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Aplausos a Marcelo

por Pedro Correia, em 28.03.16

1022223[1].jpg

 

1. Por ter promulgado o Orçamento do Estado sem deixar de exigir "rigor" na sua execução.

 

2. Por agir nesta matéria com a rapidez que o calendário justifica e o bom-senso impõe.

 

3. Por haver explicado, no essencial, o Orçamento do Estado aos portugueses.

 

4. Por tê-lo feito numa linguagem acessível, em cerca de dez minutos. Ao Presidente da República cabe também, entre os poderes informais de que dispõe, esta pedagogia democrática.

 

5. Por ter dispensado um discurso escrito, demasiado formal e ostensivamente pomposo. O que não significa que tenha falado de improviso, ao contrário do que alguns assinalaram. Façamos-lhe justiça: com Marcelo nunca há improvisos.

 

6. Por ter falado ao País às cinco da tarde, horário até agora impensável para os nossos maus hábitos políticos, pautados pelos jornais televisivos da noite - algo absurdo num mundo onde a informação circula a todo o momento. Todos nos lembramos de uma "importantíssima" declaração de Cavaco Silva anunciada em Julho de 2008 num jornal da manhã e só consumada às oito horas dessa noite, coincidindo com os telediários. O então inquilino de Belém, interrompendo as férias, deixou Portugal em suspenso durante um dia de trabalho para no final a montanha parir um rato.

 

7. Porque com ele, como sublinha o Luís Aguiar-Conraria, "a normalidade constitucional voltou a Belém".


20 comentários

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De ali kath a 28.03.2016 às 22:47

voltei nele como entertiner, arte em que continua a ser exímio.
na minha terra alentejana só se elogiava a merda
não é só o peixw que morre pela boca
manifesta a falta de coragem que atingirá as nossas cartêras
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De Pedro Correia a 29.03.2016 às 12:34

Dava quase uma quadra, se tivesse métrica e rima.
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De Luís Lavoura a 29.03.2016 às 09:56

Quem lhe diz que ele dispensou um discurso escrito? Ele pode muito bem tê-lo escrito e tê-lo mandado projetar na parede do fundo da sala, como se faz para os locutores dos telejornais. Ou seja, ele poderia estar de facto a ler, mas um discurso projetado na parede.
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De Pedro Correia a 29.03.2016 às 12:33

Ninguém me disse: vi e ouvi.
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De carlos faria a 29.03.2016 às 11:43

Para o modelo de presidente institucionalmente implantado em Portugal, agiu em conformidade e inteligência, ao mesmo tempo que assume que é tempo do executivo governar em normalidade e mostrar o que vale e a crispação entretanto não leva a lado nenhum. Muito bem.
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De Pedro Correia a 29.03.2016 às 12:33

Limar arestas, contra as crispações: é este o dever institucional do Presidente, é isto que esperam dele os que votaram Marcelo.
Os que se apressam desde já a criticá-lo não votaram nele. Mais: fizeram tudo para que não fosse candidato e não hesitaram em combatê-lo durante a campanha, alegando que não era "bacteriologicamente puro" por não ter 'pedigree' de "direita" (seja lá o que isso for).
Tudo normal, portanto.
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De JgMenos a 29.03.2016 às 12:14

Particularmente significativa a escolha das 17 horas, que dá um claro sinal de que a função pública não trabalha fora-de-horas na presente e infamante regra troikista de pagamento de horas extraordinárias!
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De Jorg a 29.03.2016 às 12:48

Como já antes mencionado, PR Marcelo é, para mim, como os Americanos vistos por Churchill - no fim acabam por fazer a coisa certa, mas só depois de tentarem fazer as coisas de todos os diversos outros modos.
Por agora, ainda estamos na fase de ir maquilhando e caucionando muita asinina, ou seja ainda não é tempo de fazer as coisas certas.... Ou seja, é tempo das ´fezadas'....
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De Pedro Correia a 29.03.2016 às 12:56

Não esqueçamos que Churchill - filho de uma americana - dizia isso com uma ternura irónica.
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De Luís Marques a 29.03.2016 às 19:28

Não entendo porque é que com Cavaco Silva a normalidade constitucional estava ausente de Belém.
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De Pedro Correia a 29.03.2016 às 22:23

Cavaco não questionou a constitucionalidade de nenhum OE. Mas vários deles estavam feridos de inconstitucionalidades várias, segundo o TC. 'Dura lex, seda lex'.
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De Luís Marques a 29.03.2016 às 23:55

Tem absoluta razão, mas Marcelo não recebeu um país sem dinheiro e sob a alçada da troika, que faria ele em igualdade de circunstâncias?
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De Anónimo a 30.03.2016 às 02:47

Marcelo recebeu um país com uma divida bem maior e com uma Troika vigilante. Quanto a factos não há argumentos.
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De BELIAL a 29.03.2016 às 21:14

MRS, o namoradinho dos portugueses e portuguesas,

Até tem um cãozinho.

Eu também votei no fofinho.
Na riqueza.
Se o apanho a jeito, pespego-lhe com uma beijoca repenicada na bochechita esquálida...ai ai...
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De Pedro Correia a 29.03.2016 às 22:24

Não vale a pena exagerar. Julgo que MRS dispensará tanto carinho.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.04.2016 às 12:17

Considero-me uma razoável avaliadora do car, depois de quase 40 anos a trabalhar directamente com pessoas de todos os extractos sociais, cores, credos e nacionalidades. Não escondo que sempre gostei de MRS. Conhecê-lo foi apenas constatar que tenho quase sempre razão e raramente me engano :) :) :)
Escusado será dizer que este texto do Pedro é exemplificador e não limita a realidade senão aos que estão limitados por outras realidades mais limitadas
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De Pedro Correia a 02.04.2016 às 22:23

Marcelo chega à Presidência no momento certo, Dulce. Quando o País mais precisava dele, da sua palavra mobilizadora e do seu exemplo inspirador.
Não tenho a menor dúvida quanto a isso.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.04.2016 às 22:29

O iPad ( gadget infernal ) boicotou o carácter pela metade, e deixou só "car"... O tempo provará o engano da maquineta, tenho a certeza :) :) :)

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