhos lembram-se, decerto. Dominou durante décadas, de apoio às piores das ditaduras em nome do anti-americanismo e, de facto, da aversão à democracia. Serviu para tudo justificar, para a tantos insultar e perseguir. Continua viçosa, vê-se, pois ""não há nada de novo sob o sol" (Eclesiastes 1:9).

 


22 comentários

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De Anónimo a 08.01.2020 às 12:49

Comentário apagado.
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De jpt a 08.01.2020 às 15:14

Agradeço-lhe o esclarecedor comentário, basto informativo sobre questões relacionadas com o actual conflito iraniano-americano. Quanto ao meu postal, objecto do comentário, julgo ser explícito que se dedica - mais prosaicamente - ao nosso querido Portugal.

Quanto à partilha do número de telefone, acto que só a si respeita, não deixo de sorrir: se eu o fizesse decerto que algum amigo - e muito em particular o tão saudoso e querido co-bloguista Carlos Gil, o homem do simpático blog Xicuembo, e que por vezes assim me atirou - comentaria, com irónica amizade, "seu mangusso".
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De Vento a 08.01.2020 às 13:02

Aquilo no Irão/Iraque nada mais é que um equilíbrio de forças. O Irão, país coeso e homogéneo, procura através dos seus "proxies" evitar uma hegemonia que lhe possa ser fatal. Esta hegemonia não diz respeito somente aos USA nem a Trump: tem outros protagonistas regionais, em uma região onde sobram protagonistas.
Consciente que estes "proxies" iranianos são suficientemente habilidosos, e também consciente que é de todo impossível uma guerra convencional contra o Irão, Trump usa agora a tradicional acção que consiste na decapitação dos cérebros que desenham tão engenhosas estratégias. Portanto, a guerra agora será uma guerra dos serviços de inteligência.

Comumente se afirma - com razão - que a América não é muito inteligente em aprender com os seus erros. Porém, se nenhuma geração poderá ficar refém dos erros passados, na verdade qualquer geração tem de assumir o que herda e procurar gerir a herança: para o bem e para o mal.
Em conclusão, aquilo no Irão/Iraque é matéria presente e não vale a pena atermo-nos ao passado.

Como não há nada de novo debaixo do sol, tudo aponta para o mal. Todavia, nesta matéria, como acima do sol existe bem mais e melhor que o que se apresenta por baixo, talvez possa haver salvação.

Filosoficamente pensando, acredito que o erro é uma forma de aprendizagem. Porém também acredito que só se deva aprender com erros inéditos; e não com os recorrentes.
Quando me dizem que as pessoas idosas são mais sabedoras, geralmente refuto que a idade não revela sabedoria, mas somente lentidão em aprender. Como esta afirmação, a lentidão em aprender, se aplica a todos, jovens e idosos, cada vez mais acredito no erro inédito como forma de aprendizagem e não no recorrente, no tradicional: por viciação do pensamento.
Está mal a educação. Não porque educar seja mau. Mas porque não se ensina que educar é fazer que cada um aprenda a educar-se. Talvez assim se possam quebrar os laços do passado de forma breve.
É isto que a esquerda e a direita não são capaz de fazer.
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De jpt a 08.01.2020 às 15:16

Pois, como digo acima, falo do meu país e não tanto daqueles orientes. Dito isto, muito concordo com o último parágrafo do seu comentário. Que é - também -sobre este nosso "gasto país".
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De Vorph Valknut a 08.01.2020 às 16:16


Vento, quando se abstem de falar sobre mulheres, ou quando escreve sem citações bíblicas, lê-lo é prazenteiro.

A/C Pedro Correia

Temos aqui matéria para um comentário semanal.

PS:Poderíamos criar, cada um de nós, um apartado postal para recepção de brinde. Este seria pago por todos. Referido brinde resumir-se-ia a uma garrafa de vinho maduro tinto, ou cerveja artesanal (o resto não presta, excepto wisquy do lidl, o tal Queen Margot)
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De Vento a 08.01.2020 às 18:03

Vorph, o meu caro é um mulherofóbico e um bibiofófico. Você caba de insultar o jpt, pois ele faz uma excelente citação bíblica. :-)

Vamos lá ao brinde, pois as mulheres também provocam desgaste.
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De jpt a 08.01.2020 às 19:09

Vento, brindo a isso (o que não dirão de nós ...)
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De Anónimo a 08.01.2020 às 22:58

Tudo o que se passa por aqueles lados está ligado ao problema Israel-Palestina.
Só os Dubais & Cia estão se ………. para o assunto (Também não sabemos ao certo quem manda no dinheirinho daquelas 'Las Vegas')
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De Anónimo a 08.01.2020 às 15:03

Isso do "nada de novo sob o Sol" era o Eclesiastes a referir-se ao ADN e mesmo isso vai-se alterando com mais ou menos um milhão de anos. Agora que o Trump ajudou muito os inefáveis aiatolas lá isso ajudou, no cartoon falta o adjunto do morto empenhando a pistola para continuar o trabalho.
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De jpt a 08.01.2020 às 15:27

Os escritores da Bíblia não anteviam o tal do ADN.
Sim, muita razão, falta mesmo o vice, o tal iznogoud que quer ser califa no lugar do califa
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De Pedro Correia a 08.01.2020 às 17:19

Iznogoud: ai que saudades...
http://www.iznogoud.com/

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De Anonimus a 08.01.2020 às 15:26

Eu quando era puto também torcia pelas equipas da URSS. Adorei a vitória do Steua sobre o Barcelona. E tive pena do Drago ter perdido com o porco capitalista Balboa.
Depois um tipo vai evoluindo.. acho.
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De jpt a 08.01.2020 às 19:09

A gente vai evoluindo, certo. Mas, caramba, um tipo que torceu contra o Rocky Balboa não me parece que tivesse grande futuro, raisparta
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De Luís Teixeira Neves a 08.01.2020 às 16:15

Pouco motivado a comentar a tua publicação. É, de vez em quando leio o Esquerda.net (da mesma forma que leio o Observador e não sei o que mais. Em matéria de filhos da puta há sempre aquela para citar: "É um filho da puta, mas é o nosso filho da puta". Isto a propósito do Irão. Perdão, da Arábia Saudita. Um país dominado por um regime reconhecidamente bem mais filho da puta do que o regime que domina o Irão. Mas a Arábia Saudita é o aliado regional não sei se diga dos EUA ou de Israel. E por falar em filhos da puta bem podia esquecer a Arábia Saudita e ficar-me pela "única democracia do Médio Oriente". E vem mais a propósito falar dela. Israel é que se péla com o Irão. Não é nosso aliado, mas temos cá uma boa 5.ª coluna deste país. Parece que à custa de caridade. Parece que ser "amigo de Israel" é uma alternativa a ser da Maçonaria ou da Opus Dei. Se não sabias, ficas a saber e, já sabes, se precisares...
Bem, eu não pertenço a nenhum desses partidos (e também não pertenço aos outros) e não respondo por eles.
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De jpt a 08.01.2020 às 19:08

Ó Teixeira, a gente conhece-se, somos primos ou isso? Esse "tu" vem daí? É que não me lembro ...
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De Luís Teixeira Neves a 08.01.2020 às 23:00

Só agora é que perguntas? Não sei. Foste tu que me pediste amizade. Tens alguma ideia a esse respeito? Desculpa, mas não me apetece tratar-te de outra maneira. Ou trato-te por tu ou mando-te â merda.
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De jpt a 09.01.2020 às 14:24

Luís Teixeira Neves: 1) a amizade não se pede, ganha-se; 2) a "amizade" de que fala é a do FB? Então é o dialecto-FB para "ligação" ("link", dizia-se na era blogal). Os adultos sabem a diferença; 3) Eu "pedi-lhe amizade" nesse tal dialecto? É provável, ainda que - fui confirmar - não conste das minhas actuais ligações. O que é irrelevante, constasse ou não, um "link" nas redes sociais não é uma amizade, um "tuar" ... Eu sou muito velha escola, até porque vou velho. Ou seja, não tendo "link" não trato por tu, e custa-me aceitá-lo, ainda por cima quando vem desabrido. 4) ficámos entendidos: eu vou à merda, sou muito bem mandado, e o assunto morre. Na terceira pessoa.
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De Luís Teixeira Neves a 09.01.2020 às 17:09

Vai dar lições sobre amizade ao (...). Pode ser? E toma também qualquer coisa para a memória (que está fraca). Quanto a distâncias, é bom mesmo que te mantenhas distante da minha pessoa (física) porque posso (literalmente) ir-te à cara.
E, já agora, o que é que tu sabes sobre vacinas para te atreveres a teceres considerações sobre os "anti-vacinas"?! Foi só para te ambientares?! É fácil, não é?! Dás-te bem com discurso de ódio?! Apanhei-te com escumalha que só transpirava discurso de ódio contra os "anti-vacinas". Fascistóides. E as tuas palavras foram tão fraquinhas. Parece que estavas a fazer caridade a alguém. (...)! Andas bem acompanhado, andas.
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De jpt a 10.01.2020 às 11:26

Eisch, acho que você não tomou mesmo a vacina ... Já agora, e mantendo-me no cerne dos comentários, não tive a intenção de lhe dar qualquer lição sobre a amizade, apenas lembrei um acertado lugar comum. O que pretendi mesmo - mas parece-me que a tal falta de vacinação impedirá o sucesso do bálsamo proposto -. foi dar-lhe uma lição de português. Enfim, cuide-se, que isso assim não tem jeito.
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De Luís Teixeira Neves a 10.01.2020 às 13:42

Estás um gajo reles. Fazes uma publicação reles, dás respostas reles...
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De jpt a 10.01.2020 às 16:18

Pronto Teixeira Neves, você já aqui desabafou o que entendeu ser-lhe necessário. Não é a primeira vez que vem desatinar, ainda que já há bastante tempo que tal não acontecia. Lamento, como já lhe disse, a doença que o apoquenta e que você publicamente narra e (também) lamenta. Mas não tenho qualquer responsabilidade social que me convoque o acompanhamento dessa maleita. Ficaremos então assim, na terceira pessoa e no silêncio. Ou seja, nem os seus comentários futuros entrarão nem eu os comentarei. Saúde e felicidades, são os meus sinceros votos.
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De António Vaz a 08.01.2020 às 18:52

Devo dizer que até não é muito normal que um dos muitos “Autores” que aqui postam no DO, confesse singelamente – no início da sua conversa – que «Não sei o que se passa no Irão/Iraque» mas depois divague sobre o que não só confessou não saber, como se dê ao luxo de apreciar criticamente o que “leu” a outros… sobre o que confessou não saber, e claro, aqui, os outros, invariavelmente, acabam por ser essa miscelânea que só em mentes alucinadas, têm uma linha de abordagem comum da questão em cima da mesa, a por ele chamada “iranofilia”: «o eixo BE-PCP-Livre-PS (MES)»! É assim que e/foi descoberta a «iraniofilia que grassa na esquerda portuguesa»!
A lógica é simples e repete-se a cada “invasãozita” dos “yankees”: quem não a apoia, é evidentemente a favor do regime ditatorial do país invadido, ie, da Ditadura. Já antes, em tempos recentes, houve a “afeganistãofilia”, a “iraquinofilia” e a “sirionofilia”… sim, nada, mas mesmo “nada de novo sob o sol” e aqui o digo, sem querer parecer um daqueles habituais pastores evangélicos que apoiam os esforços “democráticos yankees” recorrendo ao Antigo Testamento, à lengalenga primitiva do Tanakh.
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De jpt a 08.01.2020 às 19:07

Ó Vaz, nem uma artigozinho da wikipedia para ilustrar essas doutas análises? Que desilusão ...

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