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Vamos cá ver. O facto de o Dr. Costa ter uma visão dos mandatos que vai exercendo exclusivamente orientada para o afago do próprio ego, interesse e ambição pessoal define-o, mas não vincula os diferentes interlocutores que partilham o espaço político. O Dr. Passos Coelho, para além de, como todos nós, representar-se a si próprio conforme pode, foi eleito para dar voz no Parlamento a todos os que votaram no PSD. Quando o Dr. Passos Coelho pergunta ao Dr. Costa qual seria o valor do défice sem manobras de diversão, fá-lo porque entende que há uma parte significativa dos portugueses que gostava efectivamente de dispor dessa informação. E entende bem. Desde logo porque não sendo impossível obtê-la por outros meios, é importante que seja o primeiro-ministro a dizê-lo. E depois, porque sendo ele a dizê-lo é mais fácil contrastar a informação com a prosódia e proverbial fanfarronice do Dr. Costa. Por isso, não sendo propriamente uma surpresa que o Dr. Costa recuse responder ou que remeta uma resposta para quando o "Diabo chegar" (o estilo chocarreiro e velhaco é tão natural ao Dr. Costa como a própria transpiração), não é demais sublinhar que tal constitui uma óbvia e grave falta de respeito pelos princípios democráticos e pelos eleitores, Ora, se não se pode esperar da legião de pataratas comprados pela política de reversões (que são aliás, embora não façam ideia, os principais destinatários dessas faltas de respeito), nem do tutor com residência oficial em Belém, nem muito menos da 2ª triste figura do Estado, que alguma vez levantem a voz para colocar o Dr. Costa no seu devido lugar, é importante que não sejamos cúmplices por omissão e que não deixemos passar a situação em claro. É evidente que o meio exige contenção e que não é possível descrever aqui o Dr. Costa com todas as letras. Mas é obrigatório, pelo menos, que fique registado que o Dr. Costa se comporta como um bandalho. 


1 comentário

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De Costa a 27.01.2017 às 15:52

"(...) pelo menos, que fique registado que o Dr. Costa se comporta como um bandalho."

Talvez seja de recear que isso de se ser - ou comportar como - um bandalho, não será coisa que necessariamente repugne ao eleitor médio do rectângulo.

E que isso de frequentar uma marquise - presume-se que de alumínio - em roupa interior de alças, chamando-lhe sua e recorrendo ao abrir a boca a um discurso não especialmente cortês, há-de ser coisa muito natural, ou um verdadeiro objectivo de ascensão e realização pessoal, para o cidadão típico português. Pouco fluente em matéria de boa educação (de educação, enfim; e perfeitamente satisfeito com o facto) e criado no culto de cada um safar o seu.

Coisa que o licenciado Costa estará, afinal, a fazer. Correspondendo na forma e na substância ao "paradigma", como agora tanto se diz, do português médio.

De modo que, até que isto de novo rebente, o Costa é que está certo. Quando rebentar - perspectiva nítida, mas que dá excessivo trabalho reconhecer quando há tanta coisa mais interessante para ocupar as ténues mentes das massas - pagaremos todos. Novamente. A culpa, novamente, será da ganância "dos mercados", do neoliberalismo, do Passos e do seu governo, da Merkel e então (convenientíssima e preciosa adição ao bestiário) também do Trump.

Entretanto o Costa terá seguramente o seu futuro assegurado e ao abrigo de especiais maçadas. Um objectivo absolutamente comum e lícito, nada mais.

Costa

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