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Always handsome

por Cristina Torrão, em 27.05.20

Elyas M'Barek.jpg

Elyas M'Barek

© Reiner Bajo


47 comentários

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De Luís Lavoura a 27.05.2020 às 11:23

É deveras curioso que, na Alemanha, os filhos de mãe alemã e pai imigrante (como é o caso deste Elyas) têm todos (ou quase todos, enfim) nome próprio da língua do pai.
Eu acharia que, sendo eles nascidos na Alemanha de mãe alemã, deveriam em geral, ou pelo menos em metade dos casos, ter nomes alemães.
A cultura alemã é peculiarmente machista
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De Cristina Torrão a 27.05.2020 às 15:01

Não acho que a Alemanha seja peculiarmente machista. Em todo o lado é comum os filhos e filhas serem conhecidos pelo nome do pai. Nós portugueses temos, normalmente, os nomes próprios de mãe e pai, mas o último (principal) é o do pai. Na Alemanha, só se tem um nome próprio, como em quase todos os países da Europa (nos EUA também julgo ser assim). Desde sempre, o do pai. Mas aqui a lei mudou, é possível ter apenas o nome próprio da mãe. Foi já no meu tempo na Alemanha, ou seja, há menos de 27 anos. Porém, ainda pouca gente adopta esta modalidade, a cultura enraizada ainda é a que dá cartas. Por acaso, tenho duas sobrinhas e um sobrinho alemães com o nome próprio da mãe (o pai também é alemão).

O actor Elyas M'Barek é austríaco, apesar de viver na Alemanha. O pai é tunisino, a mãe é austríaca.
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De Luís Lavoura a 28.05.2020 às 09:53

A Cristina parece que não entendeu o meu comentário. Eu não me refiro ao apelido das pessoas, que em princípio será de facto o do pai, mas sim ao nome próprio. O que eu não entendo é que seja dado (quase sempre) a filhos de alemãs, nascidos na Alemanha, nomes próprios estrangeiros.
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De Cristina Torrão a 28.05.2020 às 12:26

Sim, confundi o nome próprio com o apelido, peço desculpa.

Mas os nomes próprios alemães já não são o que eram, há muitos estrangeiros, mesmo quando o pai e a mãe são alemães. Há imensos homens de uma certa geração que se chamam Kevin por causa do Kevin Costner! Foi uma verdadeira coqueluche, como se dizia antes. Mas também há um exemplo português (quem diria). Há bastantes jovens alemães chamados Luís, pois nasceram na altura em que Luís Figo era um ídolo futebolístico. O mesmo não acontece com Cristiano, ou Ronaldo, mas é conhecido que os alemães, vá-se lá saber porquê, não gostam dele.
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De Isabel Paulos a 27.05.2020 às 16:36

Em regra o apelido que vinga (o último) é o do pai, mas há países em que é facultativo e alguns - como Espanha e a América Hispânica - em que o usado é o da mãe.
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De Cristina Torrão a 27.05.2020 às 18:17

Nos países em que é facultativo não será devido a lei relativamente recente?

Quanto ao caso espanhol, tenho uma dúvida. Eu sei que, no caso de haver, por exemplo, dois nomes próprios, usa-se o primeiro, ao contrário de nós, onde a regra é usar o último. Por exemplo, um espanhol que se chame Pablo Garcia Sanchez, é nomeado Sr. Garcia. Mas isso quer dizer que é o nome da mãe o usado? Havendo esta regra, não será o nome do pai a surgir primeiro?
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De Isabel Paulos a 27.05.2020 às 19:20

Sim, nalguns casos veio a ser facultativo por alterações legais e jurisprudência recente. A bandeira da igualdade assim o exigiu. Mas creio não estar enganada se disser que há países em que apesar da predominância ser masculina, há muito é possível o uso do nome feminino. Penso que é o caso do Japão. Não estou certa.

Em Espanha o último apelido da criança é o da mãe. Mas julgo que o mais comum é tratar-se um espanhol pelo nome e primeiro apelido (do pai). O que não invalida que haja nomes compostos pelas duas famílias e assim sejam conhecidos.
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De AntónioF a 27.05.2020 às 20:04

Não, Cristina.
No caso espanhol o patronímio antecede o matronímio, sendo que, no exemplo que dá, o nome usado é o do pai.
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De Luís Lavoura a 28.05.2020 às 09:56

O sr Pablo García Sánchez é conhecido por Pablo García. García é o apelido do seu pai, Sánchez o da sua mãe. Ou seja, tal e qual como em Portugal, o sr Pablo García é conhecido pelo apelido do seu pai. É essa a regra em Espanha e em toda a América Latina de língua castelhana.
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De João André a 29.05.2020 às 09:10

Adicionando que era comum (penso que menos agora) adicionar um "y" entre os dois apelidos. Era uma forma de dizer: Pabro (hijo de) García (y) Sánchez.
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De marina a 28.05.2020 às 20:52

Em Espanha , primeiro é o apelido paterno e depois o apelido materno , mas somos conhecidos pelo apelido paterno , como nos outros países , a não ser , como no meu caso , que o apelido materno seja mais invulgar e em alguns lugares ,como na escola , usa-se esse por questões práticas para nos distinguirem rapidamente.
mas habitualmente é o nome próprio e o primeiro apelido ( paterno) .
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De Isabel Paulos a 29.05.2020 às 17:59

Obrigada pelo esclarecimento, Marina.

No primeiro comentário errei, e tentei corrigir no segundo. Com a sua ajuda ficou muito mais claro. :)
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De Chuck Norris a 28.05.2020 às 08:28

Se os alemães são machistas, então os americanos e os ingleses são os verdadeiros machos alfa.

Nessas culturas, os casais são apresentados com o nome do marido. John Smith casa com Joan Allen e passam a ser Mr. And Mrs. John Smith.

No nosso país a grande maioria das pessoas tem como último nome, o nome do pai. Aliás, muitas mulheres adoptam o nome do marido após o casamento.

Os meus pais fizeram isso e o meu pai é o oposto de um machista e a minha mãe é uma autêntica padeira de aljubarrota lá de casa... o meu pai que o diga.

Por isso, é tudo uma questão cultural. Fazer disso um problema de machismo, é mais um exagero da geração meetoo, que apesar de ter surgido com toda a lógica e sentido de oportunidade, acabou por se banalizar ao cometer erros como este, de tentar dar um significado errado a questões culturais, que em nada põem em causa o papel e a posição da mulher.

Quanto à verdadeira questão deste post, que é o jovem bem parecido que aqui aparece, é de facto um homem com uma beleza nostálgica muito própria. Acho que qualquer mulher de bom gosto não se importaria de lhe dar mimo... é que parece que o rapaz está mesmo a precisar....
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De Cristina Torrão a 28.05.2020 às 12:47

Na Alemanha é a mesma coisa. Ao casar, as mulheres mudam de apelido, nem sequer podem manter o delas (não podiam, mas já lá vamos). Os alemães não se dão com nomes compridos. Eu tenho três apelidos e é sempre complicado. No médico, por exemplo, perguntam-me como me hão de chamar: têm de dizer os três apelidos, ou podem escolher um deles? Nem sequer lhes passa pela cabeça que basta dizer o último. Também já me perguntaram porque não adoptei o nome do meu marido, que até é alemão, o que tornava tudo muito mais fácil. Eu respondo que casámos em Portugal e, pela lei portuguesa, adoptando o do marido, eu teria quatro apelidos! Deitam as mãos à cabeça.

Hoje em dia, continua-se a não autorizar mais do que um apelido, mas há três alternativas:
1 - as mulheres podem manter o nome delas, o que causa muita confusão às pessoas mais velhas, que não concebem a ideia de um casal ter apelidos diferentes; pior ainda é, para estas pessoas, a pergunta: e os filhos, como se hão de chamar? A lei diz que é indiferente (apelido do pai, ou da mãe), mas os irmãos têm de ter todos o mesmo apelido.
2 - os homens adoptam o apelido da mulher, o que é muito raro e também confunde mentes mais conservadoras.
3 - usa-se um apelido duplo, composto pelos dois apelidos ligados por travessão; os filhos, porém, não podem ter nome duplo, porque, segundo os legisladores alemães, não poderiam adoptar igualmente um apelido duplo quando casassem.

Ao longo da sua vida, as mulheres podem ter vários apelidos. Imaginemos uma Claudia Neumann. Casa-se com um Schmidt, passa a chamar-se Claudia Schmidt. Imaginemos agora que se divorcia e torna a casar, desta vez, com um Schulz: passa a chamar-se Claudia Schulz.

Também há situações caricatas. Uma colega de trabalho do meu marido divorciou-se, com dois filhos. Tornou a casar, mas manteve o nome do ex-marido, pois não queria ter nome diferente dos filhos. Diz que mudará o nome (para o do novo marido), quando os dois filhos atingirem a maioridade.
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De Anónimo a 28.05.2020 às 14:07

O exemplo que dá no seu último parágrafo aplica-se, por similitude, à chanceler alemã. Presumo que Merkel seja o apelido do seu primeiro marido.
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De Cristina Torrão a 28.05.2020 às 14:36

Não sei, tinha de ir pesquisar. Talvez mais logo.
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De Cristina Torrão a 28.05.2020 às 18:41

Tem toda a razão. O nome Merkel vem do primeiro marido, com quem esteve casada apenas cinco anos. Com o actual, de apelido Sauer, já está casada desde 1998. O seu apelido de nascimento é Kasner.
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De João André a 29.05.2020 às 09:22

Os holandeses têm uma perspectiva estranhíssima. As mulheres e os homens podem mudar os nomes após casamento, adoptando o nome do outro ou combinando os nomes. Exemplo: um casamento de I. Jansen com P. Visser. O nome de casados pode acabar: I. Jansen e P. Visser (sem mudança), I. Jansen, P. Jansen ou I. Visser e P. Visser (um deles adopta o nome do outro), I. Jansen-Visser e P. Jansen-Visser ou I. Visser-Jansen e P. Visser-Jansen. (adicionam o nome do outro, na ordem que entenderem). No caso de adoptarem o outro nome ou o adicionarem, ambos o fazem.

Agora entre o curioso: o nome legal não muda. O passaporte continuará a dizer I. Jansen e P. Visser.

Já para os filhos, sem se indicar nada, recebem o nome do pai. Se os pais notificarem antes do nascimento que preferem que a criança tenha o nome da mãe, esse é adoptado. O nome combinado não é permitido.

No meu caso, quisemos que os nossos filhos recebessem um nome combinado como em português. O nome de nascimento teve que ser um dos dois pré-definidos (escolhemos o da mãe, porque o meu seria mais longo - dois nomes no apelido) e depois fizemos um pedido ao rei para mudar o nome (pagando 800 euros a fundo perdido). Agora os meus filhos têm nome combinado.

O curioso foi que nos documentos de identificação portugueses, o mais velho tinha o nome composto (mãe e pai) e nos holandeses, por um período, apenas o da mãe.
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De Cristina Torrão a 29.05.2020 às 17:28

No fundo, o sistema português ainda é o mais flexível e, no fundo, o mais simples, embora, claro, nunca conseguirei convencer os alemães disso.

Digo o mais simples, porque, independentemente da quantidade de nomes e apelidos que uma pessoa tenha, ela é normalmente conhecida apenas por dois e até são variáveis. Imaginemos o António José da Silva Pinto: pode ser conhecido por António Pinto, José Pinto, ou até Silva Pinto. Nem sequer há regra que diga que tenha de ser um nome próprio e um apelido.

Lembro-me agora do caso de Durão Barroso, que sempre foi assim conhecido em Portugal, mas, como Presidente da Comissão Europeia, era conhecido, no estrangeiro, por José Barroso. Porém, até o meu marido, que está habituado aos procedimentos portugueses, teve alguma dificuldade em aceitar que o mesmo homem fosse conhecido por nomes diferentes.
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De Cristina Torrão a 29.05.2020 às 17:28

Peço desculpa pela repetição de "no fundo".
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De João André a 29.05.2020 às 09:07

Na minha experiência de emigrante, os nomes de famílias onde um dos pais seja local e o outro seja imigrante, os filhos acabam muitas vezes por receber um nome próprio do país do imigrante.

Quanto ao machismo, há algum na sociedade alemã e o exemplo mais claro é o conceito da Rabenmutter, a mãe corvo, que vai trabalhar em vez de ficar em casa a tomar conta dos filhos.

No entanto olho para outros aspectos: na Alemanha conheço muitos casos de mulheres a casar com estrangeiros (e vice-versa). Na Holanda só conheço um único, a esmagadora maioria deste tipo de famílias holandesas/estrangeiro é constituída por um holandês homem e uma estrangeira mulher. Tenho a minha interpretação do caso, mas deixo cada um criar a sua, se quiser.

PS - Cristina, quando comentei inicialmente não fiz login, por isso aparece o comentário acima também como anónimo. Podes apagar :).
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De Luís Lavoura a 29.05.2020 às 10:27

na Alemanha conheço muitos casos de mulheres a casar com estrangeiros (e vice-versa). Na Holanda só conheço um único, a esmagadora maioria deste tipo de famílias holandesas/estrangeiro é constituída por um holandês homem e uma estrangeira mulher. Tenho a minha interpretação do caso, mas deixo cada um criar a sua, se quiser.

Quando vivi na Alemanha também notei isso, a abundância de alemãs que namoravam com estrangeiros, em particular com negros. A minha interpretação sempre foi que os alemães devem ser fracos de membro, por isso as alemãs têm que procurar homens mais vigorosos, e em particular os negros que têm boa fama.

Também vi que as alemãs são substancialmente diferentes dos alemães na sua atitude para com os estrangeiros (como eu): os alemães são altaneiros e arrogantes, as alemãs pelo contrário são amigáveis e compreensivas.

De resto, faço notar que Emmanuel Todd (um antropólogo francês judeu) classifica muito diferentemente os casamentos de uma mulher provinda da raça superior com um homem da raça inferior (que ele diz que são comuns e não traduzem grande coisa), do caso inverso, um homem da raça superior com uma mulher da raça inferior (que ele diz que são extremamente incomuns e que marcam uma aceitação da igualdade racial). Ele faz esta classificação em relação às relações raciais nos EUA, mas penso que talvez também se possa aplicar às relações naturais-imigrantes na Europa.
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De Cristina Torrão a 29.05.2020 às 17:44

Sim, é estranha a resistência que os alemães têm em relação a uma mãe que trabalha a tempo inteiro. Mas já se vai modificando e vêem-se casos de mães nessa situação, enquanto os pais ficam em casa, ou trabalham em "part-time".

Pode ser machismo. Por outro lado, uma mulher que trabalhe a tempo inteiro e ainda tem de tratar dos filhos e da casa, sem ajuda (ou pouca) do marido, também é machismo. E, no entanto, essa mulher é considerada emancipada.
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De João Pedro Pimenta a 29.05.2020 às 20:52

Elyas é um nome berbere ou árabe? Se é, desconhecia. Entretanto, vi que ele tem um irmão chamado Joseph. Se fosse a versão "tunisina" seria Youssef.
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De Cristina Torrão a 30.05.2020 às 10:59

Elias é a latinização de um nome grego (antigo) - Ἠλίας - ou hebraico - אֵלִיָּהוּ (tirado da Wikipedia alemã). Um nome bíblico, portanto, não tem a ver com o mundo árabe (notemos, porém, que os muçulmanos são igualmente "herdeiros" da Bíblia; consideram-se descendentes de Abraão e reconhecem como profetas penso que 25 profetas bíblicos, incluindo Cristo).

Elyas (com "y") é apenas uma variante e a Wikipedia alemã diz-me também que era um nome próprio masculino muito utilizado na geração nascida na primeira década do século XXI.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 27.05.2020 às 16:35

Esta miscigenação fragiliza os partidos nacionalistas /étnicos. Contudo muito destes descendentes de etnias não nórdicas costumam ser os zelotas de politicas xenófobas. O chamado comportamento, sentimento, de neofito
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De Cristina Torrão a 27.05.2020 às 18:20

Sim, realmente há esse fenómeno, mesmo com portugueses.
Muitos portugueses, nacionalizados norte-americanos, são adeptos ferrenhos de Trump.
E quantos portugueses não adoram a Marie Le Pen?
Enfim...
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De Luís Lavoura a 28.05.2020 às 09:59

Trump e Le Pen não são, primariamente, xenófobos nem racistas. São nacionalistas, ou seja, querem pôr os cidadãos do seu país em vantagem - qualquer que seja a origem étnica desses cidadãos.

A Le Pen gosta mais de um francês cujos pais sejam imigrantes portugueses, do que de um português cujos pais sejam emigrantes franceses.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 28.05.2020 às 13:00

"Trump e Le Pen não são, primariamente, xenófobos nem racistas."

Quando um partido usa a raça, etnia, a nacionalidade para fazer política torna - se num partido xenófobo. Aliás qualquer partido nacionalista apoia - se num qualquer argumento, mais ou menos disfarçado, de haverem características diferenciadores, genéticas (de génese), entre as diferentes nacionalidades - um natural de X nunca pode ser um verdadeiro nacional de Y (leis de sangue)

https://www.google.com/amp/s/amp.theguardian.com/world/2017/may/05/france-muslims-fear-frustration-runoff-vote-marine-le-pen

Nada tenho contra racistas. Tenho é contra aqueles que o sendo dizem não sê-lo.
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De El Profesor a 28.05.2020 às 19:00

todo o partido que usa a raça, etnia, a nacionalidade é um partido xenófobo... então o Livre é xenófobo... e a Joacina Katar Moreira é racista... muito bom, tem toda a razão. Se de facto existe um partido representado na assembleia xenófobo, é o Livre... ou era... e se de facto existe uma deputada racista, é a Joacine.

Pena é que ninguém o diga.
Mas adorei o comentário
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De Anónimo a 28.05.2020 às 20:48

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De V. a 28.05.2020 às 17:24

Os portugueses —e imagino que todos os emigrantes de raíz europeia— não gostam é de injustiças nem de quem tem privilégios automáticos enquanto eles se esfalfam a trabalhar. É isso que as pessoas inteligentes de esquerda e as pessoas mesmerizadas pela emoções apalermadas e fáceis dos mass media continuam sem perceber. Essa e muitas outras coisas.

Sobretudo quando a realidade e os mundos infames que têm criado nunca lhes terem dado razão. É tudo teorias e são todas teorias da treta.

Mas no worries — quando as minorias forem maiorias, voltaremos às tribos e à Justiça com base na superstição e no medo.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 28.05.2020 às 11:23


Tem toda a razão. Costumo dizer aos portugueses que apoiam LePen para imaginarem como teria sido a sua vida se LePen estivesse no poder aquando da sua emigração e se esta teria sido possível. A maioria cai em si. "pois, é verdade..."
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De Chuck Norris a 28.05.2020 às 13:02

Ora aí um tema polémico e uma afirmação que poderá não ser exata. Marine le Pen não é xenófoba, nem racista e não é o protótipo de nacionalista que se está a tentar descrever aqui. O nacionalista do sec. XXI não tem nada a haver com o nacionalista do sec. XX. Apesar de muita gente os querer equiparar.
O nacionalista atual não se limita a privilegiar o cidadão nacional, secundarizando o não nacional. Pelo contrário, o nacionalista atual cria condições idênticas para ambos, tal como cria deveres idênticos para ambos. E aqui é que reside a diferença. O nacionalista atual fomenta muito mais a igualdade, do que o nacionalista de à 100 anos. Por vezes até se confunde se um determinado político é de direita ou esquerda, precisamente por isso. E a diferença é que o de direita exige direitos e deveres idênticos, o de esquerda apenas exige direitos.
Este é um dos grandes motivos de estes políticos estarem a crescer e só não crescerem mais porque faz-se aquilo que se está a fazer aqui, equipará-los aos bichos papões do século passado. Já no outro espectro, não se vê equiparaçôes com os mesmos bichos papões do mesmo período.
Questionar os portugueses sobre a existência de uma le Pen na altura da sua emigração, não é de todo correto. Na década de 60 os portugueses emigraram em massa e não tinham à espera deles um político de esquerda, cheio de boas vindas. Tinham um Charles Degaulle que era tudo menos socialista. Era um nacionalista moderado, como muitos dos que existem hoje em dia. Era um indivíduo que hoje em dia é um líder respeitado, mas que na altura era acusado de populismo... mais ou menos o que temos no nosso país atualmente.
E foram políticos como este que permitiram o sucesso dos portugueses. Aliado, claro, à postura dos mesmos. Já na década de 70, quando se aceitou de tudo um pouco, sem a devida obrigação de integração, com um desleixo completo nos deveres de cidadão, nasce o problema social francês, nomeadamente o árabe e magrebino, que continua até hoje. Por isso, comparar o emigrante português ao marroquino, é impossível, não só pela postura de ambos, como pelas exigências que tiveram os primeiros e não tiveram os segundos. E o resultado foi um sucesso muito maior do luso.
Ou seja, com um político de direita, naciolista moderado, os emigrantes tiveram sucesso. Com um estadista de esquerda, dez anos depois, os emigrantes não tiveram o mesmo sucesso, pelo contrário e criaram-se problemas sociais graves que se mantêm ao fim de 40 anos. Por isso, o problema poderão não ser as le Pens.
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De El Profesor a 28.05.2020 às 16:40

Não deixa de ser pertinente o seu ponto de vista.
Outro factor muito importante na diferença entre as duas culturas de emigrantes é o facto de o português, apesar de emigrar, manter sempre o objectivo de regressar ao seu país de origem, após uma determinada temporada a amealhar o fruto do seu trabalho. Já o africano não tem esse objetivo. O africano procura estabelecer-se para sempre, vivendo o dia a dia sem esse objetivo de criar economias próprias, de forma a regressar ao seu país e lá viver dos ganhos de uma vida de trabalho.
E lá está outra diferença, a motivação para trabalhar.
E é precisamente o trabalho a melhor ferramenta de integração.
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De o cunhado do acutilante a 27.05.2020 às 18:38

E eu a pensar que o intuito do postal era tudo menos chegar-se ao consenso sobre o nome atribuído ao cidadão.
Pelos vistos enganei-me redondamente.
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De Anónimo a 28.05.2020 às 09:05

Pois...Também eu! Com uma beleza desta,e o nome é que interessa.😂
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De o cunhado do acutilante a 28.05.2020 às 12:26

Pois, compreendo a sua desilusão. É triste e tem de procurar por outros horizontes, ou então adaptar-se à nova realidade do novo normal e assim não lhe custará tanto, nem às senhoras todas do país.
Pelo novo normal será: consideradas e distintas senhoras; não interessa a figura e admire-se o nome e o apelido.
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De Anónimo a 27.05.2020 às 19:46

É lindo, Dava-lhe umas boas palmadas

Ana Costa
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De o cunhado do acutilante a 28.05.2020 às 13:09

Caríssima e muy considerada menina/senhora, Ana Costa.
Não vai, quando mesmo, arriscar o valor da sua reputação avaliadora colocada no mais baixo degrau da escala dos grandes conhecimentos femininos levados a cabo sobre as configurações anatómicas do género oposto, ao formular apreciações estéticas completamente desfasadas do novo normal. Não quer isso, pois não?.
Então leiamos o que a menina/senhora quis verdadeiramente dizer:
- Lindo nome. Dava-lhe umas boas palmadas nesse apelido.


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De Anónimo a 28.05.2020 às 20:56



Obrigada,

é o calor e a excitação do momento que me leva a indelicadezas menos próprias.
de uma senhora.


Ana Costa
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De V. a 28.05.2020 às 17:26

É bastante mais provável um árabe dar-lhe umas palmadas a si. Isto antes da cerimónia do apedrejamento pela família dele, ofendidíssima.
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De Anónimo a 27.05.2020 às 21:30

Well...não gosto de barbas

Dno
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De Anónimo a 28.05.2020 às 22:47

"Podre de bom" e giro nas horas!
(e tudo o resto que se lixe...)

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De João André a 29.05.2020 às 09:24

Vi recentemente o Der Fall Collini e gostei imenso dele no filme. Um filme interessante.

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