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Aprender com os erros

por Pedro Correia, em 27.08.15

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Ouço alguns suspirar de nostalgia pelo regresso aos "30 anos gloriosos" que até 1975 mantiveram a Europa na vanguarda do crescimento económico e das conquistas sociais.

Percebo o lamento, mas há que reconhecer a realidade. As condições das décadas de 50 e 60 são irrepetíveis. Não só em Portugal (onde vigorava uma ditadura e havia condicionamento industrial com a pesada mão do Estado a ditar as regras, além de mão-de-obra barata, combustíveis ao preço da chuva, a protecção social tinha índices residuais e os mercados coloniais garantiam o abastecimento de matérias-primas), como é óbvio. Mas também no mundo.


As independências africanas, o aumento acentuado do preço dos combustíveis decretado pela OPEP em 1973 e, bastante mais tarde, a adesão da China ao acordo global de comércio, arranque simbólico da globalização, alteraram todo o cenário mundial. Tudo isto somado ao chamado "inverno demográfico" europeu, que ameaça implodir os sistemas públicos de protecção social.
É importante darmos prioridade às políticas de natalidade, que tiveram sucesso (por exemplo) na Suécia e na Dinamarca. Mas não vale a pena lutarmos contra a globalização, que para os povos outrora submetidos a opressão de vária ordem constituiu um poderoso grito libertador. Entre 1991 e 2011, cerca de 400 milhões de pessoas à escala global abandonaram o patamar extremo de miséria - aquele em que muitos ainda sobrevivem com menos de um dólar diário.

Todos os anos há largos milhões de indianos, brasileiros e chineses que transitam da pobreza para a classe média graças à globalização.
É um caminho de não-retorno.

Voltando a Portugal.
Se nos lembrarmos que o "crescimento zero" da primeira década do século XXI (abaixo de 1% podemos continuar a usar este chavão) ocorreu quando continuávamos a receber milhões de euros em fundos europeus, ao abrigo de vários programas comunitários, podemos considerar que se tratou de uma década perdida.
Mas pelo menos uma boa lição poderá ser colhida desses anos: não repetir os mesmos erros nem as mesmas receitas que nos conduziriam fatalmente às mesmas consequências.
Julgo que uma larga maioria de portugueses pensa assim. Até porque um país que não consegue aprender nada com três situações de pré-bancarrota em três décadas condena-se antecipadamente ao pior.

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46 comentários

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De Helena Sacadura Cabral a 27.08.2015 às 14:27

Pedro
Pensar pensamos. Mas parece que quando chegamos ao poleiro, as dioptrias mudam...e só vemos o clube/partido e as suas engrenagens. Os interesses partidários fazem esquecer os interesses do país. É uma pena. Mas constitui a triste realidade. E não só aqui!
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:16

Por isso mesmo, Helena, importa despertar a força da cidadania. Porque felizmente passou o tempo em que estas questões só eram debatidas em circuitos muito fechados por meia dúzia de pseudo-iluminados.
O impacto dos blogues como fonte de reflexão contribui para que cada vez mais gente se pronuncie sobre matérias que antes eram território exclusivos de umas certas elites bem-pensantes.
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De Helena Sacadura Cabral a 28.08.2015 às 00:37

Pedro
Vou até mais longe. Julgo que seria muito útil que a sociedade tivesse e tomasse o hábito da discussão pública. Infelizmente, também aqui, os debates e os frente a frente são sempre entre representantes dos partidos...
A partidocracia que veio com o que chamamos de democracia. E democracia directa com responsabilização pessoal, essa, é uma miragem. É pena.
É verdade que os blogues tiveram inicialmente essa função. Depois tornaram-se uma cloaca a coberto do anonimato. E vê ao que chegámos: até o Presidente fala aos cidadãos através do Facebook!
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 08:05

Vê lá tu o que eu ando a perder por não ter Facebook, Helena...
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De Anónimo a 27.08.2015 às 15:52

É primordial discutir esta globalização que pelos vistos pouco trouxe de bom ao comum dos cidadãos e muito trouxe, aos cada vez mais imperialistas. Tem de haver regras iguais para todos, caso contrário, exploram-se e escravizam-se uns, enquanto outros, ficam sem trabalho. Já todos nos apercebemos que esta globalização não pode continuar assim, mas ao mesmo tempo, todos, olhamos para o lado fingindo que tudo funciona bem. Nada mudará porque o principal não se discute nem interessa porque os nossos governantes não nos governam, mas em contrapartida governam-se. Já estamos condenados porque continuamos com uma dívida cada vez maior e não temos como pagá-la.
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:28

Se você fosse brasileiro, ou russo, ou indiano, ou chinês, não falava assim. As populações desses países - e de muitos outros - sabem bem o impacto positivo que lhes trouxe a liberalização do comércio internacional. Nos próximos dez anos, segundo cálculos da OCDE, cerca de 800 milhões de habitantes destes países poderão ingressar na chamada classe média.
A ideologia, pelo contrário, só lhes trouxe miséria.
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De Anónimo a 28.08.2015 às 00:37

Se eu fosse cidadão desses países como por exemplo indiano, vivia na mendicidade, na porcaria, tingindo tecidos com tintas altamente poluentes e agressivos para a vida humana... se fosse chinês trabalhava horas e horas sob poluição irrespirável, sem regras nenhumas onde se escravizam uns, para encher outros, se fosse brasileiro tinha corrupção por todo o lado e o povo no mais do mesmo, "se bem que a corrupção faz parte de todos esses países". Se a isto, podemos chamar una boa globalização, então temos um mundo perdido que jamais se endireita a não ser que alguém desespere e aí... A ideologia não traz miséria, o que traz miséria é a miséria humana que não sabe usar essas ideologias no bem do cidadão, mas em contrapartida usaram-na em proveito próprio. Não vamos confundir ideologia com mau uso dessas ideologias.
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 08:03

A Índia, ao contrário do que você sustenta sem base factual, é talvez o caso mais emblemático dos países emergentes que beneficiaram com a globalização. Em vinte anos, o PIB indiano mais do que duplicou. A Índia regista taxas anuais de crescimento entre 6% e 8%. Prevê-se que daqui a dez anos seja a quarta economia mundial - atrás dos EUA, da China e do Japão.
Cerca de um quarto das actividades de serviços ligadas às tecnologias de informação deslocalizadas do planeta situam-se já hoje na Índia: eis um exemplo concreto de um país do impropriamente chamado 'terceiro mundo' que muito tem progredido graças à globalização.
Subsistem ali problemas estruturais graves - explosão demográfica, excessiva dependência das importações energéticas, elevada taxa de analfabetismo entre os adultos e 55% da população activa ainda dependente da agricultura (que só gera receitas para 22% do PIB). Mas todos os anos saem das universidades indianas mais de 300 mil diplomados em áreas científicas e tecnológicas.
Mais importante que isso: a Índia tem-se desenvolvido em democracia, ao contrário da China, que mantém a ditadura. Isto apesar de se tratar de um país que é um vasto mosaico étnico, linguístico e cultural: uma federação de 28 estados (e seis territórios autónomos) com mais de mil milhões de pessoas.
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De William Wallace a 28.08.2015 às 09:33

O Pedro Correia obviamente não sabe do que fala e então quando mistura democracia e Índia só podia dar barraca.

Na Índia existe um sistema de castas que se sobrepõem à democracia, além de que neste momento a Índia é actualmente governada por um partido Nacionalista que qualquer Europeu bem pensante como o Pedro Correia é ( ! ) descreveria como xenófobo quiçá neo-nazi se fosse aqui pela Europa tipo o da Madame Le Pen .

A globalização como está não serve ninguém apenas tornou mais fácil a predação dos escassos recursos do Planeta, além de que levou e leva milhões ao desespero.


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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 09:51

Eu sei do que falo. Estudo, leio, informo-me. Já visitei duas vezes a Índia. Você já lá esteve?
Uma vez mais argumentei com factos. Você argumenta com palavras, só com palavras. Sempre para defender uma tese: antigamente é que era bom. Não há qualquer base factual que sustente essa tese. Mas você insiste nela.
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De Anónimo a 28.08.2015 às 16:14

Tal como disse o PIB na India mais que duplicou, mas por incrível que pareça a miséria continua, tal como antes, o que revela que a globalização lá, como em todo o lado, funciona só para os grandes grupos económicos porque os outros, estão tal como antes, escravizados. Também estive recentemente na Índia e foi tão mau, mas tão mau, o que vi que não voltarei porque para ver miséria e porcaria por todo o lado, não. Isto, pode ser tudo menos globalização na verdadeira acepção da palavra. Tal como na India também em Portugal saem todos os anos bons diplomados e a globalização, oferece-lhes como prémio a saída do país. A globalização para ser verdadeira, tem de ter regras e é intolerável que não haja trabalho na UE e as empresas europeias se desloquem para esses países para explorar e escravizar os mesmos de sempre, para que os
ricos continuem cada vez mais ricos, à custa dessa escravidão humana enquanto por cá a falta de trabalho e a crise continuam."Julgo que uma larga maioria de portugueses pensa assim. Até porque um país que não consegue aprender nada com três situações de pré-bancarrota em três décadas condena-se antecipadamente ao pior." A partir do momento em que deixámos de ter autonomia e a corrupção, continua a minar tudo, jamais aprenderemos porque ninguém aprende o bem com o mal.
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 20:47

A questão não é se a miséria continua, como você escreve demagogicamente. Como se a miséria acabasse num passe de varinha de condão.
A questão é saber se a miséria está em regressão. Na Índia está, claramente. A classe média indiana nunca foi tão numerosa, em termos absolutos e percentuais.
Já referi acima dados concretos que me dispenso de repetir agora. Você não indicou nem um. Limitou-se a dizer, com uma ponta indisfarçável de nojo xenófobo, que não voltará a visitar o país por lá ter encontrado tantos miseráveis...
Se o tivesse visitado há 20 ou 30 anos teria encontrado muito mais miséria, pode ter a certeza. No tempo em que a Índia servia apenas de fornecedora de produtos agrícolas ou força laboral ao preço da chuva, para gáudio do Ocidente que a colonizava e explorava, a miséria era quase total.
Nada a ver com o que acontece hoje, em que a Índia é fornecedora de serviços e tecnologia de ponta à escala planetária - incluindo informática, biotecnologia e indústria farmacêutica. Nada a ver com o que hoje sucede nesse país em que a esperança de vida aumentou para cerca de 70 anos (números impensáveis há três décadas).
Pergunte aos indianos se beneficiaram com a globalização. Mas depois não se esqueça de lavar bem as mãos com desinfectante para não ser contagiado com a "miséria". Já o vírus xenófobo não sai, nem com aguarrás.
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De Anónimo a 29.08.2015 às 00:40

Não deturpe as palavras porque se vamos por aí é muito mau. Se não entendeu o que escrevi, no mínimo, abstenha-se de escrever o que escreveu nas últimas frases que em nada, o dignificam. Eu não voltarei à Índia porque me incomoda a miséria e a pobreza e ela, apesar de toda essa tecnologia, de que fala, abunda por lá, a rodos. A Globalização serviu e serve, os grandes grupos económicos e são eles os que têm lucrado, explorando e escravizando tudo e todos por onde passam. Seria óptima, se todos se regulassem pelas mesmas regras, mas isso, não interessa porque apesar da escravatura, ter sido abolida, há muito, ela está mais activa que nunca, embora disfarçada. É a realidade, embora muitos continuem a ignorá-la.
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De Pedro Correia a 29.08.2015 às 18:29

Você escreve isso, do alto das suas certezas eurocêntricas, indiferente a um dado óbvio: globalização funciona como poderoso elevador social nos chamados países emergentes. Nos últimos vinte anos, graças à globalização - isto é, à crescente liberdade de trocas comerciais e de deslocalização de empresas e capitais - centenas de milhares de pessoas em países como o Brasil, a China e a Índia abandonaram a miséria ancestral a que estavam condenadas há gerações para ascender a patamares de dignidade humana. E outras centenas de milhares progrediram da pobreza à classe média.
Eu sei que os factos perturbam algumas cartilhas ideológicas, que vêem o mundo cristalizado em quadros de referência há muito ultrapassados. Mas a solução não é alterar os factos, aliás inalteráveis. A solução é mudar de cartilha. Ou antes: rejeitá-las a todas.
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De lucklucky a 27.08.2015 às 15:54

"Se nos lembrarmos que o "crescimento zero" da primeira década do século XXI (abaixo de 1% podemos continuar a usar este chavão) ocorreu quando continuávamos a receber milhões de euros em fundos europeus, ao abrigo de vários programas comunitários, podemos considerar que se tratou de uma década perdida."


Termo incorrecto.
Década perdida é quando muito uma em que se está estagnado, não uma em recessão forte, mascarada com muita dívida para além dos subsídios unionistas.
O crescimento residual de 1% do PIB/ano da década não deu para pagar a Dívida que só no último ano de Sócrates foi de 12% do PIB.

A nossa primeira década do Século XXI foi uma década suicida não uma década perdida.

O problema de fundo é como se define Crescimento do PIB.
A maneira actual é muito conveniente para a Política.


P.S. Mais uma vez onde os portugueses mais ganharam na qualidade de vida foi devido à evolução tecnológica, coisa para o qual contribuem pouco -até devido à nossa dimensão- e o complexo Político-Jornalista ainda conta menos, apesar de nos tentarem fazer entender que são muito importantes.
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:30

Você baralha muito os conceitos. Se chamássemos década suicida ao nosso anémico crescimento de 0,8% na primeira década deste século como denominaremos então o panorama económico de uma Venezuela no mesmo período? (Já para não falar de um Zimbábue, com mil por cento de inflação e 90% de desemprego...)
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De cristof a 27.08.2015 às 16:16

O passado, se analisado, só me faz ter calafrios. Dois descalabros, já me fazia acreditar que não caiamos noutra, e foi o que culminou com o preso 44; que só não está a passear por aí, porque azar dele, O DCIAP e procuradoria mudou de mãos?
Para completar o ramalhete de desanimo, os novos líricos repetem os chavões que, a quem passou pelo PREC já enjoa de inutil!! e não lhes custava nada ler a historia super documentada de 1974 até hoje... e de borla!!
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:33

Três pré-bancarrotas em 35 anos. Já basta.
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De Anónimo a 28.08.2015 às 10:33

Desculpe, mas a justiça tem regras que e aqui as regras não se aplicaram. Primeiro investiga-se depois julga-se, são estas as regras do direito que me parece desconhecer. Se o DCIAP e a Procuradoria mudaram de mãos e prenderam o Sócrates só mostra que a justiça está altamente politizada o que é mau porque essa mesma justiça,mtem de ser independente. Se assim é porque não o foram com Dias Loureiro, em que o juiz é o mesmo? Se o Sócrates e não o 44, fez mal que pague, mas primeiro busquem as provas e depois faça-se justiça.
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 20:48

O seu comentário demonstra bem que não confia minimamente na justiça. Ou melhor: que preferia ver a justiça sob controlo e tutela do poder político.
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De Luís Lavoura a 27.08.2015 às 17:25

Concordo com todo o post, menos com

É importante darmos prioridade às políticas de natalidade

É importante por quê? Fica mais barato importar gente excedentária de outros países.
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De Afonso a 27.08.2015 às 20:08

O Luís é capaz de ter razão,deixamos entrar quem quiser(tipo Alemanha 2015)para procriar à vontade(parece que não falta dinheiro para refugiados/migrantes)os quais em uma ou duas gerações passam a maioria(penso no Kosovo)e declaram autonomia e depois soberania enquanto os tugas "refugiam-se" na ilhas.Sim senhor...
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De Afonso a 28.08.2015 às 12:21

Confirma-se que a agenda de sabotagem da civilização europeia(não falemos agora das guerras em solo europeu)não é "apenas" um objectivo dos vários "ramos" do marxismo,mas tem também origem no liberalismo(ou em algumas de suas vertentes)o qual no século XIX teria a sua razão de ser mas se tornou entretanto num "clube" de cínicos e oportunistas.Mas qual "esquerdismo multicultural" qual quê,muitos "liberais"(ou oportunistas)promovem muito melhor essa "agenda",apenas sem a "gritaria" irracional do marxismo/esquerdismo.
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De Cristina Torrão a 27.08.2015 às 18:07

Pedro, pouco ou nada aprendemos com a História. Ainda não percebi porquê, mas tem sido assim, infelizmente.
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:35

Quanto mais a ideologia interfere no debate politico, Cristina, menos racional se torna este debate. E daí passarmos ao lado das lições da História. Mas não adianta deitá-las porta fora: elas acabam sempre por entrar de novo, nem que seja pela janela.
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De Reaça a 27.08.2015 às 18:25

Ai bom é, não foi?
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:35

Foi bom enquanto durou. Mas durou pouco.
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De Maromba a 27.08.2015 às 20:13

Quanto ao aumento da natalidade é melhor pensar duas vezes. Ainda agora li a notícia:
"Segundo a Comissão Europeia, há 20 milhões de refugiados à espera para entrar na Europa"
...e ainda estamos com bom tempo para continuarem a chegar, curiosamente, logo pela manhã, li outra:
“Barcaças podem vir para Portugal em breve”
Nada que se possa estranhar porque, com mais de 15 portas de entrada na Europa, incluindo 3 na Espanha, ora, quando algumas se fecharem, outras se abrirão. Quanto mais fácil for entrar na UE, mais dinheiro vão ganhar os traficantes que cobram as viagens aos refugiados, no entanto, ainda não me esqueci da ameaça feita em Fevereiro deste ano: "Os extremistas do Estado Islâmico (EI) ameaçaram criar o "caos no Mediterrâneo", caso a União Europeia decida enviar tropas para a Líbia"... e, infelizmente, não costumam ameaçar em vão, o mal é lembrarem-se do que ainda podem fazer de pior.
Por vezes, desconfio da verdadeira finalidade Alemã em receber o maior número de refugiados e parece que quase querem obrigar, os outros países, a fazerem o mesmo... será Só boa vontade? Por acaso ninguém estranha um Wolfgang Schäuble com tão "bom coração" quando, com as políticas de austeridade, nem sequer se preocupa com os cidadãos europeus ?
Quando fala no poste em aprender com os erros, só penso na História e em como nada acontece por acaso. Aliás, há uma coisa que se chama experiência, e não é nada de especial, como alguém disse, serão apenas "um tipo de autoestradas" de reconhecimento de causa/efeito e, mesmo que não se tenham todas as peças do puzzle, geralmente acendem uns sinais de alarme e, neste caso, ando com muitos interruptores a disparar ;)
Basta reparar nas contradições dos economistas, mas tirando isso, há pontos que se devem ponderar. Dizem que a economia na Zona Euro está a melhorar, pois se está, com tanto dinheiro injetado pelo BCE (e que ainda não parou), com juros negativos (coisa nunca vista), com tanto tempo a "antibiótico", já devíamos ter uma economia bastante melhor do que a contar todas as décimas, ora, como se viu com as Bolsas, "um espirro chinês" até consegue estar a prejudicar as exportações Alemãs e não só, porque hoje vi um mapa de todos os países que perderam milhões com as exportações (e vão continuar a perder) e são em todos os Continentes, portanto, quando falam "das bolhas" na China, ainda me lembro da bolha imobiliária nos EUA, ora a China, tem CIDADES construídas completamente vazias, onde nada foi vendido.
Claro que se algo "rebentar", como já se viu, o cidadão comum vai ser o último a saber, no entanto, fico a pensar se, quiserem implantar mais "alguma coisa", um bocadinho de caos nas nossas vidas, será um bom pretexto ou uma bela desculpa, para nos ajustar melhor... a canga...
Ainda há por aí mais uns "sinais" a nível global mas, são tão maus, que até quero fingir que não os vejo...
Todas as distrações "caseiras"... são apenas faits divers que dentro de cada país europeu vão distraindo os cidadãos, enquanto, algures, as grandes decisões estão a ser tomadas por... não eleitos... uma meia dúzia de corporações que, como toda a gente sabe, há muito tempo controla o poder político (quem tinha dúvidas, bastou olhar para a Grécia).
Neste caso, em vez de dizer, como na canção de Ivan Lins, "Pra começo de conversa" direi... para fim de conversa...
"Avisa o formigueiro
Vem aí tamanduá "
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De Pedro Correia a 27.08.2015 às 22:37

Não existe alternativa à globalização. Deixou de possível erguer fronteiras e muros intransponíveis às trocas comerciais.
Intriga-me que alguns 'internacionalistas' reajam tão mal à globalização...
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De Maromba a 28.08.2015 às 15:07

Pois o que me intriga é o "formigueiro" reagir tão bem à globalização quando as economias locais são destruídas e vai acabando tudo na mão de meia dúzia. Cada vez temos menos escolha porque isto de ver muitas marcas nas prateleiras, não quer dizer que não pertença tudo à mesma corporação ou às suas subsidiárias. Acabará por comer produtos geneticamente modificados, com químicos e tudo o mais que eles quiserem mas, o pior, é ouvir desde o Presidente dos EUA, passando por Lagarde do FMI e até o Papa falarem da possibilidade da implementação de um governo global, e a criação de uma única moeda mundial. Suponho que estão todos a trabalhar para isso e será muito perigosa esta concentração total de poder mas que, em nome de tudo o que pareça cheio de boas intensões, acabará por apagar tudo o que tenha a ver com liberdades ou direitos, depois, em nome da segurança (eles têm que criar bastantes riscos e perigos, imaginários ou reais) acabaremos por entregar o resto, até a tal de privacidade e, assim, esse poder global, apoiado pela tecnologia, que muitos nem sequer sonham com o que já consegue fazer, vamos passar a rebanho monitorizado 24h por dia.
Francamente, é tal a ingenuidade sobre o futuro que já estou a ver a fila para implantar o chip que todos vão querer, para terem sempre monitorizada a sua saúde... só que... vai acabar para servir para muito mais...
O Mundo vai mudar muito nos próximos 10 anos, e nem estou a tentar convencer ninguém, pode acreditar ou não, o que chateia, mesmo, é depois de algo acontecer, todos os avisos terem caído em saco roto e, em nada, se poder voltar atrás.
Nesse espaço de 10 anos a população mundial vai perder mais de um terço dos postos de trabalho, já está a ser substituída por robots, Apps, e quase tudo pode ser automatizado, basta olhar para as máquinas que já imprimem em 3D peças, roupa, casas... e está para sair uma que pode imprimir, simultaneamente, com 10 materiais diferentes. Ainda agora, uma empresa resolveu substituir todas as pessoas por robots para que as entregas das compras feitas por Net fossem mais rápidas. Nas portagens, nas compras, as assistentes telefónicas, as compras no supermercado onde prescindem da operadora, até pedir um hambúrguer no Mcdonald´s, "os carneirinhos" já colaboram e preferem tudo o que seja automático... mas, à tarde, vão à manifestação gritar contra o desemprego...
Pode ver como, em vários países, a aplicação da Uber revoltou os taxistas, pois é apenas a pontinha do iceberg, uma corporação implanta e fica dona de uma App que faz baixar o custo do serviço mas, em que ela fica a ganhar uma comissão fixa, no entanto, isso, não só acaba com profissões mas põe as pessoas a trabalhar precariamente, aliás, o futuro será maioritariamente constituída por precários, trabalhos eventuais e desemprego em massa (quem prometer o contrário, está a mentir descaradamente) e, quem pensar que a sua profissão está segura... o melhor é pensar duas vezes...
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 20:56

Típico discurso de Velho do Restelo. Ia aliás dizer: típico discurso de taxista, já que vem defender a corporação dos táxis em vez de se colocar do lado do consumidor, que beneficia com a concorrência. Se as pessoas preferem ser transportadas através de uma aplicação de telemóvel por motivo há-de o estado ou alguma corporação insurgir-se contra isso?
Clama você contra o mundo em que vivemos, em que imperam as inovações tecnológicas. O que propõe como alternativa? A abolição dos automóveis, que puseram fim às diligências? A interdição dos comboios, que acabaram com as profissões de cocheiro e ferrador? Preferia voltar aos dias risonhos das lavadeiras de Caneças, condenadas ao desemprego com a vulgarização desse electrodoméstico chamado máquina de lavar?
Comece por ser coerente e evite escrever no computador. Mande carta com selo do correio: assim evita que alguns carteiros caiam no desemprego.
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De Cristina Torrão a 28.08.2015 às 10:26

Quanto ao facto de a Alemanha deixar entrar tantos refugiados (já entraram mais de 200.000 e calculam-se cerca de 800.000 até ao fim do ano), não lhe posso dizer se existem interesses sinistros por trás, mas uma coisa é certa: se a Alemanha lhes barra a entrada, porque é nazi, racista, é isto e aquilo; se os aceita, estranhos e quiçá perigosos motivos estarão por trás...

Penso que Wolfgang Schäuble nada tem a ver com este assunto, ele ocupa-se exclusivamente de Finanças. A problemática dos refugiados está nas mãos do Ministro do Interior Thomas de Maizière, do Vice-Chanceler Sigmar Gabriel (aliás líder dos Socialistas, pois a Alemanha é governada por um Bloco Central) e da Chanceler Angela Merkel.
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De Afonso a 28.08.2015 às 17:39

Dê uma olhadela ao meu blog que algumas(pelo menos) de suas dúvidas concerteza desaparecem.
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 21:00

O seu blogue chama-se... ?
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De Maromba a 28.08.2015 às 22:12

Não tenho muitas dúvidas mas, vou tentando dizer as coisas de modo suave para que alguns "cegos" possam começar a ver o que se passa "debaixo do pano", aqui o Pedro Correia chama-me "Velho do Restelo" e... como ele se engana, não sou velho, nem sequer homem mas mulher e o meu segundo comentário demorou a sair (talvez para ficar para trás esquecido)... um cheirinho de censura à antiga, à moda dos Velhos do Restelo
Há ideias que presentemente parecem de loucos... mas, infelizmente, o tempo as comprovará.
Por exemplo, o Hitler, poucos se lembram que foi eleito democraticamente, claro que, nessa altura, também havia uns "Velhos do Restelo" que avisaram... mas foi eleito quase por maioria absoluta... e mesmo depois da guerra foi difícil convencer alguns, da existência dos campos de extermínio, nem depois de ver as filmagens, alguns alemães ainda pensavam que era uma invenção.
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 22:50

Censura?! Hitler?! Não se esqueça do Estaline também: devemos combater todas as discriminações.
A propósito: Velho do Restelo é metáfora, serve para qualquer idade e qualquer género. Pensava desnecessário sublinhar isto, mas já percebi que a subtileza não é o seu forte.
Há pessoas jovens que são velhas. Do Restelo ou da Musgueira.
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De William Wallace a 27.08.2015 às 23:40

O que o Pedro Correia chama de globalização, eu chamo de capitalismo predatório.

O caos da primavera árabe e do Iraque está aí para cobrar os horrores que lá se cometeram e cometem patrocinados pelos "exportadores de democracia" mas que têm agendas escondidas e em que o bem estar das populações não é do seu interesse tanto cá (na Europa) como lá.

A situação geral só não é pior porque os militares assumiram o controle no Egipto, a Rússia é de novo uma potência e a China é governada por um PC que aderindo ao capitalismo selvagem ainda consegue (felizmente) controlar os seus efeitos.

Eu gostava de ver como é que os EUA ou Canadá reagiriam a um fluxo semelhante de refugiados vindo da América Latina, aos cubanos deixaram-nos morrer no mar.

Os gregos, turcos e em breve os italianos irão continuar a fazer o seu papel e bem, inundando a Europa do norte com refugiados que fogem das guerras que alguém (Inglaterra, Alemanha, França, USA) patrocinou e patrocina, a desintegração de Países inteiros Síria , Líbia e Iraque) está a ter efeitos trágicos para milhões de pessoas e vai continuar por cá na Europa que ao 1º sinal de alarme irá dissuadir essa migração descontrolada que ela causou, disso ninguém tenha dúvidas mas entretanto o mal já estará feito entre os países mais fracos (Portugal, Itália, Espanha, Grécia).

Quanto a Portugal, continuando a ser governado pelas actuais seitas que alternam no poder só lhe restará afundar-se ainda mais pois a sua cada mais frágil economia (todos se esquecem que importamos + de 50% do que aquilo que consumimos) não terá capacidade de se reerguer e ou voltamos á idade da pedra ou seremos colonizados por esses migrantes e ainda por cima com o beneplácito das grandes potências que semearam o caos actual.

P.S. - Se Portugal tendo na década de 50/60/70 acesso a matérias primas de borla como explica o Pedro Correia que tanta gente tivesse emigrado na altura, talvez fosse porque Portugal e as suas "colónias" eram vistas pelo poder da altura como uma única Nação e o investimento não podia ser concentrado só na Metrópole como faziam as outras potências coloniais que o passaram a ser somente em finais do séc. XIX.

Antes só que mal acompanhado e de leste nem bom vento nem bom casamento.

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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 00:05

A Rússia é "uma potência"?
Curioso.
Lendo a imprensa internacional verifica-se o contrário.
Verifica-se que a Rússia começa a enfrentar a maior recessão das últimas décadas.
http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-07-22/russia-braces-for-longest-recession-in-decades-with-oil-near-50
Verifica-se que a economia russa contraiu 4,6% no segundo trimestre de 2015.
http://www.ft.com/intl/cms/s/3/8e640b2e-3f71-11e5-b98b-87c7270955cf.html#axzz3k3gaae9C

A Rússia detém 6% das reservas mundiais de petróleo, sobretudo na Sibéria Oriental. Mas a exploração destas reservas implicará fortíssimos investimentos e o recurso a tecnologia de ponta que Moscovo não tem nem terá num futuro próximo.

A Rússia padece de défices a vários níveis: demográfico, tecnológico, infraestrutural. O país depende em boa parte das exportações energéticas (petróleo+gás). Mas esta dependência constitui a maior debilidade da economia russa, que tem sido incapaz de diversificar a sua oferta. A contínua redução do preço do barril do petróleo, para mínimos históricos deste século, está a produzir efeitos desastrosos na economia de Moscovo: basta lembrar que o orçamento do Estado para este ano previa o dobro das receitas que têm vindo a registar-se.
Além do mais, a dinamização deste sector implica investimentos na ordem dos 700 mil milhões de euros até 2020 - dinheiro que os russos não têm.

A debilidade do sistema judiciário russo (sem a menor independência do poder político), os elevadíssimos índices de corrupção existentes no país e as altas taxas de criminalidade têm afugentado o investimento externo de que Moscovo necessita como de pão para a boca.
Com o envelhecimento acelerado da idade mediana no país, prevê-se que a Rússia perca 10% da actual população activa até 2025. Além disso os russos registam uma das mais elevadas taxas do mundo de infecção por VIH, o que não deixa de ter consequências catastróficas no plano económico e social.
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De William Wallace a 28.08.2015 às 03:58

A história tem-nos ensinado que a Rússia é uma potência, se o Pedro Correia não sabe isso aconselho-o a ler uns livros de história.

Quanto ao factos que cita e são verdadeiros, não passam de grãos de areia numa sólida engrenagem que já foi reconstruída após o caos que lá semearam a seguir ao colapso da URSS.
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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 08:17

Eu respondi-lhe com factos. Você, sem factos que sustentem a sua tese, manda-me ler livros e suspira de saudade pela ditadura: antigamente é que era bom, antes do "caos" da democracia. Algo que qualquer taxista me pode dizer a qualquer momento: basta eu entrar num táxi, basta substituir o Brejnev pelo Salazar.
Eis um remate nada original para uma polémica que não chegou a haver.
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De William Wallace a 28.08.2015 às 10:16

O Pedro Correia não sabe mas eu vou explicar !

Eu quando escrevo aqui parto do principio que os interlocutores dominam tão bem os argumentos a favor de uma tese como os contra e sabem por-se no lugar do outro, se o não fazem, isto passa a ser uma rede social (vulgo facebook) onde se opina de modo rasteiro e se entra numa lógica de o meu é maior que o teu, que não leva a lado nenhum e só serve a quem já detem o poder em si pois desagrega qualquer lógica que possa haver nos textos escritos ou uma qualquer remota possibilidade de mudança.

É esta razão que me leva a não comentar textos aqui escritos por alguns autores onde a desinformação e superficialidade é tanta que nem vale a pena sequer tentar argumentar.
O Pedro Correia como autor tem a possibilidade de "linkar" contéudos de modo directo o que eu nem outros podemos fazer mas isso até nem é relevante pois eu raramente abro esses links pois acredito nos mesmos e se por acaso tivesse acesso a outros contéudos mais recentes / completos iria entrar na lógica do meu é maior que o teu e isso não é a minha praia.

O pessoal anda extasiado com a treta das redes sociais, eu não pois há muito sei o que a casa gasta, ainda não havia redes sociais e eu já aturava trols e tinha de desmontar argumentos falaciosos e sinceramente tou farto disso, fartei-me a sério.

Quanto ao facto de a minha conversa ser de taxista, pois não sei, o problema ou não é que há cada vez mais taxistas.

Fica o link se quiser abrir e ler que a quase totalidade das pessoas que comentaram a noticia reconhecem quem causou o caos e desespero que leva estes refugiados / migrantes a arriscarem a vida para fugir do dia-a-dia que têm nos seus países de origem.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=197472

P.S. - Também poderá indicá-lo ao Luís Naves que escreveu e tem escrito artigos absolutamente deploráveis sobre o problema dos refugiados / migrantes.

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De Pedro Correia a 28.08.2015 às 20:59

É curioso que essas pessoas não fujam para a Rússia, país que você tanto elogia e enaltece- Fogem precisamente para os países que você mais critica. Ah, o doce Putin, como ele adoraria receber esses migrantes em desespero, acolhendo-os e cumulando-os de prebendas no doce lar moscovita...
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De Manuel a 29.08.2015 às 15:22

Não sabe porque fogem para a Europa em vez de ser para a Rússia?
Pois uma das razões é muito simples, vá ver quanto paga, por país, os subsídios diários por pessoa e, em alguns, para uma família de 5 pessoas acabam por ter mais de 1100 euros por mês mais alojamento (por isso até há países preferidos entre os migrantes). Claro que, neste contexto, a Europa tem regras para receber os refugiados de guerra ou outros devidamente contemplados na lei europeia, no entanto, tirando esses casos temos, em quantidade e na 3ª posição, há um conjunto de migrantes de que nem sequer se conhece o país de origem e aqui, tem mesmo que haver um controle rigoroso porque, se já estão mais de 20 Milhões de refugiados (o dobro da população portuguesa) à espera para entrar, muitos deles de zonas de guerra,(médio oriente) e se não se começar a demonstrar que só esses podem entrar, temos a população africana, quase toda, com grandes problemas económicos que ficariam a pensar que a Europa é a solução para os seus problemas. E, o mais estranho é a UA - União Africana andar muito caladinha e nem sequer comparecer a reuniões com a UE e pouco se ralar com os problemas dos cidadãos dos países que representam.
Com os refugiados de guerra do médio oriente se pensarmos em juntar todos os que vierem de África (que muitos também podem aceder ao estatuto de refugiado na Europa), num continente, com 57 países e com mais de um bilhão de pessoas (1.000.100.000) em que a percentagem de pobreza nalguns desses países é quase 60% e onde os conflitos armados e os problemas climáticos também estão a fazer uma razia económica, pergunto, se consegue imaginar o que aconteceria à Europa se abrisse totalmente as entradas. Mais a mais que, dependendo da sua origem, já tem havido conflitos entre os diversos grupos.
Quando as pessoas começam a falar de que se está a fazer pouco, eu gostava de saber quantos milhões chegarão para se achar que se fará o suficiente...
A grande diferença entre ser responsável ou irresponsável a tratar deste assunto é que, a irresponsabilidade, pode dar origem a um verdadeiro caos na Europa e não é só nas fronteiras mas dentro do espaço Schengen.
Por acaso vi que não concorda com um comentário deixado mais acima, mas eu entendo o ponto de vista. Até agora tem havido muitas dificuldades da UE para implantar muitas das suas diretivas, com o não cumprimento de muitas por parte de muitos países, como por exemplo, até o de baixar pensões, agora imagine que, com o caos instalado, e olhando ao longo da história, ele só tem servido para quê? Para incrementar Tudo o que não pode ser obrigado em tempos normais e aqui... realmente dá que pensar.
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De Afonso a 29.08.2015 às 10:27

A nova(velha)ordem do caos controlado no meu blog.
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De Manuel a 29.08.2015 às 19:27

Estive a rever a crise de 2008 e há no YouTube uma série de vários episódios que fala (em pormenor) sobre tudo o que se passou em cada país, incluindo China. Depois de rever tudo, começo a desconfiar que, até hoje, ainda nada voltou ao normal, e pode estar pior do que nos dizem... aliás, esta queda gigantesca das bolsas ainda na semana passada e o voltar a subir quase dá uma sensação de estar tudo "preso por arames".
Quando, a nível europeu, nem o desemprego estabilizou, esta entrada de migrantes e a Alemanha querer impor quotas aos outros países, quase parece que estão a precisar de caos na Europa.
De qualquer modo, nada como rever tudo e pensar se estamos, realmente, preparados para receber milhões de pessoas...

https://www.youtube.com/watch?v=JYTyluv4Gws
Meltdown The men who crashed the world.

Meltdown The men who crashed the world. Aljazeera PART 2
Meltdown The men who crashed the world. Aljazeera PART 3
Meltdown The men who crashed the world. Aljazeera PART 4

Como foi uma série feita em 2011, há coisas que foram mais aprofundadas e pormenores que passaram despercebidos numa altura que "a quente" em 2008 nem ficámos a saber.
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De Pedro Correia a 29.08.2015 às 23:02

Parece-me estimulante. Agradeço a pista que aqui nos deixa.

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