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Ambiente de trabalho II

por Teresa Ribeiro, em 22.10.18

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Creio que tudo começou com a glorificação das chamadas soft skills. Em teoria, um profissional vale mais se, além de conhecimento técnico, revelar qualidades como empatia, iniciativa e dedicação, entre outras tantas características fofinhas. O pior é quando, cientes dessa sobrevalorização, emergem no mercado de trabalho pessoas cujo maior talento é o da capacidade de autopromoção. Conheço gente que faz voluntariado não porque tenha qualquer vocação para tal, mas porque pode fazer a diferença num currículo. Fazer MBAs e pós-graduações tornou-se, por este motivo, um desporto de alta competição, em que a suposta sede de conhecimento não passa de um engodo para potenciais empregadores.

A indústria do "parecer" está pujante, as fake skills em alta. É por isso que a pouco e pouco, em todos os sectores, encontramos os melhores performers em lugares de topo. Há pessoas destas, com funções executivas, que saltam de área em área de actividade, sem possuir os mais elementares conhecimentos relativos às matérias sobre as quais tomam decisões. Por mais hábeis e inteligentes que muitas sejam, é claro que nestas circunstâncias os erros tornam-se inevitáveis.

Há uma incompetência larvar que tem a ver com isto e está a minar todos os sectores e a destruir os mais vulneráveis. 

 


23 comentários

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De V. a 22.10.2018 às 22:15

Há muito tempo que ser de esquerda e ser voluntário e ser activista se tornou numa espécie de "tramp skill": algo que permite passar por cima de uma fila para aceder a um benefício mais rapidamente. Muita da própria actividade LGBT destina-se principalmente a criar um círculo de regalias que depois é distribuído com enormes benefícios entre os seus membros (tal como nas religiões brasileiras) — para não falar da tentativa óbvia de criar gente mais igual do que outra que usurpa o código da sociedade para o transformar numa linguagem própria e blindar o discurso em torno daquilo que se pode dizer sobre essas coisas, para usar a terminologia de Wittgenstein.

Tantos analistas a analisar tanta coisa, a escrever tanta treta e tanta patetice — analisem as coisas pelos resultados e não pelas intenções e vão ver como é tudo simples e merdoso e altamente filho da puta.

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