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Antes tarde do que nunca!

por Luís Menezes Leitão, em 21.09.16

A polémica sobre o livro de José António Saraiva mostrou infelizmente ao público o pior de Pedro Passos Coelho: a precipitação, a ligeireza e a teimosia. Só a precipitação pode explicar que o líder da oposição de um país, que aspira a voltar a ser primeiro-ministro, aceite apresentar um livro sem sequer o ler. Só a ligeireza explica que, confrontado com o teor do livro, viesse desvalorizar o assunto, não se apercebendo da gravidade do mesmo. E por fim, só a teimosia pode explicar as suas declarações públicas a insistir na apresentação do livro, quando era para todos evidente que o mesmo não poderia ser apresentado.

 

Qualquer líder partidário tem obrigação de pensar nos interesses do partido que lidera antes de toda e qualquer consideração pessoal. O PSD tem o legado de Sá Carneiro, que nunca permitiu que a vida íntima dos adversários fosse explorada, mesmo quando ele próprio sofria ataques em razão da sua vida privada. Nunca um líder do PSD poderia por isso apadrinhar um livro com referências à vida íntima de políticos. Passos Coelho deveria ter sido o primeiro a reconhecer essa situação. Como pelos vistos não foi o caso, ainda bem que alguém lhe explicou o óbvio e ele finalmente percebeu. Antes tarde do que nunca!


3 comentários

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De Vento a 21.09.2016 às 12:14

Só agora tive coragem de ver qual o tema em apreço. Afinal o assunto não tem que ver com a apresentação de um livro contra a troika. Graças a Deus!

Bem, como o assunto é matéria intima, gostaria de fazer uma declaração de interesse: Na matéria em causa sou um homem de missão. Conclui-se que minha posição sobre este tema é de missionário.
Espero que Saraiva avance rapidamente com o livro. E porquê? Porque ainda não conheci um único em Portugal cuja intimidade fosse intima, e mulheres com reserva de intimidade também as conto pelos dedos.
Se na realidade fosse intimo o tema que dizem ser abordado por Saraiva ele jamais o conheceria. Quem quer intimidade tenha decôro.


O PSD tem um legado de Sá Carneiro, afirma. O Luís com esta sua reflexão fez lembrar-me a história dos herdeiros que desbaratinaram a herança e dizem que ainda a têm.

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