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Após um momento #metoo (7)

por João André, em 11.10.18

«Ela só quer publicidade!»

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24 comentários

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De Luís Lavoura a 11.10.2018 às 09:51

Disparate. Não fazem isso por publicidade. Fazem-no por dinheiro.
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De Luísa a 11.10.2018 às 10:08

É mais que óbvio que ela só quer publicidade. Dinheiro nunca lhe passou pela cabeça. Nem ela aceitaria mesmo que oferecido.
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De Anónimo a 11.10.2018 às 12:07

????????????????????????????????????????????????
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De Anónimo a 11.10.2018 às 12:49

Vi ontem na RTP uma entrevista com uma especialista sobre abusos sexuais (e não só).
Compreensivelmente, as respostas, mesmo a perguntas simples, foram consideradas complexas e, diga-se de passagem, abordadas em conformidade - também com um discurso complexo, cerrado, mas abrilhantado com muita ênfase e convicção.
No entanto, a definição de abuso, no essencial, resultou claríssima:
- O abuso acontece a partir do preciso momento em que alguém diz um não explícito.
Fiquei à espera de que o entrevistador pusesse a questão:
- Se, por exemplo, a meio da ejaculação surgir um explícito não, quem será o abusado, o ejaculado ou o ejaculador?
Mas não.
Fiquei a saber que, além de claríssima, aquela definição também era indiscutida, indiscutível, definitiva.
João de Brito

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De Pedro a 11.10.2018 às 14:06

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De Luís Lavoura a 11.10.2018 às 14:38

um não explícito

O que é isso?

Quando uma pessoa faz uma proposta (de qualquer natureza) a outra e a outra diz "não", é normal a primeira pessoa tentar convencer a segunda, através de diversos argumentos, a aceitar a proposta. A segunda pessoa pode, eventualmente, mudar de opinião e passar a dizer "sim". Mas, se continuar a dizer "não", é normal que o proponente insista ainda mais um bocado. É possível que, às tantas, a pessoa que recebe a proposta mude de opinião e acabe por dizer "sim".

Portanto, um "não", por mais explícito que seja, não sgnifica nunca que mais tarde não possa vir um "sim". Quando se recebe um "não" é normal não se desistir, mas sim insistir.

Um não explícito não é razão para não se continuar a tentar. E isso não é necessariamente um abuso.
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De António a 11.10.2018 às 14:57

Ou seja, nunca há abuso. Boa.
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De Luís Lavoura a 11.10.2018 às 15:13

Há abuso sim, se houver recurso à violência.

Há também abuso se a pessoa que recebe a proposta, não somente disser "não", mas também acrescentar "não quero discutir mais o assunto, não te quero ouvir mais, não me incomodes mais, vai-te embora", acrescentando eventualmente uns berros ou uns murros na mesa.

Agora, se a pessoa que recebe a proposta continuar apenas a dizer "não" mansamente, enquanto deixa correr o marfim, então há razões para suspeitar que esse "não" não seja sério.
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De Pedro a 11.10.2018 às 16:10

Falta contudo dizer que durante o acto sexual, na dialética de Eros, o "Não" pode estar associado ao jogo sexual…..a recusa seria ditada, na maioria das vezes, pelo Super Ego, normativo e castrador, e não pela vontade do Ego conciliador, verdadeira matriz do Eu individual e pontífice entre o Id e o Super Ego.

Associado ao acto sexual existe toda uma terminologia animalesca, que se obedecida, e portanto vencido o Super Ego normativo, promete aos intervenientes uma saída do Eu consciente, através da fusão aos Elos Universais da Despersonalização. Aliás como bem sabem todos os praticantes de religiões orientais a ejaculação é metaforicamente uma saída deste mundo, daí a etimologia da palavra Orgasmo
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De Rui Henrique Levira a 12.10.2018 às 01:02

O pior é que há coisas que podem não parecer sérias, podem até, passados poucos minutos, serem confirmadas como sendo nada sérias, mas que recuperam a sua seriedade umas horas ou dias depois das suas anteriores
e pouco sérias metamorfoses semânticas sofridas entre as paredes de um quarto.
Dantes, quando eu era moço, chamava-se a isso "ter a faca e o queijo na mão"; hoje, a coisa deve andar mais pela expansão "ter a faca e o queijo na mão, comer o queijo todo, enfiar com o queijeiro nos calabouços e ficar-lhe com o resto dos queijos e com a queijaria."
Estamos perante uma guerra civilizacional: contra a cultura da violação, a vigorosa e virulenta reacção das lambonas que se perdem por um bom queijo. E que se dê por contente o inteligente Ronaldo por ser da Madeira e não ter nascido ali no sopé da Serra da Estrela...
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De Luísa a 11.10.2018 às 14:49

Caro anónimo das 12:49 (João de Brito)
Também ouvi a entrevista da sexóloga de ontem. Na minha opinião só disse asneiras (e fiquei a pensar no que é que uma pessoa faz para se doutorar?? Será à Relvas?). No exemplo que apresenta, e na minha modesta opinião, o abusado é o ejaculador.
Luís Lavoura: concordo consigo, um não explícito (assinado com assinatura reconhecida?) não é motivo para desistir. Se todos desistissem ao primeiro não ... lá se ia a natalidade por água abaixo e, consequentemente, as reformas. Só os incapazes desistem à primeira dificuldade, não são bons empreendedores. Há que persistir.
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De António a 11.10.2018 às 14:59

Uau!
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De Rui Henrique Levira a 11.10.2018 às 23:27

Pelo andar da carruagem, não tarda nada que os homens heterossexuais ocidentais vão "persistir", em massa e a grande velocidade, para outras latitudes onde tenham a mínima certeza de na lotaria do "não" e do "sim" lhes não sair regularmente o enxovalho de um processo em tribunal e a possibilidade de uma pena de prisão perpétua.
Quanto ao sexo, todo o ser pensante sabe que ele nos foi doado com o objectivo de nos dar imeeeeeeeennnso prazer...E sempre assim foi, claro: há poucas décadas, quando os métodos contraceptivos eram de uma eficácia espantosa, nem quero imaginar o prazer sexual que as mulheres teriam ao saberem que uma gravidez as poria em risco sério de morte em pleno parto.
A resposta só poderá ser uma: devem essas senhoras ter, em devido tempo, pesado os prós e os contras do praticar o acto e chegado à conclusão de que ele há orgasmos que valem (literalmente) pela vida.
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De António a 11.10.2018 às 14:54

Interessantes estes momentos #metoo. Cada título é uma desculpa típica de quem quer justificar o injustificável. Aprecio a ironia. São mais momentos #shestoblameforit. E o pessoal até cai. São muito interessantes os comentários.
Interessante também que as #metuas cá do sítio estejam tão caladas. Já estou a estranhar a Isabel Moreira. Nenhuma se coibiu de opinar sobre Harvey Weinstein, Woody Allen, James Franco, Aziz Ansari, Louis CK, Kevin Spacey, etc. Depois foi a Asia Argento e Ooops! Agora o Ronaldo, e Oooooooops?
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De Luísa a 11.10.2018 às 15:25

"#shestoblameforit" Culpar uma mulher????P?
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De António a 11.10.2018 às 21:04

O João André deve estar a fazer um projecto sociológico. Bota o isco e vê quem morde. Ele nunca referiu especificamente um caso. Os comentários - resposta são interessantes. Até a moderação foi suspensa. Não notou?
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De Rui Henrique Levira a 11.10.2018 às 22:11

É a arte da pesca... E a arte da pesca, tal como outras actividades outrora consideradas "tipicamente" masculinas, é hoje campo onde não poucas mulheres dão cartas: engodam com mestria e sabiamente dispõem o isco à espera que algum anafado salmonete o engula. Ao isco, ao anzol, à chumbada, à linha e ao mais que houver a engolir.
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De Cristina M. a 11.10.2018 às 23:23

se for o caso, então o João André está a recolher, eventualmente, ainda mais dados dos que inicialmente esperaria.
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De Rui Henrique Levira a 11.10.2018 às 22:29

As #metuas (excelente) cá do sítio estão mais agarradas ao assento parlamentar do que ao arriscado hábito de meter a cabecinha no cepo seja por que mulher for.
Quando a coisa se passa lá longe e com gente que cá não nasceu, as #metuas são todas indignação e irmandade de antes quebrar que torcer com as alegadas vítimas. Quando a coisa embrulha um jogador nacional endeusado (para o bem ou mal) pela generalidade da tuga grei, há que rapar da calculadora, somar os benefícios e subtrair-lhes os custos, não vá uma opinião mal calculada custar-lhes aquilo com que ganham o pãozinho delas de cada dia. No caso de as capacidades matemáticas das ditas cujas não serem as melhores, já elas compreenderam que o silêncio, sendo (chatice, pá!) substantivo masculino, é, no entanto, feito da matéria de que nenhum homem (a não ser para a senhora Mayorga o Cristiano Ronaldo) é feito - o ouro.












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De Luís Lavoura a 11.10.2018 às 15:32

A mim estas histórias de violação entre um só homem sobre uma mulher (estou a excluir explicitamente o gang rape ou a violação por soldados em contexto de guerra) deixam-me bastante cético, porque não percebo muito bem como é possível um homem sozinho violar uma mulher se esta estiver verdadeiramente e ferreamente determinada a resistir, especialmente se houver outras pessoas por perto (como ao que consta foi o caso de Ronaldo no seu quarto de hotel).
É que um homem não fica com o pénis imediatamente rígido e pronto para a penetração sem a prática de alguns preliminares, os quais necesitam de alguma colaboração (passividade, pelo menos) da mulher. Também, o homem está vulnerável, não só fisicamente mas também na sua ereção, se a mulher intentar alguma resistência - seja dando-lhe um golpe nos testículos, seja berrando bem alto, seja mordendo-o ou cravando-lhe as unhas, etc.
Não estou de forma nenhuma a dizer que uma violação seja impossível, mas não me parece que possa ser um empreendimento trivial a não ser que a mulher resista com muito pouca convicção e que não possa potencialmente contar com ajuda.
A história da Kathryn, que muda de roupa numa casa de banho com a porta por trancar sabendo que há homens por perto, e que depois se deixa cobrir sem pedir socorro à amiga e ao outro homem que estavam a dez metros de distância, cheira mal que tresanda.
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De Sarin a 11.10.2018 às 19:16

Ela, a vítima, quer o que os outros acham que quer e faz o que os outros acham que deve fazer, caso contrário não pode ser vítima.


No meio de tanta gente a saber tanto, quiçá consultores desse best seller que é o "regras para uma violação conforme", acho curioso nenhum sapiente juiz da praça ter falado do Estatuto da Vítima.
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De Rui Henrique Levira a 11.10.2018 às 20:48

A publicidade é um meio para um fim, pelo que, a avaliar pela linda e comovente peça "jornalística" do Der Spiegel, o que a senhora Mayorga sempre quis foi outra coisa. Da primeira vez, conseguiu-o sem publicidade (aliás, a falta de publicidade foi a forma mais célere que arranjou para consegui-lo), nesta segunda vez, e dada a mudança da conjuntura que a junção do Me e do Too operou, nada será mais efectivo do que a publicidade que tenta lançar a dita senhora como a mais novel heroína da massas ululantes que exigem a castração de todo e qualquer homem heterossexual, pois ele é, como todos sabemos, um violador em potência.
Quem é que, feitas as contas, com tudo isto é verdadeira e definitivamente achincalhado? Curiosamente (e tragicamente, digo eu) são todas aquelas mulheres que são espancadas, massacradas, torturadas e violadas por energúmenos que não merecem o ar que respiram. Essas e todas aquelas que, com uma dignidade e coragem incríveis, durante décadas e décadas lutaram pelos Direitos da Mulher.
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De Rui Henrique Levira a 11.10.2018 às 21:04

Quanto à discussão que por aí anda, suponhamos isto: um casal heterossexual que mantém uma relação estável vai para o quarto e faz amor. A meio da coisa, a senhora diz NÃO. Aposto singelo contra dobrado que qualquer homem decente (é desses de quem eu falo, não de bestas quadradas), parará, retirar-se-á e ficará a dar voltas ao miolo a tentar descortinar que raio de mal terá feito (tê-la-á inadvertidamente magoado? terá sido a sua prestação de tal forma incompetente que a companheira se fartou? terá ela deixado de gostar dele?...). Se a coisa for ao contrário, uma pergunta e só uma pergunta - e isto na maioria dos casos, ressalve-se - imediatamente surgirá na mente da senhora: "Com quem anda este camelo a pôr-me os palitos?"
Estarei a ver a coisa mal? É sempre uma possibilidade...
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De P. P. a 12.10.2018 às 09:56

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