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Apocalipse Já

por jpt, em 15.06.18

Apocalypse-Now.jpg

 

(Texto escrito para o És a Nossa Fé. É longo, que me desculpem, mas é catarse da tristeza. E forma de suspender o blogar. Pelo menos por uns tempos. Não quero escrever em público neste meu "estado de alma" abalado, sempre propenso a exageros intimistas).

 

Eu era adolescente mas ainda me lembro, de modo algo vago. Há quase 40 anos surgiu uma das melhores campanhas políticas, o dístico “Eu não tenho culpa, não votei AD”. Pois, de repente, no meio daquela crise, ninguém assumia ter apoiado o governo maioritário. Certo, houve uma réplica, o “Eu sou AD, eu trabalho”, outro dístico – antes das redes sociais as pessoas afixavam nas roupas, usando-as como “murais” -, pujante mas com menos sucesso.

 

O que se passa no Sporting Clube de Portugal é um pouco o mesmo. A “crise” não o é mas sim um descalabro. Um Apocalipse, Já. E todos nós vamos organizando a nossa amnésia, numa espécie de “Je ne suis pas Bruno”. Mas a realidade é que Bruno de Carvalho foi reeleito o ano passado, nas eleições mais concorridas do centenário clube, com a maior percentagem de votos de sempre, se em eleições com listas concorrenciais. Foi sufragado pelos sócios, aclamado pelos adeptos. Alguns desgostosos com o seu estilo. Mas poucos, muito poucos, opondo-se ao conteúdo. Crentes, lúcidos, que “a forma é conteúdo” – e refiro o meu querido amigo Miguel Valle de Figueiredo, sportinguista profundo, meu co-bloguista, que desde o surgimento de BdC me causticou pelo meu estuporado apoio à personagem.

 

Explicações para a ascensão do “brunismo” serão várias. As internas ao agora dito “Universo Sporting” são óbvias: o apoucamento do clube nas últimas décadas, a míngua de títulos no desporto-rei, a redução das suas modalidades, e também o desbaratar do património fundiário e a profunda crise económica. E um dado sociológico: num clube popular (e pouco importa se o mais popular, como inventou Sousa Cintra, se o segundo ou o terceiro do país), o “único clube “de Portugal”” como tanto fazemos questão de dizer, notou-se que esta decadência fosse gerida (gerada?) por uma auto-reclamada elite social, os agora ditos “croquettes” (de preferência com os dois “tt”s), a panóplia de “notáveis”, uma espécie de plutocracia, transumante entre o clube e o eixo construção civil-banca. E os efeitos da crise económica, o estrondo na banca nacional e a aflição na construção, apontaram (e devidamente, na minha opinião) o quanto de espantalho tem essa aparente elite, a sua “solidez”, “competência” e “seriedade”. No país, e muito em particular no clube. Daí a ascensão de Godinho Lopes (que, de facto, não pertence a esse meio social). E logo de seguida, ruptura ainda mais radical, o “Bruno”, homem das massas. Ou seja, homem das claques, para falar em termos clubísticos.

 

Tudo isto catapultado pela vontade, até insana, de ganhar títulos. Os quais, o que tanto piora a coisa, tão habituais são nos “outros”, os vizinhos, benfiquistas e portistas, esses sempre “ferindo-nos” com a sua festa cíclica, a sua alegria esfuziante. Invejamo-los, o que nos apouca, amesquinha. Mesmo que não o confessemos.

 

Títulos que são o corpo do ideal de “sucesso”, tão difundido nos finais de XX. E que é desesperante, pois a esmagadora maioria de nós não consegue ter “sucesso”, palpável, festejável, “trofeuizável”, que seja reconhecível, saudado, até invejado pelos outros. Aguentamos a merda do dia-a-dia, uma ou outra alegria, uma festarola, uma pequena promoção, um bónus no salário, uma bela refeição, a praia na Tailândia ou um escaldão na Manta Rota. E, quanto muito, uns laivos de felicidade, um filho que cresce, um neto que encanta, uma mulher que sorri, no acto ou mais ao longe, um qualquer feito, naqueles que gostam do que trabalham ou vão com hóbi. Ou alguma placidez, talvez. Por isso este anseio de títulos da “bola”. Não para esconder algo. Mas para celebrarmos este algo, e que parece pouco, que nos coube.

 

E mais o são num país que se futebolizou, desde os “a geração de oiro” do prof. Queiroz, do Euro-04, tudo catapultado no frenesim da imprensa multiplicada (rádios privadas nos 80s, jornais desportivos diários, televisões privadas nos 90s) e agora histriónica pois moribunda. E a explosão da internet, e das redes sociais (como este blog). Quem vive ou viveu no estrangeiro perceberá bem melhor que tudo isto, todo este futebolismo, não é a regra nem o hábito generalizado.

 

Enfim, tudo isto e muito mais nos trouxe ao “Bruno”. Ao nosso apoio, ao meu apoio, de anos, até há alguns poucos meses. Cri que no clubismo (que não na política) este afrontar, em modo populista, da plutocracia seria positivo. E serviria até como exemplo, aviso, para essa tal política. Para um bem geral, do clube, e português. Engano total. Erro crasso, de avaliação, de reflexão. De cumplicidade, estratégica que tenha sido, com o mal. Pois Bruno de Carvalho é tudo aquilo que anunciava ser, personagem típica que é. Ainda mais ilógico do que será de esperar deste tipo de líderes, populistas abrasivos. Pois em formato incompetente, agora feito cinzas pelas chamas que ateou.

 

O resultado económico e desportivo deste desgraçado período será abissal. As perdas são (e serão) brutais, em cima das enormes dificuldades que o clube vivia. Pior ainda nesta nova era de futebol-negócio. Acabadas de mudar as regras de redistribuição de rendimentos na Liga dos Campeões, algo inserido nesta lenta marcha para uma Liga Europeia de clubes. O fosso entre participantes e não-participantes, entre elite e “pequenos”, cada vez será maior. Ao colapsar agora, ao perder terreno (e tanto) neste preciso momento, o clube compromete, talvez definitivamente, para sossego dos rivais, a entrada nesse universo clubístico. É a estocada final na decadência.

 

Mas ainda maiores serão as perdas morais. Os clubes, mais do que todos os outros grupos, são “comunidades imaginadas”*. Porque a nossa adesão, a dos simples milhões de adeptos, é desinteresseira, deles nada queremos para nós próprios, nem remissão de pecados, nem orientações para a vida, nem entreajudas, e muito menos benesses, remunerações. Queremos comungar, participar, “torcer” por um bem que imaginamos comum, “nosso”. E que é “etéreo”, nada palpável – para além de umas taças e umas medalhas, acumuláveis como mero arquivo -, feito de símbolos, heróis quase divinos (Peyroteo, Agostinho, Lopes, Chana, Theriaga) de que ouvimos os mais-velhos falar ou recordamos de um desvanecido passado.

 

E é essa comunhão imaginada que arde agora. Não só por causa de Bruno e seus sequazes. Mas ao ler os seus inúmeros apoiantes, no seu mural de FB (muito censurado) e em tantos outros locais. Imensa gente, com um português escrito muito básico (o que não é maldade mas é característica), vociferando, repetindo até à náusea teorias da conspiração, teses de campanhas urdidas por um feixe ilimitado de agentes maléficos contra o Sporting, e seu presidente (agora suspenso).

 

Vinte anos de África, e a minha profissão, fizeram-me conviver com ideias muito parecidas: o mal, a falha, a perda, se (a)parece imponderável, inescrutável, inopinado, é dito efeito de feitiço alheio, acção maldosa de algum “vizinho”. Entre nós, séculos e séculos de cristianismo queimaram (literalmente) as crenças no feitiço. Elas subsistem, mas não dominam o quotidiano. Mas esse modo de explicar o indesejável inesperado tem este formato, a crença não num vizinho feiticeiro mas numa panóplia, difusa, esconsa, de agentes coligados para fazerem(-nos) o mal. Não “Foi Deus”, muito menos “o Demo”, nem o “feiticeiro” ou “os espíritos antepassados”. Foram “Eles”, homens vivos, agindo na sombra.

 

E penso, que “comunhão imaginada” posso ter com esta gente? Que assim pensa? Como partilhar símbolos, valores, emoções, se os entendemos tão diferentemente? A estes e, decerto, que a tudo o mais que seja significante. Como manter a ficção, a imaginação? E como manter, ainda mais difícil o é, qualquer comunhão com os nazis, os claqueiros, os boçais holigões, que ululam “Sporting” durante as suas verdadeiras missas de adoração ao Demónio, fazendo do estádio o seu perverso templo. Para nosso gáudio, animados com a encenação e o apoio “à equipa”. Que comunhão ter? Como continuar a imaginá-la? Como crer, aceitar, naqueles que me dizem neste momento de crise, “somos todos sportinguistas”, “há que manter a união”. Em nome de quê?

 

Nestes dias tenho-me lembrado de um homem que conheci vagamente, amigo de amigos. Moçambicano luso-descendente, pertencente àquele núcleo de jovens portugueses que optaram por ficar no país após a independência, tantos deles cheios de esperanças voluntariosas, as próprias da juventude, dos homens e dos países. Há alguns anos, ele já sexagenário, doente e com alguns problemas económicos, segundo me disseram, há muito distante da família, recolheu-se em casa. Estendeu a bandeira na cama, não a moçambicana, não a portuguesa, nem a de algum partido político ou igreja, ou  algum estandarte militar, estes tão típicos daquela geração. Estendeu na sua cama a bandeira do Sporting, sobre ela se deitou, e fez-se adormecer para sempre.

 

É por isto, por este quase indizível, que há clubes, as tais comunidades imaginadas. Porque são imagináveis. E são-no porque existem, porque são reais. E por serem reais nelas nem todos cabem.

 

E é esta consciência que o “Bruno”, Bruno de Carvalho, me trouxe. E o não ter  percebido tão antes é-me um verdadeiro Apocalipse. Já!

 

O da minha razão, capacidade afinal tão incapaz, coisa para outros pouco importante. E o do clube. No molde que o conheci. O que imenso me entristece.

 

* "Comunidades Imaginadas" é o título de um livro de Benedict Anderson, sobre o nacionalismo. O livro é muito bom e a expressão generalizou-se.

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29 comentários

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De Anónimo a 15.06.2018 às 22:28

Calma. Ainda que o silêncio, por ora, me pareça ser razoável solução. Abraço.
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De jpt a 16.06.2018 às 08:51

É razoável. É expiação, um tipo depois de dizer tantas asneiras durante tanto tempo tem a obrigação moral do Confiteor Deo omnipotenti E a (legal, até) de cumprir pena, calar-se (pelo menos por uns tempos)
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De Pedro Correia a 15.06.2018 às 22:59

Um texto admirável. A incluir na segunda antologia do DELITO. Já.
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De Sarin a 16.06.2018 às 01:11

Há também outro texto que o autor não quis ou não se lembrou partilhar... e que por isso tomei a liberdade de ligar num comentário ao Diogo Noivo já que todo ele oportuno e merecedor. Quão merecedor! Não se poderia reeditar agora sem ligação mas com espaço próprio?

O jpt sabe qual é, o Pedro talvez também.
Talvez aqui alcance uma dimensão que noutro blogue está, naturalmente, centrada e até condicionada pelos acontecimentos. Sem qualquer deslustre para, e com muita consideração por, quem acompanha num ou noutro local.
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De jpt a 16.06.2018 às 08:55

Obrigado pela sua simpatia. Não coloquei o texto aqui pois não só não quero encher o DO do tema "Sporting" como ele tem um lado de debate com outros textos do "És a Nossa Fé" que o tornaria algo excêntrico aqui. Precisaria de ser retocado para reutilização - nem sequer o meti no meu "O Flávio" exactamente por isso.
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De Sarin a 16.06.2018 às 10:22

Sugiro-lhe então esse exercício de edição - cf. esperava até, dadas as menções nele feitas.

É sobre o Sporting porque jpt é Sportinguista e porque a situação se vive no Sporting. Mas podia ser em qualquer clube, em qualquer instituição, em qualquer forma de organização desta nossa sociedade... o seu texto é muito mais do que as causas que o levaram a escrevê-lo.
Mais até do que este, permita-me dizê-lo - e repare nos comentários: se com este tocou "a alma" sportinguista, com o outro atingiu em cheio "a alma" humana e cidadã que, em muitos Sportinguistas, está ainda ofuscada pelo imediato e por isso cheia da primeira.

E se a repetição da mensagem nunca é demasiada, a forma da mensagem recomenda-se por si mesma.
Senão por nós, faça-o pel'O Flávio :)
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De jpt a 16.06.2018 às 10:34

Obrigado pela simpático desafio. Até porque (até certa medida) os blogs são dos leitores ...
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De Sarin a 16.06.2018 às 11:02

Não é simpatia, é apreço e uma pitada de egoísmo...
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De jpt a 16.06.2018 às 11:52

Assim fiz, obrigado pelo desafio. Coloquei-o até para complementar um comentário meu aqui nesta caixa
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De Sarin a 16.06.2018 às 12:07

Vou ler.
Talvez não comente, mas saberá porquê; ou talvez haja mais, esse tal complemento.

Obrigada :)
Já são dois para o livro, espero.
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De jpt a 16.06.2018 às 19:07

Obrigado pelo lóbi quanto ao volume II. Mas o que importa é que o Pedro Correia já está a pensar nele.
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De Pedro Correia a 16.06.2018 às 21:18

Estou já a pensar nisso, sim.
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De jpt a 17.06.2018 às 08:30

Força.
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De jpt a 16.06.2018 às 08:53

Seria um prazer ("honra" está um bocado em desuso, nestes tempos de BE no poder, logo viriam criticar uma afirmação dessas). E saúdo o comentário, a demonstrar que já estás a trabalhar no assunto.
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De Costa a 15.06.2018 às 23:35

Admirável, de facto. Elegantíssima elegia.

Não tendo sido tocado pela Graça do futebol, sou, perante tudo isto, mero espectador. Já nem espantado (que a ninguém dotado de elementar bom senso espantará o que quer que venha, por estes dias, do mundo da bola: quando se pensa que se bateu no fundo, na verdade apenas se atravessou uma - outra -camada de lodo), por vezes curioso (todos o somos, na nossa imperfeição, do infortúnio alheio), sempre exasperado (com o nauseante, metodicamente cultivado, impune e aplaudido abuso de posição dominante exercido pela gente do pontapé na bola, em toda e qualquer faceta da nossa vida).

Mas eis um texto admirável. Linhas de um homem bom. Que aqui resumem tudo (e, permita-se-me, que pena afinal lê-las a pretexto de bola e afins): "(...) a esmagadora maioria de nós não consegue ter “sucesso”, palpável, festejável, “trofeuizável”, que seja reconhecível, saudado, até invejado pelos outros. Aguentamos a merda do dia-a-dia, uma ou outra alegria, uma festarola, uma pequena promoção, um bónus no salário, uma bela refeição, a praia na Tailândia ou um escaldão na Manta Rota. E, quanto muito, uns laivos de felicidade, um filho que cresce, um neto que encanta, uma mulher que sorri (...)".

Quanto muito, uns laivos de felicidade. A condição humana.

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De jpt a 16.06.2018 às 09:02

Obrigado pelas palavras. Há algo que concordo parcialmente. Nisso da "posição dominante" da gente da bola. Há uma futebolização do país, o que é diferente. Notei-a muito, durante os 18 anos que vivi fora. Tem a aparência de gentrificação do futebol - já bloguei sobre isso, da forma como tendo saído em meados de 1990s tinha o meu meio alheado do futebol e ligado aos desportos de "classe média" (náuticos, motorizados, râguebi, ténis, etc.) e passados anos chegava cá de férias e as pessoas já "eram" do futebol. Esse é o lado facial. Mas de facto o que houve (e o período socrático foi determinante para isso - e, já agora, Sócrates foi um paladino do Euro-2004, temática que se elidiu do discurso público) foi uma "popularização" (no mau sentido da palavra, por mais elitista que isto pareça ser -mas não o é) da sociedade, das dinâmicas culturais, políticas, "filosóficas" se se quiser, da classe média no poder. O discurso é pobre - e muito em futebolês (e veja-se as tétricas imagens de Sousa e Costa ontem aos pulos de cachecol. Eu pulei. Mas eles pulam para "estarem com o povo" e capitalizarem afectos, em momentos encenados) - os objectivos são pobres. Ou seja, não há assim tanta excepcionalidade quanto ao mundo da bola.
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De Vento a 15.06.2018 às 23:52

Meu caro JPT, vai tudo muito bem esgalhado. Mas a questão que coloco, como sportinguista, é a seguinte: mas afinal qual é o problema? Eu não vejo nenhuma crise no Sporting. Aquilo que vejo é um processo que em nada me abala, mas que me faz tomar partido: Bruno à Presidência. Já!
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De jpt a 16.06.2018 às 09:06

Vento, há uma contradição no seu comentário que eu tenho que enunciar. V. não pode defender Bruno de Carvalho à presidência e começar uma diálogo comigo dizendo "Caro". Ainda para mais num comentário a este texto, onde eu explicito o nojo que tenho por si (seja lá qual for o seu nome, dado que aqui escondido por um miserável termo, anónimo como tantos dos boçais brunistas que por aqui andam na internet).
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De Vento a 16.06.2018 às 10:55

O termo caro é demonstração de afabilidade. Sobre a minha posição relativamente ao processo sportinguista nada tenho a acrescentar. Eu não sinto nojo por si nem por ninguém. É mais um sportinguista com uma visão diferente da minha. Mas concordo consigo sobre a boçalidade, basta ler a sua resposta ao meu comentário. Qual é o seu problema ao meu comentário? É o comentário ou é a assinatura?
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De jpt a 16.06.2018 às 11:54

Na sequência de um comentário acima acabo de colocar um postal que tinha deixado num outro blog. Explicar-lhe-á ainda mais o profundo desagrado, com repercussões fisiológicas, que tenho pelos cultores do "Bruno à presidência" neste Junho 18. Tantos dos quais, diga-se, andam por aqui, internet, botando sob "assinaturas" deste tipo.
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De Anónimo a 16.06.2018 às 12:48

Por acaso comentei esse seu post partilhando a visão que tenho sobre o mundo desportivo.
Bruno de Carvalho não é o meu alimento, é somente a
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De Vento a 16.06.2018 às 13:02

Por acaso comentei esse seu post partilhando a visão que tenho sobre o mundo desportivo.
Bruno de Carvalho não é o meu alimento, é somente pensar que ele deve ser submetido a escrutínio, para ver se os sócios ainda o desejam.
Se entenderem que existe alguma matéria que deva ser dirimida nos tribunais contra ele, façam. Mas sobre isto pronuncie-se quem de direito.
O meu desejo é que Bruno fique. Mas se nas eleições outro aparecer, quem sou eu.
Esta assinatura é a que tenho usado em todos os seus posts e na troca de impressões que tenho estabelecido consigo ao longo do tempo. Mas se não pretende que comente os seus posts, diga.
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De Anónimo a 16.06.2018 às 00:04

Não percebo tanta angústia, tanto dramatismo , o que esta crise mostra é que o clube está bem vivo .
Repito mais uma vez , um clube só está em perigo quando não tiver sócios e adeptos .

Luis Almeida
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De jpt a 16.06.2018 às 09:07

Saúdo o optimismo e espero que V. tenha razão.
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De Sarin a 16.06.2018 às 00:47

Há horas que só me lembro de King Crimson como resposta ao que evocou... e na dúvida sobre se partilhar, até aqui chegar.


Não chega a ser resposta, apenas reacção à introspecção crua e à imagem de mabecos em vez de embondeiros.

Mas talvez possa ser catártico e revitalizador... comigo às vezes funciona, embora nenhum desalento seja igual.


https://youtu.be/W-KZMswHvvQ
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De jpt a 16.06.2018 às 09:08

Obrigado Os meus King Crimson são mais os dos 1980s, o "progressivo" (para lá de um "lamb" ou "carpet" e coisas assim) já não me animam ou desanimam muito ...
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De Sarin a 16.06.2018 às 10:50

KC não são banda de culto - esta música sim, por motivos terapêuticos. Muito útil quando a ciática progressiva me ataca a costela gótica, ou vice-versa...


(perante um texto do Apocalipse não lhe ia vender a Bretanha a peso, nem mesmo com o Brexit; e garanto-lhe que a letra é pura coincidência - o Lake escreveu isto antes de eu nascer, o que me isenta de qualquer hipotética responsabilidade)
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De Meister Von Kälhau a 16.06.2018 às 14:11

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De jpt a 17.06.2018 às 08:31

Obrigado Pedroso

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